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UNEB inscreve para edital de produção de obras literárias negras e indígenas da Bahia até 26/05

A UNEB, por meio dos Programas de Arte e Cultura (Proarte) e de Formação para a Diversidade (ProUNEBDiversa), está com inscrições abertas para o edital “Literaturas Negras e Indígenas da Bahia: a Arte da Palavra no Risco da Cor”.

A iniciativa é voltada para a seleção e publicação de obras literárias inéditas de estudantes cotistas negras/es, indígenas e quilombolas da Universidade em diferentes gêneros, como poesia, conto e crônica.

Os(as) interessados(as) deverão inscrever suas propostas de obras no formulário online, até às 17h, do dia 26 de maio, atendendo ao envio de documentação detalhado em edital. A previsão é que o resultado da seleção seja publicado no dia 29 de julho.

O edital visa contribuir com a territorialização do Proarte, a partir da multicampia unebiana, bem como, promover a diversidade cultural, reconhecendo e valorizando as diversas narrativas e poéticas de autorias negras e indígenas da Bahia.

O edital é fruto de um acordo de cooperação celebrado entre a UNEB e a Secretaria estadual de Cultura (Secult), através da Fundação Pedro Calmon (FPC).

Acesse o Edital de Seleção da iniciativa
Acesse aqui o link para o formulário de inscrição

Texto: Leandro Pessoa/Ascom

UNEB lança edital para produção de obras literárias negras e indígenas da Bahia; inscrições até 26/05

A UNEB, por meio dos Programas de Arte e Cultura (Proarte) e de Formação para a Diversidade (ProUNEBDiversa), lançou o edital “Literaturas Negras e Indígenas da Bahia: a Arte da Palavra no Risco da Cor”.

A iniciativa é voltada para a seleção e publicação de obras literárias inéditas de estudantes cotistas negras/es, indígenas e quilombolas da Universidade em diferentes gêneros, como poesia, conto e crônica.

Os(as) interessados(as) deverão inscrever suas propostas de obras no formulário online, até às 17h, do dia 26 de maio. atendendo ao envio de documentação detalhado em edital. A previsão é que o resultado da seleção seja publicado no dia 29 de julho.

O edital visa contribuir com a territorialização do Proarte, a partir da multicampia unebiana, bem como, promover a diversidade cultural, reconhecendo e valorizando as diversas narrativas e poéticas de autorias negras e indígenas da Bahia.

O edital é fruto de um acordo de cooperação celebrado entre a UNEB e a Secretaria estadual de Cultura (Secult), através da Fundação Pedro Calmon (FPC).

Acesse o Edital de Seleção da iniciativa
Acesse aqui o link para o formulário de inscrição

Texto: Leandro Pessoa/Ascom

III Ocupação Arribar o Céu promove artes e saberes indígenas e afro-brasileiros no Campus de Sto. Antônio de Jesus: dia 21/11

A UNEB, por meio do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus V, em Santo Antônio de Jesus, realizará nesta quinta-feira (21), a III Ocupação Arribar o Céu: arte negra e indígena para contra-colonizar a educação, com programação aberta ao público.

A iniciativa, que conta com apoio do Programa de Arte e Cultura (Proarte) da UNEB, visa ocupar a universidade com artes e saberes indígenas e afro-brasileiros, promovendo um intercâmbio artístico, político e pedagógico entre estudantes e professores da educação básica, grupos culturais comunitários e a Universidade Pública, reafirmando seu caráter plural e democrático.

Esta edição irá homenagear duas personalidades das artes brasileiras que tiveram suas obras estudadas pelo Grupo de Estudos e Experimentações, a artista e ativista indígena do povo Yepa Mahsã, Daiara Hori Tukano, e o músico e pensador das culturas afro-barrocas, Mateus Aleluia.

A programação prevê pela manhã a realização de Oficinas de Artes e Saberes Integrados que serão coordenadas por mestes/ãs da tradição oral, artistas e arte-educadores, envolvendo diferentes linguagens como artes circenses, sonoridades, pinturas, artesanato em barro, grafismo e uso de plantas medicinais.

À tarde, as atvidades serão dedicadas à Roda de Sabenças, aberta com a contação de histórias “Das bocas de quem veio antes: histórias na roda afro-indígena com o grupo Cirandeiros do Sertão (Serrolândia) e finalizada com a apresentação circense da Trupe do Benas, de Senhor do Bonfim. A roda contará com a presença de Otto Payayá, indígena coletor e semeador de ervas da caatinga. Na oportunidade será lançado o livro de Cânticos e poemas do povo indígena Payayá, com a presença de Ana Cleide e Itã Payayá.

