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II Círculo de Formação Regional fortalece ações do Programa Bahia Alfabetizada Criança

Nessa etapa, 53 formadores regionais participaram da programação, que aprofundou estudos sobre alfaletramento

Nos dias 24 e 25 de setembro, o Hotel Concept, em Salvador, sediou o II Círculo de Formação Regional do Programa Bahia Alfabetizada Criança. O encontro reuniu 53 formadores regionais com o objetivo de aprofundar os estudos sobre alfaletramento, a partir do trabalho com gêneros textuais e da reflexão sobre práticas pedagógicas que favoreçam a apropriação do sistema de escrita pelas crianças.

Iêda Silva e Elivânia Reis integram coordenação do programa

Segundo Iêda Silva, coordenadora institucional do programa na UNEB, “nesse segundo círculo, os formadores regionais debateram e elaboraram proposições para o planejamento da alfabetização com foco no letramento, processo que denominamos alfaletrar. A proposta é organizar todo o trabalho pedagógico a partir da perspectiva da apropriação do sistema de escrita pelas crianças”.

A metodologia da formação incentivou a articulação de concepções, estratégias e materiais pedagógicos, considerando a diversidade cultural e étnico-racial da Bahia.

Para Elivânia Reis, coordenadora pedagógica do programa na UNEB, o momento reafirma o papel das universidades estaduais: “Estamos trabalhando, nesse círculo, os percursos formativos dos formadores regionais, promovendo a discussão sobre o processo de alfaletramento com os formadores municipais. A proposta foi estabelecer conexões com o que foi desenvolvido no primeiro Círculo, valorizando a realidade dos municípios e suas especificidades, especialmente no que se refere aos índices de alfabetização”.

Para Maria Amorim, propósito é atuar de forma qualificada

O professor formador da Secretaria estadual da Educação (SEC) Ivan Espinheira destacou a importância do processo: “É fundamental que os nossos formadores regionais possam rediscutir, repensar e problematizar situações já vividas com os professores. Não precisamos trazer apenas o novo: ele precisa ser ressignificado e compreendido dentro dos contextos próprios de cada território”.

Também participaram da atividade formadores estaduais da UNEB e das universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs) e do Sudoeste da Bahia (Uesb), além de coordenadores territoriais e assistentes pedagógicos. O objetivo foi fortalecer o planejamento do II Círculo de Formação Municipal, previsto para novembro próximo.

Para a formadora estadual Maria Amorim, o encontro foi decisivo: “Nesse segundo Círculo, avançamos no aprofundamento de questões e práticas que os regionais compartilham com os formadores municipais e que, por sua vez, chegam até os professores alfabetizadores em sala de aula. Nosso propósito é atuar de forma qualificada e alinhada às realidades locais, garantindo que o processo de alfabetização seja, de fato, efetivo”.

Cosme Batista ressaltou dimensão coletiva: “Orgulho de fazer parte”

Já o formador regional Cosme Batista, de Juazeiro, ressaltou a dimensão coletiva da iniciativa: “Essa formação mobiliza toda a rede de apoio à educação básica e à alfabetização. São professores, coordenadores, gestores e universidades atuando juntos em uma integração jamais vista na Bahia. Tenho muito orgulho em fazer parte desse movimento histórico”.

O Programa Bahia Alfabetizada Criança integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e, na Bahia, é executado pela SEC em colaboração com os 27 territórios de identidade do estado, por meio dos núcleos territoriais de educação (NTEs), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e das universidades estaduais (UNEB, Uefs e Uesb), em regime de cooperação com os 417 municípios.

Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.

Bahia Alfabetizada Criança: II Círculo de Formação Regional acontece nos dias 24 e 25/09, em Salvador

A UNEB vai realizar, nos dias 24 e 25 de setembro, o II Círculo de Formação Regional do Programa Bahia Alfabetizada Criança. O evento acontecerá no Hotel Concept, localizado no bairro do Costa Azul, em Salvador.

