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22ª SNCT: Exposição apresenta importantes projetos de pesquisa da UNEB; aberta ao público até dia 22/10

A 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na UNEB, que teve início no último dia 14 e se estende até a próxima quarta-feira (22) no Campus I, em Salvador, oferece a oportunidade de a comunidade acadêmica e público externo conhecerem alguns importantes projetos de pesquisa desenvolvidos na universidade de forte impacto inclusivo e social.

Com o tema “UNEB, um só oceano: saberes e fazeres na confluência com ciência e tecnologia“, o evento na universidade antecipa no estado a programação nacional da SNCT, a ser promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nos próximos dias 20 a 26 com atividades em todo o país.

Manejo adequado da irrigação e eficiência hídrica estão sendo estudados

Entre os projetos da UNEB em exposição no Pavilhão de Aulas Multidisciplinares (PAM) do campus, está a pesquisa “Gestão hídrica e inovação social na agricultura do sertão do São Francisco“, que investiga os malefícios causados pela agricultura irrigada ao Rio São Francisco, na região do semiárido baiano.

“A irrigação, como sabemos, demanda e extrai dos mananciais mais de 50% da água utilizada. Isso gera impactos significativos, tanto na competição entre os diversos setores que necessitam da água quanto na qualidade dela. É fundamental desenvolver trabalhos que priorizem o manejo da irrigação de forma adequada, mitigando o acúmulo de contaminantes, especialmente de agrotóxicos e principalmente nessa região com sistemas de irrigação sofisticados e diversos insumos químicos”, disse a coordenadora do estudo Lígia Marinho, docente do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) do Campus III da UNEB, em Juazeiro.  

Equipe do projeto de gestão hídrica visitou exposição no campus de Salvador

A pesquisa é apoiada pelo Programa de Pesquisa Aplicada, Tecnologias Sociais e Inovação (Proinovação) e pelo Programa de Apoio a Projetos de Extensão (Proapex) da UNEB, contando com a participação   de docentes, técnicos administrativos e discentes da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Agronomia: Horticultura Irrigada (PPGI), do Campus III, com parceria de intercambistas de Moçambique através do programa de mobilidade internacional GCub mob.

Após a seleção no edital do Proinovação, a coordenação do projeto articulou a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica para Uso Eficiente dos Recursos Hídricos no Submédio do Vale do São Francisco (Niterh), que realiza estudos interdisciplinares voltados para redução da contaminação das águas do Rio São Francisco e ampliação da eficiência hídrica na região, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Contaminantes em caranguejos

Outro projeto de pesquisa em exposição, “Caranguejo e Contaminação: Revelando os Impactos Ambientais nos Estuários do Nordeste Brasileiro” investiga a presença de contaminantes em caranguejos coletados no litoral do Nordeste. Em parceria com o Instituto de Ciências do Mar, da Universidade Federal do Ceará (UFC), que coordena a ação, o estudo é conduzido na UNEB pelos professores Fabrício Freitas, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII (Paulo Afonso), e Natan Pereira, do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do Campus I.

Pesquisa avalia impacto social e econômico da contaminação de caranguejos

A investigação teve como motivação o vazamento de óleo ocorrido no litoral nordestino em 2019 e, desde o início de 2025, vem realizando coletas de caranguejo em águas de vários estados da região, visando identificar a presença de contaminantes residuais nesses organismos.

“É um estudo que busca traduzir o impacto social e econômico da presença desses contaminantes nos caranguejos, que são um pescado de predominância no litoral norte e nordeste brasileiro. São contaminantes com uma tendência bioacumulante, em que há risco de contaminação do consumidor desse animal”, explicou Fabrício Freitas.

A previsão da pesquisa é de que seja efetuada uma próxima coleta de caranguejos no litoral baiano e os resultados sejam publicados no início de 2026. Mas, segundo os pesquisadores, em estudo prévio já foi identificada nesses crustáceos a presença não só de carboneto de petróleo – motivador da pesquisa – como também de outros contaminantes de origem química, a exemplo de dejetos de lavoura, agrotóxicos e pesticidas, além de resíduos de fármacos provenientes de urina humana.

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Texto: Marcus Gomes/Ascom e Leandro Pessoa/Ascom. Fotos e imagem: divulgação.

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Mesa de abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na UNEB reuniu gestores e parceiros da universidade

“A promoção da cultura de inovação continua sendo uma necessidade que exige nosso empenho. Destaco o papel da UNEB e sua capacidade de disseminar essa cultura de inovação em cada município e território de identidade da Bahia.”

