Missão internacional dos professores inclui duas instituições de ensino superior em Luanda.
Os professores da UNEB Ivaldo Marciano, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus II, em Alagoinhas, e Everton Carneiro, do DEDC do Campus XV, em Valença, vão participar de uma missão internacional de intercâmbio e colaboração interinstitucional em Angola.
Essa ação internacional faz parte de convênios firmados recentemente entre a reitora da UNEB, Adriana Marmori, e os dirigentes das duas instituições angolanas.
A programação dos docentes no país africano inclui palestras e conferências sobre a construção de projetos de pesquisa e de metodologias da pesquisa, para professores das duas instituição angolanas.
Os dois professores também irão ministrar um curso para a chancelaria de Angola, intitulado “Noções básicas de heráldica, falerística e numismática”, além de discutirem questões alusivas à nacionalidade angolana com integrantes da diplomacia do país.
Entre outras atividades previstas, os docentes da UNEB vão discutir os meios e mecanismos para o avanço da pós-graduação em Angola, refletindo sobre a implantação de currículos digitais, semelhantes ao Lattes brasileiro, e de agências de atribuição de ISSN (para periódicos) e de ISBN (para livros) para o país africano, além da criação de revistas eletrônicas nas instituições de ensino superior.
“Essa colaboração entre as instituições angolanas e a UNEB não apenas representa uma parceria acadêmica, mas também reflete o comprometimento mútuo com a construção de um ambiente educacional mais abrangente e inclusivo. A troca de conhecimentos, a reflexão conjunta e a busca por estratégias inovadoras são passos significativos na consolidação de um ensino superior mais qualificado e adaptado às demandas contemporâneas, reafirmando o papel essencial da educação na construção de sociedades mais justas e desenvolvidas”, avalia Ivaldo Marciano.
A iniciativa das atividades de formação docente e na chancelaria angolana conta com o apoio da Secretaria Especial de Relações Internacionais (Serint) da UNEB.
Para Everton Carneiro, “a UNEB, enquanto universidade de vanguarda, inserida em diversos tratados alusivos aos mecanismos de apoio e solidariedade aos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), irá fornecer sua expertise para a construção de programas de pós-graduação stricto sensu em Angola”.
Ivaldo Marciano e Everton Carneiro são lideres, respectivamente, dos grupos de pesquisa África do Século XX (DEDC/Campus II) e Estudos Africanos e Representações da África (DEDC/Campus XV), ambos registrados no CNPq.
A missão dos docentes no país africano se estende até o próximo dia 15 de dezembro.
Além da UniLuanda, curso será oferecido a instituições de outros países africanos e Timor-Leste.
Começa nesta quarta-feira (11), a primeira etapa do curso de formação para criação de periódicos científico-acadêmicos na plataforma Open Journal Systems (OJS), destinado a docentes e técnicos da Universidade de Luanda (UniLuanda).
O curso, que integra as atividades do convênio firmado este ano entre a UNEB e a UniLuanda, será ministrado pelos professores Ivaldo Marciano, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus II, em Alagoinhas, editor dos periódicos África(s) e Cadernos de África Contemporânea, e Everton Carneiro, do DEDC do Campus XV, em Valença.
O curso vai ocorrer remotamente, via plataforma Teams. Essa primeira parte abordará o processo de criar um periódico, formar conselho editorial, gerenciamento e demais questões sobre o funcionamento de revistas científico-acadêmicas.
A segunda etapa do curso, em data a ser definida, terá a finalidade de transferir expertise para docentes e técnicos da UniLuanda operarem a OJS.
A ação está sendo promovida pela UNEB, por intermédio dos dois departamentos de Educação, cujos diretores Aldrin Castellucci (DEDC/Campus II) e Angélica Lopes (DEDC/Campus XV) consideram muito relevante a iniciativa, pois vai potencializar o processo de internacionalização das respectivas unidades acadêmicas.
O curso tem também o apoio dos grupos de pesquisa África do Século XX, sediado no DEDC/Campus II e registrado no CNPq, e Estudos Africanos e Representações da África, sediado no DEDC/Campus XV.
Segundo o professor Ivaldo Marciano, a proposta do curso foi uma orientação da Secretaria Especial de Relações Internacionais (Serint), vinculada à Reitoria da UNEB, por meio do secretário especial Elizeu Clementino, “que viu na ação uma importante iniciativa da UNEB no processo de formação de docentes vinculados às universidades dos PALOPs (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e do Timor Leste”.
