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UNEB: último dia para se inscrever no SISU

Os estudantes com nota do ENEM (nos últimos três anos) têm até hoje (23) para pleitear sua vaga na UNEB por meio do SISU. O candidato deverá se inscrever pelo site https://acessounico.mec.gov.br/sisu em até duas opções de cursos, em ordem de preferência.  

A Uneb oferece 2.860 vagas em 141 cursos presenciais e à distância. Dessas, 2095 vagas destinam-se à ampla concorrência e negros e 795 ‘sobrevagas’ são destinadas a quilombolas, ciganos, indígenas, PCD e trans. 

Escolha a sua! Quadro de vagas detalhado!  

Se está pensando em se inscrever por meio das vagas destinadas a quilombolas, ciganos, indígenas, PCD e trans leia até o final e observe a documentação necessária para efetivar a matrícula, se a sua vaga for confirmada no SISU. 

As notas individuais podem ser consultadas na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  Os estudantes podem conferir tanto a nota da redação, que varia de zero a mil pontos, quanto a pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas.  

Finalizadas as inscrições, o SISU selecionará automaticamente os candidatos classificados, de acordo com as três últimas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizados em 2025, 2024 ou 2023. Vale a maior nota.  

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro. (Cronograma completo de datas disponível no site do Sistema).  

Atenção! Após o resultado da chamada regular, os estudantes que tiverem suas vagas confirmadas deverão realizar matrícula na UNEB. Leia com atenção até o final e confira quais os documentos específicos, necessários à efetivação da matrícula por meio de vagas afirmativas:  

a) Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou Certificação do ENEM ou equivalente (fotocópia e documento original);  

b) Histórico Escolar do Ensino Médio ou equivalente (fotocópia e documento original);  

c) Documento de identificação com foto, válido em todo o território nacional (fotocópia e documento original);  

– Serão aceitos como documentos de identificação: o Registro Geral (RG); Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – somente modelo com foto; Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Passaporte; carteiras expedidas pelos Comandos Militares, pelas Secretarias de Segurança Pública, pelos Institutos de Identificação e pelos Corpos de Bombeiros Militares; carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (ordens, conselhos etc.), desde que apresentem foto atualizada, ao qual deverão constar os números do RG e CPF; d) Cadastro de Pessoa Física – CPF (fotocópia e documento original);  

e) Título de Eleitor (fotocópia e documento original);  

f) Certidão de quitação eleitoral, para maiores de 18 (dezoito) anos;  

g) Certidão de Nascimento ou Casamento (fotocópia e documento original);  

h) Duas fotos 3×4 recentes e iguais;  
 
i) Certificado de quitação com as obrigações do serviço militar (fotocópia e documento original), para os candidatos do sexo masculino, maiores de 18 anos;  

j) Procuração simples, por instrumento particular (quando a matrícula for realizada por terceiros) e documento de identificação do procurador (fotocópia e documento original) 

Vagas afirmativas  

Atenção! Os estudantes que pleiteiam as vagas por cotas para negros ou reservadas por ações afirmativas precisarão apresentar documentação adicional. Todos deverão ter cursado o 2º ciclo do ensino fundamental (5ª a 8ª série) e todo o ensino médio, única e exclusivamente, em escola pública e que tenham renda bruta familiar mensal igual ou inferior a 04 salários mínimos. Confira lista de documentos adicionais necessários: 

a) Comprovante de escolaridade de todo o Ensino Fundamental II, única e exclusivamente, em Escola Pública (original, que ficará retido no Departamento);  

b) Comprovante de escolaridade de todo o Ensino Médio, única e exclusivamente, em Escola Pública (original, que ficará retido no Departamento);  

c) Comprovação de renda bruta familiar mensal igual ou inferior a 04 (quatro) salários mínimos, vigentes na ocasião da matrícula, mediante a apresentação, conforme o caso especificado a seguir:  

* Documentos exigidos para a comprovação da renda bruta familiar aos candidatos optantes pelas vagas reservadas aos negros:  

ASSALARIADOS, APOSENTADOS, PENSIONISTAS E BENEFICIÁRIOS DE AUXÍLIO DOENÇA OU DE OUTROS BENEFÍCIOS DO INSS: cópia dos 03 (três) últimos contracheques ou dos 03 (três) últimos comprovantes dos benefícios previdenciários respectivos;  

AUTÔNOMOS: cópia de todas as páginas da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física referente ao último exercício e apresentação da DECORE (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos), de acordo com as normas previstas pelo Conselho Federal de Contabilidade; 

TRABALHADORES DO MERCADO INFORMAL: declaração de próprio punho, individualizada, conforme modelo disponível no endereço eletrônico www.sisu.uneb.br, informando a atividade desempenhada e o valor bruto mensal auferido, datada e assinada pelo trabalhador e por duas testemunhas maiores de 18 anos não pertencentes à família, com fotocópia da carteira de identidade e do CPF (cartão do CPF, comprovante de inscrição no CPF ou documento oficial no qual conste o número do CPF) das testemunhas; 

 PROPRIETÁRIOS OU PESSOAS COM PARTICIPAÇÃO EM COTAS DE EMPRESAS OU MICROEMPRESAS: apresentação da DECORE (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos) comprovando o valor de retirada de pró-labore dos 03 (três) últimos meses e cópia de todas as páginas da Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (DIRPJ), referente ao último exercício; se for o caso, fotocópia de todas as páginas da Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF), referente ao último exercício;  

OBSERVAÇÃO: A apresentação do Comprovante de Inscrição em programas sociais relacionados ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), de que trata o Decreto n.º 6.135, de 26 de junho de 2007, substituirá a apresentação dos demais documentos já citados e servirá como comprovação de que a família atende ao requisito. 

