Nessa etapa, 53 formadores regionais participaram da programação, que aprofundou estudos sobre alfaletramento
Nos dias 24 e 25 de setembro, o Hotel Concept, em Salvador, sediou o II Círculo de Formação Regional do Programa Bahia Alfabetizada Criança. O encontro reuniu 53 formadores regionais com o objetivo de aprofundar os estudos sobre alfaletramento, a partir do trabalho com gêneros textuais e da reflexão sobre práticas pedagógicas que favoreçam a apropriação do sistema de escrita pelas crianças.
Iêda Silva e Elivânia Reis integram coordenação do programa
Segundo Iêda Silva, coordenadora institucional do programa na UNEB, “nesse segundo círculo, os formadores regionais debateram e elaboraram proposições para o planejamento da alfabetização com foco no letramento, processo que denominamos alfaletrar. A proposta é organizar todo o trabalho pedagógico a partir da perspectiva da apropriação do sistema de escrita pelas crianças”.
A metodologia da formação incentivou a articulação de concepções, estratégias e materiais pedagógicos, considerando a diversidade cultural e étnico-racial da Bahia.
Para Elivânia Reis, coordenadora pedagógica do programa na UNEB, o momento reafirma o papel das universidades estaduais: “Estamos trabalhando, nesse círculo, os percursos formativos dos formadores regionais, promovendo a discussão sobre o processo de alfaletramento com os formadores municipais. A proposta foi estabelecer conexões com o que foi desenvolvido no primeiro Círculo, valorizando a realidade dos municípios e suas especificidades, especialmente no que se refere aos índices de alfabetização”.
Para Maria Amorim, propósito é atuar de forma qualificada
O professor formador da Secretaria estadual da Educação (SEC) Ivan Espinheira destacou a importância do processo: “É fundamental que os nossos formadores regionais possam rediscutir, repensar e problematizar situações já vividas com os professores. Não precisamos trazer apenas o novo: ele precisa ser ressignificado e compreendido dentro dos contextos próprios de cada território”.
Também participaram da atividade formadores estaduais da UNEB e das universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs) e do Sudoeste da Bahia (Uesb), além de coordenadores territoriais e assistentes pedagógicos. O objetivo foi fortalecer o planejamento do II Círculo de Formação Municipal, previsto para novembro próximo.
Para a formadora estadual Maria Amorim, o encontro foi decisivo: “Nesse segundo Círculo, avançamos no aprofundamento de questões e práticas que os regionais compartilham com os formadores municipais e que, por sua vez, chegam até os professores alfabetizadores em sala de aula. Nosso propósito é atuar de forma qualificada e alinhada às realidades locais, garantindo que o processo de alfabetização seja, de fato, efetivo”.
Cosme Batista ressaltou dimensão coletiva: “Orgulho de fazer parte”
Já o formador regional Cosme Batista, de Juazeiro, ressaltou a dimensão coletiva da iniciativa: “Essa formação mobiliza toda a rede de apoio à educação básica e à alfabetização. São professores, coordenadores, gestores e universidades atuando juntos em uma integração jamais vista na Bahia. Tenho muito orgulho em fazer parte desse movimento histórico”.
O Programa Bahia Alfabetizada Criança integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e, na Bahia, é executado pela SEC em colaboração com os 27 territórios de identidade do estado, por meio dos núcleos territoriais de educação (NTEs), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e das universidades estaduais (UNEB, Uefs e Uesb), em regime de cooperação com os 417 municípios.
Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.
A atividade, que abordará o tema “Alfaletrando com os gêneros textuais: o trabalho de organização pedagógica na apropriação do sistema de escrita“, reunirá dezenas de formadores regionais, representando os 27 territórios de identidade da Bahia e abrangendo os 417 municípios do estado.
Também participarão do encontro a equipe gestora do programa, assistentes de apoio pedagógico e articuladores territoriais.
A programação inclui momentos de acolhimento, atividades de formação teórico-prática e apresentação cultural.