A atividade, que abordará o tema “Alfaletrando com os gêneros textuais: o trabalho de organização pedagógica na apropriação do sistema de escrita“, reunirá dezenas de formadores regionais, representando os 27 territórios de identidade da Bahia e abrangendo os 417 municípios do estado.

Também participarão do encontro a equipe gestora do programa, assistentes de apoio pedagógico e articuladores territoriais.

A programação inclui momentos de acolhimento, atividades de formação teórico-prática e apresentação cultural.

Formação continuada

O eixo de Formação Continuada do Programa Bahia Alfabetizada Criança é desenvolvido pela UNEB em parceria com as demais universidades estaduais da Bahia (Ueba), a Secretaria estadual da Educação (SEC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação no estado (Undime-BA), em articulação com os municípios baianos.

A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) com a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o segundo ano do ensino fundamental e a recuperação das aprendizagens das crianças dos anos seguintes da mesma etapa de ensino afetadas pela pandemia.

Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.

UNEB e SEC finalizam primeiro círculo formativo das equipes municipais do Programa Bahia Alfabetizada; mais de 1,2 mil formadores participaram

Circulo formativo alcançou 18 municípios de diversos territórios de identidade do estado.

A Secretaria estadual da Educação (SEC), por meio da UNEB, concluiu mais uma importante etapa do Programa Bahia Alfabetizada – Criança, o I Círculo Formativo de Formadores Municipais, que aconteceu entre os dias 18 e 22 de agosto.

Nessa fase, a iniciativa formou 1.214 formadores municipais em 18 municípios baianos, nos diversos territórios de identidade do estado.

O programa é uma importante ação vinculada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e executada na Bahia pela SEC, por meio dos 27 territórios de identidade e os respectivos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pela UNEB e demais universidades estaduais em regime de colaboração com os 417 municípios do estado.

Mesa do círculo formativo foi realizada no Teatro UNEB, em Salvador.

A coordenadora institucional do eixo formação do programa na UNEB, Iêda Silva, destacou que “a universidade tem um papel fundamental e estratégico no programa por conta de sua capilaridade geográfica”.

“Nossa imensa extensão territorial nos possibilitou assumir a execução em 18 dos 27 territórios de identidade da Bahia. Somos cinco formadores e formadoras estaduais e 81 formadores e formadoras regionais, dos quais 54 são da UNEB, e 1.214 formadores e formadoras municipais, que vão fazer o espelhamento e a multiplicação das aprendizagens, dos conhecimentos adquiridos nas formações, trabalhando com professores, coordenadores pedagógicos, gestores e técnicos das secretarias municipais. É uma rede volumosa e grandiosa. E a UNEB tem orgulho de fazer parte desse movimento histórico“, frisou a coordenadora.

Alcance estadual

O I Círculo Formativo de Formadores Municipais aconteceu em duas etapas. A primeira fase, entre os dias 18 e 19 de agosto, atendeu a nove territórios: Teixeira de Freitas, Caetité, Macaúbas, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Barreiras, Irecê, Jacobina e Serrinha.

Já a segunda etapa, finalizada nesta sexta-feira (22), envolveu formadores de outros nove NTEs: Salvador, Amargosa, Seabra, Itaberaba, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal e Alagoinhas.

Com carga horária de 25 horas, a formação combina estudos teóricos, práticas pedagógicas e elaboração de relatórios, oferecendo suporte técnico, materiais didáticos e acompanhamento às redes municipais.

54 formadores do programa são de vários campi da universidade.

Segundo a superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, “a formação das equipes municipais já vem sendo pensada há muito tempo, tanto pela Secretaria da Educação, quanto pelas universidades estaduais baianas”.

“A UNEB inicia esse movimento conosco e é muito estratégico ter as universidades estaduais com a gente, pautando essas formações, construindo-as conosco. Outros estados escolheram outros caminhos, contratando instituições. Mas na Bahia nós reafirmamos o compromisso com a universidade pública, na vanguarda e liderando esse processo formativo. A gente espera alcançar os 417 municípios e transformar o cenário da educação no estado”, ressaltou a superintendente

Política pública

Instituído pela Lei nº 25.668/2025, o Programa Bahia Alfabetizada consolida um pacto de cooperação entre o governo estadual e os municípios. A ação se organiza em dois eixos: Eixo Criança, que foca na alfabetização de estudantes até o segundo ano do ensino fundamental, alinhado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada; e Eixo Paulo Freire, que promove a alfabetização de jovens, adultos e idosos, ampliando o acesso ao direito à educação em todo o estado.