Para os candidatos indígenas que pleiteiam as sobrevagas será necessário apresentar uma declaração de vinculação étnica: um documento emitido por organização indígena (associações, conselhos etc.) que especifique a etnia do candidato e sua linhagem ou caráter local/regional. 

Para os candidatos quilombolas que pleiteiam as sobrevagas é necessário apresentar declaração de pertencimento étnico e residência assinada pelo presidente da associação da comunidade e uma Carta de Certificação emitida pela Fundação Cultural Palmares.  

Para os candidatos ciganos que pleiteiam as sobrevagas é necessário apresentar um resumo genealógico (memorial étnico autodescritivo), que deve ser confirmado e assinado por duas lideranças de famílias extensas ciganas reconhecidas. 

Para as pessoas trans e não binárias que pleiteiam as sobrevagas é necessário apresentar um documento de autodeclaração ratificado pelo Conselho Estadual dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Homens trans, mulheres trans, travestis e pessoas não bináries que possuam documentos retificados ou estejam em processo de retificação do registro civil não precisam apresentar a declaração do Conselho.   

Para as Pessoas com Deficiência, Autistas, Altas Habilidades que pleiteiam as sobrevagas é necessário apresentar um Laudo Caracterizador ou relatório de avaliação de equipe multidisciplinar, emitido nos últimos 12 meses, contendo obrigatoriamente o código CID-10

Para os candidatos autodeclarados negros, concorrentes às vagas reservadas é necessário apresentar uma declaração de pertencimento étnico-racial, conforme modelo do edital, e envio de vídeo, seguindo rigorosamente as orientações do edital.   

Todos os documentos devem estar legíveis, sem rasuras ou danos. Mais detalhes sobre a documentação podem ser conferidos no Termo de Adesão

A heteroidentificação fenotípica é um procedimento complementar à autodeclaração racial para candidatos negros pretos e pardos. É uma etapa da política afirmativa de acompanhamento do acesso ao sistema de cotas da UNEB e é realizada por comissão especializada, com base no reconhecimento social-étnico-racial. 

Os candidatos concorrentes à reserva de vagas e sobrevagas não poderão possuir título de graduação.  

Como pioneira nas regiões Norte e Nordeste, a UNEB adota o sistema de reserva de vagas e sobrevagas para populações histórica e socialmente discriminadas. A distribuição das vagas reservadas e sobrevagas definidas organiza-se, em cada processo seletivo, nas seguintes proporções:  

– 40% (quarenta por cento) das vagas reservadas para candidatos(as) negros(as) – pretos(as) e pardos(as);  

– 5% (cinco por cento) de sobrevagas para candidatos(as) indígenas;  

– 5% (cinco por cento) de sobrevagas para candidatos(as) quilombolas;  

– 5% (cinco por cento) de sobrevagas para candidatos(as) ciganos(as);  

– 5% (cinco por cento) de sobrevagas para candidatos(as) com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades/superdotação; e,  

– 5% (cinco por cento) de sobrevagas para candidatos(as)(es) travestis, homens trans, mulheres trans e pessoas não bináries. 

UNEB: pós-graduação cresce, segundo a CAPES

Cursos de pós-graduação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) avançam, segundo critérios da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) durante processo de avaliação quadrienal 2021-2024. 

Seis programas pós-graduação conquistaram nota 5 (PosCrítica, ProfHistória, Profisica, PPGDC, PROET e PPGEL), um conceito considerado “muito bom”, conforme a metodologia detalhada na “Ficha de Avaliação“, aplicada durante o processo de observação e escuta dos Programas. 

O Pró-reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-graduação da UNEB, Prof. Dr. Elizeu Clementino, destaca que “Não tem como avançar sem investimentos institucionais que fortalecem a pós-graduação em uma universidade multicampi, interiorizada e socialmente comprometida”, diz o Pró-reitor. 

A importância do trabalho coletivo de coordenadores (as), docentes, discentes, técnicos(as) e egressos(as), para a conquista dos novos resultados é outro aspecto sublinhado pelo Pró Reitor para consolidar um modelo de pós-graduação articulado em rede, com forte compromisso territorial, inclusão social e diversidade epistemológica.

A avaliação da CAPES também apontou avanços que elevaram notas de outros seis programas. Entre os que foram avaliados, 17 mantiveram o desempenho do quadriênio anterior e quatro programas novos, com conceito A, passaram por avaliação parcial, alcançando nota 3.  Conheça o MAPA da pós graduação UNEB.

Universidade multicampi e interiorizada, a UNEB seguirá investindo na expansão, qualificação e territorialização da pós-graduação, contribuindo para o desenvolvimento científico e social da Bahia. 

O processo de avaliação da CAPES 

A Ficha de Avaliação da CAPES resulta de um longo processo de aperfeiçoamento. A última versão, elaborada de acordo com o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020), coloca: “Os princípios que nortearão o sistema de avaliação da próxima década são: a diversidade e a busca pelo contínuo aperfeiçoamento, que deverão ser observados pelos Comitês e as instâncias superiores”. 

Para avaliar a qualidade dos Programas de Pós-graduação, a CAPES considera o impacto na inserção, visibilidade e popularização da ciência, inovação, transferência e compartilhamento de conhecimento, impactos do programa para a sociedade. 

Neste quadriênio, 28 programas de pós-graduação da UNEB (mestrado e doutorado), nas modalidades acadêmico e profissional, foram avaliados.  

É levada em consideração a Gestão das instituições, como um todo: a gestão institucional e a gestão do PPG, docentes, discentes, pós-doutorandos, egressos e participantes externos são avaliados para aferir a qualidade dos cursos stricto sensu ofertados. 