Formação continuada
O eixo de Formação Continuada do Programa Bahia Alfabetizada Criança é desenvolvido pela UNEB em parceria com as demais universidades estaduais da Bahia (Ueba), a Secretaria estadual da Educação (SEC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação no estado (Undime-BA), em articulação com os municípios baianos.
A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) com a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o segundo ano do ensino fundamental e a recuperação das aprendizagens das crianças dos anos seguintes da mesma etapa de ensino afetadas pela pandemia.
Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.
Nessa fase, a iniciativa formou 1.214 formadores municipais em 18 municípios baianos, nos diversos territórios de identidade do estado.
O programa é uma importante ação vinculada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e executada na Bahia pela SEC, por meio dos 27 territórios de identidade e os respectivos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pela UNEB e demais universidades estaduais em regime de colaboração com os 417 municípios do estado.
Mesa do círculo formativo foi realizada no Teatro UNEB, em Salvador.
A coordenadora institucional do eixo formação do programa na UNEB, Iêda Silva, destacou que “a universidade tem um papel fundamental e estratégico no programa por conta de sua capilaridade geográfica”.
“Nossa imensa extensão territorial nos possibilitou assumir a execução em 18 dos 27 territórios de identidade da Bahia. Somos cinco formadores e formadoras estaduais e 81 formadores e formadoras regionais, dos quais 54 são da UNEB, e 1.214 formadores e formadoras municipais, que vão fazer o espelhamento e a multiplicação das aprendizagens, dos conhecimentos adquiridos nas formações, trabalhando com professores, coordenadores pedagógicos, gestores e técnicos das secretarias municipais. É uma rede volumosa e grandiosa. E a UNEB tem orgulho de fazer parte desse movimento histórico“, frisou a coordenadora.
Alcance estadual
O I Círculo Formativo de Formadores Municipais aconteceu em duas etapas. A primeira fase, entre os dias 18 e 19 de agosto, atendeu a nove territórios: Teixeira de Freitas, Caetité, Macaúbas, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Barreiras, Irecê, Jacobina e Serrinha.
Já a segunda etapa, finalizada nesta sexta-feira (22), envolveu formadores de outros nove NTEs: Salvador, Amargosa, Seabra, Itaberaba, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal e Alagoinhas.
Com carga horária de 25 horas, a formação combina estudos teóricos, práticas pedagógicas e elaboração de relatórios, oferecendo suporte técnico, materiais didáticos e acompanhamento às redes municipais.
54 formadores do programa são de vários campi da universidade.
Segundo a superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, “a formação das equipes municipais já vem sendo pensada há muito tempo, tanto pela Secretaria da Educação, quanto pelas universidades estaduais baianas”.
“A UNEB inicia esse movimento conosco e é muito estratégico ter as universidades estaduais com a gente, pautando essas formações, construindo-as conosco. Outros estados escolheram outros caminhos, contratando instituições. Mas na Bahia nós reafirmamos o compromisso com a universidade pública, na vanguarda e liderando esse processo formativo. A gente espera alcançar os 417 municípios e transformar o cenário da educação no estado”, ressaltou a superintendente.
Política pública
Instituído pela Lei nº 25.668/2025, o Programa Bahia Alfabetizada consolida um pacto de cooperação entre o governo estadual e os municípios. A ação se organiza em dois eixos: Eixo Criança, que foca na alfabetização de estudantes até o segundo ano do ensino fundamental, alinhado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada; e Eixo Paulo Freire, que promove a alfabetização de jovens, adultos e idosos, ampliando o acesso ao direito à educação em todo o estado.
“Com a UNEB na linha de frente das ações formativas, o programa reafirma o papel estratégico das universidades estaduais na construção de políticas públicas educacionais que impactam diretamente a vida de milhares de baianos”, acrescentou coordenadora Iêda Silva.
Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Fotos: Leandro Pessoa/Ascom e Anderson Freire/Ascom.
