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UNEB faz HISTÓRIA: Conselho Universitário vai a território indígena para entrega de título Doutor Honoris Causa ao Cacique Payayá

44 conselheiros do Consu e convidados foram recebidos pela comunidade Payayá para sessão solene.

“Somente uma universidade pública poderia fazer uma homenagem como esta. Viva a universidade pública, cuja mãe é o povo! Salve a UNEB, a universidade do povo!”

Foi com essas palavras que o escritor e professor Juvenal Teodoro da Silva – reconhecido na Bahia e no país como o líder indígena Cacique Juvenal Payayá –, manifestou, visivelmente emocionado, sua gratidão ao receber o título de Doutor Honoris Causa da UNEB.

A solenidade foi mais um marco histórico da universidade: pela primeira vez, o Conselho Universitário (Consu) da UNEB deslocou-se até o território indígena Payayá, no município de Utinga, região baiana da Chapada Diamantina, para a entrega da mais alta honraria acadêmica ao cacique, em festiva cerimônia realizada na manhã de hoje (16), com transmissão ao vivo pelo canal da TV UNEB no Youtube.

Reitora Adriana Marmori: diálogo muito forte com os povos indígenas.

“Este é um Consu histórico e memorável! O dia em que o cacique, poeta, ativista dos direitos dos povos indígenas e difusor de conhecimento para as novas gerações foi condecorado e homenageado com a maior honraria da universidade, entregue em seu território e diante de sua comunidade. Agradeço a aprovação unânime do Conselho e peço aos conselheiros que, em gesto simbólico, tirem a borla da cabeça – borla na academia significa conhecimento e aqui, neste espaço, a gente se rende ao conhecimento dos povos originários”, iniciou sua fala a reitora Adriana Marmori, que presidiu a solenidade.

A reitora salientou que a Bahia possui a segunda maior população indígena do país: “E isso se deve à herança ancestral dos povos indígenas e dos povos negros africanos trazidos compulsoriamente para o Brasil. Por isso, nós estamos aqui, a UNEB está aqui, porque ela já nasceu interiorizada, capilarizada, enraizada em todos os territórios do estado – e assim nossa universidade se articula com saberes que transbordam respeito, criatividade e compartilhamento”.

“Temos um diálogo muito forte com os povos indígenas. Neste ano a UNEB passou a ter 32 departamentos, porque criamos o pioneiro Departamento dos Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Camponesas, no município de Jeremoabo. Nossos registros apontam 495 egressos indígenas de cursos de graduação e de pós-graduação; e atualmente são 528 indígenas matriculados em diferentes cursos e campi da universidade. É um universo significativo, mas ainda é pouco. Criamos uma bolsa-auxílio exclusiva para estudantes indígenas, para contribuir com sua permanência nos cursos. Precisamos de mais, mais bolsas, mais indígenas“, disse Adriana Marmori.

Gestores da UNEB e do governo estadual celebram com homenageado.

Reconhecendo o talento literário do laureado, a reitora citou trecho de uma das obras de Juvenal Payayá – “Hoje os Payayá engrossam o quadro dos apelidados de índios dispersos, índios urbanos, índios desaldeados, índios não puros, impuros, sem nada, sem direito a ser o que são; apesar desse preconceito, nós, os Payayá, nunca desistiremos: lutamos reunindo foças e recursos inexistentes, em busca de identificar os poucos Payayá que certamente restaram do grande massacre” – e completou: “Precisamos ter um outro olhar, um olhar para o triste caminho do genocídio indígena. E assim eu conclamo a UNEB, o nosso Conselho, toda a  comunidade baiana, a continuar se firmando como espaço de produção de ciências, se somando às lutas históricas das comunidades indígenas, fazendo ecoar essas denúncias”, destacou Adriana Marmori.

Como lembrança do momento histórico, a reitora pediu para distribuir a todos os presentes o livro “Em busca do mapa da verdade“, de autoria do cacique, impresso pela universidade.

