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Estudante do Campus XIV é aprovado em programa de intercâmbio do governo federal para Moçambique

O estudante Engel da Cruz Silva Lima, do curso de História ofertado pelo Departamento de Educação (DEDC) do Campus XIV da UNEB, em Conceição do Coité, foi aprovado no edital do Caminhos Amefricanos: Programa de Intercâmbios Sul-Sul – edição Moçambique.

Iniciativa dos ministérios da Igualdade Racial (MIR) e da Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), sediada na capital da República de Moçambique, o certame selecionou 50 estudantes de licenciaturas de instituições de ensino superior (IES) do Brasil.

O programa se destina a pessoas pretas, pardas e/ou quilombolas da rede pública de ensino, que estejam regularmente matriculadas em cursos de licenciatura ou sejam docentes da educação básica.

Natural do município baiano de Ichu, Engel Lima estudou em colégio público antes de ingressar na UNEB. O estudante e outros colegas, que participam do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) na universidade, foram incentivados a concorrerem no Caminhos Amefricanos pelas docentes Joceneide Cunha, coordenadora do Pibid, e Iris Oliveira, do curso de História.

“Nesse processo, a professora Joceneide Cunha fez um trabalho incrível de estímulo e elevação da autoestima dos discentes, mostrando que era possível serem selecionados e os orientando no preenchimento da documentação. Entendo que essa vitória de um estudante negro, da cidade de Ichu, no interior da Bahia é também da nossa comunidade unebiana”, destacou a docente Iris Oliveira.

O resultado do edital foi publicado em maio passado e os estudantes selecionados vão começar as atividades do intercâmbio para a cidade de Maputo a partir de agosto.

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagem: Divulgação.

Serint divulga seleção para programa de intercâmbio da Capes e MIR para Moçambique; inscrições abertas até 04/01

Serão seelcionados até 50 estudantes quilombolas ou autodeclarados pretos ou pardos de cursos de licenciaturas.

A Secretaria Especial de Relações Internacionais (Serint) da UNEB está divulgando a abertura da primeira seleção do Caminhos Amefricanos: Programa de Intercâmbios Sul-Sul, coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Serão selecionados até 50 estudantes quilombolas ou autodeclarados pretos ou pardos, alunos de licenciaturas a partir do quinto semestre e vinculados a núcleos de estudos afro-brasileiros e indígenas ou correlatos, para intercâmbio de 15 dias na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), em Moçambique.

As inscrições de candidatos estão abertas até o dia 4 de janeiro de 2024, por meios de formulário on-line disponível no portal da Capes (Sicapes).

Cada selecionado contará o seguinte com apoio financeiro, sob responsabilidade do MIR: R$ 10.500,00 para diárias, R$ 13.172,00 para passagens aéreas, R$ 520,75 de auxílio seguro-saúde, R$ 257,25 para ajudar na emissão de passaporte e R$ 250,00 para emissão de visto de entrada em Moçambique.

Mais informações e o cronograma da seleção estão disponíveis no Edital conjunto 34/2023, publicado no Diário Oficial da União (DOU), e no portal da Capes.

Acesse aqui página da Serint com informações

Texto: Serint, com edição da Ascom. Imagem: Divulgação.

CONVERSA COM ESCRITOR: “Comecei a escrever para curar uma ferida”, diz moçambicano Mbate Pedro

Estudantes e docentes de diferentes cursos da universidade participaram do evento. Fotos: Anderson Freire/Ascom

“Comecei a escrever para curar uma ferida. Mas a beleza a literatura é porque ela é maior que nós, é algo que não controlo.”

Assim o escritor moçambicano Mbate Pedro tentou responder a uma estudante sobre o que o motivou a enveredar pelos caminhos da literatura, ele que é médico em seu país e vem se destacando no atual campo literário africano. 

Mbate participou hoje (10) à tarde do evento “Debaixo do silêncio que arde – Conversa sobre a poesia moçambicana contemporânea”, no Auditório Milton Santos, no Campus I da UNEB, em Salvador.

O encontro faz parte de mais uma edição do projeto Conversa com Escritor, realizado pela Cátedra Fidelino de Figueiredo da universidade, com o apoio da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa.

Na conversa com estudantes e docentes da UNEB e convidados, Mbate disse que sua geração de escritores de Moçambique não aceita o modelo estereotipado que se cultivou em países europeus e americanos a respeito da literatura africana, vista como “exótica, centrada nas tradições, na oralidade”.

“Claro que nossa literatura trará sempre as marcas da nossa cultura, da nossa história. Mas queremos desconstruir esse estereótipo da oralidade, nos interessa mais a multiculturalidade, olhar do local para o global”, salientou.

Na avaliação do escritor, na contemporaneidade as fronteiras estão diluídas e a universidade precisa captar essas mudanças. “Penso que a universidade está falhando nisso, usando dogmas antigos nos estudos literários. Nós, moçambicanos, africanos, usamos os mesmos materiais de escrita que usam os alemães, os ingleses, os brasileiros. Nossa literatura é muito rica”, afirmou.

Rita Aparecida (à esq.) preside a Cátedra

Durante o evento, o escritor apresentou seu mais recente livro, Vácuos, obra finalista do prêmio Oceanos (2018) e que será lançada na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começou hoje e se estende até domingo (14).

Tendo preferência pela poesia, Mbate Pedro é autor de outros quatro livros: O mel amargo (2006), Minarete de medos e outros poemas (2009), Debaixo do silêncio que arde (2015) e Os crimes montanhosos (2018).

A presidente da Cátedra Fidelino de Figueiredo, Rita Aparecida Santos, agradeceu a participação do escritor e a presença do público: “Estamos muito felizes, Mbate foi o primeiro escritor africano que a Cátedra conseguiu trazer aqui na UNEB”.

“Tradicionalmente os escritores portugueses e africanos quando vêm ao Brasil só passam pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul. Esse evento é mais um esforço de todos nós de mudar essa rota e trazer também para cá autores reconhecidos. A academia é o lugar das utopias e esperanças”, enfatizou Rita Aparecida.

Escritor e médico moçambicano participa de rodas de conversa em Salvador

A Cátedra Fidelino de Figueiredo da UNEB vai realizar, com apoio da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa,  hoje e amanhã (9 e 10), o evento Conversa com Escritor: Mbate Pedro.

Escritor e médico moçambicano, o convidado falará sobre Poesia Contemporânea, Literatura e Medicina. Estarão também em pauta as suas produções, com destaque para o livro “Vácuos”, que será lançado na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

A edição desse Conversa com Escritor terá início hoje (9), às 17h, com a apresentação “Entre a Medicina e a Literatura: humanização”, no Campus do Cabula da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Amanhã (10), o convidado participará de bate-papo no Auditório Milton Santos, localizado no Prédio da Pós-Graduação do Campus I da UNEB, no mesmo bairro. A atividade terá como tema “Debaixo do silencia que arde – Conversa sobre a poesia moçambicana contemporânea”.

Estão também entre as produções de Mbate Pedro os livros: “O Mel Amargo” (2006); “Minarete de Medos e Outros Poemas” (2009); “Debaixo do Silêncio que Arde” (2015); e “Os Crimes Montanhosos” (2018).

Informações: catedrafidelinofigueiredo@gmail.com.

UNEB sedia reunião de lançamento do Programa de Formação de Professores Universitários de Moçambique

Pró-Reitores e representantes de universidades públicas de diversas regiões do país participaram do lançamento

O Campus I da UNEB, em Salvador, sediou na manhã de hoje (5) a reunião de lançamento do Programa de Formação de Professores Universitários de Moçambique (BRAMO). O encontro contou com a participação de gestores de diversas universidades públicas do país.

O BRAMO é fruto de articulação entre o Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional de Moçambique (MCTESTP), com o apoio da Divisão de Temas Educacionais do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (DCE/MRE) e da Embaixada do Brasil em Moçambique.

De acordo com a diretora executiva do GCUB, Rossana Valéria de Souza, a proposta foi elaborada após diálogos entre a entidade e as parceiras sobre as necessidades educacionais do país africano e a constatação do baixo número de pesquisadores com titulação de mestrado e doutorado nas instituições moçambicanas.

Gestores da universidade presentearam Rossana com o Anuário UNEB em Dados 2017

“Uma das metas do grupo é trabalhar com países emergentes, que tem problemas que precisam ser solucionados. O nosso compromisso com a internacionalização não é de simplesmente fazer as pessoas circularem”, salientou a gestora, destacando ainda que a iniciativa busca auxiliar no desenvolvimento, sobretudo, da pesquisa e pós-graduação em Moçambique.

A UNEB foi representada pelo reitor, José Bites de Carvalho, pelo secretário especial de Relações Internacionais (Serint), Marcius Gomes, e pela assessora especial de Relações Internacionais da Reitoria, Jardelina Nascimento.

Professor Bites sinalizou que a universidade irá participar do programa e que deve ofertar bolsas, prioritariamente, para o Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC). O reitor aproveitou a oportunidade para convidar gestores do GCUB para uma reunião, ainda no primeiro semestre deste ano, com o Olodum e reitores de universidades africanas, ação do convênio firmado em julho de 2017.

Para o secretário especial de Relações Internacionais, a UNEB cria condições para ampliar as suas ações de internacionalização ao consolidar a sua participação no GCUB. “Os programas específicos do grupo nos possibilitam desenvolver um novo mecanismo junto aos programas de pós-graduação. Não apenas recebemos alunos, mas também possibilitamos que docentes aproveitem os nossos espaços de formação para promover a transformação social em seu local de origem”, ressaltou Marcius.

Gionara Tauchen: “Esta é uma ação de muita solidariedade institucional”

Diretora de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Gionara Tauchen foi uma das responsáveis pela elaboração da proposta do Bramo e também participou da reunião.

“O programa tem um ponto especial que é ser voltado para a formação de professores em um contexto que demanda, de fato, essa intervenção. Algumas instituições são muitos jovens e demandam essa qualificação do quadro docente. Esta é uma ação de muita solidariedade institucional”, salientou a diretora, destacando a importância da consolidação de trocas entre universidades do hemisfério sul do planeta.

Assim como a UNEB, outras instituições já sinalizaram interesse em participar do programa e ofertar bolsas de metrado e doutorado. Ainda durante o evento, foram apresentadas as demandas dos docentes moçambicanos. As instituições brasileiras tem até o fim deste mês para oficializar a oferta.

Fotos: Danilo Oliveira/Ascom