A UNEB, por meio do curso de Letras – Espanhol e Literaturas do Departamento de Educação (DEDC) do Campus I, em Salvador, vai promover no próximo dia 18, às 14h, a mesa-redonda “Inclusão da Língua Espanhola na Educação Básica: Um diálogo entre a Paraíba e a Bahia”. A atividade será transmitida ao vivo pelo canal da TV UNEB, no YouTube.
O evento tem o objetivo de promover um diálogo entre representantes da Paraíba e da Bahia, compartilhando experiências, desafios e possibilidades sobre a inclusão do ensino da Língua Espanhola na Educação Básica. A iniciativa visa subsidiar estratégias para ampliar a presença da disciplina nas escolas baianas, considerando os avanços obtidos na Paraíba.
A mesa contará com a participação dos professores Jair Ibiapino Pereira Tavares e Lucas da Silva Paulino, da Secretaria Estadual de Educação da Paraíba. A mediação será realizada pela professora Aline Silva Gomes, da UNEB.
A proposta é fortalecer o entendimento sobre os caminhos trilhados, os obstáculos superados e as oportunidades de expansão do ensino de espanhol. A troca de experiências pretende contribuir para a formação de professores e para o aumento do acesso ao idioma no estado.
A atividade integra as ações do projeto “Fica Espanhola na Bahia”, desenvolvido pelo curso de Letras – Espanhol e Literaturas da universidade, em apoio ao Movimento Fica Espanhol no estado.
A ação busca fortalecer a luta pela inclusão do idioma na educação básica, sobretudo após a publicação da Medida Provisória nº 746/2016, que retirou a obrigatoriedade da oferta da disciplina no Ensino Médio.
Trocar de cidade, ficar longe da família e dos antigos amigos, encarar novos e muitos desafios. Ou seja, chegar à universidade é parte de uma nova etapa da vida. Tudo isso pode gerar dúvidas, inseguranças e até vontade de voltar atrás nas escolhas feitas. Mas também se sabe que, com o apoio adequado, é possível ir adiante na formação acadêmica.
Compreendendo esses aspectos, a UNEB considera a promoção da saúde mental dos estudantes uma dimensão de cuidado fundamental para o sucesso dos planos dos discentes de desenvolvimento profissional por meio do ensino superior.
Carolina D’ Fonseca, psicóloga da EMAE
Visando oferecer condições que garantam o pleno desenvolvimento das habilidades do sujeito durante a sua formação, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes) aplica uma abordagem com ações multidisciplinares, envolvendo assistência social, psicopedagogia e acolhimento psicológico.
“Os nossos estudantes muitas vezes migram de suas cidades de origem para poder estudar, vão encarar a realidade de uma cidade grande sem a presença da família; discentes de povos originários passam a vivenciar outra cultura. E tudo isso pode afetar a sua continuidade no curso”, explica a professora Carolina D’Fonseca, psicóloga e coordenadora da Equipe Multidisciplinar de Atenção ao Estudante (Emae), da Praes.
Essa compreensão, que permite olhar o bem-estar da pessoa não apenas pelos aspectos psicológicos e emocionais, mas também pela saúde física, apoio social e por suas condições de vida, é defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Significa entender a saúde mental como condição de bem-estar que possibilita o desenvolvimento das habilidades pessoais do indivíduo, para que ele responda aos desafios da vida e contribua com a comunidade.
Amparada por essa visão de saúde e bem-estar, a professora Mary Galvão, coordenadora do Serviço Médico, Odontológico e Social (SMOS), no Campus I da UNEB, em Salvador, lembra que os desafios vividos estão também fora da universidade.
Dados da OMS apontam que o transtorno de ansiedade, por exemplo, tem prevalência em 3,6% da população mundial; nas Américas esse índice chega a 5,6%, com destaque para o Brasil, em que 9,3% da população é afetada – o maior índice do mundo. No Brasil os transtornos ansiosos já estão entre as principais causas de afastamento laboral.
