
Na última terça-feira (28), o Viveiro Ecopedagógico do Campus I, em Salvador, iniciou o curso de extensão “Vivência em Agroecologia”. A data foi escolhida para celebrar o Dia da Caatinga, bioma que inspirou a criação da iniciativa.
As turmas reúnem estudantes, técnicos, docentes e funcionários terceirizados que atuam na jardinagem em outros Departamentos do Campus I da universidade. As atividades ocorrem sempre às terças-feiras, das 9h às 11h, totalizando 10 encontros práticos.

A formação integra pessoas através de vivências na natureza, abordando conhecimentos de permacultura, agroecologia e sustentabilidade. O projeto evoluiu de uma proposta inicial de recaatingamento para um espaço ecopedagógico e uma “UTI de Plantas”.
Os participantes têm contato direto com mudas que são cultivadas e destinadas à recuperação de áreas degradadas em Serra Preta e Juazeiro, no interior da Bahia. Uma das práticas adotadas é o “pedágio”, onde o visitante que leva uma muda é convidado a realizar um novo plantio no local.
“Eles pegam sementes e plantam no lugar da outra da planta que levou. É uma ideia fantástica, porque a gente descobriu que aqui é um local de vivências e nós transformamos essas vivências em vivências ecopedagógicas”, explica Diogénes Silveira, um dos coordenadores do projeto.

Raimundo dos Santos, funcionário terceirizado da UNEB, que atua como jardineiro no projeto “Viveiro Ecopedagógico” conta sobre a sua satisfação ao ver o fruto do trabalho coletivo:
“É uma alegria observar como era essa área há dois anos e como ela está hoje – esse trabalho está documentado por meio das fotografias. A alegria de ver a transformação acontecer é muito gratificante. Nós recebemos a visita de uma senhora que veio do interior e o único espaço que ela tinha em casa para cultivar, o neto dela fez uma construção. Ela não podia mais desenvolver a sua atividade. Aí chegando aqui e vendo que poderia retornar à atividade, ela ficou emocionada, porque voltou a plantar”, contou Raimundo.
O projeto também promove a iniciativa “Adote uma Muda”, incentivando a comunidade acadêmica a plantar e acompanhar o desenvolvimento de uma espécie. “Temos mudas plantadas pelo nosso ex-diretor que hoje já estão grandes. É uma beleza”, pontua Diogénes.

A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e ocupa cerca de 70% da região Nordeste. Atualmente, o território enfrenta sérios processos de desertificação causados pela ação humana.
“Iniciamos este projeto para contribuir com a sobrevivência deste bioma e garantir que as gerações futuras tenham contato com ele”, alerta Alexsandro Santos, um dos coordenadores da iniciativa e também técnico do Departamento de Ciências Humanas do Campus I. O projeto conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e da Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA).
Texto e Fotos: Marcus Gomes e Leandro Pessoa