
A XXIX Jornada de Iniciação Científica da UNEB, que aconteceu entre os dias 26 e 28 passados, no Campus I, em Salvador, reuniu 95 estudantes da educação básica e 587 discentes de cursos de graduação da universidade.
Com o tema central “A UNEB nos territórios baianos: ciência, diversidade e inovação“, a iniciativa teve abertura oficial na noite do dia 26, no teatro da instituição, no campus.

Veja cobertura da sessão de abertura
Os estudantes da UNEB apresentaram os resultados das pesquisas desenvolvidas no ano anterior (2024) nos diversos campi da universidade, ressaltando como a iniciação científica (IC) impacta nas suas trajetórias profissionais e no crescimento pessoal.
A estudante Anitta Fonseca, do curso de Turismo e Hotelaria, do Campus I, começou a atuar em pesquisa no quinto semestre do curso, como bolsista voluntária. Seu trabalho teve como objeto a Estação Ecológica do Raso da Catarina, localizada entres os rios São Francisco e Vaza-Barris, a 60km de Paulo Afonso, território essencial para preservação do bioma caatinga.

Durante a investigação em campo, Anitta Fonseca participou de trilhas, vivências e análises sobre a importância da arara-azul-de-lear e da palmeira ouricuri, que são fundamentais para o ecossistema local. A pesquisa deu novo ânimo a sua existência: “Atuar como pesquisadora na UNEB é uma experiência transformadora. Eu estava aposentada e decidi desafiar-me. Pesquisar revitalizou minha vida”.
Graduada no curso de Direito, do Campus III (Juazeiro), Nátaly Bezerra apresentou na jornada pesquisa sobre a teoria dos precedentes judiciais do Código de Processo Civil (2015) nas decisões da unidade jurisdicional de Petrolina (PE). Sua investigação buscou identificar se a teoria é efetivamente aplicada nas sentenças analisadas.
“A iniciação científica me proporcionou maior domínio teórico, ampliou meu léxico, fortaleceu meu perfil profissional e me permitiu observar, na prática, como decisões judiciais podem não estar sendo aplicadas corretamente”, afirmou Nátaly Bezerra, enfatizando que “incentivar a pesquisa nas universidades públicas significa garantir que o conhecimento produzido gere impacto real na sociedade”.

O interesse de Kárem Rodrigues pela pesquisa em ioga despertou na educação básica e se desenvolveu na vida acadêmica. Estudante do curso de Jornalismo em Multimeios, do mesmo Campus III, ela ingressou no grupo de pesquisa Corpoética, no campus, que desenvolve estudos interdisciplinares em comunicação, educação e saúde, e atividades de investigação da corporeidade, como oficinas de ioga.
“Conheci o Corpoética ainda no colégio de ensino médio, com a divulgação que os pesquisadores do grupo fizeram. E me apaixonei pela pesquisa que realizam. A iniciação científica desenvolve o apreço pela pesquisa e pela leitura. O aluno amadurece, melhora a comunicação e aprende a trabalhar em equipe. É fundamental para a formação e para a contribuição que oferecemos à sociedade”, avaliou Kárem Rodrigues.

Também do curso de Jornalismo em Multimeios, do Campus III, o discente João Perutino pesquisa charges publicadas em jornais a região do Vale do São Francisco. Para ele, a IC amplia horizontes e fortalece a formação acadêmica.
“A iniciação científica representa a oportunidade de ampliar a compreensão sobre diversos temas e enriquecer minha formação, abrindo novas perspectivas acadêmicas e profissionais. Essa experiência, inclusive, despertou meu interesse por fazer mestrado e doutorado”, disse João Perutino.
Há três anos atuando na IC, o estudante Alan Nascimento, do curso de Sistemas de Informação, do Campus I, reforçou também que “a iniciação científica contribuiu para o amadurecimento e a definição de meus objetivos profissionais“.
“O curso em si oferece uma base de conhecimentos, mas não proporciona a amplitude de experiências e oportunidades necessárias para a definição de uma especialização. Com as pesquisas, identifiquei-me com a área de inteligência artificial e robótica“, assegurou Alan Nascimento.
Texto: Marcus Gomes/Ascom, com edição de Toni Vasconcelos/Ascom.
Fotos: Marcus Gomes e Grazi Mercês/Ascom.





























































