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Reitoria da UNEB publica mensagem no Dia do(a) Trabalhador(a)

A UNEB, instituição pública de educação superior, sustenta-se pelas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras que, diuturnamente, dedicam-se nas mais variadas funções (docentes, técnicos/as, estudantes trabalhadores/as, colaboradores/as terceirizados/as) a fim de garantir a sua missão educacional e contribuir com o desenvolvimento das pessoas e, consequentemente, do Estado. Geramos pesquisas e inovação tecnológica em todas as áreas do conhecimento.


A vocês, que fazem parte dessa Universidade diversa, multicampi e potente, e à comunidade externa, os nossos sinceros parabéns! Sigamos na luta por melhores condições e valorização profissional, sempre.
Não poderíamos deixar de reconhecer a legitimidade do movimento de luta pela ampliação do nosso quadro docente e, no cenário atual, nos solidarizarmos com aqueles/as aprovados/as e convocados/as no último concurso público, são famílias e profissionais que buscam trabalho.


O certame, devido a denúncias apontadas junto ao Ministério Público (MP), gerou uma ação civil pública tendo a última etapa (nomeação) suspensa e, hoje, encontra-se sub judice. Quem mais gostaria de nomeá-los/as somos nós da gestão, que sabemos das nossas carências e do trabalho desenvolvido pelas 134 bancas organizadas em 2022.


Estaremos na defesa incansável da UNEB, e preparados/as para prestarmos, como temos feito até então, todas as informações necessárias para a decisão judicial final. Com o desejo de trilharmos de forma esperançosa melhores dias para todas as pessoas trabalhadoras, reiteramos aqui o nosso reconhecimento pelas forças de trabalho que convergem para sermos todxs UNEB.

Reitoria da UNEB

Reitoria da UNEB publica carta em defesa dos Poderes da República e da Democracia Brasileira

Frente aos episódios criminosos verificados hoje (8), em Brasília, aos esforços deliberados para o enfraquecimento das instituições e ao frontal ataque ao Estado Democrático de Direito, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) manifesta-se em defesa dos Poderes da República, pilares da nossa Democracia, da ordem, da soberania popular e das leis nacionais.

A invasão à Praça dos Três Poderes e a destruição de bens e do patrimônio de todos, nos ataques ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF), a agressão a agentes públicos e de segurança não podem, e nem devem, ser toleradas ou esquecidas pela nossa história.

A UNEB junta-se às instituições brasileiras que se recusam a curvar-se diante da violência golpista e exigem, com urgência e o devido rigor, a identificação e a respectiva punição dos executores, idealizadores, financiadores e agentes públicos omissos ou tolerantes ao horror fascista. Democracia sempre e para sempre!

Reitoria da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Universidades Estaduais Baianas apoiam Carta Aberta à Democracia

Nesta quinta-feira (11), as Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs), através do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais Baianas, publicaram um vídeo com a leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito. O documento é uma forma de reforçar a defesa da democracia e das instituições brasileiras, além de ser um manifesto de oposição aos ataques contra o processo eleitoral atual do Brasil, bem como a eficácia das urnas eletrônicas.

O vídeo conta com a participação da reitora e dos reitores das quatro Instituições que representam as UEBAs: a professora Adriana Marmori Lima, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb); o professor Luiz Otávio de Magalhães, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb); o professor Alessandro Fernandes de Santana, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc); e o professor Evandro do Nascimento Silva, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Assista à leitura abaixo:

Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!

Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos cursos jurídicos no país, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.

Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.

Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para o país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.

A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.

Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.

Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.

Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.

Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.

Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.

Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.

Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos às brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.

No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.

Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:

Estado Democrático de Direito Sempre!!!!

Você também pode assinar à Carta clicando aqui

Fórum de Reitores divulga carta aberta em defesa dos servidores das Ueba


Carta Aberta do Fórum de Reitores em defesa dos
servidores técnico-administrativos das Universidades Estaduais

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia – composto pelos reitores das universidades do Estado da Bahia (UNEB) e das estaduais de Feira de Santana (UEFS); do Sudoeste da Bahia (UESB) e de Santa Cruz (UESC) – vem a público manifestar o seu posicionamento em relação às pautas de reivindicações apresentadas pelos servidores técnico-administrativos frente ao atual cenário enfrentado por nossas instituições.