O programa é uma importante ação vinculada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e executada na Bahia pela SEC, por meio dos 27 territórios de identidade e os respectivos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pelas universidades estaduais em regime de colaboração com os 417 municípios do estado.
A formação acontecerá nos NTEs e será voltada aos formadores municipais das redes públicas de ensino. A UNEB é uma das universidades estaduais executoras nesse período, atuando em 18 territórios de identidade do estado.
Em nove territórios, a formação ocorrerá nos dias 18 e 19, nas sedes dos NTEs em Teixeira de Feitas, Caetité, Macaúbas, Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Barreiras, Irecê, Jacobina, Serrinha.
Já nos dias 21 e 22, a formação vai se realizar nos NTEs de outros nove municípios: Amargosa, Seabra, Itaberaba, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Alagoinhas e Salvador.
Veja nos links abaixoa distribuição da formação por data e por NTE:
O ciclo formativo tem como principal objetivo preparar profissionais que irão atuar diretamente na formação de professores alfabetizadores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares, respeitando os contextos locais e utilizando o material didático-pedagógico vinculado ao programa.
“A UNEB tem um papel estratégico nessa ação, reafirmando o nosso compromisso com a formação de qualidade e com o direito à alfabetização para todas as crianças baianas”, afirma professora Iêda Silva, coordenadora institucional do eixo formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança na universidade.
Segundo a coordenadora institucional, “a alfabetização é a base de toda a trajetória escolar. Formar quem forma é um passo decisivo para garantir avanços reais na aprendizagem”.
Durante a formação, serão discutidas temáticas fundamentais como concepção de alfabetização e letramento, alfabetização contextualizada e reflexiva, diálogos sobre experiências educacionais identitárias no contexto da alfabetização e letramento e diálogos sobre a organização do trabalho pedagógico na escola, a partir da articulação das dimensões dos segmentos (professor, coordenador e gestor).
Na avaliação da professora Elivânia Andrade, coordenadora pedagógica do eixo formação do Programa Bahia Alfabetizada Criança na UNEB, o planejamento pedagógico é um instrumento fundamental para promover aprendizagens significativas.
“A ação didática é uma atividade intelectual. Exige estudo, escuta e sensibilidade para planejar intervenções que realmente façam sentido para as crianças. Por isso, na formação, vamos trabalhar não só os conteúdos, mas também os sentidos e as intencionalidades por trás de cada escolha pedagógica”, destaca a coordenadora pedagógica.
Serão abordadas também questões relacionadas à organização da rotina, à gestão da sala de aula e às práticas sociais de leitura e escrita, estruturadas em atividades habituais, sequências didáticas e projetos.
O foco é possibilitar aos profissionais estratégias de formação continuada contextualizadas, colaborativas e comprometidas com a equidade, a inclusão e a garantia do direito à alfabetização e aos letramentos nos anos iniciais do ensino fundamental, para garantir que as crianças avancem na compreensão do sistema de escrita alfabética e se desenvolvam como leitoras e escritoras plenas.
Dessa forma, a aprendizagem acontecerá de forma construtiva, garantindo avanços qualitativos e quantitativos no processo de alfabetização.
Texto: Wânia Dias/comunicação do programa, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.
Evento reuniu cursistas da formação que vão atuar em cinco estado do Nordeste
O Teatro UNEB, no Campus de Salvador, recepcionou, ontem (7), o II Encontro Presencial do Programa de Educação em Tempo Integral do Ministério da Educação. O evento reuniu os cursistas da Formação Continuada de Educação em Tempo Integral, que irão atuar nas escolas de cinco estados do Nordeste.
Além de acolher a iniciativa, a universidade colabora também para a formação das equipes técnicas de Secretarias Estaduais, Municipais e Conselhos de Educação, ampliando assim a aplicação da política em território baiano, por meio da sua capilaridade.
O encontro foi promovido pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), por meio da Faculdade de Educação (Faced), que é responsável por gerenciar as ações do Eixo Formar na Região Nordeste.