À noite, as apresentações artísticas serão conduzidas pelas mulheres com a apresentação do grupo Semi-Áridas, um coletivo de cantadoras, compositoras, multi-instrumentistas, poetas, artesãs, atrizes e arte-educadoras que fomenta a produção feminina nos sertões. Elas apresentarão o show Mulherageando. O encerramento ficará por conta da DJ Carolex ao som de rimos afro-caribenhos e indígenas.

Em concomitância com a programação, os pátios e o estacionamento do Campus da Estação da UNEB serão ocupados por uma Tenda Literária com o grupo de pesquisa Lefor, Feira Agroecológica, além de Feira com produtos artesanais e sustentáveis. O ambiente será ilustrado pelo artista visual Cícero Matos que apresentará obras da Série “Sertões Afro-indígenas”.

Informações: Instagram – @arribaroceu

Abril Indígena: UNEB é pioneira em ações de valorização, inclusão e respeito aos povos indígenas

Centros de pesquisa e licenciaturas indígena, projetos extensionistas em comunidades indígenas, bolsas-auxílio, reserva de vagas no vestibular e Sisu, e a instalação do Campus Intercultural, em Jeremoabo. 

São inúmeros projetos e programas implementados e executados pela UNEB enquanto política de inclusão e permanência indígena, além de ações de valorização e respeito aos nossos povos originários. 

Reitora e vice-reitora da UNEB ao lado dos estudantes do Opará, na reunião do Consu que aprovou a criação do Campus Intercultural

A reitora da UNEB, Adriana Marmori, atua, junto a equipe de gestão da universidade, na implantação e fortalecimento de políticas que democratizam o acesso ao ensino superior público e garantem a assistência estudantil e a permanência universitária. 

“Reitero a importância da presença indígena dentro da universidade, fazendo história, defendendo as línguas e as linguagens, defendendo os saberes construídos em todas as áreas do conhecimento. Nossa universidade reafirma diuturnamente o compromisso com a reparação histórica, com as políticas afirmativas de inclusão e permanência. Esse lugar é de todos e todas, estamos juntos nessa luta”, destaca a reitora. 

Inclusão da comunidade indígena 

Em uma ação pioneira, a UNEB, em 2007 ampliou o sistema de reserva de vagas para as populações indígenas. A medida fortaleceu a democratização do acesso ao ensino superior de grupos populacionais tradicionalmente excluídos.

Brenda: “Estar na universidade é parte do processo de demarcação de territórios para além dos espaços das comunidades”

O cenário que se estabelece após a ampliação do sistema de cotas unebiano é de diversidade na composição discente dos cursos, sobretudo, nos territórios com maior presença de comunidades indígenas, como Norte e Sul da Bahia. Atualmente, a instituição conta com mais de 400 estudantes indígenas, das mais variadas etnias, em cursos de graduação e de pós-graduação, em todas as áreas do conhecimento.

“Estar na universidade é parte do processo de demarcação de territórios para além dos espaços das comunidades. Uma forma de dizer ao mundo que existimos e que aqui permanecemos. É uma maneira de descolonizar esse lugar que até um tempo atrás não era feito e nem pensado para nós, minorias. É uma ferramenta para que nós possamos contar a nossa própria versão da história a partir de agora”, afirma Brenda Kaimbé, estudante do Curso de Pedagogia Intercultural em Educação Escolar Indígena, em Paulo Afonso. 

Permanência dos discentes 

A UNEB está, gradativamente, empenhando-se em promover a institucionalização das condições de permanência dos seus estudantes ingressos através das cotas, de forma que eles tenham satisfatórias condições acadêmicas e econômico-sociais de se manterem nos respectivos cursos, até a integralização.  

Atividades acadêmicas dos estudantes dos cursos Liceei e Pieei no Campus X da UNEB, em Teixeira de Freitas

Entre as ações, está o Programa Apako Zabelê (PBIAZ). Criada em 2022, a iniciativa oferta bolsas de auxílio financeiro aos estudantes indígenas. Neste ano, o programa oferta 287 bolsas aos discentes da universidade. 

