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Nova reunião entre reitores e governador destaca aumento de salários dos servidores, contratações e obras na UNEB

Reitora Adriana Marmori (à dir.), ao lado do governador (ao centro) e gestores, comemora avanços.

Importantes avanços tiveram as demandas das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) na reunião ocorrida hoje (4) entre o Fórum de Reitoras e Reitores das Ueba e o governador do estado, Jerônimo Rodrigues, na sede da Governadoria, em Salvador.

No encontro, o terceiro deste ano entre as partes, o governador autorizou o envio de projetos de lei à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) com propostas para reajustar os vencimentos do magistério público, reestruturar a remuneração de técnicos e analistas universitários, além de ampliar as vagas de concursos e contratações via Reda (Regime Especial de Direito Administrativo) das universidades, entre outras decisões.

Os projetos de lei incluem reajustes salariais para os docentes, a reestruturação da remuneração nas carreiras de técnicos e analistas universitários e autorizações para concursos e contratações, medidas que atendem demandas históricas das Ueba.

Segundo o governo, os recursos previstos para 2025 contemplam melhorias em infraestrutura, custeio e pessoal, sinalizando os esforços contínuos para expandir e qualificar o ensino superior público no estado.

Adriana Marmori (à dir., com reitora da Uefs): demandas históricas da comunidade conquistadas.

Investir nas universidades estaduais é garantir que a educação superior continue a transformar vidas e impulsionar o crescimento da Bahia. Os anúncios de hoje – como os reajustes salariais, a reestruturação de carreiras e a ampliação de vagas – são parte desse compromisso de valorizar a educação e assegurar melhores condições para a formação de qualidade”, afirmou o governador.

A reitora da UNEB, Adriana Marmori, ressaltou a importância do atual momento de diálogo entre o governo e as universidades, que tem se intensificado nos últimos tempos.

“Estamos vivendo um período muito positivo, em que o governo tem mostrado uma disposição genuína para ouvir e compreender as nossas demandas. Além disso, há um esforço claro para implementar ações concretas que atendam às necessidades da comunidade acadêmica“, afirmou a reitora.

Ainda de acordo com a reitora Adriana Marmori, a questão da infraestrutura também foi tema da reunião, “tendo o governador sinalizado para a conclusão das obras em andamento na UNEB“.

“O encontro também deu continuidade ao diálogo para outras pautas da nossa comunidade, a exemplo da oferta de novos cursos, da ampliação da relação da universidade com a educação básica, sobre campos de estágio na saúde e outras áreas. E o governador nos solicitou que as universidades estaduais ampliem a contribuição com as políticas públicas do estado“, acrescentou a reitora.

Novas vagas e contratações  

Na reunião entre as Ueba e o governo, a gestão da UNEB também foi autorizada a ampliar a convocação de mais 16 vagas do concurso público docente realizado pela universidade (Edital 034/2022), além de contratar 27 professores substitutos via Reda.

Na avaliação geral da reitora Adriana Marmori, “a reunião foi muito positiva e acredito que estamos avançando para potencializar ainda mais o que desenvolvemos no ensino, na pesquisa, na extensão, na internacionalização e nas ações de permanência estudantil“.

Participaram do encontro com o governador, além da reitora da UNEB, os reitores Amali Mussi, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e presidente do Fórum de Reitoras e Reitores das Ueba, Luiz Magalhães, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), e Alessandro Fernandes, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A reunião contou também com a presença dos titulares das secretarias estaduais de Relações Institucionais (Serin), Jonival Lucas, da Educação (SEC), Rowenna Brito, da Administração (Saeb), Edelvino Góes, da Fazenda (Sefaz), Manoel Vitório, e da Casa Civil, Carlos Melo.

Assista a entrevista da reitora Adriana Marmori (IG)

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom, com contribuição da Secom/Gov.BA. Fotos: Thuane Maria/Gov.BA.

