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Estudantes de Jornalismo do Campus Seabra conquistam prêmio pela segunda vez consecutiva

Discentes são do curso de Jornalismo do Campus XXIII e venceram com podcast em dois episódios

As estudantes Eloísa do Carmo Oliveira e Anna Paula Oliveira, do curso de Jornalismo do Campus XXIII da UNEB, em Seabra, foram vencedoras da etapa Bahia da nova edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, realizada nessa terça-feira (9), em Salvador, durante o 2º Encontro Baiano de Comunicadores.

As discentes concorreram na categoria jornalismo universitário com a série em podcast “O licuri é delas“, composta de dois episódios que retratam a vida e a resistência das quebradeiras de coco licuri da comunidade Brejo João Alves, na Chapada Diamantina. O trabalho contou com orientação da professora e coordenadora do curso, Juliana Almeida, e edição de Bores Júnior, também estudante.

Acesse aqui o podcast vencedor:
episódio 1 (TV UNEB Seabra)
episódio 2 (TV UNEB Seabra)
em MP3

O Prêmio Sebrae de Jornalismo, já na décima segunda edição, é uma das mais importantes premiações da área de comunicação no Brasil. A etapa baiana reuniu jornalistas e estudantes de várias regiões do estado e, pela segunda vez consecutiva, o curso de Jornalismo da UNEB em Seabra sagrou-se vitorioso.

Eloísa e Anna Paula: reconhecimento do jornalimo da região

Para Anna Paula, a conquista tem um peso simbólico e profissional: “Esse prêmio representa um marco na nossa trajetória. Ele mostra que o trabalho que realizamos com tanto cuidado, ouvindo e valorizando as mulheres da Chapada Diamantina, tem relevância e pode inspirar outras pessoas. É também um reconhecimento do jornalismo que nasce do nosso território, próximo da comunidade e comprometido com questões sociais”.

O editor da série, Bores Júnior, ressaltou o desafio e a sensibilidade do projeto: “Acredito que o tema do podcast exigia algo mais sensível, então algumas paisagens sonoras tiveram esse efeito de sensibilizar através da fala, mas também através do som. O mais bonito é que as vozes das comunidades foram anunciadas para a Bahia, de uma região que sustenta os saberes ancestrais”.

Destacando a importância da conquista para o curso, a professora Juliana Almeida destacou que “esse prêmio representa mostrar que nós estamos aqui no coração da Bahia, longe dos grandes centros, mas produzindo jornalismo de qualidade. Ele dá visibilidade para estudantes que, muitas vezes, pouco saíram de suas cidades e agora podem interagir com outros profissionais, sabendo que são capazes de produzir com criatividade, competência e sensibilidade. Isso representa muito para a ciência da comunicação, para a universidade pública e para um curso que ainda é pequeno, mas que vem mostrando força. A série sobre as quebradeiras de coco licuri é um trabalho sensível, que valoriza mulheres guerreiras e suas histórias de luta e resistência”.

Segunda conquista do prêmio pela UNEB em Seabra

Entre os colegas de curso das vencedoras, a premiação também foi celebrada. Segundo Geisa Lorena, o resultado dá visibilidade ao interior: “É extremamente significativa, essa conquista mostra que a universidade do interior existe e produz conteúdo de qualidade, mesmo diante de desafios. O prêmio também dá relevância ao protagonismo das mulheres extrativas do coco licuri, valorizando essa cultura local”.

A colega Taciere Santana, vencedora da edição anterior do certame, destacou a continuidade de premiações para o curso: “No ano passado, foi a primeira vez que conseguimos trazer o prêmio para a UNEB, com um trabalho sobre comunidades tradicionais. Este ano, ver novamente nossas colegas conquistando, com foco e sensibilidade em comunidades rurais produtoras, é muito especial. Isso mostra que, mesmo com poucos recursos, temos conseguido nos sobressair, produzindo um jornalismo comprometido com o território e com as pessoas. Além disso, é muito simbólico ver duas meninas pretas do interior da Bahia alcançando esse reconhecimento”.