Estamos aqui para ajudar a salvar a terra

Com lágrimas nos olhos, Juvenal Payayá agradeceu à comunidade da UNEB pelo título que lhe foi outorgado, em especial à reitora Adriana Marmori, “uma mulher sábia, que considero da minha família”.

O cacique salientou também que “o povo Payayá não é apenas um povo que quer seu território para sobrevivência: estamos aqui para ajudar a salvar a terra, a salvar o rio, lutamos para preservar a vida. Plantamos aqui mais de 50 mil mudas de plantas nativas”.

Cacique Juvenal Payayá: “Salve a UNEB, a universidade do povo!”

“Meu agradecimento de coração por esta oportunidade, por tudo o que a UNEB fez e faz para nossos povos. Receber um titulo deste é poder ocupar um espaço de fala como este aqui. A liderança é uma das coisas mais importantes para nossos povos. Nunca esqueci dos ensinamentos dos nossos pais, avós e antepassados; obedecer aos mais velhos e à natureza, saber se guiar pelas melhores orientações – isso me fez chegar até aqui. Ainda criança descobri que, sem educação, a gente não vai para lugar nenhum“, afirmou o novo doutor honoris causa da UNEB.

Segundo Juvenal Payayá, “é necessário que se refaça a história dos povos ditos extintos, que se reconstrua o mapa desses povos. Nossa gratidão aos caciques que me antecederam e que nos encaminharam a não desistir dessa luta”.

Esposa do cacique, Edilene Payayá é coautora de obras com o marido.

Escritor, poeta, desenhista, ativista, professor, palestrante, entre outras atividades, Juvenal Teodoro da Silva, nasceu em uma aldeia na Chapada Diamantina, em 1945. Estudou História, na Universidade de São Paulo (USP), e Economia, na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). É membro da Red Latinoamericana por la Defensa del Patrimonio Biocultural e membro fundador dos movimentos Associativo Indígena Payayá (Maip) e Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba). Foi membro também dos conselhos estaduais de Educação da Bahia (CEE-BA) e dos Direitos dos Povos Indígenas do Estado (Copiba). É autor de mais de uma dezena de livros publicados, entre romances, contos, crônicas e poesia, alguns em coautoria com sua esposa, Edilene Payayá.

Esse é o décimo título de Doutor Honoris Causa concedido pela UNEB e o segundo outorgado pela instituição a uma liderança indígena – em 2021, Rosivaldo Ferreira da Silva, Cacique Babau Tupinambá, foi agraciado com a honraria.

Governador: reserva indígena do povo Payayá  

A mesa solene da cerimônia foi composta pela reitora Adriana Marmori, a vice-reitora Dayse Lago, a superintendente de Politicas para Povos Indígenas (SPPI), da Secretaria estadual da Promoção de Igualdade Racial (Sepromi), Patrícia Pataxó – que representou o governador do estado, Jerônimo Rodrigues –, o reitor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Jacques Miranda, representando os demais reitores presentes, a técnica administrativa da UNEB Ana Cleide Payayá, madrinha do homenageado, e os conselheiros (Consu) representantes das categorias docente, Clóvis Piau, técnico administrativo, Adaltiva Xavier, e discente, Eduardo Guerra.

Patrícia Pataxó representou o governador do estado na sessão.

Em mensagem de vídeo enviada ao evento, o governador Jerônimo Rodrigues parabenizou a reitora Adriana Marmori, os conselheiros do Conselho Universitário e toda a comunidade acadêmica, pelo “reconhecimento muito justo ao Cacique Juvenal Payayá“, desejando ao líder indígena que “os encantados protejam seus caminhos”.

Coube à representante do governador no evento, Patrícia Pataxó, informar ao laureado que o governo do estado autorizou a abertura de processo para doação daquele território à União (governo federal), a fim de que seja criada a reserva indígena do povo Payayá. “Não existem povos indígenas sem territórios indígenas”, reforçou a superintendente.    

“Magnífica reitora, hoje é dia sobretudo de gratidão, estar aqui é uma missão para mim. Nosso agradecimento muito especial à UNEB, por todo o esforço de trazer a universidade aos povos indígenas. O Brasil é plural e nossas universidades públicas são territórios indígenas também”, assinalou Patrícia Pataxó.

Proponente do título, Ana Cleide Payayá é técnica administrativa da universidade.

Proponente do título ao Cacique Payayá quando era membro do Consu – proposta que foi aprovada por unanimidade em junho de 2023, sendo publicada como Resolução 1.576/2023 –, a servidora técnica da UNEB Ana Cleide Payayá recordou, no seu discurso panegírico, a dedicação e etapas superadas até o encaminhamento do processo no Conselho Universitário.

“Em minha pesquisa de doutoramento, estudei sobre a longa trajetória de luta do cacique. Também desenvolvi um projeto de extensão universitária com a comunidade Payayá. E culminou com o meu reconhecimento por essa etnia indígena. Tudo isso foi consolidando a ideia de propor o título ao Conselho. Espero que esse honraria traga mais força e vitalidade ao Cacique Juvenal“, assinalou a madrinha do homenageado.

A cerimônia, em clima de alegre confraternização, foi prestigiada pela comunidade acadêmica e gestores da UNEB, indígenas do território Payayá e caciques de outras etnias, políticos e autoridades da região e de outros órgãos do estado, reitores e gestores de outras universidades e instituições de ensino públicas, entre outros convidados.

No começo da sessão, foi exibido vídeo-documentário sobre a vida e luta do Cacique Juvenal Payayá, produzido pela Assessoria de Comunicação (Ascom) da UNEB. Vale ainda registrar que, antes da solenidade e no seu encerramento, a comunidade Payayá apresentou danças e músicas rituais da etnia.

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom.

Centro de estudos da UNEB recebe exposição indígena até o fim deste mês

Exposição está em cartaz no Cepaia da UNEB até o fim deste mês

A exposição “Seres Terrestres em conexão com a sua divina existência” está em cartaz, até o fim deste mês, no Centro Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da UNEB, em Salvador.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, aborda o respeito às diversidades, a reverência à cultura e a espiritualidade indígena. A exposição visa difundir o conhecimento, os saberes e as práticas dos povos originários das etnias Fulni-ô, Kariri Xocó e Fulkaxó.

A mostra é idelizada pelos artistas plásticos Anatê e Rayran (Fulcaxó), sob orientação de Cícero Cruz (Wakay) e Manuela Barreto (Madjwane).

“Essa ação contribui para valorização, reconhecimento e fortalecimento das culturas dos povos originários. É importante observar que as etnias indígenas são diversas e cada uma possui sua individualidade”, salientou Anatê.

A exposição pode ser visitada na sede do Cepaia da universidade, localizada na Rua do Passo, nº4, bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. A mostra pode ser prestigiada de segunda à sexta, das 8h às 17h; e sábado, das 9h às 16h.

A iniciativa tem apoio do Cepaia, Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGAfin), Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf), Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult) da UNEB.

Informações: (Cepaia) – Tel. (71) 3241-0840

Imagem (destaque): Divulgação

Nota de apoio e solidariedade ao povo Pataxó da Costa do Descobrimento

Nós, professore(a)s, técnico(a)s, estudantes, representantes da comunidade acadêmica da Universidade do Estado da Bahia e demais membros do Conselho Superior (CONSU) da UNEB, vimos manifestar publicamente nosso apoio e solidariedade aos povos e comunidades indígenas do Brasil, especificamente, às famílias e estudantes Pataxó de nossa universidade das TI’s Barra Velha e Comexatiba. Vítimas do dramático ciclo de ataques e violências que se intensificou no nosso país e na região do Extremo Sul baiano. Cujas comunidades ainda choram a perda de seu jovem parente, Gustavo Silva da Conceição (14 anos), barbaramente assassinado na madrugada do dia 4 de setembro, último passado. Ironicamente, no vale do Rio Kaí, na chamada ‘Costa do Descobrimento’, na TI Comexatiba, justo no lugar onde primeiro, o Brasil foi invadido, em 1500. Uma demonstração inconteste que a colonização por aqui não acabou e que se torna urgente a demarcação das Terras Indígenas do Brasil, bem como, da reparação ainda que parcial, dos danos seculares que este projeto de dominação tem provocado aos povos originários e ao nosso país.