A mesa de abertura contou com a participação da vice-reitora da UNEB, Dayse Lago; do vice-reitor da Ufba, Penildon Silva; da coordenadora do programa Escola em Tempo Integral da Bahia, Aline Mascarenhas (assista entrevista acima), além de representações da Secretaria estadual da Educação (SEC), estudantis e docentes.
Programa ETI
O Programa Escola em Tempo Integral (ETI) foi instituído pela Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023. Tal pactuação tem o objetivo de organizar o Curso de Formação Continuada para Equipes Técnicas das Secretarias Estaduais, Municipais e Conselhos de Educação em seu território de atuação.
Encontro foi aberto por mesa com representações
A iniciativa busca ampliar o tempo de permanência dos estudantes na escola, garantindo o desenvolvimento integral por meio de práticas pedagógicas inovadoras e diversificadas.
Além de fortalecer o aprendizado nas áreas curriculares, o programa promove atividades culturais, esportivas e socioemocionais, favorecendo a formação cidadã e o preparo para os desafios da vida em sociedade.
Ao apoiar estados e municípios na implementação da jornada ampliada, o ETI pretende contribuir para a redução das desigualdades educacionais e para a melhoria dos indicadores de aprendizagem.
A política também reforça a importância da articulação entre diferentes atores da educação, incentivando o planejamento integrado e a oferta de condições adequadas para que cada estudante tenha acesso a um ensino de qualidade, inclusivo e alinhado às demandas contemporâneas.
A UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), vai realizar o lançamento da Coletânea PPAlfa Freire e a abertura da Formação de Alfabetizadores Populares no próximo dia 30 de julho, em Salvador.
A coletânea reúne seis livros para estudantes jovens, adultos e idosos populares, especialmente trabalhadores, em processo de alfabetização. As obras abordam temas que articulam áreas do conhecimento com a pedagogia dialógica do educador Paulo Freire, a qual valoriza a construção de sentidos e da consciência crítica no percurso de aprendizagem da leitura e da escrita.
Coletânea reúne seis livros para alfabetização popular.
A programação do evento, que será sediado em hotel da capital, tem início a partir das 8h, com a participação de gestores da universidade e convidados na mesa de abertura, seguida do lançamento da coletânea e de rodas formativas, que se estenderão por dois dias (30 e 31).
A Coletânea PPAlfa Freire e Formação de Alfabetizadores Populares são iniciativas relacionadas ao Edital UNEB 051/2025, que selecionou projetos e bolsistas para atuarem em turmas de alfabetização de estudantes jovens, adultos e idosos populares, em diversos municípios e comunidades do estado.
Vinculado à Proex, o PPAlfa Freire – Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos na Multicampia da UNEB objetiva alfabetizar, na perspectiva de letramento, pessoas jovens e adultas nos territórios de identidade da Bahia onde a universidade está inserida.
Para isso, o programa realiza processos formativos de professores das redes municipais e estadual de educação, além da comunidade acadêmica da UNEB, para atuarem na alfabetização de jovens e adultos.
Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagem e foto: divulgação.
Reitora Adriana Marmori: “Precisamos dar as mãos”.
O eixo 2 do programa, referente à formação continuada, é desenvolvido em parceria com as universidades estaduais da Bahia (Ueba), a Secretaria estadual da Educação (SEC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação no estado (Undime-BA), em articulação com os 417 municípios baianos.
A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) com a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o segundo ano do ensino fundamental e a recuperação das aprendizagens das crianças dos anos seguintes da mesma etapa de ensino afetadas pela pandemia.
Vice-reitora Dayse Lago: cultura digital forte.
O ciclo de formação reuniu gestores da UNEB, coordenadores do programa das quatro universidades estaduais e da Undime-BA, representante da SEC e dezenas de formadores estaduais e regionais representando os 27 territórios de identidade do estado.
