O evento acontecerá nesta sexta-feira (28), às 17h, após a realização da mesa institucional. A transmissão ao vivo será feita pelo canal da TV UNEB, no YouTube.
Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), formada em Direito e mestre em Direito Constitucional, Cármen Lúcia é defensora ativa da igualdade de gênero e figura destacada no combate às fake news. Além de advogada e professora, a ministra ocupa atualmente a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral no Brasil.
Evento mostrou beleza e ancestralidade da mulher negra
Beleza, saberes, ancestralidade, resistência. A mulher negra com toda a sua significância e significados foi reverenciada na tarde da última segunda-feira (31), durante o evento “Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta”, realizado no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador.
A iniciativa, promovida pela Reitoria da UNEB, por meio da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf), se destacou enquanto uma atividade artivista, alusiva ao Julho das Pretas, um movimento que, para as mulheres negras brasileiras, representa o enfrentamento aos diversos tipos de racismo e ao machismo que as acometem.
Dayse: iniciativa valoriza a mulher negra
O evento teve como objetivo maior agregar mulheres pretas que, direta ou indiretamente, desenvolvem projetos artístico-acadêmico-sociais, cujos objetivos se relacionam às políticas de ações afirmativas promovidas pela UNEB, além de visibilizar a produção científica, artístico-cultural e de tecnologia social de mulheres pretas.
“A UNEB não poderia estar de fora deste momento, que marca o mês de celebração das mulheres pretas, de celebração dos nossos corpos, da nossa arte, de empoderamento, de nossa poesia. Eventos como este são importantes porque demarcam a nossa posição política enquanto coletivo. A participação ativa da UNEB, sobretudo na execução direta dessas ações, é fundamental porque reforça o nosso compromisso com os princípios e valores institucionais, e, principalmente, dá visibilidade e valoriza as mulheres negras, que são maioria em nossa universidade”, destacou a vice-reitora, Dayse Lago.
Respeito, equidade e justiça
Para celebrar o Julho das Pretas, a UNEB organizou uma programação especial e diferente das ações já realizadas anteriormente. Nesta oportunidade, optou-se por promover um encontro de mulheres pretas, para que se expressassem por meio da arte antirracista e antimachista.
Nesse sentido, o evento reservou diversas intervenções artísticas que ressaltaram o protagonismo de mulheres poetisas, cantoras, instrumentistas e dançarinas.
Dina: evento visibiliza potências da UNEB
“O Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta nasceu do desejo de visibilizar as potências que existem na nossa universidade. A UNEB, justamente pela sua multicampia, possui uma quantidade muito grande de pesquisadoras, docentes, técnicas e estudantes, e lideranças de movimentos sociais que trabalham conosco na pesquisa e na extensão. São mulheres revolucionárias, que produzem saberes sofisticados, mas que, no cotidiano, são invisibilizadas por suas outras tarefas”, reforçou Dina Maria Rosário, pró-reitora de Ações Afirmativas (Proaf) da UNEB.
A gestora, principal organizadora do evento, pontuou que “este é um momento de reverenciar cada uma dessas mulheres, as nossas parceiras que aquilombam a UNEB com um tipo de feminismo, que é o feminismo negro. Hoje, temos uma reunião, um aquilombamento e um abraço de amor negro dessas mulheres unebianas. É uma felicidade muito grande trazer isso a partir da arte, da poesia, da dança, da música e da moda”, expressou Dina.
Mônica: looks inspirados na ancestralidade
O ponto de culminância do evento foi o desfile “Moda Preta”, assinado pela estilista Mônica Anjos. A atividade buscou reconhecer a potência negra feminina das estudantes, pesquisadoras, extensionistas, servidoras e terceirizadas unebianas, além de parceiras dos movimentos sociais e instituições governamentais.
“Costumo dizer que todo corpo negro em movimento é um movimento negro. São várias mulheres que constroem suas narrativas de liderança para abrilhantar este encontro de afeto e de acolhimento”, afirmou Mônica.
A estilista destacou ainda que “trouxemos looks de diversas coleções, inspiradas na ancestralidade, no centenário da bailarina negra Mercedes Batista, trouxemos peças do Caminho das Águas, do Futuro é Ancestral, que foi nossa última coleção desfilada em São Paulo, trouxemos ainda Manifesto e Flores da Favela, que é a inserção da periferia no rolê da moda”, detalhou, reforçando a importância dessa ação para o fortalecimento da parceria afetiva com a UNEB, por intermédio do projeto Quilombo Urbano, criado por ela.
Samira: afirmação da identidade negra
Coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU) na Bahia, Samira Soares recebeu o convite para desfilar com entusiasmo.