O docente acrescenta que esse curso também será oferecido, em breve, para outras instituições de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste, em datas a serem agendadas.
Texto: Ivaldo Marciano/DEDC/Campus II, com edição da Ascom. Imagem: Divulgação.
Professora Adriana Marmori participou com o secretário de Relações Internacionais (Serint), Elizeu Clementino
A UNEB foi representada, pela sua reitora, professora Adriana Marmori, e pelo secretário de Relações Internacionais (Serint), Elizeu Clementino, na missão da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), realizada entre os dias 21 de agosto e 2 de setembro, na África do Sul.
A iniciativa, que ocorre anualmente, tem como objetivo estreitar relações, agregar conhecimentos, troca de experiências e firmar acordos de cooperação internacional entre as instituições visitadas e as universidades filiadas à Associação.
“A UNEB constitui-se enquanto uma universidade socialmente referenciada e que entende que a diversidade constrói, portanto, fundamental a nossa participação nessa missão, que busca fortalecer o espírito de cooperação entre universidades e o Brasil e a África. Foi uma oportunidade ímpar de conhecermos realidades diversas e prospectarmos parcerias e convênios”, avaliou a reitora.
Ao todo, a comitiva brasileira foi composta por 39 pessoas e visitou universidades nas cidades de Durban, Porto Elizabeth, Cidade do Cabo e Johanesburgo.
Início em Durban
O grupo de gestores e representantes de instituições brasileiras chegou à África do Sul pela cidade de Durban, onde realizaram, no hotel Blue Waters, ainda no dia 20 de agosto, a última reunião preparatória para a missão.
A comitiva iniciou as suas atividades com visitas e reuniões na University of Kwazulu-Natal (UKZN) e na Durban University of Technology (DUT). Pela manhã os participantes puderam dialogar e trocar experiências na UKZN e durante a tarde foi a vez da DUT.
Como agradecimento pela acolhida, na UKZN a Abruem entregou, com participação da reitora da UNEB, placas de homenagem ao professor e vice-reitor adjunto de Pesquisa e Inovação, Mosa Moshabela. Na DUT, quem recebeu a placa foi o reitor, Thandwa Mthembu.
Ainda durante o primeiro dia, a comitiva visitou o Centro de Excelência Aeroespacial e o Centro de Documentação de Sistemas de Conhecimento Indígena.
Os participantes conheceram ainda o Instituto de Tecnologia de Água e Esgoto da DUT, onde foram apresentados a tecnologias para soluções e inovações no tratamento de água e esgoto.
Na busca da excelência em programas de bolsa de estudos e disseminação de conhecimento para gerar benefício recíproco, a UNEB e a DUT deixaram encaminhado um Memorando de Entendimento (MoU) para colaboração acadêmica.
“Temos todas as possibilidades de assinatura desse acordo e com as outras universidades também. A etapa agora, pós-missão, é tratar bilateralmente das demandas e das especificidades para que possamos avançar para a assinatura deste e de outros acordos”, explicou o professor Elizeu, secretário de Relações Internacionais da UNEB.
Ainda na cidade, os participantes da missão puderam participar da 25ª Conferência Anual da Associação de Educação Internacional da África do Sul (25th Annual IEASA Conference), que contou com o tema “Olhar para trás, olhar para frente”.
O evento recebeu líderes, acadêmicos e pesquisadores, profissionais, educadores e estudantes de internacionalização, bem como organizações e indivíduos interessados na internacionalização do ensino superior para compartilharem ideias, resultados de pesquisas, experiências e exemplos de boas práticas.
Ações na Cidade do Cabo
No último dia 24, a comitiva seguiu para a Cidade do Cabo e pôde conhecer, no município vizinho, Stellenbosch, a Stellenbosch University (SU). Na Universidade a equipe visitou o SU Museum.
O museu, criado em 1962, retrata a história cultural local e inclui quatro casas de época que mostram a forma como as pessoas viviam e a diferença de estilos arquitetônicos ao longo dos períodos ilustrados.
Durante toda a visita, o cônsul adjunto e chefe do setor educacional do consulado geral do Brasil na Cidade do Cabo, Luiz Felipe Pereira, acompanhou a delegação brasileira, além de ter realizado a tradução da reunião.
