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Educação e Saúde: UNEB congrega pesquisadores em seminário de tecnologias aplicadas (Staes 22’)

Parcerias institucionais e união entre departamentos da UNEB para a construção de pesquisas e produtos foram celebradas

A UNEB deu início ontem (1º) à quinta edição do Seminário de Tecnologias Aplicadas em Educação e Saúde (Staes 22’), no Teatro da universidade, no Campus I, em Salvador. A iniciativa é coordenada pelo Grupo de Pesquisa Educação, Saúde e Tecnologias (Edusaut) e pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Comunidades Virtuais (CV), ambos da universidade.

A mesa de abertura do evento contou com a participação da vice-reitora da instituição, Dayse Lago, do chefe de gabinete da Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Edson Valadares, representando o secretário André Pinho Joazeiro, e da pró-reitora de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG), Tãnia Hetkowski.

Também estiveram presentes, a diretora do Departamento de Educação (DEDC) do Campus de Salvador, Carla Liane, a assessora da Direção do Departamento de Ciências da Vida (DCV), Fernanda Warken Camelier, a vice-coordenadora do Programa de Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação, Célia Tanajura Machado, e os coordenadores gerais do evento, Fernando Carvalho e Suiane Costa.

A manhã de início das atividades contou ainda com conferência “Aprendizagem, jogos digitais, gamificação e educação on-line: considerando o contexto pandêmico, como estamos?”, ministrada pelo pesquisador Fernando Cavalcante Pimentel, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Os participantes puderam também prestigiar a mesa-redonda “Aplicativos móveis em educação e saúde”, protagonizada pelos professores Romero Mendes Júnior, do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), e Eduardo Fernandes Santana, do Mestrado Profissional em Saúde Coletiva (Mepisco) da UNEB, e mediada pela docente da UNEB Juliana Moura.

O evento objetiva reunir, por dois dias, pesquisadores das áreas de Saúde, Educação e Tecnologias que realizam investigações, desenvolvem aparatos tecnológicos e aplicam tecnologias com a finalidade de atender a necessidades físicas, cognitivas, emocionais, sociais e outras dos indivíduos, auxiliando procedimentos realizados por profissionais de Psicologia, Medicina, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Educação Física, Enfermagem e Nutrição, além da área de tecnologia da informação e afins.

A programação contará ainda com mesas-redondas, apresentações de artigos, palestras, atividades culturais e a conferência de encerramento “Inovações Tecnológicas para prevenir, diagnosticar e tratar HIV/AIDS: a experiência do projeto PrEPara Salvador”, ministrada pelo professor da UNEB Laio Magno e mediada pelos professores Fernando Carvalho e Suiane Costa.

A iniciativa visa o fortalecimento de uma rede colaborativa entre pesquisadores e instituições, buscando potencializar essa temática nos espaços acadêmico e clínico. O Staes 22’ conta com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), e do Gestec, da UNEB.

Fotos: Danilo Oliveira/Ascom

Professor da UNEB integra equipe de desenvolvimento do jogo Covid19: A Superação

O game usa o gênero RPG para alertar jogadores sobre cuidados para prevenção e combate ao novo Coronavírus (COVID-19)

Para conscientizar a população sobre os cuidados para evitar a contaminação por COVID-19, o o grupo de desenvolvedores baianos Games4learning lançou o jogo educativo Covid19: A Superação.

A iniciativa foi desenvolvida pela equipe, sediada em Lauro de Freitas, e tem como um dos seus idealizadores o professor da UNEB Roberto Luiz Souza Monteiro. O processo de produção do game contou também com colaborações de artistas e profissionais de Pedagogia.

O jogo é do gênero RPG (role-playing game – jogo de representação de papéis, em traduação livre) e propõe que os jogadores assumam o papel de personagens em um mundo fictício.

“A ideia do nosso grupo é desenvolver jogos que ensinem de forma lúdica. Quando começou a quarentena, observei que muitas pessoas não estavam ficando em casa, saíam, não tomavam cuidado. Procurei um jeito de as pessoas experimentarem o que acontece se não tomar os cuidados e também o que acontece se tomar os cuidados”, explicou o professor Roberto.

Enfrentamento à pandemia

O game é ambientado em uma cidade, onde ocorre uma pandemia do novo Coronavírus. O personagem principal é um médico, que tem como desafio instruir a população sobre os cuidados que devem ter para evitar a contaminação.

Protagonista deve usar álcool em gel ou lavar as mãos com frequência para se manter saudável

Ao mesmo tempo, o protagonista luta para salvar as vidas dos pacientes no hospital da cidade e para proteger os seus familiares e amigos.

