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UNEB sedia exposição em homenagem ao São Jorge Guerreiro até 30 de maio, em Salvador

Nesta terça-feira (23), às 19h, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Indígenas-Americanos (Cepaia) da UNEB, será realizada a abertura da exposição coletiva de arte “Cavaleiros de Jorge – Homenagem ao São Jorge Guerreiro”.

A exposição reúne obras de diferentes artistas visuais, dentre eles Denissena Fóssil, Daniel Luz, Digão, Edy Ribeiro, Jefferson Carvalho, Naum Bandeira, Neto Maia, SMK, Medusa Gonzaga e Kazú Tatuador.

Uma das peças da exposição Cavaleiro de Jorge

A iniciativa da exposição coletiva tem como objetivo despertar a reflexão frente a contextualização sobre a imagem de São Jorge, não só devocional, mas também crítica, ética, cultural e sociopolítica. 

“Cada artista produziu a partir da sua estética trazendo símbolos, iconografias, identidade étnica-racial, cores e formas com técnicas distintas sobre esculturas de gesso de São Jorge sobre o cavalo, representando a luta do guerreiro contra o dragão, que na contemporaneidade significa vencer o mal”, explica Denissena Fóssil, curador da exposição.

As obras estarão abertas à visitação, gratuitamente, no Cepaia, localizado na rua do Passo, 4, bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. As visitas à exposição podem ser realizadas até o dia 30 de maio, de segunda à sexta-feira, das 9 às 17h. 

Um aspecto interessante é que as criações estarão expostas em bases de madeira que foram reaproveitadas a partir de restos de árvores mortas encontradas pela cidade de Salvador, trazendo assim uma provocação ao público quanto a necessidade urgente de enfrentamento do dragão do desmatamento que tem afetado o desequilíbrio no planeta terra. 

Informações: e-mail – operariocultural@gmail.com

Texto: Leandro Pessoa/Ascom. Imagem (destaque): Divulgação

Juazeiro: UNEB reúne profissionais da cena cultural em audiência pública sobre cultura, artes e movimentos democráticos

Evento marcou processo de diálogo amplo entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa da cena cultural

A UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), em conjunto com o Gabinete da Reitoria e as Assessorias Especiais de Cultura e Artes (Ascult) e Territorial (ASSEPT), deu início a I Audiência Pública sobre Culturas, Artes e Movimentos Democráticos na Extensão Universitária, no Campus III da universidade, em Juazeiro, na última segunda-feira (15). O evento marcou o primeiro passo em um processo de diálogo amplo entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa da cena cultural.

A audiência pública reuniu um público plural e engajado, composto pela comunidade acadêmica da UNEB, além de outras instituições de ensino superior, educadores, estudantes, artistas, produtores culturais e pessoas ligadas aos movimentos democráticos. Essa diversidade de vozes e perspectivas enriqueceu o debate e evidenciou o compromisso da instituição com a construção de uma extensão universitária comprometida com o território.

A abertura do ciclo de Audiências Públicas promovido pela UNEB foi marcada pela apresentação do poeta e músico Fatel. Na oportunidade, o artista ressaltou a necessidade da academia se aproximar da cultura local. “Essa atitude é importante para o fortalecimento da cena artística regional. Fundamental, tanto para o enriquecimento desse ambiente, quanto para que haja uma formação de público consciente da cena artística que pertence ao seu local, essa mesma juventude não pode estar alienada à sua cultura”, pontua Fatel.

Os trabalhos foram iniciados com a mesa institucional tratando do papel da universidade como promotora da extensão universitária. Participaram da atividade a pró-reitora de Extensão (Proex), Rosane Vieira, assessora da Ascult, Nelma Aronia, gerente de Apoio à Cultura e às Ciências da Proex, Daniela Galdino.

“A universidade é mais do que um local de formação, é um espaço de interseção com os movimentos sociais. Nesse sentido, a presença de coletivos culturais dentro da universidade é fundamental para a avaliação e implementação efetiva das políticas de extensão”, frisou a pró-reitora da Proex, Rosane Vieira.

