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UNEB inicia curso Letramentos em Educação Infantojuvenil Negrorreferenciada para professores da educação básica

Formação continuada faz parte de uma parceria entre a UNEB e o Ilê Axé Opô Afonjá.

A UNEB, por meio do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros em Línguas e Culturas (Ngealc), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex), deu início, na última sexta-feira (22), às aulas do curso Letramentos em Educação Infantojuvenil Negrorreferenciada, realizadas no Barracão do Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro do São Gonçalo, em Salvador.

O primeiro módulo do curso, “Literatura-terreiro na educação infantojuvenil”, ministrado pelo docente Henrique Freitas, pesquisador do Ngealc, foi concluído nos dias 22 e 23.

“É um curso que surgiu da necessidade de colocar em prática boa parte do que é pedido na Lei federal 10.639, de 2003, e tivemos como referência as nossas experiências aqui no solo do Axé Opô Afonjá. Foi uma solicitação da própria casa. Teremos aulas sobre os componentes do ensino de línguas africanas (quimbundo, quicongo e iorubá), contação de histórias, bonecaria, entre outros temas”, destacou Henrique Freitas.

A formação continuada é voltada, prioritariamente, para professores das redes públicas da educação básica da Bahia, em encontros quinzenais, às sextas-feiras e aos sábados, até o mês de novembro de 2025, totalizando uma carga horária de 220 horas. Além dos docentes, as turmas contam também com estudantes de licenciatura.

“O curso faz parte de um termo de cooperação entre a UNEB e Ilê Axé Opô Afonjá, que é benéfico tanto para a universidade, porque nós oxigenamos nossas discussões, nossos debates, atualizamos os saberes acumulados na academia a partir dos saberes ancestrais e das aprendizagens e ensinagens do terreiro, como também para o Opô Afonjá, enquanto terreiro e fundação, que tem na UNEB uma grande parceira na luta contra o racismo religioso”, observou a pró-reitora Rosane Vieira (Proex).

O curso Letramentos em Educação Infantojuvenil Negrorreferenciada é uma das ações do projeto de extensão Xirê de Palavras no Afonjá, círculo de vivências com palavras de origem africana pela contação de histórias, na Biblioteca Maria Stella de Azevedo Santos, desenvolvido pelo Ngealc.

Texto: Leandro Pessoa/Ascom. Fotos: Divulgação.

CAMPUS VII: nova edição do Novembro Negro tematiza avanços e desafios nos 20 anos da Lei 10.639 (dias 4 a 7/12)

Programação contará com apresentações artísticas, mesas-redondas, oficinas, cine-debate e lançamento de livros.

As lutas e resistências da população negra contra o racismo, preconceito, discriminação racial e desigualdades sociais são lembradas e comemoradas neste mês de novembro, sendo o dia 20 considerado o Dia Nacional da Consciência Negra.

Para marcar a data, o Laboratório de História e Cultura Afro-Brasileira e Currículo Mariinha Rodrigues (LahAfro), vinculado ao Departamento de Educação (DEDC) do Campus VII, em Senhor do Bonfim, vai realizar o VI Novembro Negro, nos próximos dias 4 a 7 de dezembro.

Com o tema “20 anos da Lei 10.639: conquistas e desafios“, o evento é aberto à comunidade acadêmica e público externo. As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas no Sistema Gerenciador de Eventos (SGE) da universidade, dando direito a certificado de participação.

A programação da sexta edição contará com apresentações artísticas e culturais, conferências, mesas-redondas, oficinas, cine-debate e lançamento de livros.

A Lei federal 10.639/2003, que estabeleceu a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos do ensino fundamental e médio, visa promover a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.

Essa edição do Novembro Negro tem o apoio do Grupo de Estudos em Educação Científica (Geec) e do projeto Saúde Afro do campus, e do polo de Senhor do Bonfim do Instituto Federal Baiano (IF Baiano).

Acesse aqui SGE/UNEB para inscrição

Texto: Irenilda Maria/NAC/DEDC/Campus VII, com edição da Ascom. Imagem: Divulgação.