O projeto de extensão Leitura de narrativas sobre as (homo)sexualidades no Brasil, vinculado ao Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I da UNEB, em Salvador, vai realizar o lançamento da coletânea “Infância queer“, neste sábado (13), às 10h30, no Museu de Arte da Bahia (MAB), na capital.
Organizada pelo professor Nilton Milanez, do departamento, a obra literária reúne contos, crônicas e poemas de 26 pessoas, entre as quais docentes, estudantes, técnicos administrativos e egressos da UNEB, além da comunidade externa. A publicação traz “vozes que revisitam o início da vida sob novas luzes: as cores, as dores e as descobertas que atravessam corpos dissidentes desde cedo“, afirma card de lançamento. O selo é da Editora Arpillera.
A coletânea é o resultado das discussões, debates e estudos realizados por meio do Clube de Leitura LGBTI+ Independente da Bahia, uma ação do projeto de extensão.
Segundo Nilton Milanez, também idealizador e coordenador do projeto, “o clube de leitura cumpre o seu objetivo ao deflagrar uma gama variada e imensa da autoria LGBTI+ que foge ao cânone literário baiano e que luta para conquistar seu espaço de visibilidade na literatura da Bahia”.
“Destaco que as obras que debatemos e fizemos circular são de pessoas autoras baianas ou que residem na Bahia, movimentando uma esfera literária LGBTI+. Assim, veio à luz a demonstração de pertencimentos literários sobre o modo de vida LGBTI+ e sua participação social na literatura”, conta o docente.
O colegiado do curso de Direito do Campus I da UNEB, em Salvador, vai promover uma conferência no dia 6 de dezembro, a partir das 9h30, no Forte da Capoeira, bairro de Santo Antônio Além do Carmo, na capital.
A conferência, que encerra as atividades do seminário comemorativo dos 20 anos de implementação do curso, será proferida pelo professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) José Geraldo de Sousa, que versará sobre ”Ensino jurídico: inspirações e desafios na contemporaneidade“, tema geral do seminário.
A programação do evento inclui uma apresentação cultural com a banda Jam UNEB, após a conferência. O curso é vinculado ao Departamento de Ciências Humanas (DCH) do campus.
Jurista, docente e pesquisador reconhecido nacionalmente, José Geraldo é um dos sistematizadores da abordagem conhecida como “Direito achado na rua“, que defende que o direito não emana apenas do Estado, mas também é construído nas lutas e movimentos sociais.
Texto: colegiado do curso de Direito/DCH/Campus I, com edição da Ascom. Imagem: divulgação.
Termo de adesão foi firmado em evento com presença de povos originários e comunidade acadêmica
A UNEB é a primeira universidade da América Latina a aderir à Declaração de Jena (The Jena Declaration, TJD), documento internacional apoiado pela Unesco que propõe integrar as humanidades ao debate global sobre sustentabilidade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O Termo de Adesãoda UNEB foi assinado, na tarde de ontem (22), no Teatro UNEB, Campus I, em Salvador, pela reitora Adriana Marmori, o representante da Unesco, Tiago Pinto, o diretor do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do campus, Flávio Dias, e o coordenador do 1º Congresso Internacional de Humanidades e Sustent(h)abilidades da universidade, Elizeu da Cruz, evento vinculado ao DCH que está sendo realizado nesta semana.
A solenidade de assinatura integrou a ampla programação do Humanidades e Sustent(h)abilidades – mais especificamente durante a mesa temática “A UNEB no horizonte das humanidades e da sustentabilidade pública“, da qual participaram a reitora Adriana Marmori e o diretor Flávio Dias, com mediação da docente do departamento Naira Moura.
Reitora Adriana Marmori: compromisso com o presente e as gerações futuras
“Hoje a UNEB vivencia um momento significativo. Somos a primeira universidade da América Latina assinar a Declaração de Jena, reiterando e fortalecendo nosso compromisso institucional com a sustentabilidade e com a preservação da vida, impulsionados por nossa expertise e pela diversidade e capilaridade dos nossos campi. Esse é um ato que reforça o papel das humanidades na construção de um futuro mais equilibrado e sustentável”, destacou Adriana Marmori.
A reitora ressaltou ainda que o documento representa “um chamado à ação para toda a comunidade acadêmica, que deve se engajar em projetos e programas voltados para as humanidades e para a sustentabilidade ambiental”. “A UNEB se une a um movimento global que entende que a sustentabilidade não é apenas um conceito técnico, mas uma vivência cultural e ética. É um compromisso com o presente e com as gerações futuras”, completou Adriana Marmori.
Titular da Cátedra Unesco de Estudos Transculturais de Música, da Universidade de Música Franz Liszt Weimar (Alemanha), Tiago Pinto, salientou a afinidade da universidade com os princípios defendidos na Declaração de Jena: “A UNEB é predestinada a esse documento, porque planeja e cria cursos, programas e projetos que convergem com a proposta da declaração. É uma universidade que valoriza a integração das humanidades e da sustentabilidade”.
Tiago Pinto, representante da Unesco: afinidade da UNEB com documento
Segundo Tiago Pinto, a adesão à Declaração de Jena permitirá à UNEB interagir diretamente com outras universidades globalmente, compartilhando projetos e iniciativas em consonância com os objetivos do documento.
The Jena Declaration (TJD) surgiu na Universidade Friedrich Schiller, na cidade de Jena, na Alemanha, e é atualmente endossada por mais de 200 instituições em todo o mundo. O texto defende que as soluções para os desafios ambientais não podem depender apenas das ciências exatas, mas devem incluir o olhar das humanidades e ciências sociais, valorizando as práticas culturais e o engajamento das comunidades.
“A ideia central do documento é promover uma abordagem mais horizontal e participativa na implementação de medidas de proteção ambiental e sustentabilidade, ajudando a construir políticas mais humanas, inclusivas e efetivas”, disse o representante da Unesco.
Em atividade anterior do evento, Tiago Pinto proferiu a conferência “O impacto da Unesco nos estudos de história do patrimônio vivo: diversidade cultural e sustentabilidade“.
A cerimônia de assinatura foi seguida pela “Festa da União dos Povos“, marcada por apresentações musicais e danças tradicionais, simbolizando a convergência entre cultura, natureza e humanidade.
Saberes dos povos originários
Ainda na diversificada programação do evento Humanidades e Sustent(h)abilidades 2025, em outra mesa temática foi apresentado o tema “Saúde, territórios e saberes originários“, também no Teatro UNEB, na tarde do dia 20, com a participação de convidados do Chile para discutir a integração entre o conhecimento acadêmico e os saberes tradicionais.
Pesquisadora Patrícia Krinsi: ciência do povo indígena cravada no sagrado
A mesa foi iniciada pela médica mapuche e terapeuta ancestral, Lawentuchefe Espinoza, da comunidade Huitaquim Pulu (Chile), e pela médica Silvia Gómez, da comunidade São José de Mapio (Chile), que é diretora da área de saúde da corporação municipal de seu território.
As convidadas destacaram a importância da medicina tradicional e da harmonia entre seres humanos e natureza. “A saúde dos nossos povos está ligada ao equilíbrio com o planeta. Quando a terra adoece, nós adoecemos juntos“, afirmou Silvia Gómez.
Outras duas participantes dessa mesa foram as pesquisadoras Patrícia Krinsi, do povo indígena pankararé, professora e pesquisadora no Opará – Centro de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação, do campus da UNEB em Jeremoabo, e Débora Santos, egressa da universidade, integrante de comunidade de fundo de pasto na região de Canudos.
“A ciência do povo indígena é cravada no sagrado. Acreditamos que nossos grandes livros e nossas melhores memórias estão nos antepassados e nos encantados, que caminham ao nosso lado. São eles que nos dão direção e força para seguir”, contou Patrícia Krinsi, enfatizando que o conhecimento indígena é profundamente espiritual e relacional.
Débora Santos, egressa da universidade: viver solidário e alegre na comunidade
Já Débora Santos compartilhou lembranças de sua comunidade e das práticas coletivas que estruturam o modo de vida no sertão. “Na comunidade de fundo de pasto, tudo é feito em conjunto. Quando alguém precisa colher o milho, por exemplo, todos ajudam. É uma forma de viver solidária e alegre, em que o trabalho e o cuidado com o outro caminham juntos”, relatou.
A mesa foi mediada pela docente Márcea Sales, do Departamento de Educação (DEDC) do campus, que destacou a urgência de fortalecer os vínculos entre os saberes tradicionais e a ciência moderna. “Diante da crise socioambiental contemporânea, somos desafiados a repensar nossas práticas de forma coletiva. Precisamos compartilhar conhecimentos, produzidos nas universidades ou nas comunidades ancestrais, porque ambos são cruciais para a preservação da vida em nosso planeta”, avaliou.
A proposta do evento é constituir uma plataforma de diálogo sobre humanidades, justiça socioambiental e multiespécies, reunindo diferentes perspectivas, como as dos povos originários, comunidades de fundo de pasto, povos tradicionais chilenos – que vão participar da programação de conferências, rodas de conversa, grupos de trabalho, oficinas e mostras artísticas.
Elizeu da Cruz: construir com o outro
“Adotamos um conceito de construir com o outro, de realizar um evento participativo, que nos permita refletir sobe as possibilidades de vivermos juntos em harmonia. E a UNEB se coloca como uma instituição implicada em pensar sobre os modos de viver no planeta”, explicou Elizeu da Cruz, coordenador do congresso.
Essa primeira edição do congresso internacional contempla também a XVI Jornada de Pesquisa e Extensão (Joinpe), do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do campus, e outros eventos integrados.
O coordenador integrou a mesa institucional de abertura, que foi presidida pela reitora Adriana Marmori, contanto com a presença também da vice-reitora Dayse Lago.
Adriana Marmori: marcadores sociais
“A UNEB é um espaço multidisciplinar e diverso – e nesse espaço diverso a gente se encontra. Somos uma universidade que traz marcadores sociais que adentram diferentes temáticas, sobretudo na defesa das humanidades e da sustentabilidade”, destacou a reitora Adriana Marmori.
Compuseram também a mesa de abertura o diretor do DCH, Flávio Dias, a coordenadora do colegiado do curso de Direito do departamento, Ainah Angelini e o representante dos técnicos administrativos da unidade, Carlos Jerônimo.
Antes da formação da mesa, houve uma apresentação cultural com o trio musical Sotaque Nordestino.
Antropoceno
Com o encerramento da mesa institucional, foi realizada a conferência de abertura “Vida glaciar antes y después del Antropoceno“, proferida pelo antropólogo Cristian Simonetti, professor da Universidade Católica do Chile.
O antropólogo apresentou uma reflexão sobre os marcadores materiais da crise climática atual, convidando os participantes a pensarem o humano para além dos estudos de sociedades, da antropologia tradicional.
Cristian Simonetti: percepção da finitude humana
“Um grande desafio para antropologia contemporânea tem sido pensar a trajetória humana a partir de marcadores materiais não humanos, como, por exemplo, a impermeabilização do solo, que impede a troca entre o solo e a atmosfera. Hoje tratamos aqui das vidas glaciais, que são uma espécie de tela de fundo da história humana. No derretimento acelerado das camadas de gelo, estão refletidas as consequências do nosso modo de viver: é onde a vida está mudando cada vez mais depressa e podemos perceber a finitude humana“, avaliou Cristian Simonetti.
A conferência foi mediada pela vice-reitora Dayse Lago, que enfatizou a importância de a UNEB se debruçar sobre temáticas urgentes e contemporâneas. “Cuidar do planeta é cuidar de nós. Precisamos aprender a cuidar de nós com o outro, com quem chegou primeiro, com quem tem experiência, com outro olhar, com esse olhar ancestral”, refletiu a vice-reitora.
Joinpe
Abertura com presença da comunidade acadêmica
A programação do Congresso Internacional de Humanidades e Sustent(h)abilidades se estende até o próximo dia 25 em concomitância com as atividades da XVI Joinpe e do III Seminário Internacional História e Diversidades.
Essa edição da Jornada de Pesquisa e Extensão está sendo organizada por nove cursos de graduação e de três programas de pós-graduação do DCH, além do apoio de outros departamentos, pró-reitorias e setores da UNEB, totalizando mais de 300 pessoas envolvidas, entre docentes, técnicos administrativos, discentes e participantes do evento.
A Joinpe é um evento científico e acadêmico consolidado na UNEB, com o objetivo de fomentar a iniciação científica, fortalecer a extensão universitária e promover o diálogo entre saberes acadêmicos e populares.
Texto: Leandro Pessoa/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom e Marcus Gomes/Ascom.
A UNEB, por meio do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I, em Salvador, vai promover o curso de extensão “Cidade, boemia e mulheres nas crônicas de Jehová de Carvalho” no próximo mês de outubro.
Iniciativa do professor Raimundo Dalvo, do curso de licenciatura em História, do DCH, a atividade vai abrir inscrições gratuitas de 7 de setembro a 6 de outubro, no Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupe) do departamento, no campus. Serão 25 vagas e os cursistas vão receber certificado de participação.
As aulas do curso, na modalidade presencial no novo prédio do departamento (sala 2), vão iniciar no dia 13 de outubro estendendo-se até o 3 de novembro, sempre às 13h, totalizando carga horária de 17 horas.
Segundo o professor Raimundo Dalvo, a ideia da atividade de extensão surgiu de sua tese de doutoramento intitulada “Jehová de Carvalho, o cronista (de) Salvador 1940-1980”.
“O estudo sobre Jehová abriu perspectivas para que se observassem outros fenômenos sociais que consideramos intrigantes, presentes nas suas obras. Até o presente momento, não se conhece nenhum trabalho que verse sobre essa temática cidade, boemia e mulheres nas crônicas desse negro baiano. Para os alunos da UNEB este curso será de fundamental importância, porque pretende retratar um escritor baiano, negro, ainda desconhecido por muitos”, afirma o docente.
O objetivo do curso é compreender a história de Jehová de Carvalho e “percebê-lo dentro de um contexto cultural mais amplo, observando e analisando como ele representava a cidade, boemia, e as mulheres, em um tempo de desenvolvimento econômico em Salvador, nos períodos de 1950 a 1980”, diz Raimundo Dalvo.
Estão abertas as inscrições para o IV Seminário de Multiletramentos, Educação e Tecnologias (Semet), com o tema “Justiça epistêmica e letramentos plurais”.
O evento, que acontecerá no Departamento de Ciências Humanas (DCH), do Campus IV da UNEB, em Jacobina, entre os dias 24 e 26 de setembro, é uma iniciativa de seis grupos de pesquisa que atuam nos programas de pós-graduação da universidade, com o objetivo de debater o papel da educação, da formação e do ensino na era das transformações digitais.
Os interessados já podem realizar inscrições com preços promocionais até o dia 31 de agosto, através do site oficial do evento.
O evento acolherá pesquisas e relatos de experiências com o objetivo de criar uma ponte entre a teoria e a prática, promovendo o debate sobre questões linguísticas, metodológicas, históricas e sociais a partir de cinco eixos temáticos.
Desde a sua primeira edição, em 2017, o Semet tem sido um espaço para o compartilhamento de pesquisas e vivências sobre as mudanças nas linguagens, mídias e hipermídias. Nessa edição, a proposta é aprofundar a discussão sobre como a produção de conhecimento se relaciona com o contexto social, cultural e político.
Conheça os grupos de pesquisa que realizam o Semet:
O estudante Gabriel Medeiros, do curso de Administração, do Campus I da UNEB, em Salvador, teve artigo publicado na edição mais recente da Revista Foco (Interdisciplinary Studies), periódico científico interdisciplinar.
Discente Gabriel Medeiros com cópia do seu artigo.
Resultado do TCC (trabalho de conclusão de curso) do discente, o artigo utilizou dados disponibilizados pela Serasa, visando identificar as variáveis que impactaram de forma positiva a inadimplência.
“Por meio da análise estatística de dados secundários, com uso da regressão Tobit – sua utilização é recomendada para os casos em que a variável dependente é truncada, ou seja, apresenta valores censurados de alguma forma –, identificou que o cartão de crédito e as operações de crédito são as variáveis com maior capacidade de explicar a inadimplência. Concluiu-se que o uso inadequado do crédito, aliado à baixa educação financeira, contribuiu para a inadimplência”, explica o professor Carlos Pinheiro, que orientou o estudante no trabalho.
Para o docente, os resultados obtidos na pesquisa do discente reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à educação financeira e ao uso consciente do cartão de crédito.
“Os resultados apontam também que os níveis de endividamento vêm crescendo, o que pode ter sido motivado pelas consequências dos impactos socioeconômicos causados pela pandemia da Covid-19″, acrescenta Gabriel Medeiros nas considerações finais do seu estudo.
O discente cursa o oitavo semestre do curso de Administração, ofertado pelo Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I.
A UNEB e o Instituto Federal da Bahia (Ifba) realizam, nos dias 14 e 15 de julho, os Seminários Temáticos Interdisciplinares de Extensão, no campus do Ifba em Jacobina.
Com o tema “As mídias e as linguagens contemporâneas: diversidades étnico-raciais, de gênero e sexualidade”, o evento tem como objetivo promover as atividades extensionistas como prática interdisciplinar de formação, além de incentivar a articulação entre estudantes de diferentes níveis e segmentos, pesquisadores e a comunidade.
A participação é gratuita e aberta ao público. Os(as) interessados(as) devem se inscrever por meio de formulário online.
A programação inclui mesa temática sobre diversidades étnico-raciais, de gênero e sexualidades, além de salas temáticas simultâneas que abordarão a amplitude dessas questões.
Os seminários são fruto de uma parceria entre o Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus IV da UNEB, o Programa de Pós-Graduação em Educação e Diversidade (PPGED) da UNEB e o campus do Ifba, todos localizados em Jacobina.
Evento foi promovido pelo projeto de extensão “Dia a dia com a biotecnologia”.
Estudantes da rede pública do município de Juazeiro, que estão concluindo o ensino médio, participaram na último dia 5 de junho, de aulões de revisão gratuitos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dentro da programação do 3º Biotec Day.
O evento foi promovido pelo projeto de extensão universitária “Dia a dia com a biotecnologia”, vinculado ao curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da UNEB, em Juazeiro. A atividade contou com uma programação de aulas e mostra cientifica.
O “Biotec Day” acontece desde o ano de 2023 e nesta edição reuniu ao todo 270 “feras” do ensino médio, entre eles estudantes do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães e do Colégio da Polícia Militar (CPM) Alfredo Vianna.
Segundo a coordenadora do evento, Gabriela Aretakis, o objetivo da organização foi alcançado: “Nós pensamos nesses aulões como uma forma de auxiliar e incentivar esses estudantes. Fomos às escolas fazer o convite e quem sabe, em um futuro bem próximo, eles sejam nossos alunos”, salientou a professora.
Para a estudante, Aline Almeida, a iniciativa promoveu uma maior aproximação da academia com a comunidade externa: “Trazer o aluno de escola pública para a Universidade traz um reconhecimento. Mostra que nós somos vistos e que realmente a universidade se preocupa em ter alunos vindos da rede pública”, destacou a aluna do CPM.
Outro momento de destaque foram as apresentações dos projetos de pesquisa e extensão e inovações biotecnológicas desenvolvidas pelos estudantes do curso. Como o trabalho sobre o tratamento de resíduos de esgoto da aluna do 7º período, Alice Rodrigues: “Nós mostramos cada passo desse tratamento. Desde a retirada dos dejetos até a purificação e a transformação em biogás”, ressaltou.
Essa interação, que transcende os muros da universidade, reafirma o compromisso da UNEB com a educação pública e a promoção do acesso ao ensino superior, inspirando a próxima geração de cientistas e profissionais da biotecnologia e bioprocessos do Vale do São Francisco.