Também estiveram presentes na mesa as diretoras Andréa Cristiana Santos (Departamento de Ciências Humanas – DCH III) e Gertrudes Macario (Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais – DTCS III), que pautaram o papel da universidade enquanto valorizadora da extensão universitária, entendedora da importância do vínculo com produtores de cultura em suas mais diversas formas e mediadora de cultura.

“O Campus de Juazeiro foi escolhido para sediar a primeira audiência por seu histórico de atuação extensionista, por meio de projetos que são desenvolvidos em todos os cursos, pela formação contextualizada e humanizada que desenvolve e pelo seu compromisso com o território. É um momento de suma importância, não apenas para o diálogo entre a universidade e a sociedade, mas também como uma expressão vibrante da nossa democracia e incessante busca por conhecimento e evolução”, ressaltou Gertrudes Macario.

Extensão universitária na prática

Reflexões sobre a extensão na prática deram o tema da mesa redonda. A professora do curso de Jornalismo do DCH III, Dalila Santos, salientou a relevância da UNEB em sediar a primeira audiência pública sobre extensão universitária. “A participação da comunidade externa e dos grupos colaborativos em espaços de formação como a UNEB é importante para desmistificar estereótipos e promover a interação entre academia e as comunidades”, disse a docente, que também apontou a necessidade de recursos financeiros para facilitar o intercâmbio e a integração entre a comunidade externa e o espaço acadêmico.

O público presente trouxe questões multidisciplinares para a discussão. A psicóloga e representante do Núcleo de Mobilização Antimanicomial do Sertão (Numans), Ananda Fonseca, enfatizou a conexão entre arte, cultura e a luta antimanicomial. “A interdisciplinaridade proporcionada pela audiência pública é crucial para promover um intercâmbio entre os diversos campos que podem colaborar de maneira conjunta nessa causa”, afirmou.

A artista plástica e escultora, Carina Lacerda, refletiu sobre a educação artística na região. Com um vasto currículo de projetos realizados, Lacerda compartilhou suas experiências enriquecedoras trabalhando com alunos de escolas públicas em diversas faixas etárias.

O professor do DCH III, Josemar Martins Pinzoh, apontou que diante de todas as questões discutidas na cerimônia e que serão debatidas nos eixos temáticos, “é necessário pensar em desconstruir culturas que estão intrínsecas na sociedade e contribuem ao fascismo e outros regimes. A universidade e comunidade devem estar atentas e buscar combater o machismo, LGBTFobia e outras culturas, como a que privilegia grandes artistas e desconsidera quem produz cultura localmente”.

Texto: Ana Beatriz Menezes e Rayssa Keuri. Fotos: Nara Gabriella / Núcleo de Comunicação – Campus III

Juazeiro: UNEB realiza Audiência Pública sobre Cultura, Artes e Movimentos Democráticos com comunidade acadêmica e externa

Nos dias 15 e 16 de abril acontecerá no Campus III da UNEB, em Juazeiro, a primeira audiência pública sobre Cultura, Artes e Movimentos Democráticos na Extensão Universitária. 

A programação tem como objetivo praticar a escuta e estabelecer diálogo com a comunidade acadêmica e externa para a elaboração de políticas extensionistas na Universidade que sejam pautadas pela horizontalidade e pela partilha de experiências. 

No primeiro dia (15), as atividades se iniciam às 18h30, com uma apresentação musical do poeta, cantador e compositor Fatel. 

Em seguida, às 19h, será constituída uma mesa institucional reunindo a pró-Reitora de Extensão (Proex), Rosane Vieira; as diretoras dos Departamentos de Ciências Humanas (DCH) do Campus III, Andréa Cristiana, e de Tecnologias e Ciências Sociais (DTCS), Gertrudes Macário, e da assessora territorial, Elza Maíra. 

A programação segue às 19h30 com uma conversa aberta sobre Culturas, Artes e Movimentos Democráticos na Extensão Universitária. Este diálogo irá reunir a gerente de Apoio à Cultura e às Ciências (GAAC) da Proex, Daniela Galdino, a gerente de Extensão da pró-reitoria, Rosana Mara, assessora Especial de Cultura e Artes (Ascult), Nelma Aronia, além do professor  José Hermogénes Moura, a escultora Carina Karla Lacerda e o artista Antonio Carvalho dos Santos.  

