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Editora da UNEB promove lançamento coletivo em Salvador

A Editora da UNEB (EdUNEB) realizou, no dia 22 de agosto, nova edição de lançamento coletivo no Foyer do Teatro Castro Alves, em Salvador.

O evento contou com a presença de representantes da comunidade acadêmica, de autoridades e representantes de comunidades afro-brasileiras.

Dos seis títulos lançados, cinco tratam diretamente da temática do negro na sociedade brasileira.

– Veja lista com todas as publicações lançadas no evento

Com o objetivo de proporcionar ao público uma imersão na musicalidade de matriz africana, o coro Oyá Igbalé realizou apresentação durante o evento.

*Com informações da EdUNEB. Foto: Fernanda Cerqueira

Ciclo de debates reúne comunidade acadêmica para celebrar memória e arte afro-brasileiras

Servidores, estudantes e pesquisadores dialogaram sobre a música sacra negra e participaram ainda de atividades culturais

A memória e a arte afro-brasileiras estiveram no centro dos debates promovidos pela comunidade acadêmica da UNEB durante o II Ciclo de Debates Memória, Música e Devoção: Omolu, o rei da Terra.

Julice Oliveira: “Procuramos valorizar os nossos intelectuais negros”

Conferências, sessões de comunicação, palestras e apresentações culturais foram realizadas gratuitamente, entre os dias 21 e 23 de agosto, no Campus I da instituição. O evento integrou a programação oficial do Centenário de Mestre Didi.

“Estamos discutindo, sobretudo, a música sacra e trazemos o Coro Oyá Igbalé para apresentar essa tradição. Homenagear o Mestre Didi é uma honra, só temos a nos orgulhar. Procuramos perpetuar a difusão do conhecimento com responsabilidade e valorizar os nossos intelectuais negros”, destacou a docente Julice Oliveira, coordenadora do ciclo.

Artista plástico, escritor e líder espiritual. O baiano Deoscóredes Maximiliano dos Santos, popularmente conhecido como Mestre Didi (1917-2013), deixou vasta produção artística inspirada nos objetos de cultos ligados à tradição nagô. Suas esculturas e livros lhe renderam reconhecimento internacional.

A secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, esteve presente na mesa de abertura do evento e destacou a importância de reforçar, nas instâncias acadêmicas, o debate sobre a preservação da cultura e valorização dos legados do povo negro ao longo da história: “A iniciativa é extremamente importante, inclusive no resgate da memória do Mestre Didi”.

Gildeci Leite: “É importante se apropriar e se reapropriar de todas as obras de Mestre Didi”

O homenageado também foi reverenciado pelo assessor especial de Projetos Interinstitucionais para a Difusão da Cultura (Apidic) da UNEB, Gildeci Leite, que participa da coordenação das celebrações oficiais em homenagem ao centenário.

“Ele não foi um homem que teve curso superior, mas foi um excelente monografista, contista e artista plástico. É importante se apropriar e se reapropriar dos escritos e de todas as obras de Mestre Didi para compreender a cultura afro-brasileira e a afro-baianidade”, salientou o gestor, que ainda ministrou a conferência “Edison Carneiro e o Samba”, na tarde da última terça-feira (22).

Pró-reitor de Ações Afirmativas da universidade, Wilson Mattos parabenizou a organização da iniciativa pela promoção da cultura, da arte e da memória afro-brasileira. “Ações Afirmativas e Umbutu” foi o título da atividade coordenada por ele também no segundo dia de evento.

A segunda edição do ciclo foi promovida pelo Grupo de Estudos Estética e Contracultura (GEEC) e pelo Grupo Estudos e Pesquisa da Memória Afro-Baiana (GEPMAB), ambos do Departamento de Educação (DEDC) do Campus I da UNEB, na capital.

Memória Afro-brasileira

A coordenadora do Grupo Estudos e Pesquisa da Memória Afro-Baiana (GEPMAB), Cecília Soares ministrou a primeira conferência do evento, que teve como tema “Memória Afro-brasileira e História: Obaluaê, o Rei da Terra”.

Cecília Soares: “desmitificar a negação da história de negras e negros”

“A memória em comunidades terreiros assume fundamental importância na rememoração de acontecimentos que elevam a alto estima do grupo. Ela registra celebrações e costumes, mas, também processos de transições para mudanças das tradições”, explicou a pesquisadora.

Ainda de acordo com Cecília, as identidades religiosas podem ser reconstruídas nesses locais, a partir da memória referenciada. Assim, reforçando o pertencimento do negro em sua totalidade.

“Dessa forma, a memória tem um lugar de extrema importância ao ser responsável pela sua continuidade e, de forma paradoxal, desmitificar a negação da história de negras e negros na formação da sociedade baiana, em particular”, salientou a pesquisadora.

O evento contou com o apoio da Proaf, das Pró-Reitorias de Extensão (Proex) e de Pesquisa e Ensino Pós-Graduação (PPG), do DEDC, do Cepaia, da APIDIC, do Centro de Pesquisa em Educação e Desenvolvimento Regional (CPEDR), da Secretaria Especial de Articulação Interinstitucional (Seai), todos da UNEB, e da Irmandade Beneficente e Religiosa de Ojés, Ogãs e Tatas (Siobá).

Confira mais fotos do evento em nosso Flickr.

 

UNEB apoia projeto artístico-cultural para comunidades do Bairro da Paz e do Ilê Asipá

As comunidades do Bairro da Paz e da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Asipá, em Salvador, vão ter a oportunidade de mergulhar na cultura e arte afro-brasileiras e celebrar os seus referenciais.

O projeto Mestre Didi: revisitações artísticas vai abrir inscrições nesta sexta-feira (25) para oficinas de grafite e escultura. A iniciativa, que integra as comemorações do centenário do homenageado, é fruto da parceria entre a ong Thydêwá e o Ilê Asipá, e conta com apoio da UNEB.

As atividades são voltadas para os integrantes das comunidades e os interessados devem se inscrever até o dia 30 de agosto. A inscrição é gratuita e deve ser efetivada no terreiro, que fica localizado Rua da Gratidão, no Bairro da Paz. Estudantes podem se inscrever no Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, na mesma região.

As oficinas contam com atividades teóricas e práticas, que serão ministradas, neste e no próximo mês, também no Ilê Asipá. No dia 2 de setembro, será realizada a mesa oficial de abertura do projeto.

A oficina de grafite contará com programação nos dias 31 de agosto, 1º, 2 e 3 de setembro. Já a de escultura, será promovida nos dias 2, 9, 16, 23 e 30 de setembro (sempre aos sábados).

A iniciativa vai resultar em exposições permanentes dos grafites no muro do  Ilê Asipá e das esculturas nas instalações do terreiro. Estas serão ainda apresentadas, entre os dias 2 e 6 de outubro, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), no Centro Histórico de Salvador.

Submetido pela ong Thydêwá, o projeto Mestre Didi: revisitações artísticas foi um dos ganhadores do edital Agosto da Igualdade 2017, lançado pela Secretaria estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

A UNEB apoia a iniciativa por meio de acordo de cooperação técnica firmado com a Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Asipá, em julho de 2015.

100 anos de Mestre Didi

Artista plástico, escritor e líder espiritual. O baiano Deoscóredes Maximiliano dos Santos, popularmente conhecido como Mestre Didi (1917-2013), deixou vasta produção artística inspirada nos objetos de cultos ligados à tradição nagô. Suas esculturas e livros lhe renderam reconhecimento internacional.

Em alusão ao centenário de nascimento desse artista vanguardista, filho da ialorixá baiana Mãe Senhora, Maria Bibiana do Espírito Santo, a UNEB, por meio da Assessoria de Projetos Interinstitucionais para a Difusão da Cultura (Apidic), e a Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipà organizam os eventos para celebrar a memória de Mestre Didi.

Informações: emma.prod@gmail.com.

Ciclo de Debates destaca Memória, Música e Devoção; inscrições abertas!

O Grupo de Estudos Estética e Contracultura (GEEC), vinculado ao Grupo Estudos e Pesquisa da Memória Afro-Baiana (GEPMAB) do Departamento de Educação (DEDC) do Campus I da UNEB, em Salvador, vai realizar o II Ciclo de Debates Memória, Música e Devoção: Omolu, o rei da Terra.

O evento, que acontecerá entre os dias 21 de 23 de agosto, no Auditório Jurandyr Oliveira, do Departamento de Educação (DEDC), no campus, propõe a difusão de conhecimento de natureza multidisciplinar relativo ao tema da Memória com enfoque especial para à reflexão sobre o objeto de arte (música, artes plásticas, cinema e literatura) e culto do Orixá Omolu na cultural e religiosa de matriz afro-brasileira.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, reserva conferências, sessões de comunicação, palestra e apresentações culturais. Os interessados em participar podem realizar inscrição na página do evento.

O II Ciclo de Debates integra a programação oficial do Centenário de Mestre Didi, Deoscóredes Maximiliano dos Santos (1917-2013), artista plástico, escritor (Contos Negros da Bahia e Contos Nagô [1961], Porque Oxalá Usa Ekodidé [1997]), ativista cultural (fundou o Afoxé Troça Carnavalesca Pai Buruko no final da década de 30”) e religioso do Candomblé (possuía o cargo de Assobá de Omolu).

Informações: geeg.uneb@gmail.com.

EdUNEB divulga obra selecionada para publicação de livro sobre Mestre Didi

A Editora da Universidade do Estado da Bahia (EdUNEB) divulga a obra selecionada para publicação de livro de escrita original e inédita em língua portuguesa, autoral ou coletânea, de natureza científica e/ou de memória biográfica a respeito de Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos (Mestre DidiAsipá), sua cultura e história de vida, em comemoração pelo centenário de seu nascimento que acontecerá em dezembro do ano de 2017, de acordo com Edital no. 121/2016, referente ao Aviso Nº 176/2016, publicado no D.O.E. de 22/12/2016.

Obra selecionada: Homenagem aos 100 anos de Nascimento de Mestre Didi [Deoscóredes Maximiliano dos Santos].

 Salvador, 31 de julho de 2017

Sandra Regina Soares
Diretora da EdUNEB

Coordenação do II Ciclo de Debates Memória, Música e Devoção informa sobre adiamento do evento

A Coordenação Geral do II Ciclo de Debates Memória, Música e Devoção: Omolu, o Rei da Terra informa que a realização do referido evento, que aconteceria entre os dias 24 e 26 de maio, foi alterada para os dias 21, 22 e 23 de agosto de 2017, em decorrência da paralisação das atividades acadêmicas nesta quarta-feira (24).

O protesto será com portões fechados e acontecerá nos 24 campi da universidade. A paralisação de 24 horas acorrerá no dia do Ocupa Brasília, momento em que dezenas de caravanas, de todos os estados, levarão milhares de manifestantes à Esplanada dos Ministérios para protestar contra as reformas trabalhista, previdenciária e a Lei das Terceirizações do ilegítimo governo Temer.

O ciclo propõe a difusão de conhecimento de natureza multidisciplinar relativo ao tema da Memória com enfoque especial para à reflexão sobre o objeto de arte (música, artes plásticas, cinema e literatura) e culto do Orixá Omolu na cultural e religiosa de matriz afro-brasileira.

A programação do evento reserva conferências, sessões de comunicação, palestra e apresentações culturais. As inscrições são gratuitas e seguem abertas.

O II Ciclo de Debates integra a programação oficial do Centenário de Mestre Didi, Deoscóredes Maximiliano dos Santos (1917-2013), artista plástico, escritor (Contos Negros da Bahia e Contos Nagô [1961], Porque Oxalá Usa Ekodidé [1997]), ativista cultural (fundou o Afoxé Troça Carnavalesca Pai Buruko no final da década de 30”) e religioso do Candomblé (possuía o cargo de Assobá de Omolu).

Coordenação Geral do II Ciclo de Debates, Memória, Música e Devoção