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ENTREVISTA: UNEB recebe a exposição “Zona Dolorosa”, de Mariana Meireles

ASCOM ENTREVISTA

Mariana Meireles concedeu entrevista em sua exposição na Reitoria da UNEB

A dor que atravessa silenciosamente o cotidiano docente dificilmente cabe em palavras. É esse o ponto de partida da exposição “Zona Dolorosa – Quando a dor passa a existir“. A mostra resulta da pesquisa de pós-doutorado “Visualidades da dor: um ensaio sobre condições de trabalho e mal-estar docente no ensino superior”, desenvolvida no Grupo de Pesquisa (Auto)Biografia, Formação e História Oral (Grafho), da UNEB, e vinculada ao Instituto Nacional de Política Educacional e Trabalho Docente (INCT Gestrado), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob supervisão dos professores Elizeu Clementino (UNEB) e Jorge Ramos do Ó (Universidade de Lisboa, Portugal).

Após estrear na Capela da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em setembro de 2024, e ser exibida no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em julho deste ano, “Zona Dolorosa” chega agora ao Brasil. A exposição pode ser visitada até o próximo dia 19 de novembro, no Hall da Reitoria da UNEB, Campus I, em Salvador, das 8h às 18h.

De modo poético, a mostra transforma a dor docente em metáfora visual, destacando a crescente preocupação com a saúde e o mal-estar no trabalho. Segundo a professora Mariana Meireles, o objetivo é dar forma ao que é íntimo, sensível e majoritariamente invisível no cotidiano dos professores.

“Zona Dolorosa” integrou ainda a programação do XIV Encontro Internacional da Rede Estrado, realizado entre 11 e 14 deste mês, no mesmo campus da UNEB.

Como surgiu esse projeto?

Mariana Meireles – O projeto da exposição surgiu de uma análise profunda dos dados biográficos compartilhados por professores universitários. A partir desse processo de depuração, desenvolvi a performance e o roteiro narrativo, que foram capturados pelo olhar sensível do fotógrafo Itarcio Lima. Ao usar meu próprio corpo como extensão da pesquisa, observei as nuances da profissão presentes nos 213 docentes participantes. Pela escuta atenta, procurei compreender tanto os corpos automatizados pelo trabalho quanto a forma como cada professor lida com suas sensibilidades ao narrar sua experiência profissional.

O que representa a “zona dolorosa”?

Mariana Meireles – A expressão legitima a experiência subjetiva da dor, oferecendo a possibilidade de explorar, por meio da imagem, a realidade vivenciada pelos docentes universitários. Nesse contexto, o trabalho com a fotografia se configura como uma tentativa não apenas de representar o fenômeno em questão, mas, principalmente, de extrair delas (fotografias) um conhecimento.

Que corpo você busca apresentar na exposição?

Mariana Meireles – O corpo dos professores, revelado em um processo poético que ativa camadas de significados por três vias: sensorial, óptica e tátil. A exposição evidencia as relações circunstanciais e intersubjetivas que marcam esses corpos, mostrando como eles enfrentam, de modo frequentemente desconcertante, o ato de ensinar e produzir ciência na contemporaneidade.

Como foi transformar algo tão íntimo, a dor, em imagem?

Mariana Meireles – Foi um processo profundamente poético e cuidadoso. Trabalhamos a partir da visão, da escuta e da sensibilidade corporal, permitindo que o próprio corpo se expressasse por meio das imagens. A intenção jamais foi estetizar ou espetacularizar a dor, mas torná-la visível de maneira ética, sensível e reflexiva.

Como foi o processo criativo?

Mariana Meireles – Após um processo criativo e investigativo de cerca de um ano e meio, o projeto resultou em um único ensaio fotográfico. Depois, o trabalho de curadoria, em que foram selecionadas 18 imagens e organizadas em seis séries temáticas: Corpo condicionado e suas ressonâncias; Cartografia de uma imensidão íntima; Exercícios para mensurar a dor; Sintomas do mal-estar, manejos da dor; Exercícios para desatar a dor; e Sombras libertadoras.

Que elementos simbólicos aparecem nas imagens?