O segundo dia (16), será marcado pela atuação dos Grupos de Trabalho que, distribuídos por diferentes salas do campus, irão trabalhar a partir das 14h no diálogo e construção de propostas de políticas extensionistas em temáticas, como “Culturas e Comunidades Tradicionais”, “Linguagens Artísticas: produção e circulação” e “Extensão Universitária: diálogos com a comunidade externa”. 

Os frutos dos grupos de trabalho serão então socializados entre os participantes em encontro a ser realizado a partir das 16h. 

Audiência Pública

De caráter circular, as Audiências Públicas terão edições em outros campi da Universidade até o mês de novembro. Em dezembro, as escutas serão sistematizadas em um documento único elaborado pelos grupos de trabalho participantes. 

A proposição e formato de audiência pública atende às Diretrizes da Política Nacional de Extensão Universitária em vigor, que orienta para o desenvolvimento de relações entre a Universidade e os setores sociais que sejam marcadas pelo diálogo e pela troca de saberes.

A realização das audiências públicas irá buscar também mapear os equipamentos culturais existentes nas cidades onde os campi da UNEB estão localizados, bem como reunir dados que irão subsidiar o estudo de viabilidade da instalação de nove equipamentos culturais nos campi da UNEB.

A iniciativa é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), da Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) e do Gabinete da Reitoria, através da Assessoria Especial Territorial (ASSEPT). A ação conta ainda com apoio das direções de Departamentos, Coordenações dos Núcleos de Pesquisa e Extensão (Nupe) e das Assessorias Territoriais da UNEB.

Texto: Leandro Pessoa/Ascom

Intervenção artística em homenagem ao Dia Internacional do Grafite leva arte e cultura ao Campus I da UNEB

Evento reuniu artistas visuais para celebrar o Dia Internacional do Grafite, comemorado em 27 de março

O Campus I da UNEB, em Salvador, foi ocupado na manhã desta quarta-feira (27) por uma intervenção artística em celebração ao Dia Internacional do Grafitte. 

Os artistas visuais do coletivo Plugados demonstraram ao vivo o uso da técnica do grafitte na pintura de painéis móveis que passarão a integrar a ambientação do campus. 

Denissena: “Vivemos a necessidade de ocupar e ressignificar artisticamente os espaços públicos”

“Vivemos a necessidade de ocupar e ressignificar artisticamente os espaços públicos. O nosso movimento quer contribuir com isso, fazer com que cada vez mais essa data possa ser celebrada, principalmente em espaços como a Universidade”, declarou o artista visual Denissena, membro do coletivo. 

O processo de produção das obras teve o acompanhamento musical de Clay Gonçalves, do DJs Cigarra e Matheus Araújo. Os participantes foram recepcionados por uma feira de artesanato, culinária e brechó. 

Daniel: “Mariele é a representação de uma mulher preta que enfrentou o racismo”

O arte-educador Daniel Luz, um dos membros do coletivo, escolheu retratar em seu painel uma homenagem à memória da vereadora carioca Mariele Franco. “Mariele é a representação de uma mulher preta que enfrentou o racismo. Ela foi violentamente assassinada e agora, com o desenrolar das investigações na justiça, os mandantes do crime começaram a ser punidos. Esse é um sopro de esperança de justiça que junto à arte, à universidade e ao diálogo são elementos fundamentais para a gente”, explicou Daniel.  

A iniciativa é uma realização da Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) que tem como objetivo promover as manifestações culturais da universidade. 

Linguagem visual

O Grafite é uma manifestação artística surgida nos anos 1970 a partir das periferias urbanas. A expressão tem como principal característica evidenciar críticas sociais através de suas obras . É uma linguagem artística que faz parte da cultura popular do hip hop e traduz as vivências da rua por meio da tinta em spray.  

A data de celebração internacional é uma homenagem a um dos principais precursores da arte urbana no Brasil, o etíope Alex Vallauri, que faleceu em 27 de março de 1987.

Texto e fotos: Leandro Pessoa/Ascom

Salvador: UNEB promove intervenção artística em homenagem ao Dia Internacional do Grafite; nesta quarta (27)

A UNEB, por meio da Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult), vai promover intervenção artística, nesta quarta-feira (27), às 9h, na praça verde do Campus I da universidade, em Salvador.