“Com a UNEB na linha de frente das ações formativas, o programa reafirma o papel estratégico das universidades estaduais na construção de políticas públicas educacionais que impactam diretamente a vida de milhares de baianos”, acrescentou coordenadora Iêda Silva.

Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom.
Fotos: Leandro Pessoa/Ascom e Anderson Freire/Ascom.

Bahia Alfabetizada Criança: I Círculo Formativo para Formadores Municipais acontece em 18 territórios: dias 18 a 22/08

Entre os dias 18 e 22 de agosto, a Secretaria estadual da Educação (SEC) realiza, por intermédio da UNEB, o I Círculo Formativo de Formadores Municipais, do Programa Bahia Alfabetizada Criança.

O programa é uma importante ação vinculada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e executada na Bahia pela SEC, por meio dos 27 territórios de  identidade e os respectivos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pelas universidades estaduais em regime de colaboração com os 417 municípios do estado.

A formação acontecerá nos NTEs e será voltada aos formadores municipais das redes públicas de ensino. A UNEB é uma das universidades estaduais executoras nesse período, atuando em 18 territórios de identidade do estado.

Em nove territórios, a formação ocorrerá nos dias 18 e 19, nas sedes dos NTEs em Teixeira de Feitas, Caetité, Macaúbas, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Barreiras, Irecê, Jacobina, Serrinha.

Já nos dias 21 e 22, a formação vai se realizar nos NTEs de outros nove municípios: Amargosa, Seabra, Itaberaba, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Alagoinhas e Salvador.

Veja nos links abaixo a distribuição da formação por data e por NTE:

Formação – dias 18 e 19/08

Formação – dias 21 e 22/08

UNEB: papel estratégico

O ciclo formativo tem como principal objetivo preparar profissionais que irão atuar diretamente na formação de professores alfabetizadores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares, respeitando os contextos locais e utilizando o material didático-pedagógico vinculado ao programa.

“A UNEB tem um papel estratégico nessa ação, reafirmando o nosso compromisso com a formação de qualidade e com o direito à alfabetização para todas as crianças baianas”, afirma professora Iêda Silva, coordenadora institucional do eixo formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança na universidade.

Segundo a coordenadora institucional, “a alfabetização é a base de toda a trajetória escolar. Formar quem forma é um passo decisivo para garantir avanços reais na aprendizagem”.

Durante a formação, serão discutidas temáticas fundamentais como concepção de alfabetização e letramento, alfabetização contextualizada e reflexiva, diálogos sobre experiências educacionais identitárias no contexto da alfabetização e letramento e diálogos sobre a organização do trabalho pedagógico na escola, a partir da articulação das dimensões dos segmentos (professor, coordenador e gestor).

Na avaliação da professora Elivânia Andrade, coordenadora pedagógica do eixo formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança na UNEB, o planejamento pedagógico é um instrumento fundamental para promover aprendizagens significativas.

“A ação didática é uma atividade intelectual. Exige estudo, escuta e sensibilidade para planejar intervenções que realmente façam sentido para as crianças. Por isso, na formação, vamos trabalhar não só os conteúdos, mas também os sentidos e as intencionalidades por trás de cada escolha pedagógica”, destaca a coordenadora pedagógica.

Serão abordadas também questões relacionadas à organização da rotina, à gestão da sala de aula e às práticas sociais de leitura e escrita, estruturadas em atividades habituais, sequências didáticas e projetos.

O foco é possibilitar aos profissionais estratégias de formação continuada contextualizadas, colaborativas e comprometidas com a equidade, a inclusão e a garantia do direito à alfabetização e aos letramentos nos anos iniciais do ensino fundamental, para garantir que as crianças avancem na compreensão do sistema de escrita alfabética e se desenvolvam como leitoras e escritoras plenas.