Diante do exposto, reiteramos que, o Estado brasileiro em suas distintas instâncias e instituições, não pode mais continuar omisso frente à grave violação dos direitos indígenas, dos direitos humanos e outros decorrentes. Tampouco, isentar-se de seu dever constitucional de demarcar, sem procrastinação, as Terras Indígenas que estão por demarcar, garantindo-lhes dignidade e pleno direito ao acesso às políticas públicas, destacadamente, à educação e ao desenvolvimento de seus projetos societários. Que, as autoridades competentes envolvidas na força-tarefa organizada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, atenta aos direitos constitucionais, aos direitos humanos e indígenas, uma vez assistidas pelo MPF, realizem a urgente apuração dos responsáveis pelos direitos violados e os crimes que vêm sendo, de modo recorrente, praticados contra o povo Pataxó e demais povos indígenas do Sul e Extremo Sul da Bahia. Região que vem ganhando relevo por ocupar o segundo lugar no ranking da violência contra povos indígenas em todo o país.

NOTA LIDA E APROVADA EM REUNIÃO DO CONSU DO DIA 16/09/2022.

UNEB inscreve para concessão de auxílio financeiro a estudantes indígenas até 27 de setembro

A Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes) da UNEB está com inscrições abertas, até o dia 27 de setembro, para o processo de homologação do auxílio financeiro para os estudantes indígenas do Programa de Bolsa Auxílio Indígena Apako Zabelê (PBIAZ).

A seleção é destinada aos discentes regularmente matriculados nos cursos de graduação da Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena (LICEEI) e da Pedagogia Intercultural em Educação Escolar Indígena (Pedagogia Intercultural), vinculados semestralmente em, no mínimo três componentes curriculares, exceto em situações curriculares referentes à pré-requisito e/ou conclusão de cursos ofertados pela UNEB.

Estão sendo ofertadas 153 bolsas, no valor mensal de R$500, em até quatro parcelas, por semestre, para cada discente. Excepcionalmente, o benefício poderá ser acumulado com as modalidades Auxílio Básico do Programa Mais Futuro e Auxílio Moradia.

Para solicitar o Bolsa Auxílio Indígena, os interessados deverão preencher formulário eletrônico e enviar a documentação digitalizada, conforme exigido no edital do processo seletivo. O resultado final da seleção será divulgado no dia 10 de outubro.

O auxílio financeiro do Bolsa Auxílio Indígena foi instituído através da Resolução nº 1.528/2022, que visa atender às demandas dos discentes matriculados, relacionadas ao transporte (tempo universidade e tempo comunidade), à alimentação e ao material didático-pedagógico durante as atividades.

Veja edital de seleção Bolsa Auxílio Indígena Apako Zabelê (PBIAZ)

Acesse FAQ do edital de seleção Bolsa Auxílio Indígena Apako Zabelê (PBIAZ)

Informações: www.praes.uneb.br.

Foto (destaque): Divulgação/Opará

UNEB aprova criação de programa de bolsa-auxílio para permanência de estudantes indígenas

O Conselho Universitário (Consu) da UNEB, instância máxima deliberativa da instituição, aprovou a criação do Programa de Bolsa-Auxílio indígena Apako Zabelê (PBIAZ), para discentes das Licenciaturas Intercultural em Educação Escolar Indígena (Liceei) e da Pedagogia Intercultural em Educação Escolar Indígena, no âmbito da universidade.