“Apesar de vinculado ao governo federal, o programa foi todo construído aqui a partir das experiências e pesquisas dos docentes das quatro universidades estaduais. A Bahia avançou muito nos últimos anos na escolarização, um compromisso do nosso governador, Jerônimo Rodrigues, mas ainda temos um elevado índice de analfabetismo em nossa população mais vulnerável. E, se não dermos as mãos, todos nós, docentes e pesquisadores das universidades, os estudantes, as prefeituras, a SEC e as comunidades de base e grupos sociais organizados para mudar essa realidade, não obteremos êxito nesse grande desafio da alfabetização e letramento“, destacou a reitorada UNEB, Adriana Marmori, que presidiu a abertura do ciclo.
Helaine Souza (SEC): rede potente de alfabetização.
A vice-reitora da UNEB, Dayse Lago, salientou que “pesquisas apontam que nossas crianças estão atualmente com dificuldade de concentração, por conta dessa cultura digital muito forte“. “E até nas universidades, os estudantes não têm muita paciência para ler livros e textos longos. Esse é nosso desafio, que começa nas crianças, mas perpassa todos os níveis de ensino”, disse.
Segundo a superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, “o governo está construindo uma rede potente de alfabetização no estado, mas vamos precisar fazer mais: precisamos dialogar com prefeitos e secretários municipais de Educação, porque é necessário muita vontade politica para mudar esse jogo”. “E vocês chegam para reforçar essa rede”, pontuou.
Iêda Silva, coordenadora do programa na UNEB: dia histórico.
“Hoje é um dia histórico para todos nós, parceiros do programa, e para a própria política de alfabetização nos territórios, englobando os 417 municípios da Bahia. As universidades em essência são formadoras de professores. E vamos fazer valer essa nossa larga experiência para a formação dos docentes nesse grande programa”, enfatizou Iêda Silva, coordenadora institucional do programa na UNEB.
Serão mobilizados no programa Bahia Alfabetizada Criança cinco formadores estaduais, 81 formadores regionais e 1.829 formadores municipais, que atuarão na formação de cerca de 17,3 mil professores municipais, beneficiando 311 mil estudantes do primeiro e segundo anos do ensino fundamental em todo o estado.
Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom.
A atividade, com temática sobre “Alfabetização e Letramento: com a Formação e Aprendizagem das Cidades Baianas”, reunirá 81 formadores regionais, representando os 27 territórios de identidade da Bahia e abrangendo os 417 municípios do estado. Também participarão do encontro a equipe gestora do programa, assistentes de apoio pedagógico e articuladores territoriais.
A programação inclui momentos de acolhimento, atividades de formação teórico-prática e apresentação cultural.
Programa Bahia Alfabetizada Criança
O programa tem como objetivo garantir a alfabetização de todas as crianças baianas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. Ao todo, serão mobilizados 81 formadores regionais e 1.829 formadores municipais, que atuarão junto a aproximadamente 17,3 mil professores e mais de 311 mil estudantes dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental.
O Eixo da Formação Continuada do programa é desenvolvido em parceria com as Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs), a Secretaria estadual da Educação (SEC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia (Undime-Bahia). A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), implementado pelo Governo Federal em articulação com os 417 municípios baianos.
O Programa Universidade para Todos (UPT/UNEB) realiza o Encontro de Formação UPT UNEB 2025 entre os dias 3 e 5 de junho, no Campus XV da UNEB, em Valença.
Nesta edição, o evento propõe o tema “Práticas e reflexões: gestão, inclusão e comunicação”, reconhecendo a complexidade e a importância do trabalho desenvolvido nos diversos territórios da UNEB.
A ação, voltada as equipes executoras do programa na universidade, é promovida com o intuito de fortalecer os processos pedagógicos, administrativos e comunicacionais que sustentam o programa.
“Serão momentos de escuta ativa, construção coletiva, compartilhamento de experiências e qualificação profissional, com foco na melhoria contínua das ações do UPT/UNEB”, destacou a coordenadora geral do programa na universidade, Simone Wanderley.