Dessa forma, a aprendizagem acontecerá de forma construtiva, garantindo avanços qualitativos e quantitativos no processo de alfabetização.

Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.

UNEB lança Coletânea PPAlfa e abertura de formação para alfabetizadores populares

Na Bahia, de cada dez pessoas que não sabem ler, seis são idosas (PNADC, 2024). Para superar essa realidade e garantir a esse público um direito que lhe foi historicamente negado, a UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, iniciou ontem, 30, a formação dos alfabetizadores populares que irão atuar no programa PPAlfa Freire – iniciativa da instituição para alfabetização de jovens e adultos.

“Em tempo de disputas de poder, demarcação e disputas de territórios, Paulo Freire nos ensinou que a Educação pode ser um dispositivo de resistência, um dispositivo de emancipação social, e é um direito. As vozes dos sujeitos que foram alijados historicamente do direito de alfabetização é que tematizam cada encontro didático”, explica a professora Maria Socorro, coordenadora do programa.

A formação, que acontece no Hotel Concept, em Salvador, nos dias 30 e 31, reúne docentes, alfabetizadores da educação básica, e estudantes bolsistas em cinco rodas formativas voltadas para o compartilhamento de experiências e desenvolvimento das práticas educativas que serão aplicadas pelos 11 projetos contemplados no edital nº51/2024 do PPAlfa Freire.

O PPAlfa foi criado em 2021, por meio de aprovação do Conselho Universitário, e, em sua fase inicial, irá realizar a alfabetização de 160 jovens e adultos em 11 municípios baianos.

A abertura da formação contou com mesa institucional formada pela reitora, vice-reitora, coordenadores do programa, representante da secretária de educação, docentes e discentes. O evento marcou também o lançamento da coletânea PPAlfa Freire com seis livros e uma carta pedagógica.

As publicações foram organizadas a partir das escutas, relatórios e experiências acadêmicas do programa de alfabetização “Sim, eu posso”, realizado pela UNEB em parceria com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no ano de 2023.

As coletâneas foram contempladas pelos editais de nº 092 e nº 141 de 2024,  possuem cunho didático e são voltadas para o público jovem, adulto e idosos em processo de alfabetização. A partir de uma pedagogia dialógica, as obras buscam contextualizar o processo de alfabetização, trazendo para a aprendizagem as trajetórias de vida e repertório dos estudantes.  

“A proposta é que a gente atue com uma metodologia própria de alfabetização, que ela tenha a cara da UNEB, seja fruto das escutas e vivências dos alfabetizadores populares junto às comunidades dos territórios baianos. É uma perspectiva em que a Universidade atua junto à rede, à Secretaria, pensando a extensão como uma política de educação”, declarou a pró-reitora de Extensão, Rosane Vieira .

UNEB e a alfabetização

A UNEB possui uma atuação constante nos processos de alfabetização. Além dos programas PPAlfa e do “Sim, eu posso”, que se prepara para novas turmas ainda esse ano, a instituição participará também do programa nacional Bahia Alfabetizada Criança que tem lançamento previsto para o próximo dia 6 de agosto, às 18hs, por meio de transmissão online.

Alfabetização e letramento são tema de ciclo realizado pela UNEB do programa Bahia Alfabetizada Criança

Evento reuniu gestores e coordenadores das universidades estaduais, da SEC e da Undime.

Alfabetização e letramento: compromisso com a formação e aprendizagem das crianças baianas” foi o tema do I Ciclo de Formação Continuada do Eixo 2 do Programa Bahia Alfabetizada Criança, realizado pela UNEB nos últimos dias 16 e 17, em hotel de Salvador.

Reitora Adriana Marmori: “Precisamos dar as mãos”.

O eixo 2 do programa, referente à formação continuada, é desenvolvido em parceria com as universidades estaduais da Bahia (Ueba), a Secretaria estadual da Educação (SEC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação no estado (Undime-BA), em articulação com os 417 municípios baianos.

