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UNEB realizará Fórum do Encontro de Leitura e Literatura; inscrições para submissão de trabalhos até 30/09

A UNEB, por meio do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL), realizará o Fórum do Encontro de Leitura e Literatura da Universidade (EllUNEB), dias 22 e 23 de outubro. O evento será realizado na sala de defesas do PPGEL, localizado no prédio II do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I da instituição, em Salvador.

A iniciativa constitui uma plataforma de visibilidade e de socialização para professores da educação básica, assim como estabelece o diálogo de pesquisadores que trabalham com a formação continuada do professor, a reflexão e a práxis sobre o lugar da literatura na constituição do leitor e as práticas culturais de leitura a partir de diferentes perspectivas teórico-metodológicas e em diferentes espaços socioculturais e midiáticos.

Esta edição do evento terá como tema “Diálogos e Desafios da Leitura”. Os interessados em submeter trabalhos (ver regras) devem enviá-los por meio do Sistema de Gerenciador de Eventos (SGE) da Universidade, até o dia 30 de setembro. As inscrições para o público ouvinte devem ser solicitadas até o dia 17 de outubro, tambem no SGE.

A programação do evento contará com mesa institucional, conferência, painéis de trabalhos, rodas de conversa e atividade cultural.

Informações: E-mail – forumelluneb@gmail.com ou Instagram – @elluneb24

Encontro reúne professores e pesquisadores em extensa programação sobre Direitos Humanos, leitura e literatura

A sexta edição do Elluneb abordou o tema Direitos humanos, leitura e literatura: criar, existir e resistir

Pesquisadores e professores da educação básica e superior participaram do 6º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB (Elluneb), realizado entre os dias 8 e 10 de outubro, no teatro da universidade, no Campus I, em Salvador.

O evento teve como objetivo dialogar com pesquisadores que trabalham com a formação continuada do professor, oportunizando a reflexão sobre o lugar da literatura na constituição do leitor, sobre as práticas culturais de leitura a partir de diferentes perspectivas teórico-metodológicas, em diferentes espaços socioculturais e midiáticos.

Mediada pela professora da UNEB, Andréa Betânia da Silva, a conferência de abertura do evento, intitulada Oralidade e Memória, foi proferida pelo repentista e cordelista, Bule-Bule. Com mais de 50 anos de carreira, o artista revelou ser um observador da arte.

Verbena Cordeiro (centro), ex coordenadora do Elluneb, foi homenageada no evento

“Eu fui para escola com quase cinco anos de idade. Aos sete, ao lado dos meus pais, já lia e seguia o catecismo. Há 52 anos canto e rezo. Me aceitaram como um poeta popular, mas não me considero como tal. É o carinho do público que me intitulou como um poeta”, destacou Antônio Ribeiro da Conceição, seu nome de batismo. Na oportunidade, Bule-Bule cantou um de seus famosos repentes “Samba que não tem viola”.

Participaram da mesa de abertura do evento o vice-reitor da UNEB, professor Marcelo Ávila, e as pró-reitoras de Extensão (Proex) e Ações Afirmativas (Proaf), professoras Adriana Marmori e Amélia Maraux, respectivamente.

“É sempre uma alegria participar de eventos como este, que tecem relações próximas entre a academia e a educação básica”, ressaltou o vice-reitor, professor Marcelo Ávila.

Direitos humanos, leitura e literatura

Essa edição do encontro, coordenado pelo professora Luciana Moreno, abordou o tema Direitos humanos, leitura e literatura: criar, existir e resistir.

“Neste momento, a universidade e o povo brasileiro sentem-se ameaçados com os ataques aos Direitos Humanos. Entendemos que a literatura está incluída dentro deste contexto e, através do Elluneb, criamos estratégias para enfrentamento desse cenário atual”, frisou a coordenadora.

Raquel: Aprendemos muito e vamos levar esse conhecimento para nossa prática profissional

Também participaram da iniciativa, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL), professora Márcia Rios, o chefe de gabinete da Fundação Pedro Calmon, Igor Galvão, e a homenageada do evento, professora Verbena Cordeiro.

“Considero o Elluneb como um filho bem criado, que mantém o compromisso com a leitura literária, dialogando com diversas formas de crenças e valores”, declarou, emocionada, a professora Verbena Cordeiro, ex-coordenadora do Elluneb.

Espaço de troca de experiência

A sexta edição do Elluneb oportunizou a troca de experiências e conhecimentos entre os pesquisadores e professores da educação superior e básica.

A professora de filosofia e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Tecnologia Aplicadas à Educação (Gestec) da UNEB, Raquel dos Anjos, salientou a importância de participar do evento. “Aprendemos com as oficinas e palestras, trocamos informações com outros professores e podemos levar esse conhecimento para nossa prática profissional”.

A programação contou ainda com a conferência intitulada Poesia, Psicanálise e Imaginário, ministrada pela escritora Roseana Murray, além de palestras, oficinas e mesas de debate sobre temas como Gênero sexualidades, Leitura e literatura nas redes.