A Metodologia adotada engloba análise de dados, classificação de produções, destaques e análise qualitativa. São realizadas seis etapas: avaliação por pares; comparabilidade; análise retrospectiva; classificação; colaborativo e transparência. 

Texto: Ascom UNEB

UNEB formará agentes de segurança para o combate ao racismo

Compromisso foi firmado no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Foto: Pedro Moraes / Ascom PCBA

Um Protocolo de intenções firmado entre UNEB, Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e Polícia Civil (PC-BA) prevê a capacitação de policiais civis em temas como enfrentamento ao racismo, intolerância religiosa e letramento racial.

Nesta quarta-feira (21), data em que é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN) completou um ano de atuação no enfrentamento aos crimes de racismo, intolerância religiosa e LGBTfobia, em Salvador. A unidade integra a Rede Estadual de Combate ao Racismo e reafirma o compromisso do estado com a proteção das comunidades tradicionais e a garantia da liberdade de crença.

A reitora da UNEB, Adriana Marmori, reforçou o papel da universidade pública na promoção dos direitos humanos e na construção de uma sociedade mais justa. “E a educação é um pilar essencial para romper com os estigmas do racismo e da intolerância religiosa, fortalecendo a atuação do Estado e a cidadania”, diz a gestora.

Um marco da articulação entre educação, segurança pública e políticas de igualdade racial, o plano de trabalho previsto é voltado à capacitação em letramento racial, convivência com a diversidade, direitos humanos e atendimento humanizado às vítimas de crimes raciais e de intolerância religiosa.

A Secretária Angela Guimarães, da Sepromi, reconhece parceria histórica da UNEB no âmbito da Agenda Bahia de Promoção da Igualdade Racial. “O objetivo é promover formação em letramento racial e convivência com a diversidade, com foco nas relações com as minorias, com ênfase aos municípios interioranos”.

 A UNEB possui uma rede estruturada de cursos de Direito e Pedagogia no interior, o que permitirá a capilaridade da iniciativa. “A ideia é que, futuramente, a universidade implemente essas formações tanto para agentes quanto para delegados”, planeja a Secretária.

Nessa mesma perspectiva, o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, ressaltou a interiorização como crucial. “A iniciativa busca ultrapassar a realidade de Salvador”, sinaliza o gestor. E anuncia que nesta etapa devem ser contemplados os municípios de Brumado, Jacobina, Camaçari, Juazeiro, Itaberaba, Valença, Teixeira de Freitas e Paulo Afonso.

São cidades que dispõem da estrutura multicampi da UNEB. A responsável técnica pela execução desta parceria, professora Anhamoná Brito, do colegiado de Direito do Campus Camaçari, explica que a atuação da universidade se dará na formação das diferentes carreiras da Polícia Civil, incluindo agentes, delegados, peritos médicos e técnicos, por meio de conteúdos específicos.

“A participação da UNEB é crucial para fortalecer ações conjuntas capazes de contribuir para a reversão das práticas de racismo e racismo religioso que ainda persistem”, considera a professora Anhamoná, que também é líder do Grupo de Pesquisa em Justiça Social e Populações Estratégicas (JUSPOP).

Qualificar o monitoramento da violência no estado da Bahia e criar fluxos de atendimento mais eficientes pode ser um dos bons resultados dessa intenção de parceria, como explicou a diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis, Juliana Fontes Barbosa.

O Dia de Combate à Intolerância Religiosa

A escolha da data possui forte simbolismo histórico e social. O dia 21 de janeiro foi instituído em memória de Mãe Gilda de Ogum, ialorixá baiana que se tornou símbolo da resistência contra a perseguição religiosa, transformando a memória de luta em políticas públicas voltadas à investigação e à responsabilização de crimes motivados por preconceito.

A DECRIN funciona no Centro Policial de Cidadania e Diversidade (CPCD), localizado no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, e é responsável pela investigação dos crimes de racismo, intolerância religiosa e LGBTfobia ocorridos na capital. Casos de racismo e intolerância religiosa podem ser denunciados diretamente na unidade, na Delegacia Virtual e no Centro de Combate ao Racismo Nelson Mandela.

Texto: Ascom/UNEB e Ascom/PC-BA

UNEB no Sisu 2026: mais de 2000 vagas em 141 cursos e 24 cidades

Agora você já tem a última nota do ENEM para concorrer a uma dessas vagas. As notas individuais podem ser consultadas na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 Os estudantes podem conferir tanto a nota da redação, que varia de zero a mil pontos, quanto a pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas. 

A UNEB participa com 2.065 vagas (ampla concorrência e pessoas negras) e mais 795 sobrevagas destinadas a quilombolas, ciganos, indígenas, PCD e trans em toda a Bahia! São 144 cursos, em 24 cidades.

As sobrevagas são destinadas a indígenas, quilombolas, ciganos, transexuais, travestis e transgêneros, bem como para pessoas com deficiência, com transtorno do espectro autista e com altas habilidades. Cada grupo contará com essa porcentagem em todos os cursos.

E tem cursos novos!! oportunidade exclusiva de cursar um Bacharelado ou Licenciatura em Tradução e Interpretação em Língua Chinesa/Chinês Mandarim, em Alagoinhas. Quem está em Paulo Afonso, pode optar por Administração, esse ano. Tem também o novo curso de Direito em Irecê e o de Pedagogia em Eunápolis.

Escolha a sua! Quadro de vagas detalhado!

O candidato deverá se inscrever, a partir da próxima segunda-feira (19) por meio do site https://acessounico.mec.gov.br/sisu em até duas opções de cursos, em ordem de preferência. As oportunidades seguirão disponíveis até 23 de janeiro. 

