Organizado pelo Coletivo Filosofia da Terceira Margem – grupo de pesquisa em raça, gênero, sexualidade e feminismos (Cofitem), o encontro reunirá pesquisadores e docentes do Brasil e do exterior para debater questões centrais do pensamento decolonial.
Na programação, estão temas como feminismo decolonial, corpo e performatividade, gênero e imagem, violência e colonialismo, filosofia latino-americana, além das contribuições da arte e da estética africano-brasileira para a resistência negra.
Evento integra construção de políticas públicas e orientações para as Conferências Estadual e Nacional de CT&I
A UNEB sediou na última quarta-feira (3), a Conferência Livre de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento, realizado no auditório Jurandyr Oliveira, no Campus I, em Salvador, reuniu gestores, acadêmicos, pesquisadores, estudantes e sociedade civil para diálogo sobre a temática “Equidade de Raça e Gênero: fator propulsor do Desenvolvimento Sustentável”.
A iniciativa integra a construção de políticas públicas e orientações para a Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação que acontece, respectivamente, nesta quinta (4) e sexta-feira (5), em Salvador; e no mês de junho, em Brasília.
A mesa de abertura contou com a presença do assessor-chefe da Reitoria da UNEB, Sérgio São Bernardo; da diretora da Fiocruz-Bahia, Marilda Gonçalves; do presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Iraneide Soares; e do chefe de gabinete da Secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Marcius Almeida.
“Como sociedade, já reconhecemos que é impossível pensar ciência, tecnologia e inovação sem a diversidade. E a UNEB dá um grande exemplo dessa atuação como universidade. A equidade racial e de gênero são temas caros ao nosso cotidiano de fazer ciência, tecnologia e inovação, são marcadores que fazem parte da nossa prática. É muito significativo que a construção das propostas para a conferência estadual e nacional aconteçam aqui”, declarou Sérgio São Bernardo.
O representante da Secti, Marcius Almeida, ressaltou a importância da UNEB para a contribuição na construção das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação. “Estamos realizando a maior conferência estadual do país com a articulação das nossas Universidades Estaduais. E a UNEB foi importantíssima na mobilização dos territórios de identidade, mobilizando mais de três mil pessoas. Temos um documento que entregaremos à sociedade com mais de 50% das contribuições vindas dos movimentos sociais. Isso consolida uma expectativa da sociedade civil, do empresariado e da academia.”
Também participaram da abertura do evento os representantes da Associação de Pesquisadores Negros da Bahia (APNB), das Universidades Federais da Bahia (Ufba) e do Recôncavo da Bahia (UFRB), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Conselho Estadual de Saúde da Bahia, e da Secretaria estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
Saúde da população baiana
Após a mesa de abertura, diretora da Fiocruz-Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, realizou uma palestra sobre os desafios enfrentados pela saúde da população baiana e como refletem o contexto de racismo estrutural e de feminicídio ainda existente no estado.
Tomando como base os dados do Censo Demográfico do IBGE de 2022, ela conclui sobre a necessidade da realização de estudos nacionais que possam descrever as situações reais das políticas públicas relacionadas ao enfrentamento das desigualdades de gênero e raça.
“Além dos censos, precisamos investigar a aplicação dessas políticas públicas a partir de estudos. É através da ciência que poderemos encontrar respostas, destacando aqui a importância do papel integrado às ciências sociais no que tange à temática da equidade racial e de gênero”, destacou Marilda.
Em seguida foi realizado o painel “Ciência Tecnologia e Inovação na Saúde de Pessoas Negras, Indígenas e Povos Comunidades Tradicionais: o papel das lideranças”, que reuniu os representantes UFRB, Associação de Pesquisadores Negros, Centro de Referência das Pessoas com Doenças Falciformes, Conselho Estadual de Saúde da Bahia, do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba.
Ao discutir o papel das lideranças, os participantes do painel abordaram também a importância que as mudanças de perspectiva adotadas junto aos pacientes na área da Saúde vem provocando questionamentos na equidade do fazer científico:
“Durante quase um século havia um pensamento focado na doença, que foi o centro do olhar tanto de pesquisadores, quanto da gestão. A criação das associações de saúde trouxe então uma inflexão, em que a pessoa com a doença vai para o centro do debate. Quem é essa pessoa? Como ela vive? Ela é uma pessoa. E essa mudança de perspectiva muda tudo, nos leva a questionar a ciência que estamos produzindo. A produção de ciência passa a envolver também a acessibilidade, a sua disponibilidade”, afirmou Altair Lira, assessor de relações institucionais do Centro de Referência das Pessoas com Doenças Falciformes.