Mariana Meireles – Uma placa de potência oxidada que sugere a tensão entre a automação e a falência dos corpos. A fita métrica que alude à tentativa de medir a dor. A linha que reúne pontos de encontro entre o limite do que fere e as possibilidades de sutura. Um prato de moedas que expõe o trabalho como meio de vida e de morte. E, por fim, comparecem as tentativas de silenciar a dor, por meio do uso de medicamentos.

Por que as fotos são, em sua maioria, em preto e branco?

Mariana Meireles – Porque buscamos uma poética da dor que evitasse distrações. O percurso em tons monocromáticos conduz, demoradamente, o espectador pela “zona dolorosa”. Apenas duas séries fotográficas são propositalmente coloridas: as imagens de entrada da exposição, que apresentam tons avermelhados, evocando a intensidade da dor, e as imagens de saída, que optam por exibir tons esverdeados, associados à cura e ao apaziguamento.

Quais foram os principais achados da pesquisa com os professores?

Mariana Meireles – A pesquisa evidenciou que professores do ensino superior, tanto no Brasil quanto em Portugal, vivenciam forte precarização das condições de trabalho. Esse cenário impacta diretamente seus corpos, sua saúde mental e seu bem-estar, constituindo um quadro amplo de mal-estar docente. As reflexões dos próprios professores sobre essas vivências mostram que os modelos neoliberais que estruturam a academia intensificam esse sofrimento, revelando a necessidade de repensar formas de organizar o trabalho docente. Por fim, o estudo aponta para a urgência de ações conjuntas voltadas à prevenção e promoção da saúde dos docentes, fundamentadas em melhorias reais nas condições laborais.

Como essa discussão se relaciona com o contexto atual?

Mariana Meireles – A discussão conecta-se diretamente ao contexto contemporâneo, marcado por velocidade, competição, exigência de desempenho e hiperprodutividade. Esses valores, característicos da cultura contemporânea, foram incorporados à vida universitária, produzindo cansaço, sobrecarga e esgotamento entre os docentes. O hiperprodutivismo, ao priorizar quantidade em detrimento de qualidade, enfraquece o próprio papel intelectual do professor, empobrece o sentido da docência e acelera a produção do conhecimento de forma superficial. Assim, mesmo que esse modelo seja adotado para elevar indicadores e melhorar rankings institucionais, ele acaba colocando em risco ou mesmo suspendendo a função científica, política e intelectual das universidades.

Qual é o objetivo último do projeto?

Mariana Meireles – O objetivo desse trabalho é humanizar a figura do professor, recolocando o corpo e sua dor no centro das discussões sobre a profissão docente. Ao tensionar a ideia de automatização e o apagamento das experiências corporais, o acervo imagético expõe como o trabalho docente captura a vitalidade dos corpos e produz sofrimento. Em “Zona Dolorosa”, a dor ganha forma estética, tornando-se visível e pensável; ao deixar de ser apenas íntima e incomunicável, ela se torna matéria palpável nas imagens, revelando não só um sofrimento individual, mas um mal-estar compartilhado por muitos docentes. Assim, o projeto busca evidenciar que essa dor, embora pessoal, constitui também um problema coletivo e de saúde pública, cuja atenção é urgente e indispensável.

Entrevista concedida a Marcus Gomes/Ascom, com edição de Scheilla Gumes/Ascom.
Fotos: Ascom. Imagem: divulgação.

22ª SNCT: Exposição apresenta importantes projetos de pesquisa da UNEB; aberta ao público até dia 22/10

A 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na UNEB, que teve início no último dia 14 e se estende até a próxima quarta-feira (22) no Campus I, em Salvador, oferece a oportunidade de a comunidade acadêmica e público externo conhecerem alguns importantes projetos de pesquisa desenvolvidos na universidade de forte impacto inclusivo e social.

Com o tema “UNEB, um só oceano: saberes e fazeres na confluência com ciência e tecnologia“, o evento na universidade antecipa no estado a programação nacional da SNCT, a ser promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nos próximos dias 20 a 26 com atividades em todo o país.

Manejo adequado da irrigação e eficiência hídrica estão sendo estudados

Entre os projetos da UNEB em exposição no Pavilhão de Aulas Multidisciplinares (PAM) do campus, está a pesquisa “Gestão hídrica e inovação social na agricultura do sertão do São Francisco“, que investiga os malefícios causados pela agricultura irrigada ao Rio São Francisco, na região do semiárido baiano.