A iniciativa tem a finalidade de homenagear o Dia Internacional do Grafite, celebrado em 27 de março.

A atividade terá intervenção grafite com o artista visual Denissena e o Coletivo Plugados, além de atrações musicais composta por Clay Gonçalves, e os Dj’s Cigarra e Matheus Araújo.

O evento ainda vai contar com feira de artesanato, culinária e brechó.

Informações: @ascult.uneb

Projeto “Mulher Solte o Verbo!” da UNEB chega à quinta edição com diálogo sobre mulheres na cultura afro-baiana

Evento reuniu estudantes, docentes, gestoras e servidoras técnicas da universidade, no Campus I

Na última sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, a UNEB realizou a quinta edição do projeto “Mulher, Solte o Verbo”. O evento foi promovido no Teatro da universidade, no Campus I, com uma mesa de discussão sobre a participação da mulher na cultura afro-baiana.

Adriana destacou a importância do debate da cultura afro-baiana produzida por mulheres

A abertura da atividade contou com a participação da reitora Adriana Marmori e da vice-reitora Dayse Lago, que em suas falas destacaram a importância do debate sobre a cultura afro-baiana produzida por mulheres no Dia Internacional da Mulher.

“É uma temática necessária e emergente, em especial considerando os estudos e o acúmulo científico que a UNEB vem adquirindo na área com a produção de teses e dissertações que, por vezes, não chegam a um diálogo mais profícuo com a sociedade. São as nossas mulheres, mães, estudantes, docentes, técnicas, aposentadas, servidoras, que a partir da identificação de suas identidades atuam para que sejam valorizadas, respeitadas e aproveitadas em todas as instâncias de decisão”, declarou a reitora.

Dayse ressaltou que o 8 de março é uma data de afirmação pelos direitos das mulheres

Dayse Lago destacou a importância do Dia Internacional da Mulher ser uma data importante, simbólica e inspiradora. “É um dia de afirmação pelos direitos de nós mulheres sermos quem somos, termos voz, protagonismo e reprensentatividade nas situações de poder seja nos setores públicos e privados”, afirmou.

O encontro reuniu as docentes Aline Nery e Luciana Moreno, a pesquisadora da cultura negra com ênfase no afoxé e na capoeira, Maristela Carvalho, e a coordenadora do grupo Afoxé Filhas de Gandhy, Silvana Magda.

Luciana partilhou vivências com mulheres negras que atuam na cultura afro-baiana

A mesa foi mediada pela assessora da Proex, Mariana Ellen Barbosa, que provocou as participantes a partilharem com o público as suas vivências como mulheres negras que atuam na cultura afro-baiana.

“Quando as mulheres negras entram em contato com a cultura que é feita a partir de coisas que vivenciaram, elas tem uma hecatombe interna. Elas se reconhecem nas obras e mudam a forma de entender a intelectualidade, percebendo que ela não se resume a academia, mas está também nos saberes das mulheres que a antecederam, de suas mães e de suas avós”, declarou a docente Luciana Moreno, que pesquisa escritas periféricas no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens (PPGEL) da universidade.

Em suas falas, as convidadas pontuaram dificuldades encontradas pelas mulheres para realização de suas expressões artístico-culturais em ambientes predominantemente geridos por homens, como a capoeira e os blocos de afoxé.

Para Silvana, a mulher também possui uma força cultural de tocar o tambor

“As Filhas de Gandhy, como o primeiro grupo percussivo de mulheres, enfrenta, desde 1979, esse tabu de que a mulher não toca o tambor. Entendemos e respeitamos a tradição de que as mulheres não toquem em ambientes religiosos, mas o que Negão (Gilberto Nonato Nascimento) tentou trazer, quando criou o afoxé, é que a mulher possui também essa força cultural de tocar o tambor”, explicou Silvana Magda, uma das criadoras e atual coordenadora do Afoxé Filhas de Gandhy.

Dentre as dificuldades, a pesquisadora Maristela Carvalho destacou as que são encontradas para aplicação da Lei Federal 10.639/03 que estabelece a obrigatoriedade de ensino sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio.