Consu aprova participação da UNEB em programa interinstitucional de revalidação de diplomas da área médica

Presidida pelo reitor José Bites, reunião contou com a presença de 44 conselheiros, via aplicativo Microsoft Teams

Em reunião extraordinária nessa sexta-feira (22), o Conselho Universitário (Consu) da UNEB aprovou, por unanimidade, a indicação de participação da universidade no programa interinstitucional de revalidação de diplomas da área médica a ser implementado pelas universidades estaduais da Bahia.

A decisão dos conselheiros destaca ainda que o processo de revalidação de diplomas poderá ser estendido para todas as áreas da saúde.

Com a presença de 44 conselheiros, a sessão foi realizada via webconferência, por meio do aplicativo Microsoft Teams.

Segundo o reitor José Bites, o programa interinstitucional de revalidação é uma proposta do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia e tem como objetivo instituir parcerias entre as instituições do Sistema Estadual de Educação Superior e procedimentos internos, visando dar unidade aos processos de revalidação de diplomas emitidos por universidades estrangeiras no âmbito das instituições parceiras.

Esse encaminhamento do Fórum de Reitores possibilita ampliar o atendimento de revalidação, tanto no âmbito federal quanto nos sistemas estaduais.

O programa a ser implementado seguirá todos os procedimentos legais, em consonância com as legislações federal e estadual, bem como com o Estatuto, o Regimento Geral e outras normais já instituídas na UNEB. Dessa forma, os diplomas revalidados estarão de acordo com os critérios definidos pelas diretrizes curriculares para atuação do profissional médico no Brasil.

Os conselheiros ressaltaram a importância de a universidade responder às demandas sociais de forma premente no atual contexto de pandemia e contribuir para a atuação de profissionais, especialmente das áreas da saúde.

Fotos: prints da tela do aplicativo Teams.

Reivindicações dos docentes e técnicos e execução orçamentária é pauta de reunião do Fórum de Reitores das Ueba

Reitores priorizaram pautas dos movimentos dos professores e técnicos administrativos. Foto: Toni Vasconcelos/Ascom

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) se reuniu na tarde de hoje (30), nas instalações da UNEB no edifício Multicab, próximo ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Na agenda do encontro, dois temas que estão na ordem do dia das quatro universidades: as atuais reivindicações dos docentes e dos técnicos administrativos, e a situação da execução orçamentária das instituições.

Por unanimidade, os reitores reafirmaram o compromisso de continuar acompanhando de perto as pautas tanto do movimento docente – em greve desde o último dia 9 – quanto dos servidores do quadro técnico junto ao governo do estado, buscando apoiar, dentro de suas competências, os encaminhamentos que visem solucionar pendências e impasses.

Na avaliação dos gestores das Ueba, é muito importante a valorização das duas categorias profissionais que cotidianamente constroem as quatro universidades, com seu trabalho e dedicação, qualificando as ações das próprias instituições.

Na mesma linha das notas recém-divulgadas pelas reitorias da UEFS, da UNEB e da UESB, o diálogo democrático, amplo e permanente, segundo os reitores, é o melhor caminho para se alcançar o entendimento entre as partes envolvidas.

Acesse aqui nota da UEFS                                             

Acesse aqui nota da UNEB 

Acesse aqui nota da UESB

Em relação à execução orçamentária das universidades, o Fórum compreende ser necessária uma revisão dos valores de concessão nas rubricas de custeio e de investimento, salientando que já estão em andamento tratativas com a Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz) no sentido de consolidar esses encaminhamentos.

Reitora Adélia Pinheiro deve assumir Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti)

Participaram da reunião os reitores Evandro do Nascimento Silva (UEFS), presidente do Fórum, José Bites de Carvalho (UNEB), Luiz Otávio de Magalhães (UESB) e Adélia Maria Pinheiro (UESC).