A Resolução 1528/2022, publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE-BA) do último dia 24 de agosto, registra formalmente a deliberação institucional, que será operacionalizada e coordenada pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes), após uma construção coletiva, com a participação direta de estudantes e professores indígenas.

Além de integrantes das duas graduações, participaram também as equipes dos Centros de Pesquisa em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará) e de Estudos e Pesquisas Intercultural da Temática Indígena (Cepiti). O processo contou com consultas públicas realizadas em plenárias populares, qualificadas por diversos povos e etnias.

“Consideramos essa resolução um feito histórico no sentido de reparação social, em que mais uma vez a UNEB contribui diretamente para a consolidação dos direitos dos povos indígenas. Essa é uma vertente contínua de pensar e agir sobre a permanência estudantil dos indígenas no Ensino Superior na Bahia, contribuindo para a Pedagogia Indígena e à Educação Escolar Indígena na Educação Básica do estado, operacionalizando a formação de professores”, destaca o pró-reitor (Praes) Jean Santos.

O programa prevê a concessão de auxílio financeiro em até oito parcelas de R$ 500, sendo quatro parcelas por semestre. Estarão habilitados para participação no PBIAZ, os discentes regularmente matriculados nos cursos Liceei e Pedagogia Intercultural vinculados semestralmente em, no mínimo três componentes curriculares, excetuando-se situações curriculares referentes a pré-requisito e/ou conclusão de cursos ofertados pela universidade.

A resolução atende às demandas por inclusão e permanência dos estudantes indígenas na Educação Superior. Estão entre os beneficiados, aqueles vinculados ao Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII da UNEB, em Paulo Afonso, das comunidades identificadas e localizadas nos Territórios de Identidade do Norte e Oeste do estado: Tuxá, Kaimbé, Kiriri, Tumbalalá, Kariri Xocó, Pankararé, Atikum, Pankaru, Truká, Truká Tupan, Kambiwá Xucuru Kariri Kantaruré).

Também serão observados os que possuem relação com o DEDC do Campus X, em Teixeira de Freitas, dos povos situados nos territórios do Sul e Extremo Sul da Bahia: Pataxó, Tupinambá, Pataxó Hã Hã Hãe (Kamakã, Kariri Sapuiá, Maxakali e Baenã). O edital do processo seletivo deve ser publicado nos próximos dias.

O novo programa é uma expansão das ações de permanência estudantil já em execução pela instituição, a exemplo do Programa Geral de Bolsa-Auxílio, do Programa de Auxílio Conectividade Digital (inscrições abertas) e do Auxílio financeiro para o Regime de Alternância – Programa de Bolsa Auxílio Estudantil (inscrições abertas).

Texto: Leandro Pessoa/Ascom

Ciclo de Formações Continuadas promove diálogo entre professores e lideranças indígenas em Pintadas

Docentes da UNEB desenvolveram atividades com professores do município e lideranças indígenas

Promover a atualização, o diálogo e a troca de experiências entre professores, gestores e técnicos da Rede de Educação do município de Pintadas, além de fortalecer o compromisso da UNEB com a Educação Básica baiana.

Esses foram os objetivos da primeira fase do Ciclo de Formações Continuadas, realizada pela Prefeitura Municipal em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da universidade, nos últimos dias 20 e 21 de maio.

Etapa do ciclo foi realizada em simultâneo à programação da 1ª Feira Indígena de Pintadas

Com o tema “Educação e Saúde Sistêmica: um olhar pela Cosmovisão Indígena”, o encontro ocorreu em simultâneo à programação da 1ª Feira Indígena de Pintadas, com exposições de artesanatos e medicinas indígenas, cantos, danças e contação de histórias.

Na ocasião, foram ministradas seis oficinas voltadas à qualidade de vida e promoção da saúde, desenvolvidas por professores da UNEB, dos Campi de Salvador, Jacobina e do Avançado de Lauro de Freitas, com representantes indígenas das etnias Kariri-Xocó, Fulni-ô e Fulkaxó.