“Estar hoje aqui neste espaço, participando de um desfile voltado para mulheres negras e inspiradoras, é muito importante e demonstra o quanto a gente tem produzido arte, cultura, afirmando a nossa identidade negra em todos os espaços. Este é um evento de representatividade, que celebra a nossa identidade negra, nossa beleza, mas, sobretudo, reafirma que somos capazes de estar em qualquer espaço que quisermos”, frisou Samira, uma das fundadoras da Marcha do Empoderamento Crespo.
Mulher negra e cultura ancestral
Negra Jhô: encontro valoriza a mãe África
Um dos destaques do evento foi a presença marcante da Negra Jhô, turbancista, trancista, dançarina, atriz e líder religiosa. Jhô é uma referência para mulheres negras em Salvador.
Em uma performance emocionante, Negra Jhô apresentou suas referências ancestrais, por meio da dança, da reverência, do respeito ao povo, ao corpo, à fé.
“É emocionante participar deste evento com a UNEB, ainda mais no Julho das Pretas, um mês de resistência. Essas ações, principalmente aqui no Forte da Capoeira, valorizam nossa ancestralidade, valorizam nossos corpos, valorizam nossa mãe África. Eu sou mulher negra, guerreira, autêntica e líder religiosa. Me fortaleço quando estou aqui neste templo histórico. Salvador é uma mãe e mulher negra. Parabéns a todas as mulheres pretas!”, celebrou Nega Jhô.
Evento teve performance “Iemanjá é preta”
O evento contou com a apresentação da banda percussiva TamborAAyó, composta apenas por mulheres. O grupo é regido por Mestra Mônica Millet, percussionista, diretora musical e neta de uma das mulheres negras e líderes religiosas mais importantes do cenário baiano, Mãe Menininha do Gantois. A atividade cultural contou com a participação da professora da UNEB Cláudia Sisan.
As intervenções artísticas reservaram ainda a apresentação de “Poesia Falada”, da egressa da UNEB Adrielle do Carmo; da dança performática “Negra, Preta sim”, com a professora do campus de Itaberaba Aline Damascena; além da performance “Iemanjá é preta”, com a professora de dança da Escola Arte em 8, Renata Oliveira, e a poesia autoral recitada por Cleide Bruno (egressa da UNEB) e Erva Doce.
O Centro Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia), o Casarão da Diversidade e o Forte da Capoeira foram apoiadores do evento.
Confira galeria de fotos do evento “Mulheridade Ancestral: Artivismo Preta”
Gestores e novos docentes festejaram êxito da luta em defesa do concurso e da universidade.
“Foi uma grande luta para chegarmos até aqui. Comparo esse processo todo a quem atravessa um deserto e quando chega na fonte, a água está lá, mas não tem a cumbuca para beber. No meio da caminhada para conseguir a cumbuca, encontramos uma magnífica orquídea no deserto, que nos disse: ‘Eu estou com vocês! Vocês terão a cumbuca e beberão água da fonte’. Muito obrigado, em nome de todas e todos nós,magnífica reitora.”
Em fala visivelmente emocionada, Herbert Duraes agradeceu à reitora Adriana Marmori o empenho e a perseverança para conseguir viabilizar a convocação dos candidatos aprovados no último concurso público docente da UNEB (Edital 034/2022), depois de mais de um ano de tratativas na Justiça estadual. [Saiba mais aqui.]
“Nossa sede de antes, agora deu espaço à saciedade: à esperança de tempos melhores para nós, nossas famílias, para esta universidade e para os alunos que estavam sedentos esperando por nós, agora docentes”, completou Herbert Duraes, que se pronunciou representando os primeiros candidatos nomeados do concurso que tomaram posse hoje (28), em calorosa cerimônia no Teatro UNEB, Campus I, em Salvador.
Dos 120 candidatos convocados até o presente, 37 foram nomeados e empossados porque já cumpriram os trâmites legais especificados no edital. Os demais convocados, assim que concluírem esses trâmites, também tomarão posse e assumirão a docência nos diversos campi da instituição, ainda neste semestre letivo.
Reitora Adriana Marmori: ações afirmativas atravessam ensino, pesquisa e extensão na UNEB.
Parabenizando os empossados pela conquista do almejado cargo de professor do quadro efetivo da UNEB, a reitora agradeceu aos membros da gestão universitária, em especial os que atuam na área jurídica, que somaram esforços para obter o acordo judicial histórico, “em defesa do concurso público e da universidade“.
“Hoje é dia de festa, de celebrarmos essa conquista! Foi um processo jurídico complexo do ponto de vista acadêmico, politico, econômico e social. Contamos com o apoio de muitas forças de setores da politica e da academia, para conseguirmos um desfecho bem positivo. Nossos concursos sempre primaram pela idoneidade, lisura e excelência – e esse não poderia ser diferente. Tomaram posse 37 hoje, mas não mediremos esforços para empossar todas e todos os convocados”, disse Adriana Marmori.
Aos novos professores da instituição, a reitora informou que as dimensões de ensino, pesquisa e extensão na UNEB são transversalizadas pelas ações afirmativas: “Isso é um mote da nossa universidade. Os nossos discentes são, em sua maioria, estudantes vulneráveis, do interior da Bahia, com marcadores sociais que não podem ser desconsiderados. Não podemos transigir com qualquer denúncia de que um docente desta universidade deixou de ler o nome social de uma discente travesti, de uma mulher trans ou de um homem trans; ou que algum docente cometeu qualquer tipo de racismo a um estudante negro ou indígena”.
E para apurar e dar encaminhamento disciplinar a todo ato de assédio na instituição, Adriana Marmori antecipou que “estamos constituindo um Comitê de Ética e Direitos Humanos na UNEB, proposta a ser apreciada pelo Conselho Universitário (Consu) em reunião próxima”. “Não é porque temos títulos de doutorado e mestrado que podemos nos considerar melhores que ninguém. Precisamos ter empatia e respeito por qualquer ser humano e ser vivo”, complementou.
Desafios da docência na diversidade
Vice-reitora Dayse Lago convidou professores para atividades de formação docente do Ceapip.
A vice-reitora Dayse Lago, ao dar as boas-vindas aos professores empossados, ponderou que “a UNEB é um lugar de muitos desafios para a docência, por sua diversidade e multicampia, e pela complexidade de cada departamento”.
“Em geral, ingressamos na docência, mas só vamos aprender a ser professor e professora no exercício da profissão. Na UNEB, para ajudar na formação dos docentes, criamos o Ceapip (Centro de Assessoria e Pesquisa em Inovação Pedagógica), que vai estar à disposição de vocês”, salientou Dayse Lago.
Todos os novos professores da UNEB participarão de um encontro de formação e integração, para breve imersão na história da universidade, para conhecerem como ela se constituiu, como está estruturada, os principais documentos institucionais, os deveres e direitos do docente, entre outros temas.
Para saudar os empossados e fazer breve apresentação dos respectivos setores, muitos pró-reitores, assessores especiais e outros membros da gestão universitária subiram ao palco do teatro, além do representante da Associação dos Docentes da UNEB (Aduneb).
Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom.
Pró-reitores e assessores especiais da gestão, entre outros representantes, saudaram empossados.
Gestores, professores, estudantes e técnicos-administrativos da universidade prestigiaram a aula. Fotos: Cindi Rios/Ascom
“Desfazer este golpe é um trabalho de geração. Então, o importante é a gente formar as nossas lideranças para o amanhã, para que eles consigam assumir o protagonismo do contragolpe. Porque, por pior que possa ser a perspectiva de ver o desfecho de um processo urdido, existe vida depois do golpe.”
Essas foram palavras proferidas pelo pesquisador e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, durante a aula inaugural do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I da UNEB, em Salvador.
“Nós estamos em um processo de afunilamento do golpe. Quando mais o embate se aproxima, entre os que resistem e os que golpeiam, mais as máscaras caem e as pessoas assumem o seu papel. Articular é fundamental para que a gente possa não só restituir a nossa democracia, mas, sobretudo, avançar nela. É essencial radicalizar a inclusão social”, destacou Eugênio.
A aula foi prestigiada por gestores, professores, estudantes e técnicos-administrativos da universidade. Coordenadora do evento, Naira Moura salientou a importância da participação da comunidade em novos espaços formativos como este.
O diretor do DCH, Flávio Correia, registrou votos de boas-vindas aos estudantes e frisou que as atividades finalísticas da instituição tem, sobretudo, como objetivo a formação cidadã.
A 13ª edição do Fórum Social Mundial (FSM) também esteve em pauta durante o evento. O vice-reitor da universidade, Marcelo Ávila, convocou todos os segmentos da instituição para as atividades da iniciativa.
As ações do FSM serão realizadas entre os dias 13 e 17 deste mês. Com a publicação da Portaria Nº 682/2018, os integrantes da comunidade terão as suas participações, quando comprovadas, reconhecidas como atividades de ensino, pesquisa e extensão na UNEB.
Participaram ainda da mesa solene de abertura da aula inaugural os coordenadores Carlos Freitas, do Colegiado do Curso de Direito; Sofia Souza, do Colegiado do Curso de Turismo e Hotelaria; e Márcio Sampaio, do Colegiado do Curso de Ciências Contábeis.
O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão estará na UNEB para proferir a aula inaugural do Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I, nesta quarta-feira (7), às 9h, no teatro da universidade, em Salvador.
A iniciativa marca o início das atividades do semestre 2018.1 do departamento e visa promover uma reflexão sobre a Conjuntura política do Brasil na atualidade.
A iniciativa é gratuita e aberta ao público. Não há necessidade de realizar inscrição prévia.