Os processos seletivos para ingresso na graduação, através do vestibular da instituição e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), oferecem, obrigatoriamente, 5% das sobrevagas para candidatos indígenas.  

A UNEB é a maior executora do Programa Universidade para Todos (UPT), coordenado pela Secretaria estadual da Educação (SEC), que prepara estudantes concluintes e egressos da rede estadual para seleções de ingresso ao ensino superior. Com turmas em toda a Bahia, inclusive, na comunidade indígena Aldeia Boca da Mata, em Porto Seguro. 

Educação indígena 

E não para por aí, a UNEB também investe, desde 2009, na formação em nível superior de professores de escolas indígenas, através dos cursos das Licenciaturas Intercultural em Educação Escolar Indígena (Liceei) e em Pedagogia Intercultural em Educação Escolar Indígena (Pieei). 

Cerimônia de formatura dos discentes do curso de Licenciatura Intercultural de Educação Escolar Indígena do Centro de Pesquisa Opará

A medida tem como objetivo contribuir para a formação de profissionais e docentes da Educação Básica, que atuam com a educação escolar indígena. 

Neste mês simbólico, foi realizada, no Campus de Paulo Afonso, a formatura de 20 estudantes do curso de Licenciatura Intercultural de Educação Escolar Indígena do Centro de Pesquisa Opará. A solenidade, que representou um marco histórico para os povos originários na Bahia, foi marcada pela emoção dos formandos e de representações de diferentes etnias, especialmente das regiões Norte e Oeste da Bahia.   

“A universidade, apesar dos desafios, abraçou a causa e juntos fomos vencendo todos os obstáculos. Espero que outros indígenas Kantaruré tenham a oportunidade e coragem de concluir a graduação escolhida. Gratidão é a palavra”, diz Sheila Kantaruré, egressa da Liceei. 

Solenidade de diplomação da Licenciatura Intercultural de Educação Escolar Indígena (Liceei) ofertada no Campus de Teixeira de Freitas

Para acolher os novos estudantes das licenciaturas, o Centro de Estudos e Pesquisas Intercultural da Temática Indígena (Cepiti), realizou, no início deste mês, o I Seminário Educação Escolar Indígena: saberes tradicionais, território e universidade, no Campus de Teixeira de Freitas. Participaram do evento, estudantes, docentes, gestores da universidade e lideranças indígenas da região. 

Também em 2023, a UNEB realizou cerimônia de diplomação da Licenciatura Intercultural de Educação Escolar Indígena ofertada no campus de Teixeira de Freitas. 

“A Liceei é fruto de muita luta indígena. A educação é fundamental e deve ser feita do nosso jeito, dentro da realidade e contexto do nosso povo. Não viemos para a universidade para sermos moldados, viemos para quebrar paradigmas e fizemos isso!”, declarou Ângelo Pataxó, discente indígena graduado. 

A maior universidade do Nordeste oferece ainda o curso de Pós-graduação Stricto Sensu em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAfin), nos Campi de Salvador e Irecê, e a Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão e Educação Intercultural Indígena, no Campus VIII, em Paulo Afonso.

Campus de Teixeira de Freitas realizou o I Seminário Educação Escolar Indígena: saberes tradicionais, território e universidade

Em março deste ano, o curso de Licenciatura em Educação Escolar Indígena, do recém-criado Campus Intercultural (Jeremoabo) da UNEB foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para o Programa Nacional de Fomento à Equidade de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade). 

O programa convida as instituições de ensino superior (IES) brasileiras a apresentarem propostas de cursos de licenciatura com objetivo de formação de professores em Cursos das Licenciaturas Indígena, Educação do Campo, Quilombola, Educação Especial Inclusiva e em Educação Bilíngue de Surdos. 

Estudantes do Centro de pesquisa Opará comemoram aprovação da criação do Campus Intercultural, no Consu

Novo Campus Intercultural – Em fevereiro deste ano, o Conselho Universitário (Consu) da UNEB aprovou, por unanimidade, a criação do Campus Intercultural do Centro de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará) – Departamento dos Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Camponesas, no município de Jeremoabo. 

“Estamos honrando uma dívida histórica com os povos originários. Essa é uma vitória, uma grande conquista do povo baiano”, celebrou Adriana Marmori, reitora da universidade e presidente do Consu sobre o Campus Intercultural. 

O novo equipamento vai dedicar atenção ao estudo, pesquisa e extensão acerca dos povos originários, além de ser um espaço para a formação continuada de povos indígenas, comunidades tradicionais. 