É importante afirmar que o Fórum se posiciona favorável ao atendimento das demandas apresentadas pelos servidores técnico-administrativos e reafirma a legitimidade das pautas apresentadas na busca por melhores condições de trabalho. Por esta razão, entende a premência de discutir e encontrar soluções que valorizem a atuação destes profissionais e que qualifiquem as atividades de todos na construção das Universidades. Este posicionamento marca o reconhecimento do Fórum da importância do exercício e do empenho de cada servidor técnico-administrativo, no dia a dia dessas instituições ao cumprir com suas finalidades administrativas e acadêmicas.

Nesse sentido, o Fórum de Reitores tem buscado ampliar a interlocução com órgãos do governo do Estado e com o poder público em geral, com vistas a consolidar sua atuação na construção de agendas e projetos estratégicos que qualifiquem o trabalho dos servidores. Também no âmbito interno, cada Universidade busca o constante diálogo com as entidades representativas a fim de receber as reivindicações e discutir encaminhamentos que signifiquem melhorias efetivas para esta categoria.

Deste modo, cumpre ratificar a nossa posição de defesa dos seguintes pontos:

  • Publicação e implementação de todos os processos de promoções, progressões e alteração de carga horária;
  • Incentivo à produção científica como forma de valorizar o trabalho de pesquisa desenvolvido pelos profissionais e de consolidar as políticas de formação em todos os níveis;
  • Ampliação da participação dos servidores técnico-administrativos nas instâncias consultivas, deliberativas e de gestão das Universidades como forma de ampliar a democratização nos processos decisórios e de condução dos espaços institucionais;
  • Ampliação da quantidade de cargos comissionados a fim de reconhecer a atuação destes profissionais e sua representatividade no funcionamento das Universidades;
  • Realização de concurso público para atender à crescente demanda pela ocupação dos postos de trabalho no âmbito administrativo e melhorar a qualidade do serviço prestado pelas Universidades à sua comunidade e à sociedade em geral.

Além da permanente defesa pela resolução destas demandas, o Fórum tem dialogado com o poder público, marcando seu posicionamento pela implementação de medidas estruturais que revertam o quadro de perda de autonomia das Universidades, diante do crescente controle da gestão orçamentária, financeira e administrativa, com repercussão sobre a gestão didático-pedagógica destas instituições. Trata-se, assim, de garantir a sustentabilidade e, portanto, de revisar as formas de financiamento e governança das Universidades, retomando a autonomia orçamentária, financeira e de gestão, alinhados aos planejamentos das próprias Instituições de Ensino Superior (IES). É relevante enfatizar que o Fórum defende a autonomia das Universidades para a definição e aprovação de suas prioridades na consecução dos objetivos das suas atividades finalísticas sem, contudo, reduzir a responsabilidade do seu principal mantenedor.

O Fórum de Reitores entende que a governança de Universidades deve estar assegurada por uma regulamentação que viabilize a autonomia de gestão. Por isso, o Fórum defende uma revisão jurídica desta regulamentação de modo a permitir a resolução célere de questões como as que estão postas pelos servidores técnico-administrativos em relação à sua remuneração e aos demais aspectos da sua vida funcional. O encaminhamento de demandas desta natureza é indispensável para se fazer jus à relevância de cada servidor.

O Fórum de Reitores tem ciência da sua responsabilidade em prezar pelo regular funcionamento e qualidade das atividades desenvolvidas pelas Universidades e da imprescindível participação dos servidores técnico-administrativos no cumprimento das nossas missões institucionais. Por isso, se posiciona ao lado da sua comunidade e dos servidores e reafirma sua postura de abertura ao diálogo e do seu constante empenho na busca por melhores alternativas de qualificação do trabalho, bem como de estímulo à defesa do patrimônio público e à atuação de todos os servidores na construção coletiva das nossas Universidades.

Veja documento em .PDF


José Bites de Carvalho

Presidente do Fórum de Reitores
Reitor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Adélia Maria Carvalho Pinheiro
Reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

Paulo Roberto Pinto Santos
Reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Evandro do Nascimento Silva
Reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)