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UNEB e Maker Lab 3D entregam protetores faciais para profissionais da saúde indígena

Os equipamentos foram entregues no dia 29 de maio em polos de Euclides da Cunha, Feira de Santana, Ibotirama, Ilhéus, Itamaraju, Juazeiro, Pau Brasil, Paulo Afonso, Porto Seguro e Ribeira do Pombal

Como uma das medidas de proteção para evitar a contaminação por COVID-19, os profissionais da saúde indígena irão receber 803 protetores faciais do tipo Face Shield.

A ação faz parte do “eixo 5 – Proteção aos profissionais de saúde”, do projeto UNEB contra o Coronavírus, do Departamento Ciências da Vida (DCV) do Campus I da instituição, em Salvador, em conjunto com a equipe do projeto Face Shield 4life, que está na linha de frente na produção dos protetores faciais.

Os equipamentos, entregues no dia 29 de maio, estão sendo distribuídos para os polos do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI)-Bahia, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, localizados em Euclides da Cunha, Feira de Santana, Ibotirama, Ilhéus, Itamaraju, Juazeiro, Pau Brasil, Paulo Afonso, Porto Seguro e Ribeira do Pombal, onde atuam os profissionais.

O professor da UNEB e coordenador da iniciativa, Fernando Carvalho frisou a relevância das ações conjuntas das diversas áreas da universidade para o combate da pandemia do coronavírus.

“O trabalho conjunto das diversas áreas da universidade, representado aqui pelos professores, técnicos e estudantes, é a chave para conseguirmos ajudar em variadas frentes do combate à pandemia. Essa iniciativa mostra o quanto à universidade pública, através dos seus pilares de ensino, pesquisa e extensão, permeados pela inovação tecnológica, é fundamental para o desenvolvimento de um povo e também para a sua proteção, principalmente em situações como essa”, destacou o docente, que articulou a ação juntamente com o professor Victor Rocha (UNEB).

Detalhe do protetor facial do tipo Face Shield

O médico do DSEI, Danilo Lobo, que atende no polo de Ilhéus, destaca “a contribuição valorosa da UNEB na doação dos escudos faciais, pois atuamos dentro e fora das aldeias indígenas e podemos ser um agente de contágio para essas comunidades. A utilização dos protetores torna-se fundamental”.

Para o enfermeiro do DSEI, André Pereira, a parceria com a universidade “demonstra importância que a universidade dá à saúde dos povos indígenas. Ficamos gratos por esse apoio sensível e dedicado. Que essa cooperação seja duradoura”.

De acordo com o professor Paulo Barbosa, coordenador do projeto UNEB Contra o Coronavírus, 1,3 mil viseiras já foram entregues para os profissionais de saúde indígena, para a residência multiprofissional em saúde da UNEB, profissionais dos laboratórios do Hospital Roberto Santos e da Vigilância Sanitária de Salvador.

Projeto Face Shield 4life

O projeto Face Shield 4life tem como objetivo o desenvolvimento de protetores faciais para profissionais de saúde que estão trabalhando no combate ao coronavírus, visando reduzir os riscos de exposição e garantir o aumento da capacidade de atendimento.

O equipamento de proteção individual (EPI) para a face é produzido a partir da tecnologia de impressora 3D. Além de proteger, o acessório de material em acetato, tem a função de aumentar a vida útil das máscaras cirúrgicas e de proteção N95, recomendadas pelo Ministério da Saúde.

A iniciativa é fruto de parceria entre estudantes, professores e pesquisadores da UNEB, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba).

O projeto Face Shield 4life, desenvolvido pela equipe Startup Maker Lab 3D, tem como meta produzir 20 mil protetores faciais e 110 caixas de proteção de intubação do paciente. O projeto foi um dos 11 selecionados de 1.858 propostas brasileiras e canadenses inscritas no edital Vale Desafio COVID-19, do Grupo Vale, que visa financiar ações de inovação para o combate da COVID-19.

“É um desafio produzir 20 mil protetores e 110 caixas de proteção e, ao mesmo tempo, ter a oportunidade de ajudar às pessoas envolvidas no combate à pandemia do coronavírus. A equipe do projeto reconhece a gratidão de poder servir, em um momento onde ajudar faz toda diferença”, ressaltou o professor da UNEB e coordenador do projeto, Hugo Saba.

Além de Hugo Saba, a equipe do projeto é composta pelos docentes Eduardo Jorge e Elton Barreto (UNEB), os estudantes da universidade e integrantes da Startup Maker Lab 3D, Matheus Tanure (Sistemas de Informação) e Peterson Lobato (doutorando em Difusão do Conhecimento), e também dos professores Leandro Brito (Ufob), Márcio Araújo (Ifba) e José Garcia Vivas Miranda (Ufba).

Até o momento, o projeto Face Shield 4life  já entregou 2.311 protetores para os hospitais Prohope e Ernesto Simões Filho, Santa Casa da Bahia, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Residência Médica UNEB e o Laboratório Central Professor Gonçalo Muniz (Lacen). Nesta semana, serão doadas mais duas mil unidades para as regionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na Bahia.

Makers entregam cerca de 30 mil protetores faciais em novas cidades e hospitais da Bahia

Projeto apoiado pelo Governo do Estado, através de Secti, Sesab, SDE, SEC, Seplan, Casa Civil e Corpo de Bombeiros, reúne voluntários para produção de equipamento indispensável na luta contra a Covid-19

Cerca de 30000 protetores faciais já foram entregues gratuitamente em 10 cidades baianas, por uma rede de makers, profissionais que colocam a mão na massa para fazer, por eles mesmos, diversos equipamentos. Camaçari e Dias D’ávila foram as localidades mais recentes a serem contempladas com o projeto que também está em andamento em cidades como Salvador, Guanambi, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Ipiaú, Jitaúna, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Bom Jesus da Lapa, Lauro de Freitas, Valença, Alagoinhas, Irecê, Barreiras e Cruz das Almas.

Com o apoio do Governo do Estado, o projeto Corona Vidas, uma iniciativa de professores e voluntários, conta com uma rede acadêmica de apoio, a qual envolve a Escola Bahiana de Medicina, as universidades estaduais, como Uneb, Uefs, Uesc e Uesb, bem como universidades e institutos federais baianos, como no caso do IFBA, UFOB, UFSB, UFBA e UFRB. A equipe reúne e convida os “makers”, ou seja, produtores, para que utilizem suas impressoras 3D na produção de protetores faciais, equipamentos essenciais para minimizar o risco do contágio do vírus que causa a doença Covid-19.

No âmbito da gestão pública, o Governo do Estado é responsável pelo desdobramento e formação de outras iniciativas em todo o estado, como o próprio Corona Vidas. A articulação tem apoio das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Saúde (Sesab), de Desenvolvimento Econômico (SDE), da Educação (Sec), de Planejamento (Seplan), Casa Civil e Corpo de Bombeiros. Atualmente, 16 cidades já foram contempladas com os protetores que ajudam a proteger contra a transmissão do coronavírus.

Outras cidades beneficiadas pelo projeto são: Aiquara, Alagoinhas, Barra do Choça, Boa Nova, Brejões, Brumado, Caetité, Canapolis, Cariranha, Condeúba, Gongogi, Ibirataia, Igaporã, Iguai, Ipiau, Irajuba, Itagi, Itagiba, Itajuípe, Itamari, Itambé, Itapetinga, Itaquara, Itarantim, Itiruçu, Ituaçu, Jacaraci, Jaguaquara, João Dourado, Juguaquara, Lafaite Coutinho, Lajedo do Tabocal, Livramento de Nossa Senhora, Maetinga, Maracás, Mata de São João, Mortugaba, Nova Canaã, Nova Itarana, Paramirim, Pindaí, Piripá, Planaltino, Poções, Ribeirão do Lago, Rio de Contas, Santo Antônio de Jesus e Tancredo Neves.

*Reprodução de matéria da Secti, disponível em secti.ba.gov.br.

COVID-19: UNEB integra grupo de trabalho para produção de máscaras de proteção 3D para profissionais de saúde

Para contribuir com as ações de contenção do contágio pelo novo Coronavírus (COVID-19), um grupo de pesquisadores está desenvolvendo máscaras de proteção individual para profissionais da saúde.  A iniciativa é fruto de parceria entre a UNEB, a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica (EBMSP), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob).

O projeto colaborativo intitulado Face Shield for Life 3D tem como objetivo o desenvolvimento de protetores faciais para profissionais de saúde que estão trabalhando no combate ao coronavírus, visando reduzir os riscos de exposição e garantir o aumento da capacidade de atendimento.

O Equipamento de Proteção Individual (EPI) para a face é produzido a partir da tecnologia de impressora 3D. Além de proteger, o acessório de material em acetato, tem a função de aumentar a vida útil das máscaras cirúrgicas e de proteção N95, recomendadas pelo Ministério da Saúde.

“Estamos montando uma força-tarefa entre os entusiastas da impressão 3D, que têm as impressoras nas universidades e em suas residências, com a finalidade de produzir o maior quantitativo de protetores faciais possível para os profissionais que estão na linha de frente como os maqueiros, enfermeiros e médicos”, explicou o gerente de pesquisa da UNEB, Eduardo Jorge.

O estudante do 6º semestre do curso de Sistema de Informação do Campus I da universidade, em Salvador, Matheus Tanure, destacou a importância de participar da iniciativa.

“O mais importante em integrar um projeto como esse é ajudar a população neste momento tão difícil. É uma alegria ver a pesquisa acadêmica cumprindo seu papel social, ajudando pessoas”, ressaltou o discente, que atua na manutenção das impressoras 3D e na elaboração do site do projeto.

Estão sendo produzidas cerca de 200 máscaras por dia. Ainda nesta quarta-feira (25), a equipe pretende entregar, de forma gratuita, as 200 primeiras unidades aos profissionais que trabalham no Hospital Couto Maia. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Os insumos para a fabricação estão sendo adquiridos via doação voluntária, por meio de uma vaquinha virtual. Os interessados em colaborar com a iniciativa podem realizar doações através do site.