Pesquisa indígena

Atualmente a UNEB possui três centros de pesquisa que desenvolvem estudos na área: Centro de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará); Centro de Estudos e Pesquisas Intercultural da Temática Indígena (Cepiti); Centro de Estudos dos Povos Afro-Indígenas-Americanos (Cepaia).  

Os centros são espaços acadêmicos que fortalecem e incentivam as pesquisas, a formação continuada e dinâmica dos Povos Tradicionais, Indígenas e lideranças de Movimentos Sociais em relação à afirmação, conhecimento e valorização dos saberes e fazeres, como forma de empoderamento das identidades e dos seus patrimônios bioculturais. 

Dorival: “A inclusão das culturas indígenas no cenário educacional e social é um marco para a valorização da diversidade cultural brasileira”

A Universidade conta com dezenas de projetos de pesquisa desenvolvidos com a comunidade indígena, contemplando as áreas de História, Educação, Sociologia, Arqueologia, Artes, Biologia Geral, Agronomia e Medicina. 

Docente, indígena e pesquisador do Opará, Dorival Vieira Júnior Tuxá, destaca que o centro de estudo permite que a sociedade possa conhecer mais de perto e respeitar a diversidade dos povos indígenas e os seus respectivos territórios.  

“A inclusão das culturas indígenas no cenário educacional e social é um marco para a valorização da diversidade cultural brasileira. Iniciativas como o Centro de Estudos Opará são vitais para ampliar o conhecimento sobre essas culturas ricas e multifacetadas. Eles oferecem uma plataforma para que as vozes indígenas possam ser ouvidas e nossas histórias, ensinamentos e tradições possam ser reconhecidos e celebrados. Esses esforços não apenas enriquecem o tecido social do Brasil, mas, também fortalecem o respeito e a autonomia dos povos indígenas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”, destaca o pesquisador e primeiro professor indígena efetivo da universidade.

Os centros de pesquisa Cepiti e Opará desenvolvem dezenas de ações de extensão com os povos indígenas. São iniciativas conjuntas em escolas na produção de materiais educativos, formação de professores e professoras indígenas e na agricultura familiar a partir das pesquisas realizadas.

Halysson: “Cepiti possibilitou a implementação inicial das políticas e dos diálogos junto aos povos indígenas no Sul da Bahia”

“O Cepiti foi um dos centros de pesquisas na temática indígena que viabilizou, dentro da UNEB, as primeiras ações que possibilitaram a implementação inicial das políticas e dos diálogos junto aos povos indígenas no Sul e Extremo Sul da Bahia. Nosso centro de pesquisa conta com pesquisadores indígenas e não indígenas articulados e em parcerias com os povos indígenas da região, assessorando, dialogando e fortalecendo ações e as políticas públicas ofertadas a esses povos”, afirma Halysson Fonseca, professor e pesquisador do Cepiti. 

Reconhecimento às lideranças indígenas 

Em 2019, cacique Babau Tupinambá recebeu, pela UNEB, o título de Doutor Honoris Causa

Em reconhecimento aos serviços relevantes ao ensino, à pesquisa, às letras ou às artes, a universidade já concedeu dois títulos de Doutor Honoris Causa a importantes lideranças indígenas da Bahia

Na histórica reunião do Conselho Universitário (Consu), realizada em junho de 2023, foi aprovada a outorga do título de Doutor Honoris Causa a Juvenal Teodoro da Silva. Conhecido como Juvenal Payayá, o líder indígena e escritor é um dos principais defensores da causa indígena e assume um papel importante para o resgate da memória e história dos povos. 

Em 2019, a UNEB também concedeu o título de Doutor Honoris Causa para o líder indígena Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau Tupinambá, personalidade conhecida internacionalmente como referência de luta pelos povos indígenas do Brasil. 

Campanha “O Futuro é Ancestral” 

Campanha Abril Indígena da UNEB faz referência à obra “Futuro Ancestral”, do líder indígena Ailton Krenak

Para celebrar as culturas, memórias e histórias dos povos indígenas, e reforçar a importância da luta resiliente pelo direito à vida e à terra, a UNEB lançou a campanha “O futuro é Ancestral“, alusiva ao Dia dos Povos Indígenas, comemorado em 19 de abril. 

