A UNEB, por meio das pró-reitorias de Extensão (Proex), de Ações Afirmativas (Proaf) e de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP), realizará durante os meses de julho e agosto as Giras de Reparação e Bem-viver no Julho das Pretas – uma série de encontros com coletivos e movimentos sociais com o objetivo de mobilizar para a II Marcha das Mulheres Negras, que acontecerá em Brasília, no próximo dia 25 de novembro.
As giras acontecerão por mediação tecnológica e articulam ensino, pesquisa, extensão, tecnologia e inovação, promovendo a escuta, memória e protagonismo dos feminismos negros. Entre os coletivos e movimentos participantes, estão o Centro de Estudos em Gênero, Raça, Etnia e Sexualidade (Cegres/Diadorim) e o grupo de pesquisa Candaces da UNEB, além do Fórum de Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais da Bahia e do Odara Instituto da Mulher Negra, entre outros.
No dia 28 de julho, às 17h, acontece a Gira dos Núcleos Territoriais 1 e 2, contemplando os municípios de Brumado, Caetité, Guanambi, Barreiras, Bom Jesus da Lapa e Seabra. No dia 1º de agosto, ocorre a Gira dos Núcleos Territoriais 3 e 4, abarcando as populações de Santo Antônio de Jesus, Valença, Ipiaú, Euclides da Cunha, Alagoinhas e Canudos.
Já no dia 4 de agosto, às 17h, está agendada a Gira do Núcleos Territoriais 5 e 6, envolvendo as comunidades de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Itaberaba, Xique-Xique, Jacobina e Irecê. A programação continua no dia 11 de agosto com a Gira dos Núcleo Territorial 7, também às 17h, contemplando as comunidades de Senhor do Bonfim, Juazeiro, Paulo Afonso e Jeremoabo. Por fim, no dia 18 de agosto acontece a Gira dos Núcleos Territoriais 8 e 9, congregando as populações de Conceição do Coité, Serrinha, Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas.
Para participar das giras multicampi, acesse abaixo os links (Microsoft Teams):
O Julho das Pretas é um marco fundamental na luta por visibilidade, reconhecimento e justiça para as mulheres e as mulheridades negras da Bahia e de todo o Brasil. Criado em referência ao 25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra –, o mês é repleto de atividades, debates e ações que celebram a resistência e a potência das mulheres negras em todos os espaços da sociedade.
Texto: Proex, com edição da Ascom. Imagem: divulgação.
Evento mostrou beleza e ancestralidade da mulher negra
Beleza, saberes, ancestralidade, resistência. A mulher negra com toda a sua significância e significados foi reverenciada na tarde da última segunda-feira (31), durante o evento “Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta”, realizado no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador.
A iniciativa, promovida pela Reitoria da UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf), se destacou enquanto uma atividade artivista, alusiva ao Julho das Pretas, um movimento que, para as mulheres negras brasileiras, representa o enfrentamento aos diversos tipos de racismo e ao machismo que as acometem.
Dayse: iniciativa valoriza a mulher negra
O evento teve como objetivo maior agregar mulheres pretas que, direta ou indiretamente, desenvolvem projetos artístico-acadêmico-sociais, cujos objetivos se relacionam às políticas de ações afirmativas promovidas pela UNEB, além de visibilizar a produção científica, artístico-cultural e de tecnologia social de mulheres pretas.
“A UNEB não poderia estar de fora deste momento, que marca o mês de celebração das mulheres pretas, de celebração dos nossos corpos, da nossa arte, de empoderamento, de nossa poesia. Eventos como este são importantes porque demarcam a nossa posição política enquanto coletivo. A participação ativa da UNEB, sobretudo na execução direta dessas ações, é fundamental porque reforça o nosso compromisso com os princípios e valores institucionais, e, principalmente, dá visibilidade e valoriza as mulheres negras, que são maioria em nossa universidade”, destacou a vice-reitora, Dayse Lago.
Respeito, equidade e justiça
Para celebrar o Julho das Pretas, a UNEB organizou uma programação especial e diferente das ações já realizadas anteriormente. Nesta oportunidade, optou-se por promover um encontro de mulheres pretas, para que se expressassem por meio da arte antirracista e antimachista.
Nesse sentido, o evento reservou diversas intervenções artísticas que ressaltaram o protagonismo de mulheres poetisas, cantoras, instrumentistas e dançarinas.
Dina: evento visibiliza potências da UNEB
“O Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta nasceu do desejo de visibilizar as potências que existem na nossa universidade. A UNEB, justamente pela sua multicampia, possui uma quantidade muito grande de pesquisadoras, docentes, técnicas e estudantes, e lideranças de movimentos sociais que trabalham conosco na pesquisa e na extensão. São mulheres revolucionárias, que produzem saberes sofisticados, mas que, no cotidiano, são invisibilizadas por suas outras tarefas”, reforçou Dina Maria Rosário, pró-reitora de Ações Afirmativas (Proaf) da UNEB.
A gestora, principal organizadora do evento, pontuou que “este é um momento de reverenciar cada uma dessas mulheres, as nossas parceiras que aquilombam a UNEB com um tipo de feminismo, que é o feminismo negro. Hoje, temos uma reunião, um aquilombamento e um abraço de amor negro dessas mulheres unebianas. É uma felicidade muito grande trazer isso a partir da arte, da poesia, da dança, da música e da moda”, expressou Dina.
Mônica: looks inspirados na ancestralidade
O ponto de culminância do evento foi o desfile “Moda Preta”, assinado pela estilista Mônica Anjos. A atividade buscou reconhecer a potência negra feminina das estudantes, pesquisadoras, extensionistas, servidoras e terceirizadas unebianas, além de parceiras dos movimentos sociais e instituições governamentais.
“Costumo dizer que todo corpo negro em movimento é um movimento negro. São várias mulheres que constroem suas narrativas de liderança para abrilhantar este encontro de afeto e de acolhimento”, afirmou Mônica.
A estilista destacou ainda que “trouxemos looks de diversas coleções, inspiradas na ancestralidade, no centenário da bailarina negra Mercedes Batista, trouxemos peças do Caminho das Águas, do Futuro é Ancestral, que foi nossa última coleção desfilada em São Paulo, trouxemos ainda Manifesto e Flores da Favela, que é a inserção da periferia no rolê da moda”, detalhou, reforçando a importância dessa ação para o fortalecimento da parceria afetiva com a UNEB, por intermédio do projeto Quilombo Urbano, criado por ela.
Samira: afirmação da identidade negra
Coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU) na Bahia, Samira Soares recebeu o convite para desfilar com entusiasmo.
“Estar hoje aqui neste espaço, participando de um desfile voltado para mulheres negras e inspiradoras, é muito importante e demonstra o quanto a gente tem produzido arte, cultura, afirmando a nossa identidade negra em todos os espaços. Este é um evento de representatividade, que celebra a nossa identidade negra, nossa beleza, mas, sobretudo, reafirma que somos capazes de estar em qualquer espaço que quisermos”, frisou Samira, uma das fundadoras da Marcha do Empoderamento Crespo.
Mulher negra e cultura ancestral
Negra Jhô: encontro valoriza a mãe África
Um dos destaques do evento foi a presença marcante da Negra Jhô, turbancista, trancista, dançarina, atriz e líder religiosa. Jhô é uma referência para mulheres negras em Salvador.
Em uma performance emocionante, Negra Jhô apresentou suas referências ancestrais, por meio da dança, da reverência, do respeito ao povo, ao corpo, à fé.
“É emocionante participar deste evento com a UNEB, ainda mais no Julho das Pretas, um mês de resistência. Essas ações, principalmente aqui no Forte da Capoeira, valorizam nossa ancestralidade, valorizam nossos corpos, valorizam nossa mãe África. Eu sou mulher negra, guerreira, autêntica e líder religiosa. Me fortaleço quando estou aqui neste templo histórico. Salvador é uma mãe e mulher negra. Parabéns a todas as mulheres pretas!”, celebrou Nega Jhô.
Evento teve performance “Iemanjá é preta”
O evento contou com a apresentação da banda percussiva TamborAAyó, composta apenas por mulheres. O grupo é regido por Mestra Mônica Millet, percussionista, diretora musical e neta de uma das mulheres negras e líderes religiosas mais importantes do cenário baiano, Mãe Menininha do Gantois. A atividade cultural contou com a participação da professora da UNEB Cláudia Sisan.
As intervenções artísticas reservaram ainda a apresentação de “Poesia Falada”, da egressa da UNEB Adrielle do Carmo; da dança performática “Negra, Preta sim”, com a professora do campus de Itaberaba Aline Damascena; além da performance “Iemanjá é preta”, com a professora de dança da Escola Arte em 8, Renata Oliveira, e a poesia autoral recitada por Cleide Bruno (egressa da UNEB) e Erva Doce.
O Centro Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia), o Casarão da Diversidade e o Forte da Capoeira foram apoiadores do evento.
Confira galeria de fotos do evento “Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta”
A Reitoria da UNEB e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf) da universidade, realizam, nesta segunda-feira (31), a partir das 16h, o evento “Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta”, no Forte da Capoeira, no bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador.
O evento tem caráter artivista e se soma a outras ações do movimento Julho das Pretas que aconteceram ao longo deste mês. A proposta é promover um encontro de mulheres pretas com suas diversas expressões artísticas antirracistas e antimachistas, se posicionando perante à sociedade para pautar relações de respeito, equidade e justiça.
“É uma ação artivista em reconhecimento das discentes, pesquisadoras, extensionistas, servidoras e terceirizadas parceiras dos movimentos sociais e instituições governamentais, como culminância do Julho das Pretas da UNEB e também de agregar mulheres pretas que, direta e/ou indiretamente, desenvolvem projetos artístico-acadêmico-sociais cujos objetivos se relacionam às políticas de ações afirmativas promovidas pela universidade, visibilizando a produção científico, artístico-cultural, e de tecnologia social de mulheres pretas”, explica a pró-reitora da Proaf, Dina Rosário.
O evento traz a arte para o centro do debate, com o protagonismo de mulheres poetisas, cantoras, instrumentistas e dançarinas na programação. A estilista Mônica Anjos, por exemplo, irá expor a coleção de trajes que criou para representar a força, resistência, ancestralidade e beleza da mulher.
A atividade conta ainda com o apoio do Centro Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da UNEB, do Casarão da Diversidade e do Forte da Capoeira.
O projeto de extensão Laboratório de História e Cultura Afro-Brasileira e Currículo Mariinha Rodrigues (LahAfro), vinculado ao Departamento de Educação (DEDC) do Campus VII da UNEB, em Senhor do Bonfim, realizará a 5ª edição do Julho das Pretas, nesta quinta-feira (27), às 19h, com transmissão online no canal do LahAfro, no YouTube.
Neste ano, o evento terá como tema “Mulheres Negras na História e na Historiografia”. Participarão do debate as professoras da UNEB Edinelia Maria Souza, Viviane dos Santos Silva e Raiza Canuta da Hora.
As inscrições para participar do evento devem ser realizadas no portal sge.uneb.br. O evento é gratuito e os ouvintes receberão certificado.
O LahAfro realiza o Julho das Pretas em alusão a data 25 de julho, que foi instituído no Brasil pela Lei n° 12.987/2014 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
A data tem como inspiração o primeiro Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana, em julho de 1992, onde mulheres negras de 70 países se reuniram para debater o impacto do machismo e racismo na vida das mulheres negras em solo latino americano.
Nessa edição vamos falar sobre força, resistência e luta! Vamos falar sobre a mulher negra!
Este mês mobilizamos todo o país com o Julho das Pretas, movimento que nasceu na Bahia, mas já está presente e ativo em todo o Brasil. Trata-se de uma estratégia de incidência política, que se efetiva na construção de uma agenda conjunta com atividades elaboradas por diferentes organizações de mulheres negras do país.
É nessa energia de coragem e resistência que vamos fazer barulho com o tema:
Julho é das pretas: O lugar da mulher negra na luta contra a necropolítica brasileira
E para balburdiar com a gente recebemos a professora da UNEB Irê Oliveira, pesquisadora da área de processos de letramentos em comunidades religiosas de matriz africanas, coordenadora da pasta de Gênero, Ética e Diversidade da Aduneb.
Esse episódio conta também com a participação poderosa de Ana Paula Rosário, integrante do Instituto Odara, entidade baiana que idealizou a ação Julho das Pretas.
Vem balburdiar com a gente!
Nos ouça no Spotify, Deezer, Google Podcast e também no IG @oficialuneb e no Canal da TV UNEB, no YouTube.
A Gerência de Apoio à Cultura e às Ciências (GACC), da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, vai promover hoje (30), às 19h, a nova edição do projeto Conexão Proex.
A atividade integra as ações de fortalecimento do Julho das Pretas, contará com o tema “Mulher e Poder na Universidade” e será transmitida ao vivo, através do canal da Proex no YouTube.
Participam da edição a chefe do Gabinete da Reitoria da UNEB, Hilda Ferreira, a pró-reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP), Lilian da Encarnação, e a diretora do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB, Dyane Brito. A mediação será realizada pela servidora técnico-administrativa do GACC, Maiana Alcântara.
O Conexão Proex visa propor debates sobre temas do fazer acadêmico e solidário.
A UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf), convida a comunidade acadêmica e os seus diversos públicos para participar das atividades da 8ª Edição do Julho das Pretas.
A iniciativa celebra o 25 de julho, no qual se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Nesta edição, que conta com o tema “Em Defesa das Vidas Negras, pelo Bem Viver“, as atividades serão todas online, gratuitas e poderão ser acessadas a partir de plataformas digitais e redes sociais, por conta da pandemia da Covid-19.
A UNEB participa da coordenação de sete atividades da programação (veja todas as atividades), que teve início no dia 30 de junho e segue com ações até 18 de agosto.
“Neste movimento, a UNEB reafirma o seu compromisso na veiculação de ações dos movimentos sociais, reconhecendo suas estratégias de resistência como instrumentos de luta e tecnologias de produção do conhecimento. No contexto pandêmico, em que a agenda tem sido realizada através das redes sociais, apostamos que a capilaridade unebiana pode ser acionada para que um número maior de mulheres tenham acesso às atividades, atuando pelo bem viver das mulheres negras”, destaca a gerente de Ações e Programas Estratégicos da Proaf, Iris Verena Oliveira.
Idealizado em 2013, pelo Instituto da Mulher Negra (Odara), o Julho das Pretas consiste em uma estratégia de incidência política desenvolvida a partir de uma agenda conjunta com os movimentos de mulheres negras da Bahia e da Região Nordeste, para o fortalecimento das agendas e organizações.