Maristela frisou dificuldades da aplicação da lei de ensino sobre história e cultura afro-braseileira

“Sou professora do ensino básico e percebo que o material disponível em sala de aula não atende à complexidade da cultura negra. As escolas adotam a capoeira em seus currículos para indicarem que estão atendendo a Lei, mas ao longo do processo ninguém se pergunta de que forma essa capoeira está sendo trabalhada?”, questionou Maristela.

No fim do diálogo, o público prestigiou a apresentação do grupo Afoxé Filhas de Gandy. O evento teve a organização da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e pela Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) da UNEB.

O projeto “Mulher Solte o Verbo!” é uma iniciativa que realiza rodas de conversa temáticas, integralmente protagonizadas por mulheres das comunidades unebiana e externas, nos diferentes setores e espaços acadêmicos da UNEB.

Texto: Leandro Pessoa/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira e Leandro Pessoa/Ascom

Evento promove mesa de discussão sobre participação da mulher na cultura afro-baiana: dia 08/03, no Campus de Salvador

Na semana em que é celebrada a potência das mulheres, a Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, vão promover a mesa de discussão “A participação da Mulher na cultura afro-baiana”.

O evento será realizado nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, às 14h, no Teatro da universidade, localizado no Campus I, em Salvador.

Participarão do debate as docentes da instituição Aline Nery e Luciana Moreno, a pesquisadora da cultura negra com ênfase no afoxé e na capoeira, Maristela Carvalho, e a coordenadora do grupo Afoxé Filhas de Gandhy, Silvana Magda. A mesa será mediada pela assessora da Proex, Mariana Ellen Barbosa.

O evento faz parte da quinta edição do projeto “Mulher Solte o Verbo!”, iniciativa em que consiste na realização de rodas de conversa, com temas definidos, integralmente protagonizadas por mulheres das comunidades unebiana e externas, nos diferentes setores e espaços acadêmicos da UNEB.

Batuque UNEB: Comunidade acadêmica movimenta e anima ruas do Centro Histórico de Salvador com bloco de carnaval

Grupo Afoxé Filhas de Gandhy animou o bloco “Batuque UNEB” durante desfile

Com muita alegria, brilho e fantasia, a comunidade acadêmica da UNEB, a universidade de toda a Bahia, desfilou com seu bloco de carnaval “Batuque UNEB”, na tarde dessa quarta-feira (7), pelas ruas do Centro Histórico de Salvador.

Dayse: “Carnaval momento de expressar alegria”

Fantasiados, estudantes, docentes, servidores técnicos e gestores da instituição, saíram em cortejo do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da universidade até o Largo do Santo Antônio Além do Carmo tomados pela animação e já preparados para curtiram os seis dias oficiais da maior festa de rua do planeta.

“Mais um ano que a UNEB comemora o carnaval com muita alegria e animação, preparando-se para o ano que vem pela frente. A nossa universidade é parte integrante dessa tradição cultural de Salvador e da Bahia, com cada um expressando e compartilhando o seu estilo, sua arte, sua diversidade e com sua fantasia, celebrando essa festa maravilhosa que reúne baianos e turistas”, ressaltou a vice-reitora da instituição, Dayse Lago.

O chefe de gabinete da Reitoria, Pedro Daniel Souza, destacou a importância da participação da universidade nas festas populares e tradicionais da Bahia. “Pelo segundo ano consecutivo, levamos o bloco de carnaval da nossa instituição para a rua. A UNEB, sendo uma universidade inclusiva, precisa estar presente nesses momentos de expressão da cultura popular baiana”, disse.

Pedro: “Importante a UNEB estar nas festas populares”

O evento foi realizado pelas Assessorias Especial de Cultura e Artes (Ascult) e de Comunicação (Ascom) da instituição, tendo o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador e do Governo da Bahia.

“Aqui reunimos a maior festa de rua do planeta e a maior universidade multicampi do Nordeste do Brasil. Há uma necessidade da UNEB participar de todos os movimentos culturais populares, pois para ter esse nome de universidade, no sentido mais profundo das humanidades, ela precisa ter a tridimensionalidade da cultura, da ciência e do envolvimento político e social”, explicou a assessora da Ascult, Nelma Aronia.