Essa possivelmente foi a última sessão da entidade que contou com a participação de Adélia Pinheiro como reitora, pois ela deve assumir o comando da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado (Secti), a convite do governador. Na reunião, a reitora esteve acompanhada do pró-reitor de Graduação da sua instituição, Elias Lins Guimarães, que tomará posse como vice-reitor pro tempore, enquanto o atual vice-reitor, Evandro de Sena Freire, estará à frente da Reitoria da UESC, após o desligamento de Adélia.

Foto menor: Divulgação.

Fórum de Reitores das Ueba tem reunião com governador e secretário da SEC

Toni Vasconcelos
Núcleo de Comunicação
Assessoria de Comunicação

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia se reuniu com o governador do estado, Rui Costa, e o secretário estadual da Educação (SEC), Walter Pinheiro, na tarde de ontem (18), na Governadoria, Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

No encontro, o governador pediu o apoio das universidades estaduais (Ueba) para as duas novas iniciativas sociais do governo: o Programa Estadual de Permanência Estudantil e o projeto Primeiro Emprego.

O programa de permanência estudantil, que deve ser implementado a partir do mês de setembro, vai atender discentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica matriculados nos cursos de graduação presencial das Ueba, por meio da concessão de bolsa-auxílio.

O cadastramento dos estudantes das Ueba será realizado com a participação das quatro universidades estaduais. Com essa iniciativa, o governo espera contribuir com essas instituições na redução da evasão estudantil.

Rui Costa também ofereceu cópia do projeto Primeiro Emprego aos reitores, para que as Ueba possam conhecer melhor e participar de reuniões com o grupo de trabalho que está à frente dessa ação.

Com o Primeiro Emprego, o governo pretende beneficiar, até 2018, nove mil egressos da Rede Estadual de Educação Profissional, que terão a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.

Os egressos vão trabalhar em suas áreas de formação nas secretarias, órgãos e universidades estaduais, além de empresas parceiras do governo.

Os beneficiados do projeto serão contratados por dois anos e vão receber um salário mínimo mensal e plano de assistência médica. O governo assumirá integralmente os custos dessa ação.

RECOMPOSIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Após a reunião na Governadoria, os reitores e o secretário Walter Pinheiro dirigiram-se à sede da SEC, também no CAB, para tratar das questões de interesse específico das universidades estaduais.

Em relação ao orçamento das Ueba para 2017, os reitores solicitaram que fosse feita a recomposição orçamentária das universidades em relação ao exercício anterior, considerando as dificuldades de manutenção que estão sendo impostas pela limitação orçamentária.

Os reitores das universidade do Estado da Bahia (UNEB), José Bites, e Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Paulo Roberto, destacaram que a recomposição orçamentária de manutenção dessas duas universidades deve ser feita, no mínimo, com base no orçamento de 2015, e não com base no de 2016, que teve os mesmos valores nominais de 2015, fato que proporcionou um maior comprometimento. Os reitores foram informados da possibilidade de ampliação do repasse de recursos em 2017.

Participaram também do encontro na SEC a presidente do Fórum de Reitores, Adélia Pinheiro, reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), o reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Evandro Nascimento, o subsecretário da Educação (SEC), Nildon Pitombo, além de outros gestores da secretaria (foto home).

Foto (home): Toni Vasconcelos/Ascom

Fórum de Reitores divulga nota de repúdio a editorial do jornal O Globo

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NOTA DE REPÚDIO

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia vem a público repudiar o editorial do jornal O Globo, publicado em 24/07/2016, intitulado “Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito”.

O texto sugere, como solução inovadora de reequilíbrio dos cofres públicos no contexto da atual crise econômica do país, “acabar com o ensino superior gratuito”, sob a alegação de que as universidades públicas representam um grande ônus do ponto de vista orçamentário. Ainda de acordo com o editorial, as universidades funcionam como forma de manutenção de injustiça social, uma vez que a maioria dos ingressantes é oriunda de classe social mais alta. O texto indica como medida de ingresso, no que passaria a ser um “ensino superior público pago”, a fórmula “pagará quem puder, receberá bolsas quem não tiver condições para tal”.