A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) com a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o segundo ano do ensino fundamental e a recuperação das aprendizagens das crianças dos anos seguintes da mesma etapa de ensino afetadas pela pandemia.

Vice-reitora Dayse Lago: cultura digital forte.

O ciclo de formação reuniu gestores da UNEB, coordenadores do programa das quatro universidades estaduais e da Undime-BA, representante da SEC e dezenas de formadores estaduais e regionais representando os 27 territórios de identidade do estado.

“Apesar de vinculado ao governo federal, o programa foi todo construído aqui a partir das experiências e pesquisas dos docentes das quatro universidades estaduais. A Bahia avançou muito nos últimos anos na escolarização, um compromisso do nosso governador, Jerônimo Rodrigues, mas ainda temos um elevado índice de analfabetismo em nossa população mais vulnerável. E, se não dermos as mãos, todos nós, docentes e pesquisadores das universidades, os estudantes, as prefeituras, a SEC e as comunidades de base e grupos sociais organizados para mudar essa realidade, não obteremos êxito nesse grande desafio da alfabetização e letramento“, destacou a reitorada UNEB, Adriana Marmori, que presidiu a abertura do ciclo.

Helaine Souza (SEC): rede potente de alfabetização.

A vice-reitora da UNEB, Dayse Lago, salientou que “pesquisas apontam que nossas crianças estão atualmente com dificuldade de concentração, por conta dessa cultura digital muito forte“. “E até nas universidades, os estudantes não têm muita paciência para ler livros e textos longos. Esse é nosso desafio, que começa nas crianças, mas perpassa todos os níveis de ensino”, disse.

Segundo a superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, “o governo está construindo uma rede potente de  alfabetização no estado, mas vamos precisar fazer mais: precisamos dialogar com prefeitos e secretários municipais de Educação, porque é necessário muita vontade politica para mudar esse jogo”. “E vocês chegam para reforçar essa rede”, pontuou.

Iêda Silva, coordenadora do programa na UNEB: dia histórico.

“Hoje é um dia histórico para todos nós, parceiros do programa, e para a própria política de alfabetização nos territórios, englobando os 417 municípios da Bahia. As universidades em essência são formadoras de professores. E vamos fazer valer essa nossa larga experiência para a formação dos docentes nesse grande programa”, enfatizou Iêda Silva, coordenadora institucional do programa na UNEB.

Serão mobilizados no programa Bahia Alfabetizada Criança cinco formadores estaduais, 81 formadores regionais e 1.829 formadores municipais, que atuarão na formação de cerca de 17,3 mil professores municipais, beneficiando 311 mil estudantes do primeiro e segundo anos do ensino fundamental em todo o estado.

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom.

UNEB realiza I Ciclo de Formação Continuada do Eixo 2 do Programa Bahia Alfabetizada Criança: dias 16 e 17 de junho

A UNEB realizará, nos dias 16 e 17 de junho, o I Ciclo de Formação Continuada do Eixo 2 do Programa Bahia Alfabetizada Criança. O evento acontecerá no Hotel Concept, localizado no bairro do Costa Azul, em Salvador.

A atividade, com temática sobre “Alfabetização e Letramento: com a Formação e Aprendizagem das Cidades Baianas”, reunirá 81 formadores regionais, representando os 27 territórios de identidade da Bahia e abrangendo os 417 municípios do estado. Também participarão do encontro a equipe gestora do programa, assistentes de apoio pedagógico e articuladores territoriais.

A programação inclui momentos de acolhimento, atividades de formação teórico-prática e apresentação cultural.

Programa Bahia Alfabetizada Criança

O programa tem como objetivo garantir a alfabetização de todas as crianças baianas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. Ao todo, serão mobilizados 81 formadores regionais e 1.829 formadores municipais, que atuarão junto a aproximadamente 17,3 mil professores e mais de 311 mil estudantes dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental.

O Eixo da Formação Continuada do programa é desenvolvido em parceria com as Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs), a Secretaria estadual da Educação (SEC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia (Undime-Bahia). A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), implementado pelo Governo Federal em articulação com os 417 municípios baianos.