A programação teve continuidade com mais dois paineis, um para dialogar sobre “Educação, Políticas Afirmativas e o Fomento de Políticas Públicas para Ciência Tecnologia e Inovação” e outro sobre “Tecnologias e Inovação para Equidade Racial e de Gênero na Ciência Tecnologia e Inovação”.
Propositiva
A Conferência Livre envolveu diferentes atores da sociedade para a construção de propostas concretas de políticas públicas dentro da temática de Equidade Racial e Gênero, entendendo-as como propulsoras de um desenvolvimento sustentável. O evento foi transmitido na íntegra pelo canal da TV UNEB no Youtube.
Durante as atividades foram escolhidos três representantes da temática que irão participar da Conferência Estadual: Lilian da Encarnação, representante da UNEB; Sandra Maria Cerqueira, representante da APNB e Altair Lira, representante da área da Saúde.
“A UNEB é vocacionada à inclusão e à democracia, a se estruturar a partir da diversidade. Trabalhar com a equidade é pensar justiça social e a Universidade, pela sua própria natureza, tem caminhos construídos junto ao povo negro, quilombola e originários”, frisou Lílian Encarnação, coordenadora do Centro Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da UNEB.
Os participantes realizaram também uma produção coletiva de dois documentos com as propostas de políticas públicas que serão levadas à apreciação na Conferência Estadual e também à Conferência Nacional, atendendo ao eixo 4 da programação que trata da Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.
A Conferência Livre foi uma iniciativa da Fiocruz-Bahia em parceria com o Cepaia da UNEB, APNB, Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-Ufba), e das Secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
“Equidade de Raça e Gênero: fator propulsor do Desenvolvimento Sustentável”. Esse é o tema da Conferência Livre de Ciência, Tecnologia e Inovação, a ser realizada nesta quarta-feira (3), às 9h, no auditório Jurandyr Oliveira, localizado no Departamento de Educação (DEDC) do Campus I da UNEB, em Salvador.
A iniciativa, que faz parte da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, tem como principal objetivo sistematizar contribuições e propostas que possam auxiliar, de forma efetiva, na ampliação da participação de negros e negras na área de Ciência, Tecnologia e Inovação, indicando caminhos para a construção de políticas públicas de incentivo à formação de pesquisadores, fomento à pesquisa e a ocupação dos espaços acadêmicos e de decisão, superando barreiras e dificuldades enfrentadas nos mais diversos âmbitos da sociedade.
Alinhada às proposições da Conferência Estadual e Nacional, o evento pretende envolver diferentes atores da sociedade como pesquisadores, acadêmicos, profissionais, estudantes, membros da sociedade civil e tantos outros grupos sociais. A ação integra o eixo 4 – Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.
O evento pretende envolver diferentes atores da sociedade como pesquisadores, acadêmicos, profissionais, estudantes, membros da sociedade civil e tantos outros grupos sociais. Os interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição.
Promovidas pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, as Conferências são espaços de informação e conhecimento de excelência criados com o objetivo de contribuir para a melhoria da ciência, tecnologia e inovação brasileira. As atividades podem ser realizadas em âmbito municipal, estadual, temática, ou em qualquer outra configuração que estimule a participação social das instituições envolvidas.
O evento é uma iniciativa da Fiocruz-Bahia em parceria com o Centro de Estudos dos Povos Afro-Indígenas Americanos (Cepaia) da UNEB, Associação de Pesquisadores Negros da Bahia (APNB), Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-Ufba), e das Secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
*Com informações da Fiocruz-Bahia. Imagem (destaque): Divulgação
A UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG), foi contemplada para participar do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, iniciativa que contará com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC).
O programa irá selecionar anualmente 14 estudantes para realizar estágio de pesquisa (mestrado sanduíche/doutorado sanduíche) na Faculdade de Educação da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, entre os anos de 2024 e 2027, visando atingir 56 pós-graduandos.
A participação da UNEB será através de missões de estudos, contemplando discentes do Mestrado Profissional em Educação e Diversidade (MPED), que irão se submeter a um processo de seleção interna. Os estudantes ocuparão às vagas, juntamente com os estudantes de outros três programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): Educação, Ensino de História, e História Social.