A argumentação falaciosa que sustenta esse editorial reflete todo um sistema ideológico orientado, propositalmente, por uma perspectiva descontextualizada historicamente, imediatista, pontual e limitada, portanto, a ser combatida. Esse combate precisa se dar na firme e cotidiana defesa das universidades públicas brasileiras, asseguradas constitucionalmente em prol da educação superior pública, gratuita e de qualidade e por tudo o que tal educação representa na construção do país e em suas potências de transformação estrutural do cenário atual.

Não causa estranheza que, diante de todas as reformas sociais estruturais a serem implantadas, o editorial tenha escolhido como medida de reequilíbrio dos cofres públicos a extinção da universidade pública gratuita. São as universidades públicas e gratuitas que têm atuado, em coerência com seu histórico papel de formação e de produção de conhecimentos, como sentinelas na vigília e ampla divulgação dos mecanismos de desmonte do Estado democrático de direito, que interessa à lógica sobre a qual está assentado o oligopólio midiático brasileiro.

A essa lógica interessa refrear o processo de crescimento e consolidação das universidades públicas e gratuitas, em substituição a um modelo instrumental de ensino cuja primazia da pesquisa se orienta para fins que buscam resultados orientados pela dinâmica do “mercado de trabalho” e em um cenário em que a extensão se esvazia de sentido ao assumir uma pragmática assistencialista. Trata-se, assim, de adaptar a educação superior brasileira de modo a favorecer a sustentação da perspectiva neoliberal, que dissolve os princípios da formação em troca de informações como mercadoria, em conformidade com a lógica de autorregulação do capital.

De modo óbvio e perverso, essa argumentação escamoteia as razões estruturais dos problemas brasileiros e converte a solução na causa dos problemas. É desse modo que, mesmo tendo-se conhecimento, se pretende ignorar que o investimento na educação básica e a implementação de reformas importantes na educação são vias de ampliação de ingresso dos mais pobres nas universidades públicas. Também se ignora que reformas fundamentais, como a política, e a revisão dos investimentos públicos são causas de não se eleger a educação como via prioritária de desenvolvimento – portanto, causas, essas sim, de manutenção do statu quo. São essas as questões que inviabilizam as universidades públicas e gratuitas de cumprirem a contento com sua missão de inclusão e formação ampla.

Esse mecanismo discursivo que toma a superfície como o todo e que desconsidera quaisquer contextos é compatível com a lógica fetichista do capital, que esconde os processos de produção como forma de camuflar os seus efeitos de alienação estruturante. À luz desse pensamento, as universidades públicas passam a ser vistas como despesas; os salários dos servidores são considerados exorbitantes, pois são vistos pela métrica do “custo x benefício”, e a noção de desenvolvimento é vista basicamente pelo prisma do crescimento econômico.

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia reafirma, assim, o seu repúdio a esse editorial por entender, de acordo com seus princípios, o papel emancipatório da educação superior, que possibilita a formação de cidadãos e a sua ascensão, não somente na dimensão econômica, mas pela participação política e atuação social.

Este Fórum entende que o caminho é a via oposta à orientação simplista desse editorial, o que significa investimento na educação básica, fundamental e na educação superior, qualificação dos seus servidores, aprimoramentos infraestruturais e de equipamentos, consolidação da pesquisa, revisão contextualizada e constante dos currículos, melhoria das condições para uma extensão que torne a universidade organicamente social e a ampliação das condições para que as universidades se tornem populares, inclusivas e de qualidade.

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia defende esses princípios e, na crença da educação superior como caminho de transformação social, continuará atuando e se manifestando em prol do fortalecimento da UNIVERSIDADE PÚBLICA, DE QUALIDADE E GRATUITA.

Adélia Maria Carvalho Pinheiro
Presidente do Fórum de Reitores
Reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

Paulo Roberto Pinto Santos
Reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

José Bites de Carvalho
Reitor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Evandro do Nascimento Silva
Reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)