Covencedora com Taciere Santana da edição anterior, a discente Ana Catarina reforçou a importância do prêmio: “É uma alegria sem tamanho, porque a gente sabe o quanto é desafiador chegar até aqui. Ver nossas colegas repetindo essa conquista mostra que o esforço coletivo e a dedicação estão se fortalecendo a cada ano. É importante  também porque quebra estereótipos e mostra que grandes histórias não estão apenas nos grandes centros. Estar nesse espaço valoriza vozes e realidades locais”.

Texto: Nucom/Campus XXIII, com edição da Ascom. Fotos: divulgação.

Estudantes do Campus da UNEB em Seabra vencem o Prêmio BNB de Jornalismo

Estudantes receberão premiação nessa segunda-feira (16), em Salvador

Estudantes do curso de Jornalismo do Campus XXIII da UNEB, em Seabra, venceram o Prêmio Banco do Nordeste (BNB) de Jornalismo, com a série de reportagens intitulada “Agricultura familiar e afro- vivências: memórias de quilombos da Chapada Diamantina”.

O audiovisual foi produzido na disciplina Telejornalismo II pelos discentes Ana Novaes, Ana Paula Oliveira, Taciere Santana, Magno Novais, Taisla Cintra, com edição de Iago Aquino e orientação da professora Juliana Almeida. A solenidade de premiação aconteceu nessa segunda-feira (16), em Salvador.

A série explora, em cinco episódios, as particularidades culturais, econômicas e os desafios enfrentados pelas comunidades quilombolas da região.

A produção retrata a vida em três comunidades rurais da Chapada Diamantina: Agreste, Vazante e Mulungu e são destacadas a importância da educação, os desafios da agricultura familiar, os conflitos enfrentados e o rico patrimônio cultural dessas comunidades, promovendo o reconhecimento e valorização de suas identidades e lutas, além da cultura empreendedora.

As reportagens podem ser assistidas no canal da TV UNEB Seabra, no Youtube. A série já havia vencido, em setembro desse ano, a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo,.

A orientadora da reportagem, Juliana Almeida, destaca o trabalho de campo dos estudantes vencedores. “Me sinto muito orgulhosa com a trajetória dos alunos para produzir esta série. Fomos às comunidades em uma imersão na prática do telejornalismo. Este prêmio vem coroar todo um esforço dos futuros jornalistas na valorização de comunidades tradicionais da Chapada Diamantina”, disse.

Texto: TV UNEB – Campus Seabra, com edição da Ascom. Foto: arquivo pessoal.

SEABRA: projeto de documentação histórica da Chapada Diamantina lança plataforma eletrônica

Live transmitida pela TV UNEB-Seabra lançou a plataforma do CeDoc-Diamantina, com participação da comunidade

O projeto de pesquisa e extensão Centro de Documentação Histórica da Chapada Diamantina (CeDoc-Diamantina), do Campus XXIII da UNEB, em Seabra, lançou, no último dia 17, sua plataforma eletrônica cedocdiamantina.uneb.br.

O lançamento da plataforma ocorreu de modo virtual, por meio de live transmitida pelo canal da TV UNEB-Seabra no YouTube, com participação de pesquisadores, docentes e discentes do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do campus.

O projeto, vinculado ao Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupe) do departamento, objetiva preservar e propagar informações históricas da região, a partir de fundos arquivísticos nas áreas de memória cultural e literária, arte, educação, entre outras. A proposta foi contemplada no ano passado em edital do Proinovação, da Agência UNEB de Inovação (AUI).

O CeDoc-Diamantina propõe-se a ser referência em pesquisa documental e pretende contribuir no desenvolvimento de projetos de tecnologia social, atuando na geração de serviços e produtos para a pesquisa histórica da região.

O projeto é coordenado pelos professores do DCHT, André Moreno e Renata Nascimento, atual diretora do departamento.

“O CeDoc, além de trabalhar com os documentos que aqui estão geograficamente, pretende fazer a garimpagem de documentos que são daqui, mas que não estão aqui. Nesse sentido, o centro tenta não só contribuir com as instituições que já trabalham com a memória na região, mas também com a dinâmica arquivística na Bahia”, destacou André Moreno.

Segundo Renata Nascimento, “o projeto é grandioso, levando em consideração toda a sua dimensão e importância regional”. Para a docente, o próximo passo será “firmar parcerias com outras instituições públicas e privadas para enriquecer ainda mais os fundos arquivísticos propostos na plataforma”.

Contribuições

Durante a live de lançamento da plataforma, a comunidade acadêmica e convidados puderam se pronunciar a respeito da iniciativa.

“Que venham as pesquisas e a produção do conhecimento sobre a chapada”, expressou o professor do DCHT José Ferreira Júnior, demonstrando seu contentamento com a proposta. Sua colega de departamento Renata Lourenço​, salientou a importância do projeto para o patrimônio, ciência, arte, memória e registros do cotidiano.

Já o discente do curso de Jornalismo do campus Leandro Alves considerou o CeDoc-Diamantina “grandioso e um rico instrumento na preservação da memória da região”. Felipe de Farias, presidente do Fórum de Educação Inclusiva e Acessibilidade de Seabra, reforçou: “Em cada detalhamento desse projeto, fico mais maravilhado com as potencialidades dele. Movimento importante e vital para memória, história e academia da Chapada Diamantina”.

Constituído a partir de uma construção coletiva, o CeDoc está aberto a receber contribuições. Quem possuir algum material histórico da região da Chapada Diamantina e quiser disponibilizá-lo pode entrar em contato com o centro pelo e-mail cedocdiamantina@uneb.br. O projeto aceita também indicações de pessoas, bibliotecas ou centros de documentação de outras localidades para compor os fundos arquivísticos da plataforma.

Texto: Diosvaldo Novais Filho, do Nucom / DCHT / Campus XXIII,
com edição de Toni Vasconcelos / Ascom.
Imagens: Divulgação.

Escola Livre de Audiovisual da Chapada Diamantina promove mostra de curtas no campus da UNEB em Seabra

Evento marcou a finalização desse segundo ciclo formativo em audiovisual, na região, e fortaleceu o retorno dos eventos presenciais

Religiosidades, memórias, culturas, recortes e registros históricos que retratam as raízes ancestrais do território, foram pautas do II Simpósio da Escola Livre de Audiovisual (ELA) da Chapada Diamantina. O evento foi promovido no Campus 23 da UNEB, em Seabra, e contou com a participação de aproximadamente 70 pessoas, na última segunda-feira (11).

Além de marcar a finalização desse segundo ciclo formativo em audiovisual, na região, a iniciativa apontou também para o retorno dos eventos presenciais no campus do município, onde nasce a proposta da ELA, por meio de um projeto de extensão universitária.

Durante o evento, que nesta edição teve como tema central as “Ancestralidades Regionais”, os participantes tiveram a oportunidade de assistir, em três sessões, sete documentários produzidos por 18 cursistas da turma ELA.

Os diretores, produtores, roteiristas e, principalmente, os personagens abordados ou entrevistados nos curtas estão espalhados por sete municípios da Chapada: Serrolândia, Bonito, Utinga, Lençóis, Iraquara, Seabra e Morro do Chapéu. Após as exibições, os filmes foram comentados por profissionais do audiovisual, pesquisadores da cultura e das tradições do território e comunidade acadêmica. 

Para Rose Caroline, coordenadora da turma, esse foi o momento de pessoas que tiveram suas histórias, muitas vezes, tratadas como menores serem foco nas telas. Para a docente, o brilho das pessoas ao se verem em destaque dentro de um espaço acadêmico foi um momento maravilhoso para a equipe ELA.

“Percebemos que o nosso dever foi cumprido quando Ana Clara, uma das adolescentes que produziu um dos filmes para a turma ELA Ancestralidades, falou que espera em três anos voltar à UNEB para estudar aqui”, destacou a coordenadora.

O protagonismo feminino foi ponto de destaque na composição das cenas e na autonomia das narrativas contadas. É o que afirma Joyce Holanda, arqueóloga e professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba – Campus Seabra): “os dois curtas: ‘Tecendo Passos e Saberes’ e ‘Oré Payayà – Nós somos Payayà‘ trouxeram a luta em suas diversas formas, por saúde, território, reafirmação e existência”.