Finalizadas as inscrições, o SISU selecionará automaticamente os candidatos classificados, de acordo com as três últimas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizados em 2025, 2024 ou 2023. Vale a maior nota. 

A UNEB participa desde 2011 do Sistema de Seleção Unificada (SISU) e o considera um importante meio para qualificar o acesso à educação superior pública. “E a nossa Universidade, por ser multicampi, capilarizada em todo o estado, representa a ampliação do acesso desses estudantes interioranos aos mais de 141 cursos que funcionam em toda a Bahia”, avalia a professora Adriana Marmori, Reitora da UNEB. 

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro. (Cronograma completo de datas disponível no site do Sistema). 

Vagas afirmativas 

Todos os candidatos concorrentes à reserva de vagas e sobrevagas deverão ser oriundos da rede pública de ensino, ter baixa renda familiar e não possuir título de graduação. 

“É importante observar com cuidado quais são os critérios e a documentação necessária para participar do processo e garantir a matrícula no final”, alerta a pró-reitora de Ações Afirmativas da UNEB, professora Dina Rosário.

Como pioneira nas regiões Norte e Nordeste, a UNEB adota o sistema de reserva de vagas e sobrevagas para populações histórica e socialmente discriminadas. A distribuição das vagas reservadas e sobrevagas definidas organiza-se, em cada processo seletivo, nas seguintes proporções: 

– 40% (quarenta por cento) das vagas reservadas para candidatos(as) negros(as) – pretos(as) e pardos(as); 

– 5% (cinco por cento) de sobrevaga para candidatos(as) indígenas; 

– 5% (cinco por cento) de sobrevaga para candidatos(as) quilombolas; 

– 5% (cinco por cento) de sobrevaga para candidatos(as) ciganos(as); 

– 5% (cinco por cento) de sobrevaga para candidatos(as) com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades/superdotação; e, 

– 5% (cinco por cento) de sobrevaga para candidatos(as)(es) travestis, homens trans, mulheres trans e pessoas não bináries.

Vestibular UNEB 2026: redação aborda feminicídio e a educação como caminho de combate à violência

Mais de 21 mil candidatos participaram do primeiro dia de provas em 25 cidades baianas. Fotos: Ingrid Oliveira/Ascom

Dos 29.378 mil candidatos, 72% compareceram aos locais de prova do Vestibular UNEB 2026, buscando na educação superior pública e de qualidade, novas trajetórias pessoais, profissionais e coletivas.  

João Victor sonha com vaga: “Tenho referência de que o curso da UNEB é melhor”

É o caso de João Victor, 24, que não se sente tão confortável com os assuntos das provas de hoje. “Ciências humanas… puxado!”, brinca. Mas exaltou com seriedade a importância do tema da redação: “Feminicídio no Brasil: a educação como caminho de combate à violência”.  

“É uma pauta que afeta toda a população. E a gente tem uma segregação muito machista”. João se lembrou que viu durante o jogo do Esporte Clube Vitória como é grande o número de mulheres que sofrem violência doméstica e são tratadas como objeto. “Isso precisa ser superado”. 

Candidato ao curso de Sistemas de Informação, João é estudante em uma faculdade privada, mas sonha em ingressar na pública. “Tenho referência de que o curso da UNEB é melhor!”, diz. 

Maria Clara celebrou redação: “Tema maravilhoso! A gente fala pouco sobre feminicídio”

Já Maria Clara, 19, que concluiu o ensino médio em um colégio situado na Mata Escura, bairro de Salvador, diz que achou as provas de história e atualidades muitos boas. “Amei a abordagem das provas, as questões de geopolítica…”, diz ela. 

Maria Clara, que concorre a uma vaga no curso de psicologia, concorda com João Victor sobre o tema da redação. “Tema maravilhoso! A gente fala pouco sobre feminicídio. Fundamental!” 

O sentimento dos estudantes reverbera as contribuições da UNEB para a promoção de um debate necessário e responsável sobre esse assunto. “O tema fortalece o compromisso da UNEB com a educação pública transformadora”, ressalta Heliane Mota, coordenadora geral do Centro de Processos Seletivos da UNEB (CPS).

Acolhimento em cada etapa 

No dia das provas, a presença ativa da UNEB, por meio de equipes de apoio, orientação e comunicação institucional, reforça o compromisso com a organização do processo, com o bem-estar dos candidatos e com a lisura do certame. Essa atuação integrada contribui para que experiência dos candidatos seja mais tranquila e segura.

Reitora, vice-reitora e pró-reitora (Prograd) acompanharam abertura dos portões em Salvador

O olhar acolhedor perpassa toda a etapa do processo vestibular. A equipe de gestão, representada pela reitora, Adriana Marmori, pela vice-reitora, Dayse Lago, e pela pró-reitora de Ensino de Graduação (Prograd), Simone Coité, acompanha a chegada e acomodação dos estudantes nas salas, com olhar atento, afetuoso e ao mesmo tempo rigoroso com as regras do edital.

“Sabemos que as pessoas que procuram a UNEB e se inscrevem para concorrer a uma vaga passaram anos se preparando. A nossa equipe está muito bem-posicionada para acompanhar todo o processo seletivo, assegurando que todas as etapas sejam realizadas com a lisura necessária e o respeito aos candidatos e às suas famílias”, declara a reitora, professora Adriana Marmori. 

A realização do primeiro dia do vestibular é avaliada como positiva, com êxito na aplicação de provas em 25 cidades baianas. “Correu tudo bem, o que reafirma a capacidade da universidade na condução de um processo seletivo seguro, inclusivo”, diz a coordenadora do CPS. 