A iniciativa faz referência à obra “Futuro Ancestral”, do líder indígena, filósofo, ambientalista e escritor Ailton Krenak, que traz reflexões sobre o humano e sua origem comum. Para ele, o futuro sempre trará traços da ancestralidade porque nosso DNA é ancestral. É preciso olhar para os saberes e fazeres ancestrais para a humanidade seguir em frente.  

E, nessa perspectiva de vínculo nativo, a UNEB busca reforçar a importância de estreitarmos os laços que nos unem enquanto povo diverso, plural, rico. Somos uno com a natureza, o bem-estar social e o bem-viver, que partem dessa compreensão de unicidade e conexão. É isso que as culturas indígenas defendem e avigoram. 

Contextualizando a data 

Em 19 de abril, celebramos o Dia Nacional dos Povos Indígenas, uma data simbólica que representa a luta e resistência indígena. Uma homenagem à diversidade cultural e histórica dos povos originários que habitam o Brasil, a data tem como objetivos combater preconceitos e exigir que os direitos sejam respeitados.  

Criada em 1943, com o nome de “Dia do Índio”, a comemoração foi adotada no Brasil durante o governo do então presidente Getúlio Vargas. 

Em 2022, a data deixou de ser chamada de Dia do Índio e recebeu oficialmente o nome de “Dia dos Povos Indígenas”, a partir da Lei 14.402, de 2022. A mudança do nome da celebração tem o objetivo de explicitar a diversidade das culturas dos povos originários. 

Texto: Wânia Dias, com colaboração de Danilo Cordeiro e Leandro Pessoa/Ascom

Fotos: Danilo Oliveira/Ascom, Camila Brandão/Ascom-Opará, Cepiti, arquivo pessoal dos entrevistados

Arte campanha “O Futuro é Ancestral”: Marina Marques/Ascom  

Salvador: UNEB realiza Ciclo de Saberes Indígenas com participação do Cacique Juvenal Papaya nesta quarta (29)

A UNEB vai promover, nesta quarta-feira (29), o Ciclo de Saberes Indígenas, no auditório do Centro de Pesquisa em Educação e Desenvolvimento Regional (CPEDR) da universidade, no Campus I, em Salvador.

Entre os ciclos terão as seguintes atividades: Línguas e Culturas Indígenas na Bahia, Arte e desafios para a etnia Payayá na Bahia Prosas e Poesias Payayá, e Apresentação Livro Cartonero. O evento terá a presença do Cacique Juvenal Payayá, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela UNEB em julho deste ano.

Os interessados em participar devem solicitar inscrição no Sistema Gerenciador de Eventos (SGE) da universidade.

A atividade é realizada em parceria com Programa de Pós-Graduação em Estudo De Linguagens (PPGEL), Colegiado do curso de Letras, Língua Portuguesa e Literaturas, Estudos de Produção e Recepção em Culturas e Literaturas, com apoio do Centro Acadêmico co curso de Letras, Língua Portuguesa e Literaturas.

UNEB participa da maior assembleia dos Povos Indígenas do Brasil

Representantes dos centros de pesquisa Opará e Cepiti da UNEB se preparam para ir ao ATL, em Brasília

Integrantes dos centros de pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará) e de Estudos Intercultural e da Temática Indígena (Cepiti) da UNEB vão participar do 19º Acampamento Terra Livre (ATL), maior assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil. O evento acontecerá entre os dias 24 e 28 de abril, em Brasília.

Esta edição do ATL visa destacar a luta por direitos e denunciar as violências que continuam acontecendo nos territórios indígenas, como a invasão por grileiros, madeireiros, para mineração e outras atividades. No encontro serão debatidos temas como a demarcação de terras e o futuro dos povos originários no Brasil.

“Enquanto instituição de educação superior baiana, pública e inclusiva, estarmos presentes no acampamento consiste na reafirmação da posição da UNEB ao lado de todas e todos que defendem os direitos indígenas, a demarcação das suas terras e a preservação das vidas dos povos originários”, ressalta a reitora da UNEB, Adriana Marmori.

Participarão do ATL cerca de 120 integrantes indígenas e não indígenas dos centros de pesquisa Opará e Cepiti, sendo eles estudantes, pesquisadores e docentes envolvidos em projetos da universidade. No acampamento, haverá dois estandes disponíveis para exibição das produções científicas já desenvolvidas na universidade.