Abertura da formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança marca novo capítulo da Educação no Estado

Programa visa garantir alfabetização de todas as crianças baianas inseridas no Ensino Fundamental.

Em ato histórico, a UNEB e a Secretaria estadual de Educação (SEC) promoveram na última terça-feira (11), o evento de abertura da Formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança.

A iniciativa marca o início das atividades do programa que visa garantir a alfabetização de todas as crianças baianas até o final do segundo ano do Ensino Fundamental. Aproximadamente três mil espectadores acompanharam a formação, realizada por mediação tecnológica, com transmissão ao vivo do canal da TV UNEB, no YouTube.

Participaram da mesa institucional a reitora da UNEB, Adriana Marmori, a secretária da SEC, Rowenna Brito, o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia (Undime-Bahia), Anderson Passos, a vice-reitora da UNEB, Dayse Lago, a pró-reitora de Extensão (Proex) da Universidade, Rosane Vieira, e a coordenadora institucional do Eixo Formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança, Iêda Fátima.

“O grande desafio que a sociedade nos impõe é erradicar o analfabetismo e garantir que todos possam ler e escrever de forma autônoma e independente. Devemos incentivar nossas crianças à leitura, à escrita e ao brincar, mostrando-lhes as possibilidades de troca e ampliação de visão pela alfabetização. A UNEB transforma vidas e chega a lugares onde muitos desconhecem sua expansão territorial e força política. Esse compromisso é mais do que executar programas, é engajar-se, acompanhar o progresso dos estudantes e ver superações diárias. Aos multiplicadores desse programa, desejo força, coragem, determinação e sabedoria para enfrentar os desafios do processo formativo e alcançar a meta de alfabetizar nossas crianças, que são o presente e o futuro da Bahia e do Brasil”, destacou a reitora da UNEB, Adriana Marmori.

A secretária da SEC, Rowenna Brito, ressaltou a importãncia da implantação do programa de alfabetização no estado. “Esse é um momento especial para a educação da Bahia. Essa formação precisa ser uma ferramenta que chegue a cada escola, a cada sala de aula e a cada criança do nosso estado. Apesar dos desafios, acredito que a parceria entre secretários municipais de educação, equipes técnicas e professores firmará nosso compromisso com a vida das crianças. Garantir a alfabetização é essencial e é importante termos gestores comprometidos. A alfabetização é um dos grandes momentos na vida dos nossos pequenos, e devemos fazer dela uma constante na educação. Aproximar universidades, a rede estadual de educação, municípios e a Undime é fundamental para o progresso da educação na Bahia”, afirmou.

Ainda em seu discurso, Rowenna Brito adiantou que nos próximos dias será apreciado pelos deputados na Assembleia Legislativa da Bahia o projeto de lei que pretende instituir o Programa Bahia Alfabetizada. “Com isso, conseguiremos chegar cada vez mais perto dos municípios, apoiando com formação e material pedagógico, além de proporcionar oportunidades para construir creches e unidades escolares por meio da parceria estado-município, com o objetivo de fortalecer ainda mais a educação na Bahia”, detalhou.

Para o presidente da Undime Bahia, Anderson Passos, o programa fortalece a colaboração entre os entes federativos e as instituições de ensino no estado da Bahia. “Estamos levando a universidade além dos seus muros, alcançando todos os cantos da Bahia e transformando a sociedade. Os 417 municípios do estado estão comprometidos com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada”, ressaltou.

Formação continuada

O Programa Bahia Alfabetizada Criança compreende cinco eixos de atuação, entre eles, gestão, formação continuada, materiais didáticos e pedagógicos, avaliação e monitoramento, e reconhecimento educacional. O Eixo da Formação Continuada está sob responsabilidade da parceria entre as Universidades Estatuais da Bahia (UEBAs), a SEC e a Undime-Bahia, e insere-se no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), implementado pelo Governo Federal, articulado com os 417 municípios baianos.