Fotos: Cindi Rios/Ascom

Encontro sobre Direitos Humanos, Leitura e Literatura acontece de 8 a 10/10

A UNEB, por meio do Programa de Estudos de Linguagem (PPGEL), vai realizar o 6º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB (Elluneb) entre os dias 8 e 10 de outubro, no teatro da universidade, no Campus I, em Salvador.

O evento, que nesta edição aborda o tema Direitos humanos, leitura e literatura: criar, existir e resistir, centra-se no diálogo de pesquisadores que trabalham com a formação continuada do professor, com a reflexão e a práxis sobre o lugar da literatura na constituição do leitor, e com as práticas culturais de leitura a partir de diferentes perspectivas teórico-metodológicas, em diferentes espaços socioculturais e midiáticos.

programação do evento reserva palestras, oficinas, mesas de debate sobre temas como Oralidade e memória, Gênero sexualidades, Leitura e literatura nas redes. Destaque para a conferência intitulada Poesia, Psicanálise e Imaginário, que será ministrada pela escritora Roseana Murray, no dia 8 de outubro, às 18h.

A iniciativa contará ainda com a conferência espetáculo Vovó Ceci e o Conto das Sete Mulheres, no dia 10 de outubro, às 18h.

Informações: portal.uneb.br/ppgel/6o-elluneb.

Encontro sobre direitos humanos, leitura e literatura inscreve trabalhos até 11/08

Direitos humanos, leitura e literatura: criar, existir e resistir. Esse é o tema do 6º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB (Elluneb) que acontece nos dias 8 e 10 de outubro, no Campus I da universidade, em Salvador.

O evento centra-se no diálogo de pesquisadores que trabalham com a formação continuada do professor, com a reflexão e a práxis sobre o lugar da literatura na constituição do leitor, e com as práticas culturais de leitura a partir de diferentes perspectivas teórico-metodológicas e em diferentes espaços socioculturais e midiáticos.

A programação do evento reserva palestras, oficinas, mesas de debate sobre temas como Oralidade e memória, Gênero sexualidades, Leitura e literatura nas redes. Destaque para a conferência intitulada Poesia, Psicanálise e Imaginário, que será ministrada pela escritora Roseana Murray dia 8 de outubro, às 18h.

Os interessados em submeter trabalhos devem realizar inscrição no site do evento (ver regras) até o dia 11 de agosto. Para aqueles que desejam participar como ouvintes, as inscrições seguem até o dia 4 de outubro.

Informações: PPGEL/UNEB – tel. (71) 3117-2442.

Livro do 5º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB será lançado sábado (3)

Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

Leitura e Literatura do Centro as Margens: entre vozes, livros e redes. Esse é o título do livro que será lançado neste sábado (3), às 14h, na Katuka Africanidades, no Pelourinho, em Salvador.

A obra, organizada pelas professoras da UNEB Elizabeth Lima, Luciana Moreno e Verbena Cordeiro, é fruto do 5º Encontro de Leitura e Literatura da UNEB (Elluneb) e reúne textos das palestras proferidas por escritores, pesquisadores convidados durante o evento, além de relatos de experiência literária que materializam abordagens enriquecedoras.

Os 16 capítulos aqui apresentados são reflexões sobre as múltiplas possibilidades que a leitura e a literatura podem estabelecer e interagir em lugares diversos e por meio de formas plurais, perpassando pelo Centro, Margens, Vozes, Livros e Redes, demonstrando a capacidade de adaptação em diferentes registros estéticos e cenários culturais.

Dentre os autores que compõem a obra estão Cidinha da Silva, Edil Silva e Alexandre Furtado, que também lançarão os livros Sobre-Viventes! (re-lançamento), Sete Estudos de Literatura Oral e Popular e Os Mortos não Comem Açúcar, respectivamente.

Informações: (71) 3322-1634.

Imagem (home): Divulgação

Ascom entrevista: Eliana Yunes (Cátedra UNESCO de Leitura do Brasil)

Wânia Dias
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

Coordenadora da Cátedra Unesco de Leitura do Brasil e idealizadora do Programa Nacional de Leitura (Proler), a professora e pesquisadora Eliana Yunes (PUC-RJ) trabalha com um conceito específico de leitura baseado na interação do indivíduo consigo mesmo e com o outro.

Para ela, ler é mais que decifrar códigos, é compreender o sentido das coisas e do mundo, e suas significações. “A contemplação induz à teorização”, diz.

A pesquisadora acredita que a alfabetização contemporânea é mecanizada e defende que a leitura precisa ser inserida em um novo contexto formativo, mais amplo e contínuo. A ausência da prática da leitura, segundo ela, é um grave entrave para o crescimento do país: “O Brasil que não lê nos custa muito caro.”

