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Engenharia e Protagonismo Feminino: egressas da UNEB transformam cenário tecnológico do São Francisco

Fernanda Hoahana, egressa da UNEB e Engenheira de Bioprocessos e Biotecnologia

Hoje, dia 10 de abril, é celebrado o Dia da Engenharia; data que celebra a inovação e o progresso técnico deste conhecimento. No Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS III) da UNEB, em Juazeiro, a data revela uma transformação social: um acesso das profissionais femininas ao mercado de trabalho de Engenharia.

A presença feminina tem sido peça-chave para o desenvolvimento tecnológico e agrícola do Vale do São Francisco. Essa ocupação de espaços é fruto de uma longa trajetória de resistência, visto que, no Brasil, foi apenas no início do século XX que as mulheres passaram a ter formação acadêmica na área. Edwiges Maria Becker Hom’meil é a grande referência histórica, tendo se tornado a primeira engenheira do país em 1917.

O que antes era um campo de exceção para mulheres hoje vai ganhando força com trajetórias como as da Engenheira Agrônoma, Vanessa Rodrigues e da Professora, Engenheira de Bioprocessos e Biotecnologia, Fernanda Hohana.

A professora Fernanda Hohana personifica a evolução dessa presença feminina na academia ao retornar ao DTCS III como docente, após ser egressa das primeiras turmas de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia do Departamento. Além da docência, Fernanda atua no mercado como consultora de alimentos, com foco industrial e agrícola, unindo a prática de mercado ao ensino superior.

Estar aqui é uma forma de retribuir tudo que eu recebi da Universidade. Me vejo nos alunos que estão ali, conheço os desafios e as expectativas”, afirma. Fernanda destaca ainda o seu papel de representatividade: “E mais do que isso, é ter a oportunidade de inspirar outras meninas e mulheres a acreditarem que elas também podem estar nesses lugares”.

Vanessa Rodrigues hoje atua no agronegócio

Para Vanessa Rodrigues, a escolha da profissão foi movida por um ideal de realização pessoal. “A agronomia, para mim, sempre foi oportunidade, crescimento e propósito”, afirma. Em uma região onde o agronegócio é o pilar econômico, Vanessa aplica conhecimentos científicos para otimizar a produção no campo, reforçando a importância da técnica aliada à prática.

Apesar dos avanços, a jornada na engenharia ainda exige resiliência para superar estigmas de gênero. Ocupar cargos de liderança, consultoria e docência é um ato de abertura de caminhos para as futuras gerações.

A trajetória de ex-alunas e professoras dos cursos de Engenharias do DTCS III inspira dezenas de profissionais da área. “Elas são mulheres que mostram, na prática, a competência, o posicionamento e a força dentro do mercado”, destaca Vanessa.

Ao celebrar essas trajetórias, a Universidade reafirma seu compromisso com uma formação de excelência que promove a equidade e valoriza o potencial humano. A força dessas engenheiras no mercado de trabalho aponta um futuro onde a inovação tecnológica seja, cada vez mais, sinônimo de inclusão e diversidade.

Texto: André Amorim e Júlia Gabriela/ ASCOM DTCS III