Essas palavras, do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Marcius Gomes, apontam a relevância da universidade no contexto da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na UNEB, que foi aberta na manhã de hoje (14), no teatro da instituição, Campus I, em Salvador.

O evento na UNEB antecipa no estado a programação nacional da SNCT, a ser promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nos próximos dias 20 a 26 com atividades em todo o país.

Reitora Adriana Marmori: produção científica para preservação do planeta

Com o tema “UNEB, um só oceano: saberes e fazeres na confluência com ciência e tecnologia“, a Semana na universidade é aberta à comunidade acadêmica e ao público externo, sendo voltada à promoção e democratização da cultura científica na capital e outros territórios do estado.

Professor da universidade, Marcius Gomes compôs a mesa institucional de abertura do evento, que foi presidida pela reitora Adriana Marmori. “A escolha desse tema das águas ressalta a necessidade premente de considerar a sustentabilidade planetária e a proteção de todas as formas de vida. E aqui, na universidade, somos instados a refletir sobre a importância de direcionar a produção científica para a preservação do planeta, atualmente ameaçado”, disse a reitora.

“Produzimos ciência aqui na graduação, na pós-graduação e na extensão. Agora precisamos afunilar isso, com um propósito único: a sobrevivência. A excelência acadêmica está pautada nisso. Quando elegemos ‘UNEB, um só oceano’, precisamos se ver em uma só unidade. E aí não tem como falar de ciência sem falar de uma ciência engajada, plural e diversa, com responsabilidade social, que toma a pesquisa como busca para responder às demandas da sociedade”, destacou Adriana Marmori.

Exposição de pesquisas e projetos está aberta ao público até dia 22

A programação da 22ª SNCT na UNEB se estende até o dia 22 próximo, com uma exposição de projetos, pesquisas e vivências que integram ciência, inovação, cultura e sustentabilidade de diversas regiões da Bahia. A mostra reúne experiências que vão desde o desenvolvimento tecnológico e a conservação ambiental até o fortalecimento de saberes tradicionais e afrodiaspóricos.

A exposição está aberta ao público no hall da Reitoria e no Pavilhão de Aulas Multidisciplinares (PAM), no Campus I, das 9h às 18h.

Popularização da ciência e da inovação

Também participante da mesa de abertura, a coordenadora da Agência UNEB de Inovação (AUI), Suely Messeder, responsável pela organização e curadoria do evento, convidou todos a conhecer as pesquisas desenvolvidas em cada departamento da universidade. “Teremos uma exposição imersiva, na qual os alunos poderão aprender sobre temas como caranguejos, camarões e a produção de alimentos como cocada e mandioca, além da relação com as ostras. Já na exposição na Reitoria, temos tanques e recursos de realidade virtual. As pessoas poderão vivenciar a ciência, a tecnologia e a inovação, com contato direto com os projetos”, explicou.

Coordenadora da AUI, Suely Messeder defendeu interação da academia com comunidades

“Nosso objetivo é promover a popularização da ciência, da tecnologia e da inovação na Bahia. A universidade busca atender as demandas das comunidades, ao mesmo tempo em que aprende com elas. A interação da universidade com as comunidades é fundamental, estabelecendo uma mediação entre o conhecimento acadêmico e as necessidades locais”, ressaltou Suely Messeder.

Citando alguns projetos em exposição, a coordenadora assinalou a pesquisa da egressa da UNEB Keila Santana, atualmente doutoranda na Universidade de São Paulo (USP). “A pesquisa parte da premissa da química verde, que envolve a produção de insumos a partir da biodiversidade. O objetivo é desenvolver produtos que não prejudiquem a pele humana”.

Pesquisadora Andréa Machado: UNEB amplia oportunidades de se fazer ciência plural

A mesa institucional foi composta ainda por José Sanches, gerente de projetos da Bahia Pesca, parceira da UNEB no evento, por Julieta Palmeira, gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e por Handerson Leite, diretor-geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesb).

Participando da exposição com dois projetos, a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do campus, Andréa Machado, enfatizou sua satisfação de integrar a Semana: “A UNEB se apresenta como um oceano de saberes e fazeres em convergência com a ciência e a tecnologia. Nossos projetos e pesquisas visam a inclusão de pessoas com deficiência, um de banners com audiodescrição e outro uma plataforma de realidade virtual. Nossa universidade está de parabéns por ampliar as oportunidades de se fazer ciência, uma ciência plural que integra tecnologias ancestrais, energias digitais e diversas perspectivas”, observou. 

Texto: Marcus Gomes/Ascom.
Fotos: Danilo Oliveira/Ascom e Graziele das Mercês/Ascom.