“Essa é uma política importante para as crianças, as escolas, as famílias, as cidades e toda a Bahia. Quando uma criança se alfabetiza, todas as pessoas envolvidas se alfabetizam no sentido mais pleno e amplo. A UNEB, junto com as Universidades Estaduais parceiras, pode criar essa rede de interlocução para implementar a política do programa e formar os professores através dos formadores estaduais”, explicou a coordenadora institucional do Eixo Formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança, Iêda Fátima.

Para a vice-reitora da UNEB, Dayse Lago, a iniciativa do governo do estado, através da Secretaria da Educação, de buscar apoio nas universidades e investir para que os dados do analfabetismo sejam extintos é motivo de reconhecimento do compromisso e responsabilidade com o povo baiano. “Nossa universidade possui grandes pesquisadores que podem contribuir significativamente para essa formação, sendo referências nas discussões sobre alfabetização e envolvidos em acompanhar os frutos dessa iniciativa”, afirmou.

Segundo a pró-reitora da Proex da UNEB, Rosane Vieira, a parceria entre UNEB e SEC requer muita coragem e compromisso para o combate ao analfabestimo na Bahia. “Este programa é importante para o estado. Espero que consigamos realizar uma ótima operacionalização da política de alfabetização na Bahia e destacar o quanto a universidade crescerá com esta parceria. Os grandes coletivos e os grupos de pesquisa que estudam alfabetização ganharão um locus de pesquisa para pensar e atualizar suas referências”, disse.

Ao todo, serão 81 formadores regionais e 2.829 formadores municipais que atuarão no programa, abrangendo 17,3 mil professores e mais de 311 mil estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental.

A programação do evento também reservou a palestra “Alfabetização e letramento: compromisso com a formação e aprendizagem das crianças baianas”, que foi proferida por Francisca Maciel, docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mediação da coordenadora pedagógica do Eixo Formação do Programa, Elivânia Reis.

A atividade ainda contou com a apresentação artístico-cultural do contador de histórias da UNEB, Mário Omar.

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Imagens: prints transmissão TV UNEB

Primeira edição da campanha de alfabetização “Sim, Eu Posso” forma 3,5 mil baianos

Cerimônia foi realizada no 36º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia

Para marcar o processo de alfabetização de cerca de 3,5 mil pessoas, foi promovido na tarde de ontem (21), o ato de formatura e encerramento da Campanha “Sim, Eu Posso!”, no Parque de Exposições, em Salvador.  

O evento foi realizado dentro da programação da 36ª edição do Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia. 

Reitora Adriana (centro) ao lado de uma das dirigentes estadual do MST, Sintia Paula (dir.)

Participaram da cerimônia a reitora da UNEB, Adriana Marmori, a dirigente do setor estadual de educação do MST, Sintia Paula Carvalho, e a representante da Secretaria estadual da Educação (SEC), Poliana Reis

“A UNEB tem uma parceria de 17 anos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Isso é um marco histórico que merece ser celebrado. Parceria que estamos colhendo frutos a partir da eliminação do analfabetismo no estado da Bahia. Eu admiro o MST como o maior movimento social que luta pelos direitos do nosso país, que reivindica o direito à educação, à terra e à saúde. É uma felicidade estar aqui e ver que vocês alcançaram a alfabetização. Parabéns a todos e todas que passaram por essa etapa de aprendizado. Que possamos semear a esperança, a aprendizagem e uma outra sociedade”, ressaltou a reitora Adriana Marmori

A dirigente do setor estadual de educação do MST, Sintia Paula Carvalho, destacou a importância da campanha para a alfabetização dos baianos. “Foram quatro meses de mobilização, em que 3.500 pessoas tiveram a oportunidade de aprender a escrever o seu nome completo, de escrever uma carta. Estudar e se alfabetizar é um direito e traz dignidade. Queremos continuar lutando para que no próximo ano a gente consiga ir para outros municípios e consiga, de fato, erradicar o analfabetismo na nossa Bahia”, frisou. 