A Proex planeja novas formações dentro da mesma temática, com a possibilidade de parceria com os Centros de Estudos sobre Povos Indígenas e Populações Tradicionais (Cepit) e de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará), ambos da universidade. 

O Ciclo de Formações Continuadas no município de Pintadas conta com o trabalho das equipes das Gerências de Extensão (Geex) e de Apoio à Cultura e às Ciências (Gacc) da Proex.

Vídeo: Prefeitura de Pintadas

UNEB concede título Doutor Honoris Causa ao Cacique Babau Tupinambá nesta quarta (30), 19h

A UNEB vai realizar a cerimônia de outorga de concessão do título de Doutor Honoris Causa a Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau Tupinambá, nesta quarta-feira (30), às 19h, com transmissão online, no canal da TV UNEB, no YouTube.

A honraria foi aprovada, em 2019, pelos membros do Conselho Universitário (Consu) da universidade e proposta pelo então representante discente do órgão, Vitor Amaral.

“Cacique Babau é uma personalidade conhecida internacionalmente como referência de luta pelos povos indígenas do Brasil. O título concedido a ele é uma forma de homenagem ao povo tupinambá, aos povos indígenas e aos nossos antepassados. Iniciativas como esta fortalecem o papel da universidade de ser democrática e promover igualdade de condições e direitos entre os diferentes povos”, destacou Vitor Amaral, estudante de Pedagogia do campus de Teixeira de Freitas da instituição.

A solenidade será presidida pelo reitor José Bites de Carvalho e vice-reitor Marcelo Ávila, e contará ainda com a presença dos membros do Consu e da comunidade acadêmica da universidade.

Indicação da honraria

O título de Doutor Honoris Causa da UNEB é conferido a professores, cientistas, educadores e personagens eminentes, nacionais ou estrangeiros, não pertencentes ao quadro da universidade, que tenham prestado serviços relevantes ao ensino, à pesquisa, às letras ou às artes.

A indicação da honraria é feita pelo reitor, diretor de departamento e conselheiros do Consu da instituição, e aprovado pelo conselho universitário, em sessão especial e por voto secreto, sendo exigidos 2/3 de votos favoráveis.

Já foram agraciados com a maior honraria da universidade o então presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, o dramaturgo e ativista político, Abdias do Nascimento, e o historiador e escritor baiano, Luís Henrique Tavares. Também receberam o título a líder religiosa, Mãe Stella de Oxóssi, e o educador e primeiro reitor da universidade, Edivaldo Boaventura.

Cacique Babau, grande líder indígena Tupinambá

Também conhecido como Rosivaldo Ferreira da Silva, Babau é líder na Terra Indígena Tupinambá, situada nos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, região sul da Bahia, na qual vivem mais de 4,6 mil indígenas.

A região vive na atualidade em conflito fundiário. Por conta dos confrontos, o cacique já foi preso diversas vezes e teve sua vida supostamente ameaçada por defender os direitos dos povos indígenas na localidade.

A perseguição ao cacique ganhou atenção das entidades de Direitos Humanos mundiais e cobranças ao governo brasileiro para medidas de proteção ao líder indígena.

Em 2018, Babau recebeu da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a Comenda Dois de Julho, em reconhecimento pela sua luta na defesa dos direitos dos povos indígenas.

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Assista toda a cerimônia de outorga do título no Canal da TV UNEB, no YouTube

Os cumprimentos ao Cacique Babau Tupinambá podem ser enviados em formato de texto ou vídeo para o e-mail titulodhcbabau@uneb.br  até o dia 30 de junho.

Ascom lança segundo episódio de podcast: a balbúrdia está no ar!

Líder da comunidade Tupinambá da Serra do Padeiro, Rosivaldo Ferreira Silva, o Cacique Babau, receberá o título de Doutor Honoris Causa da UNEB, em reconhecimento à sua história de vida e trajetória de luta pelo reconhecimento dos direitos indígenas no Brasil.