“A irrigação, como sabemos, demanda e extrai dos mananciais mais de 50% da água utilizada. Isso gera impactos significativos, tanto na competição entre os diversos setores que necessitam da água quanto na qualidade dela. É fundamental desenvolver trabalhos que priorizem o manejo da irrigação de forma adequada, mitigando o acúmulo de contaminantes, especialmente de agrotóxicos e principalmente nessa região com sistemas de irrigação sofisticados e diversos insumos químicos”, disse a coordenadora do estudo Lígia Marinho, docente do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) do Campus III da UNEB, em Juazeiro.  

Equipe do projeto de gestão hídrica visitou exposição no campus de Salvador

A pesquisa é apoiada pelo Programa de Pesquisa Aplicada, Tecnologias Sociais e Inovação (Proinovação) e pelo Programa de Apoio a Projetos de Extensão (Proapex) da UNEB, contando com a participação   de docentes, técnicos administrativos e discentes da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Agronomia: Horticultura Irrigada (PPGI), do Campus III, com parceria de intercambistas de Moçambique através do programa de mobilidade internacional GCub mob.

Após a seleção no edital do Proinovação, a coordenação do projeto articulou a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica para Uso Eficiente dos Recursos Hídricos no Submédio do Vale do São Francisco (Niterh), que realiza estudos interdisciplinares voltados para redução da contaminação das águas do Rio São Francisco e ampliação da eficiência hídrica na região, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Contaminantes em caranguejos

Outro projeto de pesquisa em exposição, “Caranguejo e Contaminação: Revelando os Impactos Ambientais nos Estuários do Nordeste Brasileiro” investiga a presença de contaminantes em caranguejos coletados no litoral do Nordeste. Em parceria com o Instituto de Ciências do Mar, da Universidade Federal do Ceará (UFC), que coordena a ação, o estudo é conduzido na UNEB pelos professores Fabrício Freitas, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII (Paulo Afonso), e Natan Pereira, do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do Campus I.

Pesquisa avalia impacto social e econômico da contaminação de caranguejos

A investigação teve como motivação o vazamento de óleo ocorrido no litoral nordestino em 2019 e, desde o início de 2025, vem realizando coletas de caranguejo em águas de vários estados da região, visando identificar a presença de contaminantes residuais nesses organismos.

“É um estudo que busca traduzir o impacto social e econômico da presença desses contaminantes nos caranguejos, que são um pescado de predominância no litoral norte e nordeste brasileiro. São contaminantes com uma tendência bioacumulante, em que há risco de contaminação do consumidor desse animal”, explicou Fabrício Freitas.

A previsão da pesquisa é de que seja efetuada uma próxima coleta de caranguejos no litoral baiano e os resultados sejam publicados no início de 2026. Mas, segundo os pesquisadores, em estudo prévio já foi identificada nesses crustáceos a presença não só de carboneto de petróleo – motivador da pesquisa – como também de outros contaminantes de origem química, a exemplo de dejetos de lavoura, agrotóxicos e pesticidas, além de resíduos de fármacos provenientes de urina humana.

Saiba mais:
UNEB abre 22ª SNCT apresentando ciência engajada e responsabilidade social

Texto: Marcus Gomes/Ascom e Leandro Pessoa/Ascom. Fotos e imagem: divulgação.

Campus de Juazeiro sedia exposição e lançamento de livro de fotógrafo sobre pessoas em situação de rua: dia 19/09

A biblioteca do Campus III da UNEB, em Juazeiro, vai sediar a exposição fotográfica e lançamento do novo livro do fotógrafo baiano Heitor Rodrigues nesta sexta-feira (19), das 17h às 19h.

Intitulada “[às] Margens do Olhar“, em formatos físico e digital (PDF), a obra, assim como a exposição homônima, é resultado de um projeto de mais de dois anos do autor.

Nesse período, o fotógrafo percorreu ruas de Juazeiro, Petrolina (PE) e São Paulo (SP), ouvindo e fotografando pessoas em situação de rua, sem um lar e afastadas do convívio familiar, que padecem tanto da insensibilidade de parte da sociedade quanto da efetiva ausência do Estado.

Fotógrafo Heitor Rodrigues reside em Juazeiro

O livro tem prefácio do padre Júlio Lancellotti e reúne 135 fotografias em preto e branco, além de textos com depoimentos e histórias de vida das próprias pessoas retratadas. Já a exposição apresenta 13 fotografias distribuídas em 15 quadros.