Já no segundo dia na capital do país, as reitoras, os reitores e representantes de universidades filiadas à Abruem visitaram a University of Westem Cape (UWC) e a University of Cape Town (UCT).
De acordo com a professora Adriana Marmori, reitora da UNEB, as tratativas entre a instituição e a UWC avançaram durante a visita, e já há um acordo de cooperação, com previsão de intercâmbio para todos os segmentos da comunidade universitária em apreciação por ambas as universidades.
Comitiva segue para Porto Elizabeth
No dia 28 de agosto, a comitiva já realizou a visita à Nelson Mandela University (NMU), em Porto Elizabeth. A instituição também manifestou interesse em consolidação de parceria com a UNEB.
O professor Elizeu Clementino sinaliza que o memorando de entendimento já está pronto e passa pela apreciação da reitora e da professora Sibongile Muthwa, vice-reitora da NMU.
Na cidade, a delegação brasileira visitou ainda Rhodes University, sétima a receber as gestoras e os gestores participantes da missão internacional da Abruem. O grupo foi recebido pelo reitor da Universidade, Sizwe Mabizela, e pela assessoria internacional.
Trocas entre Brasil e África do Sul
No décimo dia da missão internacional da Abruem à África do Sul a delegação brasileira visitou a University of Johannesburg (UJ) e a University of the Witwatersrand (WIT).
As duas universidades estão localizadas na cidade de Joanesburgo, que é a maior cidade da África do Sul, com quase seis milhões de habitantes. Pretória, capital executiva do país, está localizada na região metropolitana de Johannersburg.
Pela manhã, a delegação brasileira visitou a University of the Witwatersrand. Eles foram recebidos por uma equipe de 21 gestores e servidores, que apresentaram os programas e potenciais da Universidade. O reitor da Wit, Zeblon Vilakazi, deu boas-vindas à comitiva durante sua fala.
As origens da Wits University estão na Escola de Minas da África do Sul, que foi fundada em Kimberley em 1896 e transferida para Johannesburg 1904. O status de universidade plena foi concedido em 1922.
Durante a tarde a comitiva brasileira visitou a University of Johannesburg. No local, foram recepcionados pelo professor e diretor sênior da divisão de internacionalização do local, Ylva Rodney-Gumede. A delegação pôde conhecer parte da estrutura da Universidade e também entender um pouco mais sobre o funcionamento local, tendo em vista que diversos gestores e professores realizaram falas sobre suas áreas de atuação.
A UJ transformou-se, ao longo dos anos, em uma instituição diversificada e inclusiva, com uma população estudantil de mais de 50 mil pessoas, das quais mais de três mil são estudantes internacionais de 80 países. Isto faz da University of Johannesburg uma das maiores universidades na área de internacionalização da África do Sul, levando-se em consideração as 26 universidades públicas que compõem o sistema de ensino superior.
O currículo da Universidade reflete cada vez mais os estudos anteriormente marginalizados que falam de uma agenda de transformação e descolonização, com a África no seu centro.
Fim para novos começos
A University of Pretoria (UP) e a University of South Africa (UNISA) foram as duas últimas instituições de ensino superior visitadas durante missão da Abruem à África do Sul
A Universidade de Pretória é uma das maiores universidades de pesquisa da África do Sul, com 1.108 programas de estudo, 94% de taxa de aprovações em graduações, 89% de módulos de graduação disponíveis de forma on-line e mais de 303 mil egressos.
A University of South Africa é a maior instituição de ensino superior do continente africano e uma das maiores do mundo, com um quadro superior a 370 mil alunos do próprio país e de 110 outras nações. Está classificada entre as 10 melhores universidades da África, ocupando a quinta posição. Por ser uma universidade aberta a distância e e-learning, a UNISA oferece flexibilidade aos seus alunos e eles escolhem quando, onde e como estudar.
Todos os anos a Unisa forma mais de 54 mil licenciados qualificados para reforçar o mercado de trabalho do país. A maioria dos discentes da Unisa são de graduação, 40.820 estão matriculados em pós-graduação, sendo 10.699 em mestrado e doutorado. Cerca de 70% dos estudantes da UNISA são mulheres.
