
A UNEB, em parceria com a Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC-Bahia), realizou na última quinta-feira (22), a segunda edição da caminhada em comemoração ao Dia Nacional dos Povos Ciganos.
O evento, realizado no Campus I da Universidade (Salvador), teve como objetivo promover o reconhecimento da contribuição da etnia cigana na formação da identidade cultural brasileira.

A vice-reitora da UNEB, Dayse Lago, marcou presença e destacou a relevância da cultura na formação humana e na promoção da diversidade. “Nós entendemos que a cultura é fundamental para a formação das pessoas, é essencial termos contato com o outro para aprender a conviver com as diferenças. A UNEB tem orgulho de dizer que oferece cotas de ingresso no vestibular para os povos ciganos, como uma forma de reparação social”, ressaltou.
A secretária do Colegiado do curso de Relações Públicas do Campus I da Universidade e uma das coordenadoras do evento, Nalu Miranda, salientou a influência histórica e cultural do povo cigano, ressaltando a importância do reconhecimento e da valorização dessa herança.

“A cultura cigana tem origem na Espanha, onde há 600 anos eles chegaram, chegou também ao Brasil no século XVI, influenciando a nossa cultura, dança, música e os nossos instrumentos. Em uma época de escuridão na Europa, os ciganos nômades trouxeram alegria. É um povo de cultura extremamente rica e que até hoje sofre com preconceitos. Essa caminhada é parte desse processo de dar vez e voz a esses povos, um trabalho inclusivo de nossa Universidade”, declarou a coordenadora.
Durante o evento, foram distribuídos panfletos informativos sobre os povos ciganos e sobre o Dia Nacional dos Povo Ciganos, celebrado em 24 de maio — data que também homenageia Santa Sara Kali, padroeira da comunidade.
A programação incluiu ainda uma caminhada coletiva pelo campus, além de apresentações culturais com dança, música ao vivo e uma exposição de artesanato, que destacaram e celebraram a riqueza da cultura cigana.
O evento teve apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati) e da Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) da UNEB.
Texto e fotos: Leandro Pessoa/Ascom