O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento é uma ação afirmativa voltada para estudantes negros/as, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. A iniciativa irá conceder bolsas para o intercâmbio de estudantes pelo período de até nove meses.
“É uma oportunidade única dos nossos alunos do mestrado profissional irem para Cambridge. Para a Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação da universidade, a internacionalização é uma ação prioritária”, explica a pró-reitora da PPG da UNEB, Tânia Hetkowski.
O projeto selecionado tem como temática a “Educação Antirracista em perspectiva transnacional: o movimento negro e as Histórias e Culturas Africanas e Afro-Brasileiras educando sociedades e currículos para as relações étnico-raciais e de gênero no Brasil e na diáspora africana”.
“O Programa Abdias vai oportunizar missões de estudo e cumprirá um importante papel no processo de internacionalização da pós-graduação e como ação afirmativa, oferecerá a oportunidade de intercâmbio para estudantes do interior da Bahia. Ou seja, é a universidade pública, juntamente com a Capes e Secadi ampliando horizontes de mundo e apresentando outras perspectivas para a produção do conhecimento”, declara Iris Verena, coordenadora do MPED e componente da equipe do projeto.
As atividades serão coordenadas pelo professor Amilcar Pereira, dos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e em Ensino de História (ProfHistória) da UFRJ, em parceria com as docentes Kathryn Moeller, coordenadora do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da University of Cambridge, Iris Verena Oliveira, do Programa de Pós-Graduação em Educação e Diversidade da UNEB, Monica Lima e Souza, dos Programas de Pós-Graduação em História Social (PPGHIS) e em Ensino de História da UFRJ, e com o professor Thiago Ranniery, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRJ.
A seleção consistirá na realização de uma prova de proficiência em língua inglesa e identificação de aderência entre o projeto de pesquisa do estudante e o escopo geral do projeto.
Encontro abordou tema “Lesbianizar e sensualizar a arte de bem viver”
Lésbicas e mulheres bissexuais se reuniram no último fim de semana, entre os dias 25 e 27 de agosto, para refletir e trocar experiências sobre suas vivências durante a oitava edição do Encontro de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia (Enlesbi), realizado no Hotel Concept, em Salvador.
O encontro, que neste ano abordou o tema “Lesbianizar e sensualizar a arte de bem viver”, contou com palestras, oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais, além de promover a integração e o fortalecimento da rede de apoio entre as participantes.
“O viver lésbica e bissexual é uma arte de fato. E o nosso encontro tem um papel formador, de empoderamento. É uma imersão que traz outras vozes que possam contribuir no processo de discussão sobre o nosso viver”, explicou a professora Amélia Maraux, uma das organizadoras do evento.
O encontro contou com a presença de representantes de instituições apoiadoras e parceiras entre elas a vice-reitora da UNEB, Dayse Lago. “A UNEB tem o compromisso de estar junto e em parceria com os movimentos sociais, organizações sociais e coletivos que debatem o tema das lésbicas e mulheres bissexuais, pois a universidade, que defende a política de gênero e da diversidade, assume seus valores republicanos, democráticos e participativos na luta pelos direitos humanos de todas e todos, sem distinção de raça, gênero ou credo”, destacou.
O Enlesbi é um espaço que se dedica também a potencializar a organização de lésbicas e mulheres bissexuais no interior do estado, regiões onde as práticas de lesbocídio são mais presentes, conforme aponta dados do dossiê organizado pelo Núcleo de Inclusão Social (NIS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2018. A partir da ação interiorizada do encontro que a jornalista e pesquisadora SarahSanches teve a sua vida transformada depois de participar de uma edição do evento.
“Eu era estudante da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), e tive a alegria de conhecer o Enlesbi. Foi um momento muito emocionante para mim, que vinha nesse processo de me reconhecer enquanto lésbica. Estar em espaço coletivo, organizado, afetivo com outras mulheres lésbicas e bissexuais é marcante. A partir desse encontro que eu me senti subjetivamente fortalecida para reivindicar também os meus direitos”, afirmou a estudante de especialização em Gêneros, Raças e Sexualidades pelo Cegres/Diadorim da UNEB.
A estudante do curso de Ciências Sociais do campus I da UNEB, Jéssica Souza, teve a oportunidade de participar do seu primeiro Enlesbi, contribuindo com a organização do evento como monitora de ensino. “Como jovem negra e bissexual vejo que foi essencial a possibilidade de estar em um encontro em que posso expressar a minha orientação sexual e ser acolhida, além de vivenciar essa troca de experiência com mulheres jovens e mulheres mais velhas”, ressaltou a discente.
A programação ainda teve a mesa “Memórias e Histórias Virginianas” como homenagem à pesquisadora e uma das idealizadoras do Enlesbi, Virgínia Nunes, falecida em abril deste ano. As participantes tiveram a oportunidade de saudar umas às outras, saudando também à memória da professora Vírginia – iniciando o encontro com a inspiração de luta e solidariedade que ela representa.
No último dia de atividades (27), as organizadoras do encontro promoveram a Caminhada da Visibilidade Lésbica e de Mulheres Bissexuais, nas proximidades do Hotel Concept. O ato possibilitou que as participantes expressassem nas ruas as suas lutas por respeito e reivindicação de políticas públicas para as lésbicas e mulheres bissexuais.
O Enlesbi teve a realização da UNEB, do Centro de Estudos em Gênero, Raça, Etnia e Sexualidade (Cegres/Diadorim) e da Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais (LBL).
A iniciativa contou com apoio das Secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM), de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), além do Instituto Odara, Rede Lésbi Brasil, grupo de pesquisa Candaces da UNEB, Grupo Amuleto, Coletivo de Mulheres Negras Ayomidê Yalodê e do Fórum Baiano LGBT.
A UNEB vai sediar, na próxima quinta-feira (13), às 9h, o lançamento do selo Selo Lilás, iniciativa que visa reconhecer e certificar empresas que promovem o enfrentamento da desigualdade de gênero no ambiente de trabalho.
A solenidade, que acontece no Teatro UNEB, no Campus I da universidade, em Salvador, contará com a presença da Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, do governador do Estado, Jerônimo Rodrigues, e da reitora da UNEB, Adriana Marmori.
“Ressaltar e valorizar a atuação das mulheres nos diferentes espaços é, antes de tudo, assumir posturas não machistas também nas relações de trabalho. Esse selo é educativo na medida em que amplia o debate sobre gênero, contribui para denunciar violências, racismos e aponta para um futuro de respeito, que é o que todas buscamos historicamente”, destaca a reitora Adriana Marmori.
A certificação, uma iniciativa do Governo do Estado, através da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPM), é uma importante ferramenta para incentivar o compromisso e engajamento das empresas na construção de um ambiente mais seguro, acolhedor e que valorize a contribuição das mulheres.
O projeto de lei de autoria da deputada Neusa Cadore (PT) foi aprovado pelo plenário, criando a Lei 13.434/2021, sancionada este ano por decreto do governador Jerônimo Rodrigues e regulamentada pela SPM.
Como conseguir a certificação?
Os critérios para a certificação serão descritos em edital, que será publicado no Diário Oficial do Estado. Podem participar empresas dos mais diversos portes e segmentos. Uma comissão irá avaliar os processos, projetos e políticas desenvolvidos no ambiente organizacional, que contemplem a promoção, a equidade e o bem-estar de suas funcionárias.
O Selo Lilás tem o objetivo de reconhecer e certificar as empresas que promovem ações de valorização da mulher e enfrentamento da desigualdade de gênero no ambiente de trabalho, fomentando uma nova cultura antidiscriminatória e de defesa de garantia dos direitos das mulheres.
Mulheres no mercado de trabalho
A Bahia tem 48,6% mulheres na força de trabalho no mercado formal e informal e as desempregadas correspondem a 19,3%. Dentre as mulheres que estão fora dessas relações, compondo 51,4% desse mercado, estão aquelas que chegaram à condição de desalentadas, totalizando 11%, segundo pesquisa do IBGE/PNAD Contínua, de 2022.
Esse é um cenário especialmente nocivo para a mulher porque, sem emancipação econômica, ela está mais vulnerável e sujeita à violência.
Cepaia da UNEB reuniu pesquisadores em palestra sobre democracia e justiça social no contexto internacional
O Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da UNEB realizou, ontem (10), a palestra “Diálogos Latitudes Africanas”.
Com o tema “Democracia, justiça social, ambiental e de gênero no contexto internacional”, a iniciativa se constitui a partir da ideia de pensar justiça social, de gênero, racial e ambiental de maneira contextualizada entre Brasil, Canadá e África, sendo ainda um espaço para se pensar novos caminhos para o saber científico no estado da Bahia.
Mediada pelo professor, Bas’Ilele Malamalo, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), a palestra foi proferida pela docente e pesquisadora Gina Thésée, da Faculté des sciences de l’éducation de l’Université du Québec à Montréal – UQAM.
Ambos os professores são interessados nos estudos da educação de pessoas em situação de múltiplas vulnerabilidades, notadamente, células que resultam de dinâmicas sistêmicas de dominação, opressão e exclusão. A palestra também contou com a participação do docente Paul R Carr, da Université du Québec en Outaouais, Canadá.
Participaram também da palestra os professores da UNEB, Osvaldo Fernández e Katharina Doring, além do coordenador do Cepaia da universidade e organizador da iniciativa, Euclides Santos.
O evento ainda reservou momentos de trocas de experiências sobre ensino, pesquisa e extensão com a participação da pró-reitora de Ações Afirmativas (Proaf) da UNEB, Dina Maria do Rosário, e do coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN) da universidade, Joabson Figueiredo.
O Centro de Estudos em Gênero, Raça, Etnia e Sexualidade (Cegres/Diadorim) da UNEB está com inscrições abertas, até o dia 18 de novembro, para seleção do curso de pós-graduação lato sensu em Gênero, Raça, Etnia e Sexualidade na Formação de Educadoras/es.
Estão sendo ofertadas 850 vagas, distribuídas por cidade ou polo, sendo 425 oportunidades para docentes da rede pública, 85 para professores das redes públicas de educação básica municipais, 255 para egressos licenciados ou bacharéis do ensino superior, e 85 para educadores populares e sociais que desenvolvam projetos e ações socioeducativas em organizações da sociedade civil.
As etapas do processo seletivo consistem em homologação das inscrições, avaliação do currículo lattes e da carta de intenções. O resultado da seleção será divulgado no dia 7 de dezembro.
O curso de pós-graduação lato sensu em Gênero, Raça/Etnia e Sexualidade na Formação de Educadoras/es será ofertado na modalidade EaD, com carga horária total de 570 horas. O curso terá início no primeiro semestre de 2023.
A Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb) vai promover a exibição do documentário “Para Além dos Seios”, nesta quinta-feira (13), às 17h, no auditório da associação, no Campus I da UNEB, em Salvador.
A exibição da obra integra as atividades da entidade nesta campanha Outubro Rosa. O filme parte do contexto enquanto significante do feminino, para problematizar as relações com o corpo e o gênero na contemporaneidade.
São abordados assuntos como: mastectomia, transgêneros, assédio e violências contra as mulheres, feminismo, sexualização do feminino, ditadura da imagem, cirurgias estéticas e amamentação.
Segundo o diretor da obra, Adriano Big, a intenção é expor as questões de gênero, a tolerância e o respeito ao outro, trazendo à tona discussões atuais como aborto, a teoria queer, uma visão crítica das representações midiáticas, a opressão das ideologias religiosas sobre os corpos.
O documentário já circulou pelo Brasil em sala de cinemas de Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. A obra também foi lançada em países como Inglaterra, Holanda e Rússia.
Após a exibição do documentário, acontecerá uma roda de conversa com as presenças de Adriano Big, da pesquisadora em questões de gênero, professora Cláudia Andrade Vieira, e da pedagoga e militante LGBTQIAP+, Thiffany Odara. O evento é organizado pela coordenação de Gênero, Etnia e Diversidade da Aduneb.
A Revista Multidisciplinar do Núcleo de Pesquisa e Extensão (RevNUPE), vinculada ao Departamento de Educação (DEDC) do Campus VII da UNEB, em Senhor do Bonfim, lançou edição do Dossiê Temático organizado pelo Grupo de Estudos em Educação Científica (GEEC).
A publicação, que conta com o tema a “Produção e Gestão do Conhecimento em Sexualidades, Gênero e Raça/Etnias: Múltiplas Interseções na Educação”, apresenta nove artigos que referendam a importância das temáticas e registram ações efetivas de docentes e pesquisadores que atuam na educação básica e educação superior.
O conteúdo do dossiê pode ser acessado gratuitamente no sitewww.revistas.uneb.br
A RevNUPE é um espaço para submissão de artigos referentes às diferentes experiências de pesquisa e extensão, qualificando ainda mais o ambiente de divulgação científica. O sistema de publicação é em fluxo contínuo e não cobra nenhuma taxa para submissão ou editoração de textos.