Podem participar coordenadores(as), equipes administrativas e financeiras, professores(as) especialistas, gestores(as) de polo e secretários(as) de apoio. Os interessados em participar devem realizar inscrição no site sge.uneb.br/encontroupt2025, até o dia 13 de maio. Aqueles que desejam submeter trabalhos, além de efetuar a inscrição, têm até o dia 20 de maio para enviar os resumos e comunicações para o site even3.com.br, de acordo com as regras de submissão.
A participação no evento deve ser acordada previamente com as respectivas chefias imediatas nos departamentos e na Administração Central.
A programação reserva palestras, grupos de trabalho, comunicações orais, mesas-redondas e diversas atividades culturais.
Evento reuniu diretores de departamento e gestores da UNEB para abordar a gestão e produção científica da universidade pública
“Universidade Pública: Gestão e Produção Acadêmico-Científica”. Esse foi o tema que norteou a Formação de Diretoras e Diretores de Departamento da UNEB para Gestão (biênio 2024-2026), realizada nesta semana (19 a 22 de fevereiro), em Salvador.
Adriana: “Momento de muito aprendizado entre gestores e diretores de departamento”
O evento visou proporcionar discussão, interpretação e reflexão quanto ao processo da gestão universitária, em especial no âmbito do departamento, mediante a abordagem de temáticas pertinentes a processos acadêmicos e administrativos, considerando as dimensões política, organizacional e social da gestão educacional, sob a orientação da legislação nacional e legislação estadual relativa à educação superior e das normativas institucionais.
Além de reunir os diretores de departamento, o evento contou com a participação de gestores da universidade. Estiveram presentes nas atividades a reitora Adriana Marmori, e a vice-reitora Dayse Lago.
Dayse: “refletir a gestão de uma universidade multicampi como a UNEB é fundamental”
“Tivemos um encontro com as diretoras e diretores de departamento que vieram pensar junto com a administração central o fortalecimento da nossa UNEB. Momentos excepcionais de trabalho em grupo, de convergência para a máxima que nos torna a universidade, que é pensar os nossos estudantes dentro da instituição. De que forma podemos fazer que a universidade pública atue fortemente na formação dos nossos discentes, como também na produção científica e na extensão universitária. É um momento de grande imersão e de muito trabalho, mas também de muito aprendizado e quem ganha é a comunidade acadêmica e sociedade baiana e brasileira”, ressaltou a reitora Adriana Marmori.
Para a vice-reitora, Dayse Lago, o encontro sobre a formação de diretoras e diretores é uma oportunidade para promover experiências e trocas entre os gestores. “A reflexão sobre a gestão de uma universidade multicampi como a UNEB é fundamental. A escuta atenta dos diretores e o entendimento das questões do cotidiano são essenciais para uma gestão universitária mais qualificada”, disse.
Diretor eleito do DCET Campus I, Djalma Fiuza participou das atividades da formação
Presente no encontro, o diretor eleito para o Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) do Campus I da universidade, Djalma Fiuza, salientou que o evento torna-se um momento oportuno para integração e aprendizado para os gestores da universidade.
“É uma formação que perpassa as questões de ordem técnica e que deve ser mantida, deve ser uma continuidade de gestão, mas a gente lida também em discutir questões das regulamentações institucionais, lida com o perceber a universidade nas suas diversas facetas que assume nos variados departamentos, naquilo que nos aproxima, naquilo que é particular de cada departamento. Então, eu vejo que é um momento muito rico desta integração e aprendizado entre os diretores e gestores da universidade”, contou o gestor.
Diretora reeleita do DCHT Campus XXI, Izabel Cristina, também prestigiou o evento
Reeleita diretora do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do Campus XXI, em Ipiaú, Izabel Cristina Dias ressalta que “os processos formativos contribuem para competência técnica e aprendizado do gestor na condução do departamento”, afirmou.
Extensa programação
Durante quatro dias de atividades, o evento reservou extensa programação como rodas de conversa e debates, destaque para a palestra sobre o tema “Universidade Pública: Gestão e Produção Acadêmico-Científica”, que teve as participações das reitoras da UNEB, Adriana Marmori, e da Universidade do Estado do Rio Grande Norte (UERN), Cicília Maia.
