Pesquisadores e entusiastas da interseção filosofia-imagem-cinema estarão reunidos no Encontro Baiano de Filosofia, Imagem e Cinema (EBAFIC), que acontece nos dias 14 e 15 de setembro, na Sala Walter da Silveira, localizada na Biblioteca Central do Estado da Bahia, no bairro dos Barris, em Salvador.
O evento interdisciplinar vai explorar como a filosofia permeia a criação e interpretação de imagens e filmes, e como as expressões visuais enriquecem a compreensão filosófica do mundo.
A iniciativa reunirá acadêmicos, artistas, estudantes e demais interessados para o dialogo e troca de experiências sobre os temas propostos. As inscrições para participar ocorrerão presencialmente durante o encontro.
A programação reúne palestras, debates, mostra de curtas-metragens e experimentações artísticas, que buscará fomentar a dimensão teórica e discursiva das imagens e do cinema para além dos espaços acadêmicos formais.
O EBAFIC é proposto por um grupo independente de pesquisadores e entusiastas da interseção filosofia-imagem-cinema, e inclui apoio da Revista Anãnsi da UNEB, Fundação Pedro Calmon, Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Dimas/Funceb) e da Secretaria estadual da Cultura (Secult).
Encontro buscou atuação cooperada das entidades na disseminação do conhecimento científico na Bahia
Representantes de instituições de ensino superior, setor público e outras entidades do setor privado se reuniram, ontem (7), para dialogar sobre as estratégias de popularização da ciência e a mobilização da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O evento foi realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), no auditório do Departamento de Educação (DEDC) do Campus I da UNEB, em Salvador.
O encontro buscou estruturar a atuação cooperada das entidades em relação à implementação, consolidação e fortalecimento de políticas públicas de estímulos e disseminação do conhecimento científico em todos os Territórios de Identidade do Estado. Além disso, procurou mobilizar a participação dos atores do Sistema CT&I na SNCT, que está prevista para ocorrer em outubro deste ano e terá o tema “Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável”.
Participaram do evento a vice-reitora da UNEB, Dayse Lago, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), André Joazeiro, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Inácio Arruda, e a diretora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Bahia), Marilda Gonçalves.
“Nos últimos quatro anos tivemos a ciência sendo tratada com desdém, diferentemente do novo governo que a trata com muito prestígio e vigor. Isso é importante porque a difusão do conhecimento científico é o pilar do desenvolvimento do país e das pessoas. A universidade não somente tem a responsabilidade de produzir ciência, mas também de disseminar o que produz. Estamos atentos e juntos fortalecendo parcerias com a Secti para essa mobilização”, destacou a vice-reitora, Dayse Lago.
Para o secretário da Secti, André Joazeiro, a sinergia com o ecossistema de CT&I é imprescindível para a difusão científica. “Não conseguimos dar conta dessa pauta se não trabalharmos em rede com as ICTs e as universidades, que têm capilaridade no interior da Bahia. Elas são as principais parceiras para levar a difusão do conhecimento científico para a semana de ciência e tecnologia. Mas a semana não é uma coisa descolada da agenda de popularização da ciência, faz parte dela. É a partir da difusão que vamos aumentar a quantidade de pessoas interessadas na ciência e aumentar a qualidade dos nossos cientistas. Quantidade e qualidade a partir dessa disseminação”, diz.
Inácio Arruda, secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ressaltou o trabalho federal para aproximar a ciência da sociedade. “O presidente Lula quer a nossa academia e os nossos cientistas transferindo tecnologia para o povo. Nossa missão é incentivar os pesquisadores e cientistas brasileiros a fazerem uma liga forte com a sociedade. Esse é o papel da popularização e da educação científica, que vai levar essa ciência para a população do nosso país”.
A diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves, destacou que a ciência precisa ser democratizada. “As produções científicas precisam ser divulgadas nos espaços sociais, nas comunidades fechadas, como as indígenas, as quilombolas e as tradicionais. Esses conhecimentos precisam ser democratizados. Então, cada uma das entidades tem que se sentir parte do processo. É só assim que será possível o verdadeiro desenvolvimento social na Ciência e Tecnologia da Bahia”.
Também estiveram presentes no encontro a pró-reitora de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG) da UNEB, Tânia Hetkowski, a coordenadora da Agência UNEB de Inovação (AUI), Suely Messeder, e a pró-reitora de Extensão (Proex) da universidade, Rosane Vieira.