Kaliandra Sampaio: equipe preparada e pronta para tranquilizar candidatos em Itaberaba

Para a vice-reitora, professora Dayse Lago, realizar o Vestibular UNEB 2026, assim como todos os outros, significa “cumprir com a nossa função social de profissionalização e formação de pessoas dentro dos mais diversos territórios. Para esses territórios, o significado é imenso também. Diz respeito à formação e desenvolvimento de pessoas, às oportunidades. Só a UNEB, com essa extensão multicampi, consegue atingir os mais variados rincões dessa nossa Bahia”, celebra Dayse Lago. 

Em Itaberaba, cidade onde está situado o Campus XIII da UNEB, cerca de mil candidatos foram atendidos em três colégios. A equipe local avalia que o processo ocorreu de forma tranquila, humanizada. 

“A equipe estava preparada para recepcionar os candidatos de forma respeitosa, dando atendimento especializado a todos que tiveram os seus pedidos deferidos, então, nós atendemos de forma que tranquilizamos a todos”, afirma Kaliandra Sampaio, coordenadora do Vestibular UNEB no município.  

Equipe de Gestão visitou sede do CPS e monitorou ações do dia de provas

Ao transformar o Vestibular UNEB 2026 em uma experiência marcada pelo acolhimento, pela diversidade e pela informação de qualidade, a universidade reafirma seu caráter público, sua identidade multicampi e seu compromisso permanente com uma educação superior inclusiva, democrática e socialmente referenciada. 

Amanhã, serão avaliados os conhecimentos de matemática, física, química e biologia. “Esperamos que no segundo dia os candidatos compareçam e o processo permaneça tranquilo para os nossos candidatos”, encerra Heliane Mota.

Fotos: Ingrid Oliveira/Ascom

Live “UNEB em Marcha Rumo a Brasília: o que vamos levar?” mobiliza comunidade: dia 18/11

Amanhã, dia 18, às 12h15, será realizada a live “UNEB em Marcha Rumo a Brasília: o que vamos levar?”. A transmissão acontecerá no perfil @oficialuneb, no Instagram.

Essa será a última live do processo de mobilização que antecede a participação presencial de mais de 200 pessoas que se dirigem a Brasília/DF para participar da Marcha Nacional das Mulheres Negras, representando coletivos dos diversos pontos da multicampia UNEB. 

Estarão reunidas na transmissão as gestoras Rosane Vieira, pró-reitora de Extensão (Proex), Dina Rosário, pró-reitora de Ações Afirmativas (Proaf), Rosangela Matos, pró-reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP), e as professoras da UNEB Ceres Santos, Cláudia Pacheco e Márcia Guena, que vão contar o que a caravana da universidade levará até Brasília para fortalecer o movimento, que é de todas as mulheres. 

A Marcha acontecerá em Brasília no dia 25 de novembro de 2025 e é o momento de encontro de mulheres que estão mobilizadas em todo o país ao redor da agenda política da reparação e do bem viver.  

Na UNEB, a mobilização para a Marcha Nacional foi iniciada em agosto com as Giras da Reparação e Bem Viver e se dá por meio do diálogo entre os centros, grupos de pesquisa e coletivos universitários Candaces, Cepaia, Diadorim, Flores do Sisal, Rhecado, Sankofa e os movimentos sociais Odara – Instituto da Mulher Negra e Rede de Mulheres Negras da Bahia. 

A participação presencial da UNEB na marcha se dará através de um grupo de mulheres negras que manifestaram interesse e preencheram o formulário disponibilizado durante as giras de reparação e Bem Viver. 

Esta edição da Marcha celebra os dez anos do movimento das mulheres e convoca, mais uma vez, a sociedade brasileira a reconhecer a centralidade das vozes e dos corpos das mulheres negras na disputa por reparação, democracia, justiça e a possibilidade de futuro.    

Bem viver – A 1ª Marcha Nacional das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver foi realizada em 18 de novembro de 2015 e levou mais de cinquenta mil mulheres de todas as regiões do país às ruas de Brasília. É considerado um ato histórico de mobilização popular, que levou ao espaço público uma denúncia contra o racismo, o sexismo e a exploração de classe, ao mesmo tempo que reivindicou o Bem Viver como horizonte civilizatório. 

Texto: Marcus Gomes, com edição de Scheilla Gumes. Imagem: Proex.

ENTREVISTA: UNEB recebe a exposição “Zona Dolorosa”, de Mariana Meireles

ASCOM ENTREVISTA

Mariana Meireles concedeu entrevista em sua exposição na Reitoria da UNEB

A dor que atravessa silenciosamente o cotidiano docente dificilmente cabe em palavras. É esse o ponto de partida da exposição “Zona Dolorosa – Quando a dor passa a existir“. A mostra resulta da pesquisa de pós-doutorado “Visualidades da dor: um ensaio sobre condições de trabalho e mal-estar docente no ensino superior”, desenvolvida no Grupo de Pesquisa (Auto)Biografia, Formação e História Oral (Grafho), da UNEB, e vinculada ao Instituto Nacional de Política Educacional e Trabalho Docente (INCT Gestrado), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob supervisão dos professores Elizeu Clementino (UNEB) e Jorge Ramos do Ó (Universidade de Lisboa, Portugal).

Após estrear na Capela da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em setembro de 2024, e ser exibida no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em julho deste ano, “Zona Dolorosa” chega agora ao Brasil. A exposição pode ser visitada até o próximo dia 19 de novembro, no Hall da Reitoria da UNEB, Campus I, em Salvador, das 8h às 18h.

De modo poético, a mostra transforma a dor docente em metáfora visual, destacando a crescente preocupação com a saúde e o mal-estar no trabalho. Segundo a professora Mariana Meireles, o objetivo é dar forma ao que é íntimo, sensível e majoritariamente invisível no cotidiano dos professores.