Segundo a organização do evento, será um momento de fruição artística, mas também de reflexão sobre a invisibilização das pessoas em situação de rua, sobretudo no Vale do São Francisco.

Com acesso gratuito, a exposição ficará aberta à visitação até o dia 17 de outubro. O livro impresso poderá ser adquirido no lançamento ou, posteriormente, na biblioteca do campus – a versão digital pode ser acessada gratuitamente no site da editora P55 Edição.

Heitor Rodrigues é professor, fotógrafo e mestre em Engenharia Civil; baiano de Feira de Santana, reside em Juazeiro há mais de uma década e, desde então, estabeleceu um vínculo afetivo com a cidade.

Texto: Nucom/Campus III, com edição da Ascom. Imagem e foto: divulgação.

Artista plástica portuguesa Cristina Valadas realiza atividades no campus da UNEB, em Salvador

Em parceria com a Cátedra Fidelino de Figueiredo da UNEB, a artista plástica portuguesa Cristina Valadas promoverá diversas atividades no campus I da Universidade, em Salvador.

Ilustradora e graduada em artes plásticas e pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em Portugal, Cristina Valadas ilustra, desde a década de 1990, livros infantis e capas de renomados escritores portugueses.

No dia 7 de novembro, a profissional realizará a exposição “Dois olhos dois mundos”, no Pavilhão de Aulas Multidisciplinar (PAM). A mostra poderá ser vista durante todo o mês de novembro no local.

Nos dias 11 e 12 do mesmo mês, Cristina promoverá workshop sobre a mesma temática da exposição com estudantes dos cursos de Letras da Universidade.

Também no dia 12, às 14h, a artista plástica participará do lançamento do livro “O sorriso da estrela”, escrito pelo baiano Aleilton Fonseca e que conta com a sua ilustração. O evento será no auditório do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), no Campus I da UNEB.

Na obra “O sorriso da estrela”, o autor traz uma versão especial ilustrada do conto que compõe o livro “O desterro dos mortos”. A publicação, que é voltada ao público juvenil, faz parte da coleção Atlânticos da Editora Pontes.

Texto: Leandro Pessoa/Ascom
Imagem (destaque): capa do livro “O sorriso da estrela”, ilustrado por Cristina Valadas

UNEB sedia exposição em homenagem ao São Jorge Guerreiro até 30 de maio, em Salvador

Nesta terça-feira (23), às 19h, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Indígenas-Americanos (Cepaia) da UNEB, será realizada a abertura da exposição coletiva de arte “Cavaleiros de Jorge – Homenagem ao São Jorge Guerreiro”.

A exposição reúne obras de diferentes artistas visuais, dentre eles Denissena Fóssil, Daniel Luz, Digão, Edy Ribeiro, Jefferson Carvalho, Naum Bandeira, Neto Maia, SMK, Medusa Gonzaga e Kazú Tatuador.

Uma das peças da exposição Cavaleiro de Jorge

A iniciativa da exposição coletiva tem como objetivo despertar a reflexão frente a contextualização sobre a imagem de São Jorge, não só devocional, mas também crítica, ética, cultural e sociopolítica. 

“Cada artista produziu a partir da sua estética trazendo símbolos, iconografias, identidade étnica-racial, cores e formas com técnicas distintas sobre esculturas de gesso de São Jorge sobre o cavalo, representando a luta do guerreiro contra o dragão, que na contemporaneidade significa vencer o mal”, explica Denissena Fóssil, curador da exposição.

As obras estarão abertas à visitação, gratuitamente, no Cepaia, localizado na rua do Passo, 4, bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. As visitas à exposição podem ser realizadas até o dia 30 de maio, de segunda à sexta-feira, das 9 às 17h. 

Um aspecto interessante é que as criações estarão expostas em bases de madeira que foram reaproveitadas a partir de restos de árvores mortas encontradas pela cidade de Salvador, trazendo assim uma provocação ao público quanto a necessidade urgente de enfrentamento do dragão do desmatamento que tem afetado o desequilíbrio no planeta terra. 