Esses desafios estão revelados também no perfil dos atendimentos realizados pelo SMOS no ano passado: 27% dos atendimentos estão relacionados a adoecimentos psíquicos, como transtorno de ansiedade e depressão.
Dois momentos são considerados marcantes na vida acadêmica e que podem afetar a saúde mental dos discentes: a ansiedade pelo ingresso no curso e, depois, as pressões relacionadas ao encerramento desse ciclo da vida. “Quando já inserido na cultura universitária, o estudante se depara com um contexto de possível sobrecarga de atividades, muitas vezes associada ao trabalho de conclusão de curso”, avalia Carolina D’Fonseca.
“O fator estresse não vai simplesmente sair da sua vida”, Professora Mary Galvão
Mary Galvão reconhece que o estilo de vida no mundo atual é gerador de estresse em muitos campos, e é necessário desenvolver habilidades para lidar com isso. “A promoção da saúde é também informação. A pessoa deve buscar aprender a administrar sua saúde, entendendo que o fator estresse não vai sair da sua vida”, observa.
O SMOS atua na promoção da saúde da comunidade a partir dos princípios que são aplicados no Programa Saúde da Família (PSF): a humanização (o acolhimento da pessoa que procura o serviço), o encaminhamento especializado (comunicar ao paciente o atendimento médico do qual ele necessita) e a educação e saúde (convida o paciente para a mudança de hábitos).
“A nossa orientação é de que a pessoa entenda que, para que ela tenha saúde, precisa promover mudanças de hábitos. Orientamos sobre a importância de possuir um vínculo com o profissional que a acompanha regularmente, mas também sobre a importância de retomar a autonomia de gerenciar a sua saúde. Isso inclui respeitar o horário e a dose da medicação que está sendo utilizada”, afirma Mary Galvão.
Segue abaixo uma lista de serviços permanentes de acolhimento, atendimento psicológico e psiquiátrico oferecidos à comunidade da UNEB:
SMOS
O Serviço Médico, Odontológico e Social (SMOS) oferece sessões presenciais de psicoterapia voltadas para o público interno (estudantes, técnicos administrativos, docentes e terceirizados) lotado na capital. O agendamento é sujeito à disponibilidade de vaga e realizado presencialmente por ordem de chegada.
O SMOS oferece atendimento especializado em psiquiatria para os públicos interno e externo (residentes na região do bairro do Cabula, em Salvador), mediante apresentação de encaminhamento do serviço de psicologia do Posto de Saúde do Distrito do Cabula.
Com uma visão integrada da Promoção da Saúde, além dos atendimentos de psicologia e psiquiatria oferecidos, o SMOS realiza também atendimentos em práticas integrativas, como auriculoterapia, massoterapia, cromoterapia e iridologia. Em breve oferecerá acupuntura.
Informações: tel. (71) 3117-2471.
Projeto Dois Altos
Espaço de escuta e acolhimento pontual e emergencial para pessoas em situação de crise por sofrimento emocional e/ou urgência subjetiva. Atendimento voltado para o público interno (estudantes, técnicos administrativos, docentes, terceirizados e discentes do programa Uati) em todos os campi.
Para os campi do interior do estado, o atendimento é remoto por meio do WhatsApp (71) 99600-2672. Em Salvador, o atendimento é exclusivamente presencial, por ordem de chegada. Cada pessoa tem direito a oito atendimentos por ano.
O projeto trabalha em sistema de plantão: nas segundas-feiras, das 13h às 17h; das terças às sextas-feiras, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
O atendimento é realizado por psicólogos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica (PGPC) da universidade, todos registrados no Conselho Regional de Psicologia.
Coordenação: professora Kátia Jane Bernardo (kchaves@uneb.br).
Equipe Multidisciplinar de Atenção ao Estudante (Emae)
Espaço de acolhimento psicológico, orientação pedagógica e oficinas interativas para estudantes da UNEB (todos os campi). Oferece suporte pontual de forma individual ou coletiva, com atendimentos online e presencial. A Emae é formada por psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais e está vinculada à Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes).