“Zona Dolorosa” integrou ainda a programação do XIV Encontro Internacional da Rede Estrado, realizado entre 11 e 14 deste mês, no mesmo campus da UNEB.

Como surgiu esse projeto?

Mariana Meireles – O projeto da exposição surgiu de uma análise profunda dos dados biográficos compartilhados por professores universitários. A partir desse processo de depuração, desenvolvi a performance e o roteiro narrativo, que foram capturados pelo olhar sensível do fotógrafo Itarcio Lima. Ao usar meu próprio corpo como extensão da pesquisa, observei as nuances da profissão presentes nos 213 docentes participantes. Pela escuta atenta, procurei compreender tanto os corpos automatizados pelo trabalho quanto a forma como cada professor lida com suas sensibilidades ao narrar sua experiência profissional.

O que representa a “zona dolorosa”?

Mariana Meireles – A expressão legitima a experiência subjetiva da dor, oferecendo a possibilidade de explorar, por meio da imagem, a realidade vivenciada pelos docentes universitários. Nesse contexto, o trabalho com a fotografia se configura como uma tentativa não apenas de representar o fenômeno em questão, mas, principalmente, de extrair delas (fotografias) um conhecimento.

Que corpo você busca apresentar na exposição?

Mariana Meireles – O corpo dos professores, revelado em um processo poético que ativa camadas de significados por três vias: sensorial, óptica e tátil. A exposição evidencia as relações circunstanciais e intersubjetivas que marcam esses corpos, mostrando como eles enfrentam, de modo frequentemente desconcertante, o ato de ensinar e produzir ciência na contemporaneidade.

Como foi transformar algo tão íntimo, a dor, em imagem?

Mariana Meireles – Foi um processo profundamente poético e cuidadoso. Trabalhamos a partir da visão, da escuta e da sensibilidade corporal, permitindo que o próprio corpo se expressasse por meio das imagens. A intenção jamais foi estetizar ou espetacularizar a dor, mas torná-la visível de maneira ética, sensível e reflexiva.

Como foi o processo criativo?

Mariana Meireles – Após um processo criativo e investigativo de cerca de um ano e meio, o projeto resultou em um único ensaio fotográfico. Depois, o trabalho de curadoria, em que foram selecionadas 18 imagens e organizadas em seis séries temáticas: Corpo condicionado e suas ressonâncias; Cartografia de uma imensidão íntima; Exercícios para mensurar a dor; Sintomas do mal-estar, manejos da dor; Exercícios para desatar a dor; e Sombras libertadoras.

Que elementos simbólicos aparecem nas imagens?

Mariana Meireles – Uma placa de potência oxidada que sugere a tensão entre a automação e a falência dos corpos. A fita métrica que alude à tentativa de medir a dor. A linha que reúne pontos de encontro entre o limite do que fere e as possibilidades de sutura. Um prato de moedas que expõe o trabalho como meio de vida e de morte. E, por fim, comparecem as tentativas de silenciar a dor, por meio do uso de medicamentos.

Por que as fotos são, em sua maioria, em preto e branco?

Mariana Meireles – Porque buscamos uma poética da dor que evitasse distrações. O percurso em tons monocromáticos conduz, demoradamente, o espectador pela “zona dolorosa”. Apenas duas séries fotográficas são propositalmente coloridas: as imagens de entrada da exposição, que apresentam tons avermelhados, evocando a intensidade da dor, e as imagens de saída, que optam por exibir tons esverdeados, associados à cura e ao apaziguamento.

Quais foram os principais achados da pesquisa com os professores?

Mariana Meireles – A pesquisa evidenciou que professores do ensino superior, tanto no Brasil quanto em Portugal, vivenciam forte precarização das condições de trabalho. Esse cenário impacta diretamente seus corpos, sua saúde mental e seu bem-estar, constituindo um quadro amplo de mal-estar docente. As reflexões dos próprios professores sobre essas vivências mostram que os modelos neoliberais que estruturam a academia intensificam esse sofrimento, revelando a necessidade de repensar formas de organizar o trabalho docente. Por fim, o estudo aponta para a urgência de ações conjuntas voltadas à prevenção e promoção da saúde dos docentes, fundamentadas em melhorias reais nas condições laborais.

Como essa discussão se relaciona com o contexto atual?

Mariana Meireles – A discussão conecta-se diretamente ao contexto contemporâneo, marcado por velocidade, competição, exigência de desempenho e hiperprodutividade. Esses valores, característicos da cultura contemporânea, foram incorporados à vida universitária, produzindo cansaço, sobrecarga e esgotamento entre os docentes. O hiperprodutivismo, ao priorizar quantidade em detrimento de qualidade, enfraquece o próprio papel intelectual do professor, empobrece o sentido da docência e acelera a produção do conhecimento de forma superficial. Assim, mesmo que esse modelo seja adotado para elevar indicadores e melhorar rankings institucionais, ele acaba colocando em risco ou mesmo suspendendo a função científica, política e intelectual das universidades.

Qual é o objetivo último do projeto?

Mariana Meireles – O objetivo desse trabalho é humanizar a figura do professor, recolocando o corpo e sua dor no centro das discussões sobre a profissão docente. Ao tensionar a ideia de automatização e o apagamento das experiências corporais, o acervo imagético expõe como o trabalho docente captura a vitalidade dos corpos e produz sofrimento. Em “Zona Dolorosa”, a dor ganha forma estética, tornando-se visível e pensável; ao deixar de ser apenas íntima e incomunicável, ela se torna matéria palpável nas imagens, revelando não só um sofrimento individual, mas um mal-estar compartilhado por muitos docentes. Assim, o projeto busca evidenciar que essa dor, embora pessoal, constitui também um problema coletivo e de saúde pública, cuja atenção é urgente e indispensável.