“A UNEB, em seus 40 anos, aprofundou a sua imersão no interior da Bahia e avançou na produção de ciência, alcançando impacto nacional e internacional. É nosso dever fortalecer diálogos e as relações internacionais, sobretudo, com países do sul global, para o êxito de ações de internacionalização que privilegiem a diversidade, a inclusão e a excelência acadêmica. Frente a esses objetivos comuns, considero que a missão foi de grande êxito e abre muitas perspectivas institucionais”, ressaltou a reitora da universidade, Adriana Marmori.
Texto: Assessorias de Comunicação da UNEB e da Abruem Fotos: Divulgação
O professor da UNEB Sérgio São Bernardo, assessor chefe da Reitoria da universidade, lança o livro Direito e Filosofias Africanas no Brasil neste domingo (4), às 10h30, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da universidade, no Centro Histórico de Salvador.
Outros dois lançamentos estão previstos: nesta quinta-feira (1º), às 18h30, na Livraria LDM, no Shopping Belo Vista, e no próximo dia 12 de dezembro, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ambos na capital baiana.
O livro tematiza a função e o sentido do direito enquanto instrumento de justiça emancipatória. Aborda a experiência africana no mundo e na diáspora enquanto produtora de acepções ético-jurídicas fundadas na ancestralidade, na ubuntuidade e no cosmograma Bakongo kalunga.
A obra apresenta um panorama das ideias e práticas de justiça no continente e no Brasil, mostrando que o poder judiciário e a sociedade brasileira podem instituir um programa comunitário e popular de mediação de conflitos de base africana e afro-brasileira.
Inspirado na tese de doutorado do autor, com estudos realizados em países africanos, o livro é uma contribuição ao debate sobre a teoria e prática para um direito e uma justiça negro-africana no Brasil. A publicação recebe o selo da Nandyala Editora e já está disponível em diversas livrarias do país.
Programa de Bolsas de IC, lançamento de coleção e programação própria de eventos foram alguma das conquistas de 2021
O ano está chegando ao fim, e o centro de investigação da UNEBCátedra Fidelino de Figueiredocelebra a passagem deste 2021 complexo, mas também marcado por intensas atividades e significativas conquistas institucionais.
Dentre essas realizações, há a consolidação do Programa de Bolsas de Iniciação Científica, o fortalecimento das pesquisas científicas e o lançamento da coleção de títulos publicados com selo próprio.
A presença digital da cátedra também foi fortalecida, com ingresso nas mídias sociais
A presença digital da cátedra também foi fortalecida com a criação do canal no YouTube e com a implementações deredes sociais, além da participação nas celebrações do centenário do escritor português José Saramago.
“Tivemos um ano excepcional, mesmo com os desafios que a educação enfrenta desde 2020. Estamos cumprindo bem o compromisso de oferecer conteúdos científicos e intelectuais com qualidade técnica, usando recursos audiovisuais e multimídia”, celebra a diretora da Cátedra Fidelino de Figueiredo na universidade, Rita Aparecida Santos.
Instituída na universidade em 2013, e fruto do convênio com o Instituto Camões (IC), a Cátedra constitui-se em um espaço interdisciplinar de estudos, pesquisas e divulgação da história, da cultura, da língua e das literaturas luso-afro-brasileira.
Além disso, tem o objetivo de promover o diálogo entre instituições educativas e culturais em torno das literaturas e da cultura dos países em Língua Portuguesa.
O centro de investigação é vinculado ao Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I da UNEB, em Salvador. Atualmente, a Cátedra conta com 28 investigadores nacionais e internacionais de diferentes áreas: Literatura, Linguística, Filosofia, Medicina, Psicologia, Geografia Cultural, Urbanismo e Turismo.
Conquistas na pesquisa científica
No âmbito da pesquisa científica, a Cátedra registra importantes conquistas por meio dos grupos “Outras Palavras em Saúde: poéticas e humanização” e o “Geopoética”.
Fruto da parceria com a Escola de Bahiana de Medicina, o primeiro se destaca na realização de eventos e cursos na pesquisa e na investigação dos temas de interesse da equipe.
Com a consolidação das ações em 2021, o grupo já prevê publicação própria no próximo ano
“Tenho muito orgulho da Escola Bahiana de Medicina ter inserido a literatura na formação médica. Aguardamos o momento em que essa perspectiva se torne realidade também na UNEB”, destaca Rita Coelho, que coordena o grupo em parceria com a professora Ieda Aleluia.
