Em tramitação na Câmara dos Deputados, desde 2020, o projeto de lei das Fake News voltou a ganhar fôlego depois dos recentes ataques violentos em escolas e dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, nas sedes dos três poderes, em Brasília.
Popularmente conhecida como PL das Fake News ou PL 2630, a proposta cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, propondo a regulação das plataformas digitais e dos serviços de mensagens instantâneas.
Neste episódio, vamos abordar os principais aspectos do PL das Fake News, como a proposta poderá ser efetiva no combate à desinformação e ao ódio na internet, os pontos de fragilidades e os potenciais democráticos do projeto, os impactos que a nova lei causaria sobre as futuras eleições e na propaganda eleitoral na internet e os desafios da implementação e fiscalização da lei. Então chega mais que o tema da vez é: “PL das Fake News: censura ou proteção?”.
O megafone da Balbúrdia está com o professor da UNEB, Sérgio São Bernardo, doutor em Difusão do Conhecimento, mestre em Direito Público e Bacharel em Direito. O docente é o atual assessor-chefe da Reitoria da Universidade.
Conheça a equipe que fez este episódio da Balbúrdia:
Wânia Dias (editora executiva); Icaro Rebouças (apresentador); Danilo Cordeiro (editor, produtor e apresentador); Leandro Pessoa (editor de áudio, produtor musical e suporte técnico); Anderson Freire (projeto gráfico e criador da marca da Balbúrdia); Kamilly Benice (projeto gráfico); Jean Gomes (editor de vídeo e animador); Graziele Mercês (social media).
Sob tema central “Os desafios da Comunicação e Educação na Sociedade em Rede”, o Campus III da UNEB, em Juazeiro, está sediando, até esta sexta-feira (28), o 6º Encontro de Comunicação do Vale do São Francisco (Ecovale).
O evento, que teve início ontem (25), marca as comemorações dos 20 anos de criação do curso de jornalismo na unidade e reúne profissionais da área de comunicação incluindo jornalistas, pesquisadores, empreendedores e estudantes.
“Esta edição do Ecovale é especial por ser comemorativa aos 20 anos de criação do curso de Jornalismo. Atualizaremos os desafios da comunicação alinhada à educação na sociedade em rede, o que é fundamental para se consolidar o papel da universidade nessa área e a consistência ética de um jornalismo comprometido cada vez mais com o fortalecimento da democracia”, frisou o coordenador do colegiado de Jornalismo do Campus de Juazeiro da UNEB, Emanuel Andrade.
Para o coordenador da pós-graduação da unidade, Josenilton Nunes, a realização do evento fortalece a integração da graduação e da pós-graduação.
“É de fundamental importância a troca de experiências em torno de um tema pertinente na relação universidade e sociedade. Por outro lado, valorizamos nossos discentes nessa travessia do conhecimento já que muitos alunos da pós-graduação são egressos do curso de Jornalismo e Pedagogia do nosso departamento”, ressaltou o coordenador.
A programação do encontro reserva palestras sobre desafios e os impactos no contexto das deepfakes, a lógica da desinformação, empreendedorismo e transição de carreira, comunicação no terceiro setor, o humor gráfico na comunicação jornalística, e oficina sobre gestão de redes sociais.
A sexta edição do Ecovale é realizada em parceria com o Colegiado do curso de Jornalismo em Multimeios do Campus de Juazeiro da UNEB, do Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Educação e Cultura e Território Semiáridos (PPGESA) da universidade e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O evento, promovido pelo Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do campus, teve ampla programação com atividades como palestras, comunicações orais, mesas-redondas, minicursos, lançamento de livros e mostras científicas e culturais.
Pesquisadora Debóra Menezes proferiu palestra
O primeiro dia do evento contou com a palestra “Método científico como antídoto às fake news e pseudociências”, proferida pela docente Débora Menezes, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisadora destacou a importância de se discutir nos diversos segmentos da sociedade como a ciência é construída.
“Não basta apenas fazer ciência, é preciso também discutir como ela é feita, para que essa discussão não fique apenas entre os convertidos. Fazer ciência significa seguir a metodologia científica. E entender como opera o método científico e as suas limitações funciona como uma vacina contra as informações falsas, crenças dogmáticas e enganações”, destacou a professora.
Ainda de acordo com a palestrante, a descoberta científica precisa ser reprodutível: “Uma vez publicado um artigo, toda a comunidade pode ler, checar a validade das conclusões apresentadas e utilizá-lo como base para produzir novos resultados”, disse a pesquisadora.
Jornada reservou ampla programação
O evento também foi prestigiado pelos pró-reitores da UNEB: de Graduação (Prograd), Gabriela Pimentel; de Extensão (Proex), Rosane Vieira; de Ações Afirmativas (Proaf), Marcelo Pinto; de Pós-graduação (PPG), Tânia Hetkowski; e pelo diretor do DCET do Campus I, Leandro Coelho.
“Onde nascem os monstros”
A programação do evento reservou ainda o lançamento do livro “Onde nascem os monstros”, do professor Carlos Zacarias, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Carlos Zacarias lançou livro durante a iniciativa
Durante a sua apresentação, o autor ressaltou o papel da universidade na defesa da democracia: “Eu, como professor de História, tenho me preocupado com o modo como as mentiras e a disseminação de notícias falsas têm se pulverizado. Há muitas mentiras sobre tantas coisas, e a universidade tem sido uma trincheira importante de defesa da vida, dos princípios da democracia e da civilidade”.
Érica Pereira defendeu a valorização da ciência
A discente do curso de História do Campus I Érica Pereira defendeu a valorização da ciência no incentivo à educação: “A desconfiança em relação à ciência reflete na qualidade das políticas de permanência dos estudantes e no atual sucateamento das instituições de ensino. Sem educação não iremos a lugar algum. Hoje se estou na universidade agradeço à ciência e à política de cotas”.
Essa edição da jornada versou sobre o tema “Ensino, pesquisa e extensão entrelaçados na vanguarda do conhecimento”. A coordenadora do evento, Cristina Elyote, salientou a relevância do evento para a formação dos estudantes.
“Nós procuramos não só trazer discussões inerentes às ciências exatas e da terra, mas de áreas do conhecimento que também são importantes para o nosso viver e para nossa vida acadêmica. O ensino, a pesquisa e a extensão se entrelaçam nesse momento de produção de conhecimento”, avaliou a docente.