Representante da SEC, Poliana Reis, elogiou a iniciativa da campanha de alfabetização

A representante da SEC, Poliana Reis, elogiou a iniciativa de alfabetização que seguirá em 2024. “Nós, da Secretaria da Educação, estamos muito felizes em apoiar esse projeto maravilhoso que transforma vidas e foi idealizado pelo MST. Um projeto que valoriza a diversidade do nosso estado com os povos ciganos, indígenas, da periferia, o povo do campo e demais comunidades tradicionais. Parabéns a essa parceria entre o MST, a UNEB e a SEC”. 

A solenidade teve ainda a participação da secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis, do deputado federal, Walmir Assunção, do vereador de Salvador, Suíca, e dos dirigentes nacionais do MST, Evanildo Costa e Eliane Oliveira, além de representantes do governo municipal e militantes Sem Terra. 

Sonho de aprender a ler e escrever 

Em parceria entre UNEB, MST e SEC, a campanha de alfabetização “Sim, Eu Posso” desenvolveu atividades pedagógicas em 16 municípios, de seis regiões baianas. Moradora do município de Paulo Afonso e formanda do projeto, Margarida, 78, emocionou a todos com seu depoimento na cerimônia de formatura. Ela contou como foi sua trajetória de superação e aprendizagem nos últimos quatro meses.  

A educanda Margarida emocionou com seu depoimento na cerimônia de formatura

“Estou muito agradecida por essa oportunidade que mudou a minha vida. No ‘Sim, Eu Posso’ eu não só aprendi a ler e escrever, mas também a sonhar e acreditar em mim mesma. Foi uma experiência maravilhosa que eu nunca vou esquecer. Espero que esse projeto continue ajudando muitas outras pessoas”, salientou. 

Segundo Maria do Socorro Almeida, coordenadora do projeto na UNEB, a campanha “Sim, Eu Posso” é uma oportunidade de transformação para os alfabetizandos. “Eles se sentem mais valorizados, mais participativos e mais confiantes. São pessoas que aprendem a ler e a escrever o mundo. Participar dessa formatura é celebrar o direito à educação e à cidadania dessas pessoas”, disse. 

Rosana (esq.) e Maria do Socorro (dir.) agradeceram o empenho de todos para realização da campanha

A gerente de Extensão da Pró-Reitora de Extensão (Proex) da UNEB, Rosana Mara, destacou o papel transformador da campanha de alfabetização que envolveu a UNEB, o MST e a SEC. “O projeto ‘Sim, Eu Posso’ mudou a realidade de muitas pessoas e nos trouxe também novas aprendizagens. A UNEB tem muita honra de caminhar e trabalhar nessa experiência enriquecedora e gratificante junto com o MST e a SEC”, afirmou. 

O evento também foi prestigiado pelas pró-reitoras de Extensão (Proex), Rosane Vieira, de Ensino de Graduação (Prograd), Gabriela Pimentel, e da coordenadora do Centro Acadêmico de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial Paulo Freire (Caecdt) da UNEB, Joseane Alves.

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira e Danilo Cordeiro/Ascom

Evento celebra formatura de alfabetizadas e alfabetizados da campanha “Sim, Eu Posso!”: dia 21/12, em Salvador

No próximo dia 21 de dezembro, às 16h, será realizado o ato de formatura e encerramento da Campanha de Alfabetização “Sim, Eu Posso!”. A cerimônia acontecerá no Parque de Exposições de Salvador.

A iniciativa marca a conclusão do processo de alfabetização de cerca de 3,5 mil pessoas, com atividades desenvolvidas em 16 municípios baianos. A UNEB participa com a mediação e realização dos planos de trabalho. As aulas de alfabetização para jovens, adultos e idosos acontecem por meio de telenovelas.

Além dos formandos, a solenidade terá a participação da comunidade acadêmica, educadores, autoridades e representantes dos movimentos sociais.

A campanha é promovida em parceria com a UNEB, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Secretaria estadual de Educação (SEC).

O método “Sim, Eu Posso” foi desenvolvido pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho (Iplac), na década de 1990, em Cuba. Através dele, o país conseguiu erradicar seus índices de analfabetismo. A ação vem sendo aplicada no Brasil desde 2006 através do MST.

Texto: Leandro Pessoa/Ascom. Imagem (destaque): Divulgação