Texto e fotos: Andre Amorim – DCH Campus III (Juazeiro), com edição da Ascom
O curso de Jornalismo em Multimeios do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus III da UNEB, em Juazeiro, se prepara para uma participação expressiva no Intercom Nordeste 2025, que será realizado entre os dias 24 e 26 de junho, em Fortaleza (CE).
O congresso é um dos principais eventos acadêmicos da área de Comunicação no Nordeste, e a comunidade acadêmica da unidade em Juazeiro da Universidade marcará presença com 65 trabalhos aprovados.
Estão previstas apresentações de 41 trabalhos científicos nos Grupos de Trabalho (GTs), quatro projetos na Jornada de Extensão, 19 produtos finalistas na mostra competitiva Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação) e uma participação na coordenação de GT.
Esses números representam um crescimento expressivo em relação à edição de 2024, quando o DCH III da instituição teve 30 projetos aprovados, incluindo 11 produtos finalistas no Expocom, 17 trabalhos em GTs, com a participação de docentes e discentes dos cursos de Jornalismo em Multimeios, Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA), além de dois projetos de extensão e uma coordenação de GT.
O resultado expressivo reflete o investimento contínuo na formação científica dos estudantes, além de fortalecer uma cultura de pesquisa e extensão. A coordenadora do curso de Jornalismo em Multimeios, Carla Paiva, destaca que o incentivo à participação dos alunos em eventos como o Intercom não é fruto de ações isoladas, mas da articulação institucional como um todo.
“Há políticas de incentivo do colegiado do curso de Jornalismo em ampliar a participação dos estudantes nos eventos científicos, mas atribuo isso também à qualidade crescente que a gente tem no ensino do curso, com professores mais ligados ao mercado de trabalho, grupos de pesquisa e projetos de extensão já consolidados dentro do departamento”, afirma a docente.
Carla Paiva também ressalta o papel da UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes), que viabiliza a participação dos estudantes por meio de apoio financeiro, permitindo que cada vez mais alunos levem o nome da universidade para espaços de circulação e reconhecimento acadêmico.
O número crescente de alunos aprovados no evento também é fruto de anos de participação no Intercom e do histórico de prêmios que alunos do departamento já conquistaram, como Raiane Sousa, ex-aluna e atualmente professora do curso de Jornalismo em Multimeios, que conquistou dois prêmios: um em 2014 no Intercom Nordeste, com o trabalho “Jornalismo de moda”, elaborado em grupo, e outro em 2015 no Intercom Nacional, desta vez com o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) “Planejamento de Comunicação para a Associação das Mulheres Rendeiras do Bairro José e Maria”.
Para Raiane Sousa, participar do evento É uma experiência única que projeta os futuros profissionais para o mercado. “Nós saiamos desses espaços com formação técnica, com conhecimento e bagagens, mas também com network, que só adquirimos em espaços que têm realmente essa pluralidade de pensamentos”, declarou a professora.
Outro nome que reforça o histórico de participação é a egressa do curso e recém-premiada pelo Intercom, Paloma Cristina, que o incentivo da UNEB à participação dos estudantes em projetos de pesquisa faz toda a diferença na formação acadêmica e profissional. “Foi por meio da inserção em projetos de iniciação científica que conseguiu alcançar a premiação na Expocom. Essa construção acadêmica de pesquisa, de ciência é fantástica”, ressalta.
Em sua primeira participação no Intercom, o estudante João Pedro Saraiva, do terceiro período do curso de Jornalismo em Multimeios, celebra a oportunidade de integrar a mostra competitiva Expocom. “Para muitos representa um grande passo em direção ao futuro profissional. Ser um dos selecionados do Expocom é sem dúvida um marco na trajetória de quem deseja seguir no caminho da pesquisa, da inovação e da comunicação comprometida com a transformação social”, destaca.
Com essa forte presença prevista no Intercom Nordeste 2025, o curso de Jornalismo em Multimeios reafirma seu compromisso com a formação de qualidade, a produção de conhecimento e o fortalecimento da extensão universitária, consolidando a UNEB como referência na articulação entre ensino, pesquisa e transformação social.
Texto: Jediael Santos/Letícia Duarte, com edição da Ascom Imagem (destaque): Divulgação