A programação do acampamento ainda contará com o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI). A iniciativa tem o objetivo de debater diretrizes que nortearão a reconstrução da Educação Escolar Indígena no Brasil, e contará com a participação de diversos atores envolvidos nas políticas educacionais do país.

“Um dos pontos que estamos levando como demanda para o ATL e para o fórum nacional é o recredenciamento da UNEB no projeto de formação ‘Ação Saberes Indígenas’, iniciativa descontinuada durante o governo Bolsonaro. Esse curso é importante porque traz o aperfeiçoamento de professores em letramento e numeramento em línguas indígenas e em português”, destaca a coordenadora do Opará, Floriza Sena, convidada para participar do FNEEI como representante da universidade.

A pesquisadora ressaltou ainda que, durante o evento, pretende pautar a possibilidade de parcerias com o Governo Federal para a garantia de aportes financeiros para o fortalecimento das Licenciaturas Interculturais Indígenas e do retorno do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência para a Diversidade (Pibid Diversidade).

O Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (veja programação) é organizado por educadores, professores, pesquisadores de instituições indígenas e indigenistas.

O Acampamento Terra Livre (ATL) é um encontro anual que reúne povos indígenas de diferentes regiões do Brasil para discutir questões relacionadas às demandas territoriais, culturais e ambientais dos povos indígenas. O evento é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), uma rede que representa diversas organizações do país.

O ATL promove ação para arrecadação dos materiais necessários para o período de mobilização: água, cobertor, colchonete, alimentos não perecíveis, saco de lixo, materiais de limpeza e pratos. Participe!

Dois centros de pesquisa indígena da universidade foram convidados para participar da programação

Os centros de pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará) e o de Estudos Intercultural e da Temática Indígena (Cepiti) da universidade foram convidados para participar das atividades do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.

Sediado no Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII da UNEB, em Paulo Afonso, e com núcleos nos campi de Euclides da Cunha e Juazeiro, o Opará tem como objetivo realizar a formação continuada e dinâmica dos Povos Tradicionais, Indígenas e lideranças de Movimentos Sociais em relação à afirmação, conhecimento e valorização dos seus saberes e fazeres, como forma de empoderamento das identidades e dos seus patrimônios bioculturais.

O centro de pesquisa é sustentado na tríade ensino, pesquisa e extensão, e desenvolve projetos na perspectiva de promover a qualificação de professores, pesquisadores, profissionais indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais, oferecendo cursos de formação continuada e de pós-graduação intercultural a fim de fomentar experiências de pesquisas, sistematização, registro de práticas e conhecimentos tradicionais, a partir do princípio da autoria, bem como produzir material didático para uso em escolas.

Já o Cepiti visa contribuir para o desenvolvimento de estudos, pesquisas e ações de ensino e extensão que privilegiem a ‘Interculturalidade’ como princípio epistemológico e metodológico na abordagem da diversidade e da diferença sociocultural, especialmente, no âmbito da temática indígena, quilombola, dos povos e comunidades tradicionais e dos estudos da infância no campo da educação, das ciências humanas e sociais. O centro de estudos integra o Departamento de Educação (DEDC) do Campus X da UNEB, em Teixeira de Freitas.

Imagem (destaque); arquivo pessoal

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom

Novo episódio da Balbúrdia destaca a tragédia do povo indígena Yanomami; dá o play e vem ouvir!

O garimpo ilegal em terras yanomamis provocou uma gigantesca crise humanitária, uma tragédia fruto de política de extermínio chancelada pelo governo Bolsonaro. Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde decretou situação de emergência em saúde pública, medida que visa fortalecer o combate à desassistência em saúde dos povos indígenas da região.

Neste episódio do ‘Fala, Balbúrdia!’, vamos destacar a condição dos indígenas no Brasil, com destaque para a tragédia do povo Yanomami, que sofre uma grave crise sanitária e humanitária. Vamos abordar também a política de desmonte de órgãos de fiscalização e controle ambiental e de defesa dos povos indígenas, além da demarcação de terras indígenas e a morte de indigenistas que lutam pela garantia de direitos dos povos originários. Então chega mais que o tema da vez é: “A TRAGÉDIA DO POVO YANOMAMI E A CONDIÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL”.

O megafone da Balbúrdia está com o indigenista, professor da UNEB, doutor em estudos étnicos e africanos, membro do centro de pesquisa Opará e docente do programa de pós-graduação PPGAFIN da universidade, Francisco Alfredo Guimarães.

Vem que está top! 

Nos ouça no Spotify, Deezer, Google Podcast e no canal da TV UNEB, no YouTube.

Conheça a equipe da Balbúrdia: 

Wânia Dias (apresentadora e editora executiva); Danilo Cordeiro (apresentador, produtor, suporte técnico e editor de áudio); Leandro Pessoa (editor de áudio e produtor musical); Danilo Oliveira (produtor); Anderson Freire (projeto gráfico e criador da marca da Balbúrdia); Jean Gomes (editor de vídeo e animador); Cristiane Costa (social media).

PPGEAfin realiza seleção para aluno regular 2023.1 do mestrado; inscrições de 17 a 31 de outubro

O Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAfin), vinculado ao Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do Campus XVI da UNEB, em Irecê, vai realizar processo seletivo para aluno regular do curso de mestrado com ingresso em 2023.1.

As inscrições estarão abertas entre os dias 17 e 31 de outubro, devendo ser efetuadas exclusivamente por meio do Sistema de Seleção Discente de Pós-Graduação (SSPPG) da universidade, durante esse período.

Serão ofertadas 30 vagas em dois polos do programa – 15 vagas para o polo de Irecê e 15 para o polo de Salvador –, distribuídas igualmente entre duas linhas de pesquisa: Representações e estudos sobre raça e relações étnicas e Cultura, educação e memória. O curso será na modalidade presencial.

O processo seletivo compreenderá quatro etapas: homologação das inscrições, avaliação e seleção de currículos Lattes, avaliação e seleção de projetos de pesquisa e entrevista.

O resultado final da seleção será divulgado no dia 12 de dezembro. A matrícula dos candidatos selecionados está prevista para o dia 6 de fevereiro de 2023.

Acesse edital completo do processo seletivo.  

Informações: site https://ppgeafin.uneb.br ou e-mail ppgeafin@uneb.br.

Texto: Caio Santos / Ascom. Imagem: Divulgação.

Editora da UNEB lança livro sobre canto de Graúna nas literaturas indígenas brasileiras em live: dia 27/09

A Editora da UNEB (EdUNEB) vai promover o lançamento do livro “O Canto de Graúna: Uma poética da heterogeneidade nas literaturas indígenas brasileiras contemporânea”, no dia 27 de setembro, às 19h, com transmissão ao vivo, no canal da TV UNEB, no YouTube.

O exemplar é de autoria de Randra Kevelyn Barbosa Barros, egressa do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL) da universidade.

O evento contará com a participação da professora Universidade Federal de Roraima (UFRR), Ananda Machado, prefaciadora da publicação. Na ocasião, a docente da Universidade de Pernambuco (UPE) e autora tema do livro Graça Graúna também estará presente na iniciativa.

Informações: e-mail – eduneb.ascom@gmail.com

UNEB emite nota em solidariedade ao povo PATAXÓ do extremo sul da Bahia

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) manifesta, de público, a solidariedade da sua Reitoria e das unebianas e dos unebianos a todas as comunidades indígenas do extremo sul do estado, ao tempo e repudia os fatos violentos que há meses seguem sendo relatados pelo Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) na região. Somos contrários ao discurso de ódio que continua a ser alimentado contra as comunidades indígenas brasileiras e ameaças em suas terras.

Enquanto instituição que mantém os Centros de Pesquisas em Etnicidades, Movimentos Sociais e Educação (Opará), de Estudos e Pesquisas Intercultural e da Temática Indígena (Cepiti) e de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia), além do Centro de Referência em Desenvolvimento e Humanidades (CRDH), neste momento de dor e indignação, reafirmamos a posição ao lado de todas e todos que defendem os direitos indígenas, a demarcação das suas terras e a preservação das vidas dos povos originários que seguem sendo ceifadas.

Em tempo, informamos que estamos acompanhando esses episódios e propondo ações de enfrentamento como uma audiência pública na região e a construção de uma rede de solidariedade e proteção junto a Ouvidoria estadual, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público Federal.

A universidade também foi convidada pelo Ministério Público Federal para compor um Grupo de Trabalho com intuito de acompanhar e denunciar tais atos de violência na região.

A UNEB se coloca em diferentes esferas, no apoio as condições para que as investigações desses crimes bárbaros tenham seus autores identificados e punidos, e contra o acirramento da violência em nosso estado e no país.

Reitoria da UNEB