Com o objetivo de estudar as diferentes abordagens e representações do espaço geográfico no campo da cultura, literatura, turismo e outras artes, o grupo Geopoética busca desenvolver estudos e pesquisas transdisciplinares, que visem analisar e compreender as narrativas e percepções do espaço pelas diversas formas de expressões artísticas e literárias.
“Nosso grupo tem como pretensão contribuir com novas abordagens, estudos e pesquisas que promovam a valorização humana, as relações subjetivas e intersubjetivas integradas ao homem, ambiente, cultura e arte na cidade de Salvador”, explica a professora Lirandina Gomes, que divide a coordenação do Geopoética com a professora Sônia Simon.
Foram projetos realizados neste 2021: atividades culturais, cursos formativos para estudantes e pesquisadores e a participação de eventos científicos nacionais e internacionais, a exemplo da apresentação de trabalhos na Conferência Internacional, Literatura e Turismo (Littur) e no Encontro Nacional de Pós-graduação em Geografia (Enapege), no grupo de trabalho Geografia e Patrimônio.
Para o ano de 2022, o grupo “Outras Palavras em Saúde: poéticas e humanização” prepara a publicação do seu primeiro livro, que contará com a participação de pesquisadores do Brasil e de Portugal. O “Geopoética” também prevê a sua primeira publicação, seguindo a mesma linha.
Consolidação do Programa de Bolsas de IC
Na área da iniciação científica, a Cátedra Fidelino de Figueiredo ampliou o número de beneficiados pelo Programa de Bolsas de Iniciação Cientifica, que agora conta com seis estudantes das áreas de Literatura e Linguagem. As bolsas são custeadas pelo Instituto Camões.
Letícia: chance de explorar áreas de interesse
É o caso da estudante do oitavo semestre do curso de Letras – Língua Portuguesa e Literaturas do Campus I da instituição, em Salvador, Letícia Aires, uma das contempladas pelo programa.
A discente estuda a relação Brasil-Portugal e o deslocamento de identidade em uma personagem da obra “Estive em Lisboa e lembrei de você”, do escritor brasileiro Luís Ruffato, que em 2021 resultou na escrita de um artigo.
“Ser pesquisadora da cátedra é enriquecedor para minha vivência como estudante, pois me permite explorar áreas do meu interesse, que não são exploradas na graduação. Essa experiência foi muito importante para meu currículo, pois me introduziu no mundo das pesquisas acadêmicas”, ressalta a estudante.
Com a colaboração dos professores Évila Oliveira e Carla Bernardo, do DCH do Campus I, e também da docente Nelma Arônia, do DCH do Campus IX da UNEB, em Barreiras, os projetos seguem com enfoque em autores portugueses, africanos e brasileiros, e tendem a serem ampliados para maior projeção no cenário brasileiro e português.
De acordo com a professora Rita Aparecida Santos, a expectativas para 2022 é de que sejam abertas novas vagas para projetos que incluam estudantes dos cursos de Medicina, Urbanismo e Turismo.
O selo contou com nove publicações lançadas apenas neste ano
Lançamentos da Coleção Atlânticos
As intensas atividades da Cátedra Fidelino de Figueiredo em 2021 fortaleceram o diálogo com instituições portuguesas e brasileiras, que vem apostando nos novos projetos.
Dentre os quais, está a criação da Coleção Atlânticos, selo próprio de publicação de autores portugueses e africanos em permanente interlocução com pesquisadores e escritores brasileiros.
Com nove títulos publicados neste ano, o projeto conta com apoio do governo português, através da Direção Geral do Livro e das Bibliotecas. Esse é um projeto pioneiro das cátedras do Camões e também inédito, uma vez que parte dos livros publicados é doada às bibliotecas da UNEB, bem como aos professores de literatura e alunos.
Expectativas para 2022
A cátedra segue fortalecida por uma potente rede de pesquisadores
Para o próximo ano, a Cátedra Fidelino de Figueiredo pretende manter suas atividades a todo vapor. De acordo com a professora e diretora Rita Aparecida Santos, dentre os projetos está a publicação de cerca 20 de obras das Literaturas Portuguesa e Africana.
Também há a criação do selo infantil da Coleção Atlânticos, já com a previsão de um box com as obras do escritor português, indicado ao Nobel em 2020, Mário Cláudio.