Eliana Yunes é uma das convidadas do V Encontro de Leitura e Literatura da UNEB, que acontece entre os dias 9 e 12 de novembro, no Campus I da Universidade, em Salvador. A professora vai ministrar a conferência de abertura do evento, no próximo dia 9, às 16h30.

Em entrevista concedida à Assessoria de Comunicação (ASCOM) da UNEB, Eliana avaliou o atual panorama da leitura no Brasil e falou sobre formação do leitor, sobre novas tecnologias aplicadas à educação, sobre a importância da figura do mediador no processo de letramento e sobre os impactos da alfabetização instrumental no desenvolvimento social, econômico e cultural do país.

Veja entrevista na íntegra:

Assessoria de Comunicação (ASCOM): Quando você fala sobre o ato de ler, você fala de paixão, de emoção, de troca e interação do indivíduo consigo mesmo e com o outro. Quando e em que contexto surgiu seu conceito de leitura?

Eliana Yunes (EY): Ler é antes criar um sentido para as coisas e para o mundo. O texto do mundo tem que ser composto no ato de ler e de configurar uma cosmovisão. Ele se apresenta sob a forma de linguagem, uma entre muitas possíveis: a da língua materna oral e escrita, nas narrativas imagéticas e sonoras; tudo o que o homem cria é uma representação de suas ideias e sentimentos na relação com a natureza e a cultura.

Foi vivenciando a prática da leitura com crianças e com adultos que se foi desenhando o conceito; a contemplação induz à teorização. Assim a partir do trabalho com o Proler em todo o Brasil, procurei confirmar as hipóteses traçadas e disto veio se fundamentando uma tese para a formação do leitor.

ASCOM: Na cátedra, você desenvolve trabalhos que propõem reverter o lugar da leitura, inserindo-a em um contexto formativo mais amplo, superando a alfabetização instrumental, e define o mediador como um dos principais agentes desse processo. Quem são (ou podem ser) esses mediadores e como formá-los para que se tornem agentes transformadores nas escolas brasileiras?

EY: Mediadores são todos os que se dispõem a serem pontes, entre a experiência humana e sua tradução às linguagens, isto é suas textualidades: pais, professores, bibliotecárias, colegas, artistas, criadores, até mesmo situações e vivências podem ser definidas com mediadoras . O que ajuda a fazer nascer leitores pode ser, em diferentes circunstâncias, um mediador apenas apaixonado que sabe seduzir, da mesma forma que foi seduzido pela leitura.

ASCOM: Como você avalia a didática escolar e os recursos pedagógicos utilizados nos processos de alfabetização contemporâneos?

EY: A questão da alfabetização avançou muito com observação direta do processo com crianças e adultos e a partir de teorizações de estudiosos como Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, Emílio Ferreiro. O problema está na pós-alfabetização quando o abandono da experiência de ler em favor de uma gramática do texto desarticula a participação do leitor.

ASCOM: Qual a sua opinião sobre as novas tecnologias aplicadas à educação? Como elas atuam no processo de formação do leitor?

EY: As tecnologias eletrônicas como as anteriores – do rolo ao códice, do códice ao livro e agora do livro à tela – podem ser de auxilio efetivo à prática de ler e escrever e, como tudo o mais, depende do uso que se faz delas, de como ela se desenvolve e se articula com outros meios. É de um complexo de fios – uma rede ampla de diferentes suportes e práticas – que pode favorecer a leitura e a escrita.

ASCOM: O processo de alfabetização da criança e do adulto apresentam metodologias distintas. Quais os principais desafios da formação de leitores nessas duas fases da vida?

EY: Os universos de cada um precisam ser atualizados nesta formação. E as experiências e visões que são certamente bastante diferentes. Por isso as práticas serão diversas; e múltiplos os recursos metodológicos e didáticos.

ASCOM: Quanto custa o Brasil que não lê? Qual o impacto da alfabetização mecânica no desenvolvimento do país?

EY: O Brasil que não lê nos custa muito caro. Desde problemas na saúde (práticas equivocadas para tratamentos), no trabalho (acidentes e incongruências), na vida urbana e social (o lixo, o transporte, a corrupção). O Brasil precisa avaliar os fatos, os acontecimentos e conectá-los com a ausência de práticas de leitura: vazamentos de petróleo nos portos, rompimento do césio em Goiânia, etc. O Brasil que lesse poderia comprometer o leitor com a cidadania, com maior assiduidade.

ASCOM: De que forma eventos como o Elluneb estimulam a leitura e auxiliam na formação de leitores?

EY: Sem dúvida, atividades densas, reflexão, pesquisa, formação de jovens leitores e de mediadores é o caminho para a criação de redes de experiências que trarão inclusive uma formação continuada. No caso presente, é importante não conhecer apenas teoria e práticas, mas, sobretudo ler literatura, ler ficção e não ficção para se envolver com o sentido que se atribui – ou não – ao mundo da letra e à letra do mundo.