“O papel da universidade pública para o desenvolvimento do país é muito significativo. Para que tenhamos uma instituição forte, é necessário que todos que a compõem precisam estar fortes. É necessário que se promova o diálogo, a conversa e a troca de experiência. Enquanto gestores, é nossa função também nos debruçarmos nos documentos institucionais da universidade e nas legislações especificas voltadas para a educação superior pública. Precisamos entender que a universidade é um espaço que precisamos discutir, refletir e de nos posicionar. A sociedade que nós merecemos e desejamos, ela passa por discussões dentro da academia”, pontuou Cecilia Maia.
Reitora da UERN, Cicília Maia (esq.), palestrou sobre o tema da gestão da universidade pública
A reitora da UNEB Adriana Marmori frisou que a formação traz a oportunidade de refletir profundamente sobre a gestão universitária. “Dentro da história, o processo de gestão foi se modificando assim como a própria sociedade. Então, nós tínhamos antigamente um modelo muito pautado no conceito de administração, de você contornar as situações dentro daquele campo e isso foi se aprofundando, aprimorando, com a própria reflexão mesmo a partir da prática e chegamos ao conceito de gestão. A palavra gestão é como algo mais amplo que abarca outras direções não só na administração em si. Hoje usamos muito o termo governança um aprimoramento do conceito de gestão no sentido de observar a governança como algo que há um governo a favor”, analisou a reitora.
No segundo dia do encontro, os gestores dos departamentos da universidade prestigiaram a palestra “Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual”, ministradas pela juíza do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Ana Conceição Barbuda e a professora Isabela Leal.
Juíza Ana Barbuda (centro) proferiu palestra sobre enfrentamento ao assédio moral e sexual
Ana Barbuda destacou em sua fala o ciclo de aprisionamento que a prática assediadora instaura nas instituições, em que pesquisas apontam que o sujeito assediado é um potencial assediador. “Desse modo se faz necessário restaurar todo o ambiente de relações a partir de práticas empáticas. Não se trata apenas de punir, mudar o sujeito de setor, mas de enfrentar as questões enraizadas que estão diretamente associadas à prática assediadora, que são o abuso de poder, o racismo, a misoginia”, explicou a palestrante.
Representando a Comissão de Prevenção ao Assédio e outras discriminações do TJ-BA, a docente Isabela Leal apresentou os diferentes tipos de assédio moral e sexual que agridem a dignidade humana. Ela aproveitou para destacar modalidades assediadoras novas que vem surgindo com a extensão das relações de trabalho para o mundo tecnológico, como o stalking (prática de perseguição digital tipificada criminalmente) e as mensagens de trabalho enviadas em redes sociais no período de descanso do trabalhador. Na oportunidade foi distribuída dos gestores da UNEB uma cartilha de combate ao Assédio Moral e Sexual produzida pelo TJ-BA.
Inaldo Araújo (dir.) ministrou palestra sobre responsabilidade fiscal e o papel do agente público
O terceiro dia de atividades reservou a palestra “Responsabilidade fiscal e o papel do agente público”, que foi proferida por Inaldo Araújo, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). O palestrante destacou o papel pedagógico do Tribunal de Contas para as instituições públicas.
“O Tribunal de Contas é um parceiro da administração e a nossa função é basilar, está inclusive em nosso plano estratégico de orientar a administração. Então, quanto mais encontros como este, quanto mais técnicos no tribunal que devem ingressar no universo da universidade, quanto mais técnicos da universidade que possam visitar o tribunal para trocar essas experiências, trocar essas suas ideias, cresceremos juntos”, afirmou.
A atividade também contou com cases e debates sobre os setores acadêmicos e administrativos da universidade. A formação ainda também teve a mesa-redonda “Bahia, UNEB e Gestão Pública em Dados”, proferida pelo representante do IBGE, Francisco Brito.
Texto: Danilo Cordeiro e Leandro Pessoa/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom