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Teixeira de Freitas: UNEB promove Semana estadual de História com destaque sobre golpe militar de 1964: (04 a 06/06)

A UNEB, por meio do Departamento de Educação (DEDC) do Campus X, em Teixeira de Freitas, vai promover a III Semana estadual de História, entre os dias 4 e 6 de junho, na unidade.

O evento tem como objetivo problematizar o golpe militar de 1964 em suas diferentes faces, tendo como foco o contexto histórico da Bahia e do Brasil.

A iniciativa vai permitir gerar discussões e troca de experiências entre pesquisadores e pesquisadoras de diferentes universidades e com objetos de estudos plurais.

A programação da semana terá mesas-redondas, conferências, rodas de conversa, rodas de apresentação de pesquisas, lançamento de livros e oficina de pintura corporal indígena.

A atividade tem parceria do Colegiado do curso de História do departamento, Centro de Estudos e Pesquisas Intercultural da Temática Indígena (Cepiti) e a Seção Sindical dos Docentes da UNEB (Aduneb).

Sobre comemorações…

Qual é o sentido da comemoração? Essa é uma experiência sempre atrelada à memória, à tradição e à legitimação de acontecimentos e ações, geralmente produzidas coletivamente. Também, comemorar evoca o sentido de vitória, de sucesso.

No que toca ao Golpe Militar de 1964, e à tentativa de transformá-lo em boa memória, isto é, algo que evoca identidade, luta coletiva, não encontra eco em nossa História, uma vez que esse episódio está mergulhado em autoritarismo, violência e morte.

Evocar esse período, marcado pela violência às instituições democráticas, à Democracia, será como anunciar uma nova punição às vitimas! Ferir, mais uma vez, as suas memórias e as de seus familiares! Impor uma nova tortura à sociedade, que se envergonha desse passado, que tem consigo a certeza dessa superação.

Promover desfiles militares, fazer tocar os seus hinos, marcharem seus soldados, cabos, tenentes, ao som de suas bandas, pode ter efeito contrário. Pode fazer levantar as barricadas, provocar a marcha dos cidadãos desempregados, dos velhos ameaçados pela reforma da previdência, dos desassistidos pela Saúde, dos jovens sem esperança, das mulheres mortas a tiro, das crianças mortas por balas perdidas. Um exército sem generais e sem ordem unida. Unidos apenas pelos sentimentos de ofensa e pelo respeito à cidadania.

Reitoria da UNEB