Informações: e-mail – operariocultural@gmail.com

Texto: Leandro Pessoa/Ascom. Imagem (destaque): Divulgação

Centro de estudos da UNEB recebe exposição indígena até o fim deste mês

Exposição está em cartaz no Cepaia da UNEB até o fim deste mês

A exposição “Seres Terrestres em conexão com a sua divina existência” está em cartaz, até o fim deste mês, no Centro Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da UNEB, em Salvador.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, aborda o respeito às diversidades, a reverência à cultura e a espiritualidade indígena. A exposição visa difundir o conhecimento, os saberes e as práticas dos povos originários das etnias Fulni-ô, Kariri Xocó e Fulkaxó.

A mostra é idelizada pelos artistas plásticos Anatê e Rayran (Fulcaxó), sob orientação de Cícero Cruz (Wakay) e Manuela Barreto (Madjwane).

“Essa ação contribui para valorização, reconhecimento e fortalecimento das culturas dos povos originários. É importante observar que as etnias indígenas são diversas e cada uma possui sua individualidade”, salientou Anatê.

A exposição pode ser visitada na sede do Cepaia da universidade, localizada na Rua do Passo, nº4, bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. A mostra pode ser prestigiada de segunda à sexta, das 8h às 17h; e sábado, das 9h às 16h.

A iniciativa tem apoio do Cepaia, Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGAfin), Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf), Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) da UNEB.

Informações: (Cepaia) – Tel. (71) 3241-0840

Imagem (destaque): Divulgação

Estudantes da rede pública visitam exposição promovida pela UNEB no Shopping Bela Vista

Estudantes do Colégio Estadual Monte Gordo participaram da visita à exposição

Estudantes do Colégio Estadual Monte Gordo participaram ontem (8) da visita guiada à “Exposição Saberes e Fazeres na Bahia”, em cartaz no Shopping Bela Vista, no bairro do Cabula, em Salvador.

A exposição é de curadoria da professora da UNEB, Suely Messeder. A iniciativa tem por finalidade atingir vários públicos que transitam em espaços não apenas restrito ao público acadêmico.

“Ontem, foi o dia de visitação guiada da Exposição Saberes e Fazeres na Bahia, com as/os estudantes do Colégio Estadual de Monte Gordo. Com ela vimos a coexistência no território e no tempo, na ética e nas alteridades. Celebramos o 8 de março, dia das mulheres, um passeio na etnografia escrita por uma antropóloga sobre o saber fazer da feitura das cocadas sob batuta das mulheres negras de Monte Gordo”, destacou a curadora da exposição, em texto publicado no seu perfil do Instagram.

A docente afirmou ainda que “vimos como o saber fazer para o sustento de muitas famílias, tornou-se um jogo digital pelas mãos do jovem egresso da UNEB e deste Colégio, filho e neto destas mulheres”.

A professora Suely finalizou ressaltando o sentimento de orgulho pelas estudantes, que demonstraram desejo de se tornarem cientistas. “Nos orgulhamos através do orgulho demonstrado pelas meninas moças que se projetavam e afirmavam que elas seriam as pesquisadoras do futuro. Um prazer enorme e gozos múltiplos, quando nosso trabalho é uma feitura de várias mãos”.

O conteúdo estético, ético e crítico construído na exposição para difundir o conhecimento pouco valorizado, que é o saber fazer da nossa gente, é uma narrativa que busca articular o saber fazer tradicional e o saber fazer digital.

Na exposição, são revelados atos da feitura da cocada na ambiência familiar, onde reúnem três gerações de mulheres. Há também imagens do egresso do curso de Jogos Digitais da UNEB, filho da mesma família, criando o jogo digital da Cocada de Maria, dando o contorno do afrofuturismo e valorizando a tradição em outra linguagem.

A iniciativa, oriunda direta do museu digital, com o mesmo nome, é fruto de uma pesquisa etnográfica (2014-2022) financiada pela Fapesb e CNPq.

A apresentação e a pesquisa também conta com a colaboração dos estudantes e professores dos Programas de Pós-graduação de Crítica Cultural e de Difusão do Conhecimento (PGDC) vinculado à UNEB, Ufba e Ifba, além do apoio da comunidade acadêmica do campus de Camaçari da UNEB”

A exposição estará em cartaz, até o dia 7 de abril, no Shopping Bela Vista, em Salvador.