Entrevista concedida a Marcus Gomes/Ascom, com edição de Scheilla Gumes/Ascom.
Fotos: Ascom. Imagem: divulgação.

UNEB apresenta robô de serviço em evento da Marinha do Brasil

O Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores, Sistemas Inteligentes e Robótica (Acso) da UNEB participa do evento ARAMUSS 2025, da Marinha do Brasil, na Base Naval de Aratu, em Salvador, na próxima terça-feira (11), das 14h50 às 15h20

Durante a participação da universidade, a partir das 11h30, o Robô de Serviço Bill, desenvolvido pelo Acso, vai fazer demonstração das suas habilidades.  

O evento é aberto ao público e acontece nas dependências da Base Naval de Aratu. A programação contará com palestras de pesquisadores da UNEB, e vai ser transmitida em tempo real por canal relacionado à Marinha no YouTube.  

O evento é de relevância para o segmento de veículos autônomos, com foco em tecnologias avançadas e inovações na área de guerra de minas. O encontro vai proporcionar ainda uma imersão no universo dos drones e de outros veículos não tripulados

Estão programadas demonstrações de estratégias inovadoras, configurando-se o evento em um cenário oportuno para profissionais, pesquisadores, estudantes e entusiastas da área que desejam estar atualizados sobre últimas novidades e tendências do setor. 

Texto: organização do evento, com edição da Ascom. Imagem: divulgação.

EdUNEB celebra expansão editorial neste Dia do Livro

Obras da Editora da UNEB democratizam acesso da sociedade ao conhecimento universitário

Nos últimos dois anos, a Editora da UNEB (EdUNEB) consolidou sua atuação como instrumento de política pública do livro e da leitura, tornando a produção editorial da universidade acessível a toda a sociedade. Em 2023, a editora publicou 21 obras, sendo 19 impressas e duas digitais, com títulos que vão das ciências humanas às ciências exatas. Em 2024, foram 21 livros, dos quais 17 impressos e quatro digitais, com destaque para duas coedições realizadas com a Edufba, editora da Universidade Federal da Bahia.

Os dados de produção e circulação recentes comprovam essa estratégia de expansão. A EdUNEB concentra sua atenção em áreas como ciências humanas, letras e ciências Sociais, garantindo que os livros publicados dialoguem com o debate social e cultural e mantenham alto padrão de qualidade editorial.

EdUNEB em lançamento coletivo na edição 2025 da Flipelô

Os livros circulam sob os selos EdUNEB e Universalis e têm presença significativa em eventos literários dentro e fora da Bahia. O acesso é ampliado ainda por meio do Repositório Saber Aberto e da plataforma SciELO Livros, com 11 obras aprovadas em 2024 e duas em 2025.

Com diversidade editorial que abrange diferentes áreas e formatos, a EdUNEB reforça seu compromisso com a difusão do conhecimento e a acessibilidade. A atuação da editora garante que a produção acadêmica se torne um recurso público, compartilhado e socialmente relevante.

A editora assume um papel estratégico de fomento, incentivo e democratização do acesso à leitura. Compromisso que se manifesta em frentes como a articulação de iniciativas com o governo do estado, a exemplo do Programa Bahia Literária, que promove a leitura como prática social, fomenta a cadeia produtiva do livro e contribui para transformar a Bahia em um estado leitor; além da intensa participação em feiras e eventos literários, principal via para ampliar a presença da universidade nesses espaços.

Democratização do conhecimento

Essa política de difusão editorial é, em essência, um instrumento de política pública para a democratização do conhecimento. Ao articular a circulação do acervo em circuitos ampliados, que vão das grandes bienais às feiras literárias no interior da Bahia, a EdUNEB garante que a produção científica da UNEB transcenda a esfera acadêmica.

Difusão editorial como política pública de acesso ao livro

O objetivo é converter a produção científica em retorno social tangível, integrando a pesquisa de forma ativa e permanente à vida social, cultural e econômica dos territórios baianos. A EdUNEB se configura como um agente de Estado que articula o fomento à leitura como estratégia central de intervenção e presença institucional, consolidando a universidade como espaço de produção, mediação e difusão do conhecimento em diálogo com a sociedade.

Reconhecimentos nacionais, como a aprovação de obras na plataforma Scielo Livros e a semifinal do Prêmio Jabuti Acadêmico, atestam o rigor e a relevância desse trabalho. Paralelamente, a presença em feiras e eventos literários, em diferentes regiões do estado e do país, reforça a territorialização da leitura e amplia a visibilidade da produção acadêmica da UNEB, fortalecendo a relação da universidade com diversos públicos e territórios.

Circulação de experiências

O Dia Nacional do Livro, celebrado hoje, 29 de outubro, não é apenas uma referência ao objeto impresso: é um marco para discutir circulação, acesso e produção do conhecimento no Brasil. No contexto da universidade pública, como a UNEB, a data evidencia a interseção entre memória, pesquisa e cidadania e aponta para o papel estratégico da instituição na formação crítica de estudantes e na presença da universidade nos territórios da Bahia.

Editora da UNEB também no Festival Literário de Cajazeiras

A circulação do livro não se limita à disponibilidade de obras; ela estrutura práticas de leitura, reflexão e produção crítica que atravessam ensino, pesquisa e extensão universitária. É por meio dessa circulação que o conhecimento se torna vivo, capaz de conectar experiências acadêmicas e sociais, ampliar repertórios intelectuais e sustentar o debate público. No contexto da universidade, cada obra atua como ponte entre saberes especializados e a sociedade, reforçando que a leitura e a escrita não são instrumentos neutros, mas práticas estratégicas de formação crítica e presença social.