O médico começa com um valor de unidades de “vida”, que são perdidas à medida que ele se desloca pela cidade e esbarra em objetos e pessoas contaminadas.

Para se recuperar, o personagem deve lavar as mãos ou passar álcool nelas frequentemente. Para concluir o jogo, é preciso sobreviver a todas as missões.

De forma gratuita, o Covid19: A Superação está disponível para computador (sistemas operacionais Windows, Linux e Mac) e para celular, apenas em aparelhos Android. O download para todas as plataformas pode ser feito no site da Games4learning. Há ainda uma versão online, disponível no mesmo endereço.

Imagens: Captura da tela do game

*Com informações do Portal G1 Bahia

Pesquisadores da UNEB desenvolvem game sobre menina sertaneja em busca de cidade onde não existe seca

Reprodução de matéria do repórter Renato Grandelle, publicada pelo site O Globo Sociedade

Cícera está inquieta. A jovem de 13 anos, que vive no interior da Bahia, testemunha a migração de sertanejos, flagelados por uma estiagem histórica, em busca de uma terra onde possam plantar e levar o gado. Passando pelas casas abandonadas de seu povoado, a menina decide correr atrás de Canudos, uma cidade em que, reza a lenda, a seca não existe. Esta saga, que começa em 1895, é o tema do game “Árida”, desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), cujo primeiro dos três episódios será lançado em abril.

Segundo os técnicos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Comunidades Virtuais da UNEB, responsáveis pela concepção do projeto, “Árida” tem uma “motivação cultural, porque, além da formação técnica, há a histórica”. Para criarem o cenário do game, a equipe estabeleceu uma base em Canudos, a cerca de sete horas de Salvador, e de lá traçou expedições pelo sertão.

— É comum imaginar o sertão como uma imensidão laranja, mas isso é um estereótipo — explica o historiador Filipe Pereira, diretor geral da Aoca Game Lab, estúdio que desenvolveu o game. — Vimos a composição geológica e geográfica do bioma e atestamos sua riqueza. Por isso os cenários são coloridos.  Queremos mostrar outra maneira de enxergar a região.

Perfil do sertão

A protagonista de “Árida” mereceu atenção especial. Cícera deveria ter um perfil que reflete o sertão e boa parte do interior do país — uma menina exploradora de pele escura, queimada de sol, meio índia e meio negra.

— É simbólico ter uma personagem negra, e um paradoxo ainda maior que seja uma jovem mulher desbravando sozinha o sertão e buscando suprimentos para sobreviver. Normalmente imaginamos que estas dificuldades devem ser superadas por homens adultos — explica Pereira. — Quando percebe como a seca assola seu povoado, Cícera decide buscar uma terra onde não há fome ou sede. Alguns acreditam que este local existe, outros duvidam. Em seu caminho, ela interage com outros personagens e entende a motivação de cada um.

Na primeira parte do game — bancada por um financiamento de R$ 80 mil, vindo do governo baiano —, Cícera conviverá com seu avô, um respeitado ex-vaqueiro que a ensina a lidar com ferramentas básicas para sua sobrevivência, como um facão com que extrai a água armazenada em cactos. O game foi apresentado recentemente na Campus Party, em São Paulo, em eventos sobre direção de arte.

Pereira prefere manter segredo sobre os desafios que devem ser superados por Cícera nas etapas seguintes. A segunda parte do game, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre, custará R$ 240 mil, verba obtida por um edital da Agência Nacional do Cinema. Também foi realizada uma parceria com a Virtualize, uma empresa de desenvolvimento de jogos do estado. Agora, os técnicos buscam recursos para traçar a última fase do jogo, que estará disponível no ano que vem.

Enquanto corre atrás do dinheiro, a equipe de Pereira se debruça sobre pesquisas históricas e novos efeitos especiais. Uma das atualizações mais recentes, por exemplo, incluiu um novo personagem, o Padre Olavo, e a construção do Vale da Morte, uma região conhecida pela seca. Pereira já definiu que o enredo ocorrerá inteiramente antes da Guerra de Canudos, o confronto entre o Exército e um grupo de sertanejos liderados por Antônio Conselheiro, travado entre 1896 e 1897, que deixou mais de 30 mil mortos.

A equipe responsável pelo projeto acredita que, embora o tema de “Árida” seja local, também terá apelo em outros países. O próprio nome da protagonista foi escolhido porque, embora seja comum no Nordeste, tem um enunciado forte que ajudaria em suas vendas no exterior. O jogo será divulgado em plataformas internacionais.

A construção do game pode ser acompanhada na página facebook.com/aocagamelab.