Agendamentos: cel. (71) 99682-5771.
Coordenadora: Carolina D’Fonseca (cdcardoso@uneb.br) e cel. (71) 99670-9932.
Departamento de Educação (DEDC), Campus I, Salvador
Sessões de psicoterapia voltadas para o público interno (todos os campi) e externo (Salvador). O atendimento é presencial ou online, com agendamento prévio pelo cel. (71) 99600-6470. No momento, não há disponibilidade de vagas.
O atendimento é realizado por estudantes de graduação e de pós-graduação da UNEB, supervisionados por professores.
Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), Campus IV, Jacobina Oferece serviço de atendimento psicológico individualizado para estudantes de graduação e de pós-graduação.
O atendimento acontece às terças, quartas e quintas-feiras. As solicitações devem ser encaminhadas para o email naidch4@uneb.br.
Psicólogo: cel. (74) 9130-5597 (Iago).
Coordenadora do NAI: professora Rita, cel. (73) 9100-7606.
NAI, Campus VII, Senhor do Bonfim
Oferece serviço de atendimento psicológico presencial à comunidade acadêmica às segundas e terças-feiras. É necessário realizar agendamento prévio pelo cel. (74) 99154-0650.
Oferece atendimento para todo o Brasil pelo tel. 188, atendimento online no site (chat e email) e também presencial (confira endereços no site). O atendimento é gratuito e realizado por voluntários.
Terapia Comunitária Integrativa (TCI)
Prática integrativa reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que também promove acolhimento pro meio de rodas de conversas realizadas em comunidade, constituindo um espaço de escuta ativa.
Na UNEB, a TCI encontra-se em processo de formação de novos instrutores para mediação das rodas de conversa, mas algumas atividades já estão sendo realizadas.
Setembro Amarelo
As ações que promovem o cuidado com a saúde mental e a atenção psicossocial se relacionam diretamente com a prevenção ao suicídio, proposta central do Setembro Amarelo.
A campanha atua anualmente na perspectiva de que o diálogo sobre a prevenção ao suicídio promove a quebra de estigmas sociais, criando novas oportunidades de apoio para as pessoas que se encontram em situação de sofrimento psíquico.
Em 2025, o Centro de Valorização da Vida (CVV), organizador da campanha, está reforçando o papel de escuta ativa, apresentando a campanha sob o tema “Conversar pode mudar vidas“.
O Setembro Amarelo foi idealizado no final de 2014 por diversas entidades, entre as quais o CVV, e teve sua primeira edição em 2015. A cor amarela é usada mundialmente como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro).
Texto: Scheilla Gumes e Leandro Pessoa/Ascom. Imagem: Anderson Freire/Ascom.
O estudante da UNEB Alan dos Santos de Jesus, natural da comunidade rural do Buri, no município de Dário Meira (BA), foi selecionado para participar de intercâmbio acadêmico de curta duração na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, capital de Angola.
Graduando em Letras – Português pela UNEB, no Campus XXI, em Ipiaú, Alan foi selecionado no Programa Caminhos Amefricanos, iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em parceria com o Ministério da Igualdade Racial.
Alan ingressou na UNEB por meio da política de cotas raciais (conheça a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas) em 2020, durante a pandemia da Covid-19. Por meio da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes) da universidade, ele passou a receber bolsa complementar como morador de residência estudantil. (Saiba mais sobre o programa com a Praes)
Em 2023, lançou o seu primeiro livro, “O Mundo de Miguel”, obra em que aborda questões raciais e da identidade negra. No mesmo ano, foi aprovado para um intercâmbio acadêmico na Universidade de Lisboa, posteriormente transferido para a Universidade do Algarve, no sul de Portugal, recebendo financiamento pelo edital de mobilidade discente, da Secretaria Especial de Relações Internacionais (Serint) da UNEB.
“Estou muito feliz por essa conquista. Tenho muito orgulho de ser aluno do Campus XXI da UNEB. Somos um campus pequeno, mas com ensino de qualidade, pesquisa de excelência e professores incríveis. Não é apenas o Alan indo para o intercâmbio, mas sim um dos alunos da UNEB Ipiaú cruzando fronteiras”, destacou Alan.
O Programa Caminhos Amefricanos inscreveu 308 estudantes de todo o Brasil e Alan ficou entre os 50 selecionados. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cooperação com países africanos, promovendo a formação inicial e continuada de estudantes na perspectiva da Educação das Relações Étnico-Raciais e incentivando a troca de saberes entre Brasil e África.
A notícia do intercâmbio em Angola chega às vésperas de Alan concluir a graduação. “Estou indo para mais uma experiência internacional porque me esforcei, mas também sei que parte disso devo à base sólida que a UNEB me proporcionou. Levo comigo essa representatividade com muito orgulho”, declarou o estudante.
Prêmio foi recebido em Brasília pela professora Suiane Costa
O projeto de extensão Afrocentrar Saúde Ilera Dudu e o Centro de Pesquisa Comunidades Virtuais, vinculados ao Departamento de Ciências da Vida (DCV), do Campus I da UNEB, em Salvador, foram contemplados na quarta edição do Prêmio Autocuidado em Saúde, da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde (Acessa).
Através da iniciativa “Afrojogos: a saúde da comunidade negra em foco”, conquistaram o primeiro lugar na categoria “Comunicação e autoconhecimento”. A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada em Brasília no último dia 19 de agosto.
São cinco jogos de tabuleiro
Os afrojogos são uma iniciativa inovadora que desenvolveu cinco jogos de tabuleiro a partir de um processo colaborativo de pesquisa, extensão, memória comunitária e design participativo. Os recursos educativos remontam aos conhecimentos afrodiaspóricos e práticas de cuidado, convocando os jogadores a um processo de aprendizagem a partir da ludicidade.
Alinhado à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, o projeto surgiu em 2022 na busca por promover o autocuidado e o bem-estar, a partir das particularidades biológicas, sociais, culturais, espirituais e territoriais da população negra.
Os afrojogos já desenvolvidos abordam temas como educação sexual, estresse, autoamor, saúde mental, saúde da pessoa idosa, prevenção de lesão e especificidades da pele negra. Eles estão disponíveis na plataforma Saber Aberto.
“São jogos que em sua narrativa, sua jogabilidade, utilizam de elementos da cultura negra, para que a gente possa conversar com essa comunidade a partir de uma relação muito mais próxima e causando mais empatia, mais imersão, mais envolvimento e, portanto, uma educação de saúde que seja mais significativa, tentando propiciar mudanças na vida dessas pessoas”, explica a professora Suiane Costa Ferreira, coordenadora do projeto Afrocentrar Saúde e do Centro de Pesquisa Comunidades Virtuais da UNEB.
Afrojogos aplicados nas escolas
Os afrojogos já foram aplicados em escolas públicas municipais e estaduais, assim como no território quilombola de Praia Grande na Ilha de Maré e em unidades de saúde da família em áreas periféricas da cidade de Salvador. Para agendar uma visita para aplicação basta entrar em contato por email.
“No currículo escolar e universitário, são jogos que operam como tecnologia contracolonial, ampliando repertórios e reorganizando referências. Eles mobilizam discussões sobre a promoção da saúde integral da população negra, acesso, acolhimento e o direito ao bem viver. É um brincar que lembra, cura e projeta futuro”, explica Carolina Pedroza, vice-coordenadora do Afrocentrar Saúde e do Comunidades Virtuais.
No próximo dia 16, a partir das 14h, no Auditório Gustavo Roque do campus de Itaberaba, será concluído o ciclo de dez Audiências Públicas sobre Culturas, Artes e Movimentos Democráticos na Extensão Universitária, realizadas pela UNEB.