Fotos: Arquivo pessoal

UNEB recebe Exposição Saberes e Fazeres na Bahia até 29 de janeiro

Está em exibição no hall da Reitoria da UNEB, no campus I da instituição, em Salvador, a “Exposição Saberes e Fazeres na Bahia”, até o dia 29 de janeiro de 2023.

A iniciativa pretende-se atingir vários públicos que transitam em espaços não apenas restrito ao público acadêmico.

O conteúdo estético, ético e crítico construído na exposição para difundir o conhecimento pouco valorizado, que é o saber fazer da nossa gente, é uma narrativa que busca articular o saber fazer tradicional e o saber fazer digital.

Na exposição, são revelados atos da feitura da cocada na ambiência familiar, onde reúnem três gerações de mulheres. Há também imagens do egresso do curso de Jogos Digitais da UNEB, filho da mesma família, criando o jogo digital da Cocada de Maria, dando o contorno do afrofuturismo e valorizando a tradição em outra linguagem.

A iniciativa, oriunda direta do museu digital com o mesmo nome, é fruto de uma pesquisa etnográfica (2014-2022) financiada pela Fapesb e CNPq.

A apresentação conta com a curadoria da professora da universidade Suely Messeder, e com a colaboração dos estudantes e professores do Programa de Pós-graduação em Difusão do Conhecimento (DMMDC) da Ufba.

A iniciativa também conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex),  do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural (Pós-Crítica) e do Centro de Pesquisa Enlace da UNEB. A exposição é aberta ao público, de segunda a sábado, entre o horário das 9h e 17h.

Fotos: Danilo Cordeiro/Ascom

Cátedra da UNEB recebe exposição em homenagem ao centenário de José Saramago: até 30/11

A UNEB, por meio da Cátedra Fidelino de Figueiredo, recebe a Exposição “Voltar aos passos que foram dados” na galeria do setor, localizada no Pavilhão de Aulas Multidisciplinar (PAM), em frente à Assessoria de Comunicação (Ascom), no Campus I, em Salvador.

Aberta para visitação gratuita até o dia 30 de abril, a iniciativa consiste em uma homenagem ao centenário do célebre escritor José Saramago, único autor da língua portuguesa a conquistar o Prêmio Nobel de Literatura (1998). Ele também recebeu o Prêmio Camões, em 1995.

A ação tem como objetivo a divulgação e a orientação pedagógica dos visitantes, permitindo um contato de iniciação ou de revisão com a literatura e com o pensamento saramaguiano.

Com seleção e composição textual de Carlos Reis, comissário do centenário José Saramago e professor da Universidade de Coimbra (UC), e Fernanda Costa, assessora do comissariado, a exposição conta com artes do designer André Letria. A mostra promove uma viagem em 15 telas pela biografia do autor.

Nascido em 16 de novembro de 1922, em Golegã, vila portuguesa pertencente ao distrito de Santarém, José de Souza Saramago é autor de romances como: “Terra de Pecados” (1947), “Memorial do Convento” (1982), “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995) e “Ensaio Sobre a Lucidez” (2004).

A exposição conta com apoio da UNEB, por meio da cátedra e da Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult), do Instituto Camões e da Fundação José Saramago, que coordena a celebração do centenário.

Informações: e-mail catedrafidelino@uneb.br.

Cátedra Fidelino de Figueiredo realiza exposição da arte feminina em estação de metrô de Salvador

Exposição “Arte Substantivo Feminino” apresenta um breve percurso pela história das mulheres na pintura

A Cátedra Fidelino de Figueiredo da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) realiza a exposição “Arte Substantivo Feminino” na Estação de Metrô do bairro do Imbuí, em Salvador.

A iniciativa, que homenageia o mês em que celebra o Dia Internacional da Mulher (8 de março), visa apresentar um breve percurso pela história das mulheres na pintura, do período do Renascimento até a contemporaneidade.

“Um observador mais atento perceberá que as telas começam com mulheres sozinhas, pintando a si mesmas, porque não podiam frequentar os ateliês. O percurso termina com artistas contemporâneas que pintam todas as mulheres, de todas as formas e cores”, explica Rita Santos, curadora da exposição e presidente da cátedra.

A ação é fruto de parceria entre a UNEB, representada pela Cátedra Fidelino de Figueiredo, e a empresa CCR Metrô Bahia.

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom
Fotos: Divulgação