No mês de julho do próximo ano, a Cátedra participará da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, considerando que Portugal será o país homenageado. O centro também marcará presença nas celebrações oficiais do centenário do escritor português José Saramago, cujo lançamento mundial se deu no último dia 16 de novembro. Cursos online, eventos acadêmicos e exposições também estão em planejamento, para o avanço em 2022.
O projeto CINEdebate & História, vinculado ao Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus VI da UNEB, em Caetité, vai realizar nesta sexta-feira (26), às 19h, a live “História da África no Brasil: política, cultura e educação”, no canal do projeto no YouTube.
Segundo o coordenador do CINEdebate, Jairo Carvalho, a live tem por objetivo analisar a África, suas particularidades políticas, culturais, religiosas e de diversidade, e sua relação com a formação histórica, social e cultural brasileira.
“A discussão será orientada a partir de três temas gerais: a religiosidade africana, sua diversidade e aspectos culturais; o cinema africano contemporâneo; e ações afirmativas no Brasil, educação e a Lei 10.639/2003”, conta.
Serão palestrantes os docentes Edmar Santos (Campus VI/UNEB), Morgana Lima (Laboratório de Análise Fílmica/Ufba) eMárcio Paim (Uesb).
Jairo adianta que “pela importância do tema essa live será dividida em duas seções; a segunda já está agendada para o dia 14 de maio”.
Mais informações e inscrição: no site do projeto e neste link www.sge.uneb.br.
A UNEB, por meio da Secretaria Especial de Relações Internacionais (Serint), divulga o Edital 05/2019 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que trata sobre o Programa de Cooperação Brasil Sul-Sul (COOPBRASS).
A iniciativa visa selecionar projetos conjuntos de pesquisa com países da África, da América Latina e Ásia, além do Caribe, em todas as áreas do conhecimento, de modo que os benefícios alcancem todas as instituições envolvidas.
O edital financiará missões de trabalho, bolsas, benefícios e recursos de manutenção do projeto, com duração de até quatro anos, para até dez projetos.
Os interessados têm até o dia 31 de maio para realizar as inscrições gratuitas, exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição e o envio de documentos eletrônicos solicitados.
Detalhes sobre os requisitos das propostas de projetos, os recursos orçamentários e financeiros, o processo de avaliação das propostas, o resultado da seleção, os prazos e a prestação de contas estão disponíveis no edital de seleção.
Na última sexta feira (9), o Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus III da UNEB, em Juazeiro, sediou o lançamento do livro História da África nos anos iniciais do Ensino Fundamental: Os Adinkra.
A publicação é de autoria da pesquisadora Eliane Boa Morte e o lançamento contou com a parceria do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) da cidade e do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC-BA).
A autora pretende que o livro sirva como material de apoio pedagógico para auxiliar professores das séries iniciais do ensino fundamental a abordarem de forma mais consistente as temáticas raciais.
A publicação foi elaborada em consonância com a Lei Federal 10.639/03, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira.
Eliane Boa Morte é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), possui especialização em Alfabetização, pela Faculdade de Educação da Bahia (Facceba) e mestrado em História da África, Diáspora e Povos Indígenas.
Texto e foto: Renilson da Silva, com edição do Núcleo de Jornalismo (NuJor) da Assessoria de Comunicação (Ascom) da UNEB
Rafaela Landim
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
A UNEB, através do Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupe) do Departamento de Ciências Humanas (DCH), no Campus I da universidade, em Salvador, vai realizar palestras sobre trabalho de imigrantes africanos no Brasil.
As atividades serão ministradas pelo professor Paulo Gomes Vaz, de Nacionalidade Guineense (Guine-Bissau), no dia 1º de setembro, às 9h, na Sala 3 do curso de História, no DCH I.
As palestras abordarão os temas As sacoleiras a serviço do capital: o caso das sacoleiras africanas nas cadeias globais de mercadorias, e O trabalho manual africano nos labirintos da globalização: O Caso dos Africanos em São Paulo.
A iniciativa, coordenada pelo professor Raimundo Dalvo, será realizada em parceria com o Colegiado de História.
A iniciativa, gratuita, é aberta ao público. Para realizar a inscrição, os interessados devem comparecer presencialmente ao Nupe até o dia 31 de agosto.