Desde a primeira edição, que aconteceu no Campus III, em Juazeiro, em abril de 2024, as audiências públicas se consolidaram como espaços de escuta e diálogo entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa, possibilitando reflexões e proposições voltadas ao fortalecimento das extensionistas da universidade.
A programação da última audiência prevê abertura com mostra artística. Em seguida uma roda de conversa aberta reunindo a gerente de Apoio às Artes e Ciências da PROEX, Daniela Galdino; a gerente da Assessoria de Cultura e Artes da UNEB (Ascult), Nelma Aronia, e a coordenadora de Arte e Cultura do Município de Itaberaba, Lee Ramos.
A partir das 18h, estarão reunidos dois grupos de trabalho para dialogar e propor ações extensionistas de arte e cultura na universidade. Os grupos ampliam o debate em uma grupo geral às 20h. Em seguida a programação será encerrada com uma mostra artística.
As audiências públicas sobre Culturas, Artes e Movimentos Democráticos na Extensão possibilitaram a construção de um espaço qualificado de diálogo e intercâmbio entre artistas, coletivos artístico-culturais, movimentos sociais, povos de terreiros, gestores culturais, estudantes e docentes. Elas se configuraram, por exemplo, como etapas fundamentais para a consolidação do Programa de Arte e Cultura (PROARTE), bem como de outros programas estratégicos da universidade.
As atividades são promovidas em parceria pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Assessoria de Cultura (Ascult), Assessoria Especial Territorial (Assespt) do Gabinete da Reitoria, entre outras instâncias. A iniciativa reafirma a multicampia da UNEB e o compromisso da instituição em promover uma troca de saberes mais horizontal e participativa.
Curso de extensão certificou 11 pacientes e cuidadores experts da doença falciforme
A primeira turma-piloto da Universidade de Pacientes (UdP) concluiu a sua formação nesta quinta (4), resultado do programa desenvolvido pela UNEB em parceria com a Université des Patients (UdP), da Santé Sorbonne Université, na França.
A iniciativa, inédita no Brasil, formou 11 pacientes e cuidadores experts da doença falciforme (DF) durante dois ciclos de atividades, em um total de 54 horas de carga horária, realizados em agosto e começo de setembro, no Campus I da UNEB, em Salvador.
O curso de extensão foi ministrado pela professora Lennize Pereira, uma das responsáveis pela implantação da UdP na Sorbonne. A cerimônia de entrega dos certificados aos concluintes ocorreu no Departamento de Ciências da Vida (DCV), no campus, e contou com a participação da reitora Adriana Marmori e dos pró-reitores de Pós-Graduação (PPG), Elizeu Clementino, e de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP), Rosângela Matos, além da docente e integrantes do programa.
Na UNEB, o programa UdP é uma realização conjunta da PPG e das pró-reitorias de Extensão (Proex) e de Graduação (Prograd), além do DCV.
Programa funciona em instalações no campus
Entre as enfermidades crônicas não transmissíveis, que são as priorizadas pela UdP, a doença falciforme foi escolhida para iniciar a formação na UNEB devido a sua prevalência na Bahia – entre janeiro de 2017 e abril de 2024, foram registrados 4.361 casos da doença. A DF acomete majoritariamente pessoas negras, maior contingente populacional na Bahia.
No segundo ciclo de atividades, os estudantes tiveram a oportunidade de dialogar com um gestor da Secretaria estadual da Saúde (Sesab), um paciente expert da universidade francesa, além de profissionais de saúde de outras áreas. Ao fim das atividades, receberam o certificado como pacientes e cuidadores experts.
“Nosso trabalho pedagógico é ajudar a passar da experiência à expertise, para que a voz do paciente seja escutada, não só como da pessoa que tem a experiência da doença, mas como alguém que tem experiência suficiente no sistema de saúde, além das experiências dos outros com quem ele compartilha e vai cada vez mais ajudar a sociedade”, explicou Lennize Pereira.