Para os cursistas, o espaço de fala foi composto por muito orgulho e comoção, foram apresentadas as suas histórias, para além dos seus trabalho. A discente lençoense Emilene Silva fez questão de ressaltar: “a ELA não é uma escola só de técnica e audiovisual, mas uma família”.

Para o enceramento do evento, o professor Vinicius Morende apresentou as suas impressões sobre as últimas apresentações. O docente reafirmou a importância dessa formação para o fortalecimento das narrativas de jovens estudantes, profissionais recém-formados e moradores, que passam a valorizar as suas raízes. “Somente com esse exercício contínuo é possível resistir e contestar tantos outros discursos que vigoram na sociedade”, frisou.

O evento foi a culminância da formação ELA Ancestralidades, que teve início em novembro de 2021 e reuniu mais de 200 pessoas, ao longo das 120h de curso. Todo o material da formação, incluindo videoaulas e seminários virtuais são de livre acesso e estão disponíveis no canal da TV UNEB-Seabra, no YouTube, e no site elaaudiovisual.com. Após o encaminhamento a festivais, os filmes exibidos também serão disponibilizados nas plataformas.

De Exu a Erê

A primeira atração do dia foi a película “Exu Caminho”, dirigida por Juliana Bicudo e Lílian Marques, do Vale do Capão, distrito de Palmeiras. O curta trata de Exu orixá e Exu catiço (entidades da rua), a partir do ponto de vista do jarê de Iraquara. Inspiradas na manifestação religiosa, a equipe da ELA, onde quase todas as integrantes são mães, não esqueceu dos Erês (da criançada). 

Durante todo o evento, as crianças tiveram a oportunidade de participar de vários momentos de brincadeira, músicas, contação de histórias, oficinas de pinturas (no papel e no corpo) e de oficinas de confecção de mini ikebana (pequenos arranjos de flores), entregue aos convidados.

Equipes, familiares e crianças participaram da programação do simpósio, com diversas atividades de mobilização

A área que foi dedicada aos pequenos foi planejada e administrada pelos estudantes de pedagogia do Campus 23 da UNEB e contou com apoio de pais, mães e avós que estiveram presentes. Segundo Gislene Moreira, professora do curso de Jornalismo e também criadora de diversos personagens para a ELA, aquele momento foi de pura emoção, pela alegria que a presença das crianças emanavam para os espaços da academia.

Para a diretora do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT), Renata Nascimento, mãe e pesquisadora do protagonismo de meninos e meninas negras na literatura para crianças e jovens, ter um espaço dedicado à criançada é imprescindível nesses eventos: “elas precisam estar envolvidas e articuladas com os temas debatidos pelos adultos com suas devidas adaptações”.

E sobre o Ela Ancestralidades essa conexão foi possível na relação com bonecos e bonecas negras, livros de temática afrobrasileira e indígena, e na convivência entre as crianças, destacando o monitoramento de estudantes do curso Pedagogia, envolvidos e comprometidos com este processo, relatou a diretora.

Texto e Fotos: Diosvaldo Pereira Novais Filho/ Nucom – DCHT 23/UNEB

Revista Garimpus inscreve trabalhos para 2ª edição: até 09/05

A Revista de Linguagens, Educação e Cultura da Chapada Diamantina (Garimpus) está com inscrições abertas, até o dia 9 de maio, para submissão de trabalhos que irão compor sua segunda edição.

A publicação é vinculada ao Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do Campus XXIII da UNEB, em Seabra, e objetiva incentivar a pesquisa e a investigação sobre a Chapada Diamantina na contemporaneidade, além de divulgar a produção do conhecimento regional.

Os interessados devem fazer um cadastro prévio e enviar o trabalho (ver regras de submissão) através do site e também do e-mail revistagarimpus@gmail.com (com cópia para diosvaldopereira@gmail.com) para a seleção editorial. Podem ser submetidos artigos, relatos de experiências, entrevistas e resenhas.

A Revista de Linguagens, Educação e Cultura da Chapada Diamantina (Garimpus) é online e conta com periodicidade anual.
Informações: e-mail revistagarimpus@gmail.com.