Ressaltando a característica popular e inclusiva da UNEB, a assessora da Ascom, Wânia Dias, frisou que a presença da universidade no carnaval “demarca espaço da instituição nas festas populares e tradicionais que enchem de alegria e unem baianos e turistas”.

Este ano, o bloco “Batuque UNEB” foi animado pelo grupo Afoxé Filhas de Gandhy, que comemora 45 anos de existência.

Maristela: “Relevante dar visibilidade aos afoxés”

“É muito importante essas ações de fomento da universidade em visibilizar o grupo Afoxé Filhas de Gandhy, que é um bloco carnavalesco feminino. Estamos aqui para abrilhantar essa festa promovida pela UNEB”, celebrou a representante do grupo, Maristela Souza.

Nesta edição do Carnaval, o Governo da Bahia homenageia um dos principais pilares da festa: a herança africana e a expressão afro-brasileira, com destaque para o tema “50 Anos de Blocos Afro. Nossa Energia é Ancestral” em uma programação extensa e diversificada de artistas e grupos que representam a diversidade e a riqueza da expressão afro-brasileira nos circuitos oficiais da folia.

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Fotos: Danilo Cordeiro e Antônio Carvalho/Ascom

Festa de Iemanjá: Fé e devoção marcam participação da UNEB para reverenciar a Rainha do Mar

Comunidade acadêmica da UNEB participou dos festejos em homenagem à Iemanjá

Momentos de fé e devoção marcaram a última sexta-feira, dia 2 de fevereiro, na festa popular de saudação à Iemanjá, na praia do Rio Vermelho, em Salvador.

Pedro: “UNEB mostra compromisso e valorização da cultura e religiosidade do povo baiano”

E como já é tradição, a comunidade acadêmica da UNEB se fez mais uma vez presente nos festejos. Gestores, discentes, técnicos e professores estiveram em comunhão para participar das atividades de celebração à Rainha do Mar.

“Mais uma vez reafirmamos o espaço da nossa universidade nessa celebração de fé à Iemanjá. É muito importante ver estudantes, servidores técnicos e docentes aqui presentes participando dessa atividade. É a UNEB mostrando o seu compromisso e valorização da cultura e religiosidade do povo baiano”, destacou o chefe de gabinete da Reitoria, Pedro Daniel Souza.

Nelma; “A UNEB respeita as manifestações religiosas, culturais e artísticas”

A participação da universidade na festa foi promovida pela Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) da instituição. “A UNEB é uma universidade que valoriza as diferenças, que defende as políticas afirmativas, que respeita as manifestações religiosas, culturais e artísticas, e que busca envolver a comunidade nesse processo. A universidade abrange todas as áreas do conhecimento, da arte, da cultura e da ciência”, afirmou a assessora da Ascult, Nelma Aronia.

Para presentear a mãe de todos os orixás, foi confeccionado um balalo com itens biodegradáveis, contendo flores, fitinhas, colares e o cheiro de alfazema. “Tivemos ideia de preservar as cores predominante e da história de Iemanjá, em um processo criativo da montagem do balaio confeccionamos o manto com aspectos que representa o mar e a rede para simbolizar os pescadores, já que a Rainha do Mar é também mãe dos pescadores”, contou Sabrina Carvalho, responsável pela construção do balaio.

Sabrina foi a responsável pela confecção do balaio de presentes para a Rainha do Mar

Como um gesto de agradecimento e devoção, a comunidade acadêmica da universidade carregou o balaio cheio de presentes para Iemanjá e o entregou em uma embarcação que foi até o mar aberto onde foi depositado a oferenda.

Festas para as divindades dos rios e das águas existem em diversos países das américas e da África, em diferentes momentos do fim ou do início dos anos. Com data fixa no 2 de fevereiro, os festejos para Yemanjá nasceram no Rio Vermelho, e é quando os pescadores fazem as suas ofertas à Rainha do Mar e pedem proteção e abundância.