A proposta da Universidade de Pacientes é que os estudantes, a partir das próprias experiências e saberes adquiridos no tratamento, atuem em benefício de outros pacientes, cuidadores e equipes de saúde.
“Chamou a minha atenção a metodologia participativa do programa. A gente vem com os nossos saberes, nossos conhecimentos e, dentro do que precisa, vai sendo construído. Assim, a gente se sente integrada nos processos“, disse Naianne Dias, concluinte da primeira turma e diretora-geral da Associação Baiana das Pessoas com Doença Falciforme (Abadfal).
Articulação internacional
O acordo de cooperação entre a UNEB e a Santé Sorbonne Université para a realização da Universidade de Pacientes tem duração de cinco anos. A expectativa é de que, a cada semestre, sejam abertas novas turmas do curso de extensão, destinadas a pacientes e cuidadores de doenças crônicas não transmissíveis.
Proposta é abrir novas turmas a cada semestre
O acordo tem origem no projeto Educação, narrativa e saúde em perspectiva internacional, que reúne dez universidades brasileiras e outras nove estrangeiras, além da francesa, para o fomento de parcerias.
A Santé Sorbonne Université foi a primeira instituição de ensino superior no mundo a implantar uma Universidade de Pacientes. A ideia surgiu em 1997 com o trabalho da pesquisadora Catherine Tourette-Turgis, que acompanhava pacientes com Aids.
A iniciativa tornou-se um programa pedagógico em 2009, integrando pacientes com experiência em doenças crônicas no ensino universitário, especificamente em cursos de educação terapêutica.
A proposta busca validar as vivências dos pacientes e cuidadores, considerando-as oportunidade de aprendizagem e desenvolvimento. Dessa maneira, a UdP promove uma abordagem mais humanizada na área de saúde.
As formações são direcionadas especialmente às pessoas que vivem com doenças crônicas não transmissíveis, incentivando a sua participação efetiva nas políticas e práticas de saúde.
Discentes da Uati, estudantes de graduação da UNEB e convidados participaram do evento
Na última terça-feira (2), no Teatro UNEB, Campus I da universidade, em Salvador, o programa Universidade Aberta a Terceira Idade (Uati), em parceria com a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati), promoveu a palestra “Os tipos de violência contra a pessoa idosa que você deve conhecer”.
Em uma abordagem preventiva, a atividade foi ministrada pela delegada Christianne Leite, pela assistente social Elielma Lobo e pelo psicólogo Iran Santos, todos integrantes da Deati.
Palestrantes fizeram abordagem preventiva do tema
A proposta, que busca contribuir para a garantia dos direitos da pessoa idosa, orientou quanto à prevenção de golpes e violências disfarçadas de gentileza, que se fazem presentes até mesmo em ambiente domiciliar. A palestra abordou ainda a importância da manutenção de hábitos saudáveis e cuidado com a saúde mental.
Estiveram reunidos discentes da Uati, estudantes de graduação da UNEB e convidados, constituindo um espaço de diálogo e reflexão.
Para o coordenador da Uati, Antônio Jorge, a iniciativa trouxe um alerta essencial: “A pessoa idosa faz parte de um público mais vulnerável e acaba sendo o alvo preferido dos golpistas. Ter representantes da delegacia da pessoa idosa, falando com propriedade, a partir de casos reais que chegam até eles, trouxe mais credibilidade, além da oportunidade de retirada de dúvidas”.
A programação integra a agenda comemorativa dos 30 anos da Uati Salvador, que ao longo de 2025 tem promovido atividades acadêmicas, culturais e de conscientização em defesa dos direitos e visibilidade da pessoa idosa. O programa extensionista da UNEB também atua em diversos campi da universidade.