Nesse ecossistema de conhecimentos, a Editora da Universidade do Estado da Bahia é o vetor que materializa a produção científica, cultural e didática da instituição. A atuação da EdUNEB se consolidou como uma peça-chave na política pública do livro, da leitura e da escrita.

A coordenadora da editora, professora Elisângela Santana, reforça a dimensão política dessa difusão: “A EdUNEB tem colaborado com a política pública do livro e da leitura, na medida em que busca difundir o conhecimento produzido na universidade, de forma democrática e transparente, a partir da editoração e publicação de obras autorais ou coletâneas digitais e/ou impressas”. 

A editora conta  com dois selos para publicação: um é o selo EdUNEB propriamente, por meio do qual docentes, técnicos administrativos e egressos da pós-graduação stricto sensu podem submeter-se a editais anuais internos e, se aprovados, terem seus originais publicados com recurso da própria UNEB; o outro selo é o Universalis, o qual tem fluxo contínuo, ocorre por demanda espontânea, podendo a publicação ser custeada pelo próprio autor ou autora, ou por meio de processo de descentralização de recursos provenientes de setores, programas de pós-graduação, departamentos ou pró-reitorias da UNEB.

Obras da produção científica da UNEB a preços acessíveis

Em ambos os casos, a EdUNEB conta com pareceristas ad hoc e com o seu Conselho Editorial para avaliação às cegas dos originais. Ademais, as obras publicadas pela editora são, após seis meses de lançamento, disponibilizadas no Repositório Saber Aberto, propiciando um acesso ainda mais democrático à leitura dos livros produzidos.

Também há a possibilidade de esses livros integrarem a plataforma da SciELO, uma vez que a EDUNEB, por meio de contrato com essa empresa, pode encaminhar anualmente uma média de vinte e cinco títulos para apreciação do Conselho Científico da plataforma e, consequente, publicação na base de dados da empresa.

A EdUNEB vem disponibilizando seus livros a preços acessíveis em lançamentos e em eventos acadêmico-científicos, assim como em férias/festas literárias e bienais dentro e fora da Bahia, em estande próprio ou no estande das editoras universitárias, por meio da Associa Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU). Tudo isso para dar visibilidade e maior acesso ao que é produzido e chancelado pela Editora da UNEB.

Formação de leitores

Além da atuação editorial, a política de democratização da leitura se materializa também nas bibliotecas da UNEB, que funcionam como polos de acesso, mediação e incentivo à formação leitora. Um exemplo é o projeto “Incentivando a leitura através da contação de histórias”, vinculado à Biblioteca Monsenhor Antônio da Silveira Fagundes, no campus de Brumado, que promove atividades de contação de histórias e ações educativas voltadas a diferentes públicos, especialmente crianças e comunidades escolares, estimulando o hábito da leitura, o encantamento pelas narrativas e a formação de novos leitores e leitoras.

Livros e eventos em diálogo com debate social e cultural

A coordenadora da biblioteca, professora Maria Salete, explica que o projeto vai além da atuação interna: “Desenvolvemos contação de histórias nas escolas públicas de Brumado e, nos últimos anos, também em cidades vizinhas. Recebemos alunos de áreas rurais ou de cidades menores, para que conheçam a biblioteca e compreendam a importância da leitura. Mantemos parcerias com escolas e órgãos de educação do município, envolvendo estudantes, monitores e a comunidade em oficinas, dramatizações e outras ações lúdicas. Nosso objetivo é conquistar leitores mirins e mostrar que a leitura e o acesso à universidade pública transformam vidas, fortalecendo o papel da Universidade do Estado da Bahia”.

A inclusão de crianças desde cedo também é fundamental em bibliotecas; é um espaço descoberto, de diversão para as crianças, onde elas podem explorar os livros, desenvolver o amor pela leitura, não só lendo, mas também pintando, desenhando, tendo uma intimidade maior. A ideia é permitir que as crianças manipulem os livros e usem como objeto de criatividade. O chamado “júri simulado” também é considerado uma importante ferramenta de promoção da leitura, da crítica e da discussão dos temas relevantes.

A coordenadora do Sistema de Bibliotecas (Sisb) da UNEB, Ana Gusmão, também destaca a importância dessas ações e reforça o papel das bibliotecas no incentivo à leitura: “A promoção da leitura é fundamental para o desenvolvimento intelectual e cultural de nossa sociedade. A organização de feiras e autores é uma excelente forma de incentivar essa leitura crítica, além de criar um ambiente agradável e aconchegante nas bibliotecas, com materiais diversos, de diferentes formatos, o que é essencial para atrair outros leitores. Não só o material impresso, mas também o material digital, books, e disponibilizar também notebooks e outros dispositivos digitais para alcançar vários tipos de público”.

Texto: Rozin Daltro/Ascom. Fotos: divulgação e EdUNEB.

Progressão funcional técnicos

A UNEB publicou concessão de progressão funcional a 175 técnicos da instituição, elevando-os de nível na carreira. Confira Portaria nº 51593364 publicada nesta sexta-feira (24), no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE-BA).

O ato contempla técnicos de diferentes departamentos e campi da UNEB, reconhecendo o seu investimento em formação profissional através da realização de cursos de aperfeiçoamento.

progressão funcional representa um avanço vertical na carreira do servidor, com repercussões salariais e simbólicas, reconhecendo o impacto institucional do seu investimento em formação.

Com esta nova conquista para o quadro técnico, a UNEB reafirma seu compromisso com a consolidação de uma política permanente de valorização dos servidores.

As progressões foram concedidas conforme as disposições do Decreto de nº 21.070 de janeiro de 2022 que regulamenta a progressão funcional do grupo operacional de técnicos específicos da Universidade.