Para além do que dizem os veículos de imprensa e os dossiês da Polícia Federal, o papo desta segunda edição do “Fala, Balbúrdia!” privilegiou o poder do relato e das vivências deste líder baiano e dos povos originários do nosso país.

Quer saber como foi esse papo?

Nos ouça no Spotify, Deezer, Google Podcast e também no IG @oficialuneb e no Canal da TV UNEB, no YouTube.

Vem balburdiar com a gente! Kuekatu reté (muito obrigado)!

Podcast “Fala, Balbúrdia!”

O podcast é um projeto da Assessoria de Comunicação da UNEB pensado para você ficar ainda mais próximo da gente! Balbúrdia é sinônimo de movimento, de mistura, de pessoas unidas em busca de construções coletivas!

Com esse barulho que vamos dialogar, trocar conhecimento, se encontrar e se perder na diversidade de ideias e perspectivas sobre temas de interesse público, sempre com colaboração da comunidade acadêmica. A cada 15 dias, traremos episódios inéditos para você.

Veja episódios do podcast:

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Deezer
Google Podcast

Informações: e-mail listaascom@uneb.br.

Imagem (home): Arte de Adriano Reis e Anderson Freire/Ascom

 

 

UNEB realiza cerimônia online de Colação de Grau de turma da LICEEI

A UNEB vai realizar, nesta quarta-feira (30), a Colação de Grau da turma de 2009 da Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena (LICEEI/UNEB), na área de concentração de Ciências da Natureza.

A cerimônia será promovida por mediação tecnológica, às 16h, através do Canal do YouTube do Departamento de Educação (DEDC) do Campus X, em Teixeira de Freitas.

A UNEB oferece, desde 2009, o LICEEI, curso específico destinado a formação em nível superior de professores de escolas indígenas realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEC) da Bahia e apoio inicial do Ministério da Educação (MEC), através do Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (PROLIND).

O projeto da licenciatura foi desenvolvido pela UNEB com a participação de comunidades e associações indígenas do estado e órgãos públicos parceiros. São oferecidas vagas para indígenas de comunidades da Bahia, sobretudo para aqueles que atuam como educadores ou gestores de escolas.

Provas do Vestibular Indígena da UNEB serão aplicadas nesta sexta-feira (24)


As provas do Vestibular Indígena 2019 da UNEB serão aplicadas nesta sexta-feira (24), nas cidades de Euclides da Cunha, Eunápolis, Ibotirama, Paulo Afonso e Teixeira de Freitas.

O processo seletivo visa o preenchimento das 172 vagas dos cursos Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena (LICEEI) e Pedagogia Intercultural em Educação Escolar Indígena, com ingresso previsto para o semestre letivo 2020.1.

Já está disponível, desde o dia 20 de janeiro, o Cartão Informativo do Candidato. O documento, que vale como confirmação da inscrição e apresenta informações como o local de prova, pode ser consultado no site selecao.uneb.br/indigena2019, após digitação da data de nascimento e do código de inscrição.

O exame será composto por 20 questões objetivas de múltipla escolha e uma discursiva, versando sobre temas relativos à educação escolar indígena, especificados no edital de convocação. A abertura dos portões será às 9h20 e o fechamento às 9h50. A prova terá início às 10h, com duração de duas horas.

O documento de identificação indicado no requerimento de inscrição deve ser o mesmo a ser apresentado, na sua forma original, sempre que solicitado durante toda a realização do vestibular. É obrigatório o uso caneta transparente com escrita na cor preta ou azul para a realização da prova.

O gabarito preliminar da prova será divulgado no dia 25 de janeiro. O resultado final será divulgado até o dia 12 de março. A data de matrícula será divulgada posteriormente.

Estão sendo disponibilizadas 100 vagas para o Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII da universidade, em Paulo Afonso. Outras 72 serão ofertadas pelo DEDC do Campus X da instituição, em Teixeira de Freitas.

Veja também edital da seleção

Informações: CPS/UNEB – tel. (71) 3117-2352 ou e-mail cpsindigena2019@uneb.br.