No próximo dia 14 de setembro, no circuito Barra-Ondina, em Salvador, acontecerá a 22ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ da Bahia. A UNEB participará da programação com o Trans-UNEB, trio elétrico da prevenção HIV AIDS, formação de professores e promoção dos direitos sexuais e humanos, e também com atividades de pré-parada (preparatórias).
No dia 4, às 17h30, no Foyer do Departamento de Educação (DEDC) do Campus I, em Salvador, acontecerá uma roda de contação de histórias organizada pela Liga Acadêmica do Brincar e Contar Histórias (LABRICH).
Nos dias 11 e 12, haverá o seminário Envelhecer LGBTQIA+, memória e resiliências – biografia, curso da vida e sexualidade, no auditório do DEDC, com o professor Osvaldo Fernandez. A atividade integra o componente curricular Educação, Gênero e Sexualidade/Ciências Sociais, ministrado pelo docente.
No dia 13, às 9h, vai ser realizado o 1º Encontro LGBTQIAPN+ na UNEB Salvador, no Campus I.
A Parada é organizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e, em 2025, traz como tema “Envelhecer sem vergonha. Com orgulho!”, colocando em pauta os direitos da população LGBTQIAPN+ idosa e destacando a importância da visibilidade e da dignidade em todas as fases da vida.
Articuladas pela Rede LGBTQIAPN+ da UNEB, em parceria com o Centro de Estudos em Gênero, Raça/Etnia e Sexualidade (Cegres/Diadorim) da universidade – grupo pioneiro na visibilidade das questões LGBTQIAPN+ na instituição e que participa da Parada há mais de 18 anos – e com coletivos universitários, as ações reforçam o protagonismo da comunidade acadêmica, em busca da promoção da cidadania, da inclusão e da visibilidade LGBTQIAPN+.
A defesa dos direitos dos LGBTQIAPN+ é uma defesa dos direitos humanos. Por meio dessas ações, a UNEB reafirma seu compromisso com a diversidade.
O Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do Campus I da UNEB, em Salvador, promove no próximo dia 11 de setembro, das 9h às 12h, no Auditório José Rocha Larangeira, no prédio administrativo do departamento, a palestra “Financiamento Interno e Externo de Pesquisa”.
A atividade será ministrada pelo professor Tarsis de Carvalho Santos, doutor em Educação e Contemporaneidade pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC/UNEB) e atual coordenador de projetos do Programa de Pós-Graduação (PPG) da instituição.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas na página do evento no sge.uneb.br. Os participantes receberão certificado.
O evento é uma iniciativa do Núcleo de Pesquisa e Extensão (NUPE) do DCET I, em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG/UNEB), e tem como público-alvo professores do DCET e demais interessados do corpo docente e técnico da universidade.
Com essa iniciativa, o DCET I busca fortalecer a cultura da pesquisa, ampliando as possibilidades de captação de recursos para projetos científicos e incentivando a participação dos docentes em editais e programas de fomento nacionais e internacionais.
A UNEB divulgou hoje (29) uma RETIFICAÇÃO da lista de candidatos convocados em 3ª chamada (lista de espera) com entrada no segundo semestreletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2025.2).
Os candidatos cotistas aprovados devem ficar atentos ao cronograma. A entrega da documentação para validação do acesso ao sistema de cotas deve ser realizada entre os dias 28 e 29 de agosto, através do sistema de heteroidentificação, conforme orientações do edital de matrícula.
O estudante cotista também deverá estar atento para as orientações de submissão da documentação para os procedimentos de heteroidentificação fenotípica, disponibilizado no edital.
Após período para recursos, o resultado final do processo de validação do acesso ao sistema de cotas será no dia 4 de setembro, com a matrícula dos aprovados sendo efetivada entre dos dias 12 e 15 seguintes. O procedimento de matrícula é obrigatório para todos os estudantes, cotistas e ampla concorrência.
Importante observar que o cronograma para efetivação da matrícula na UNEB é diferente do calendário proposto pelo Sisu, e que está disponibilizado no site www.sisu.uneb.br.