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Fotos: Danilo Cordeiro e Antonio Carvalho/Ascom

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Fotos: Danilo Cordeiro e Antonio Carvalho/Ascom

CULTURA E TRADIÇÃO: UNEB marca presença em mais uma edição da Lavagem do Bonfim

Com alegria, fé e devoção comunidade acadêmica da UNEB participa da Lavagem do Bonfim

A comunidade acadêmica da UNEB se fez mais uma vez presente na tradicional Lavagem do Bonfim, realizada na última quinta-feira (11), em Salvador. De branco, todas e todos caminharam os 6,5 km de percurso (entre o bairro do Comércio e Bonfim) com alegria, fé e devoção.

Este ano a celebração, que reuniu mais de um milhão de pessoas, homenageou os 270 anos de construção da Basílica do Senhor do Bonfim, erguida em 1754 e uma das igrejas mais tradicionais e turísticas da capital baiana.

Em procissão, baianas carregam água de cheiro para lavar as escadarias da Igreja do Bonfim

“A Lavagem do Bonfim é uma festa de fé e alegria para o povo baiano, que celebra a diversidade e a harmonia das diferentes expressões religiosas, desde o catolicismo até as religiões de matriz africana. A UNEB se orgulha de participar desse momento de gratidão e esperança, reconhecendo os avanços alcançados em 2023, que fortaleceram nossa universidade, e também rogando ao Senhor do Bonfim que nos abençoe com um 2024 de muitas oportunidades, de muita paz e muito amor entre todas as pessoas”, declarou a reitora da UNEB, Adriana Marmori.

A vice-reitora da universidade, Dayse Lago, ressaltou a importância da participação da instituição nas festas populares que valorizam a cultura e identidade dos baianos e dos nordestinos. “A nossa universidade reconhece o valor de um evento cultural como esse, que não é apenas religioso, mas que também tem suas dimensões políticas. Entendo que estar presente na Lavagem do Bonfim é algo que significa muito para a comunidade e a população baiana. É mais um ano que a nossa universidade se junta à festa, à alegria, à troca de boas energias de um ano que começa e à celebração do que a Bahia tem de melhor com suas crenças, tradições e cultura”, declarou.

Caminhada contou com som dos tambores que ecoaram pelas ruas da Cidade Baixa

Participação da UNEB em uma das maiores festas populares da Bahia, foi organizada pelo Gabinete da Reitoria da instituição. “É uma grande satisfação para nós unebianos e unebianas participar novamente da Lavagem do Bonfim, marcando o lugar da UNEB nessa festividade tão importante para o povo da Bahia e também para a nossa universidade. Reafirmamos esse espaço e também para agradecer ao Senhor do Bonfim por toda as nossas conquistas, pela nossa universidade, que cada vez mais cresce e fortalece a sua importância e seu papel nessa articulação com a cultura do povo baiano”, ressaltou o chefe de gabinete da Reitoria, Pedro Daniel Souza.

Para a servidora técnica da UNEB, Natalícia Lima, a presença da universidade na Lavagem do Bonfim “mostra que a comunidade acadêmica é acolhedora e contempladora das festas populares e da cultura da Bahia. Estamos aqui hoje para agradecer e pedir bençãos ao Senhor do Bonfim por nossa instituição”, contou.

Segundo o pró-reitor de Infraestutura (Proinfra), João Rocha, a universidade faz parte da comunidade baiana e mostra-se necessária em preservar a cultura do seu povo. “A UNEB é uma universidade inclusiva e não pode estar de fora de um evento como esse que faz parte da cultura popular da Bahia e do Brasil”, ressaltou.

Celebração reuniu mais de um milhão de pessoas nas ruas do Comércio e Bonfim

O coordenador-geral de Políticas para a Juventude do governo do estado, Nivaldo Millet, teve a oportunidade de participar da festa e destacou que “a Lavagem do Bonfim abre o calendário dos festejos populares e da mistura do povo baiano unificados com a sua fé e seu culto. É uma festa linda que demonstra a nossa religiosidade”, frisou.

Além de visitar a imagem peregrina do Senhor do Bonfim, que saiu da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia em procissão, a comunidade acadêmica reuniu-se também no Edifício Jequitaia, na Calçada, para a também tradicional feijoada da UNEB.

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom