A UNEB, por meio da Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult), vai promover a terceira edição da Feira de Serviços Abertos à Comunidade, no próximo dia 14 (sábado), no Campus I, em Salvador.
A Servir UNEB 2025 integra as comemorações dos 42 anos da universidade e tem a finalidade de reafirmar o compromisso e a responsabilidade social da instituição.
A programação, inteiramente gratuita e aberta aos públicos interno e externa, tem início a partir das 8h, prolongando-se até as 14h.
Entre os diversos serviços e atividades do evento, estão oficinas de saúde auditiva e de reciclagem, orientação nutricional, avaliação antropométrica, aferição de pressão arterial e glicemia, plantão psicológico, direitos sexuais e reprodutivos, feira de artesanato, culinária e brechó, exposição de robótica e um diversificado espaço infantil.
Em articulação com órgãos do governo do estado, a 3ª Servir UNEB vai disponibilizar: emissão da Carteira de Identificação Nacional (CIN), pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC); divulgação e esclarecimentos sobre editais de cultura, pela Secretaria estadual de Cultura (Secult); e cadastro para vagas de emprego, pelo Serviço de Intermediação para o Trabalho (SineBahia).
E no Palco Servir a feira vai contar com as atrações UNEB JAM Live + Music e Rasta Groove, além da oficina de dança cigana.
A Servir UNEB tem o apoio da Reitoria e a participação das pró-reitorias de Assistência Estudantil (Praes), de Ações Afirmativas (Proaf) e de Graduação (Prograd), da editora universitária (EdUNEB), e da Associação dos Ex-Alunos da universidade (Unex), além de grupos de pesquisa e outros setores e instâncias da instituição.
A iniciativa é voltada para a seleção e publicação de obras literárias inéditas de estudantes cotistas negras/es, indígenas e quilombolas da Universidade em diferentes gêneros, como poesia, conto e crônica.
Os(as) interessados(as) deverão inscrever suas propostas de obras no formulário online, até às 17h, do dia 26 de maio. atendendo ao envio de documentação detalhado em edital. A previsão é que o resultado da seleção seja publicado no dia 29 de julho.
O edital visa contribuir com a territorialização do Proarte, a partir da multicampia unebiana, bem como, promover a diversidade cultural, reconhecendo e valorizando as diversas narrativas e poéticas de autorias negras e indígenas da Bahia.
O edital é fruto de um acordo de cooperação celebrado entre a UNEB e a Secretaria estadual de Cultura (Secult), através da Fundação Pedro Calmon (FPC).
No marco dos 40 anos da Axé Music, a Universidade de Toda a Bahia fará sua estreia oficial no circuito do Carnaval de Salvador, com o “UNEB Folia – Espaço Cidadania”, na Biblioteca Anísio Teixeira, localizada na Avenida Sete de Setembro, ao lado da Igreja de São Bento.
A abertura do espaço será nesta sexta-feira (28), às 20h. O local irá servir como um ambiente de acolhimento, apoio e orientação, com funcionamento até o dia 4 de março, a partir das 15h.
A iniciativa, viabilizada em parceria com a Secretaria estadual de Cultura (Secult) e a Fundação Pedro Calmon (FPC), proporcionará suporte a diversas instituições, incluindo as Secretarias estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Políticas para as Mulheres (SPM), de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), o Casarão da Diversidade, e o Instituto Beneficente Conceição Macêdo (IBCM).
As entidades parceiras distribuirão informativos, cartilhas e materiais educativos sobre prevenção e combate às violências enfrentadas por populações em situação de vulnerabilidade. Além de ações de divulgação do programa Universidade Para Todos (UPT), cujo objetivo é democratizar o acesso à educação preparando cada vez mais jovens para o ingresso nas universidades públicas. Também haverá orientações específicas sobre saúde e prevenção para a população LGBTQIAPN+ e trabalhadoras e trabalhadores do Carnaval.
O espaço também estará aberto à comunidade unebiana interessada em aproveitar o evento, oferecendo um local seguro e estruturado durante os dias de folia. Como o local está sujeito à lotação, foi aberta uma inscrição prévia, através do Sistema Gerenciador de Eventos (SGE) da Universidade para garantir reserva de vaga. Acompanhantes externos também devem se inscrever, e menores de idade só poderão acessar o ambiente acompanhados de seus responsáveis.
“A presença da UNEB no circuito do Carnaval de Salvador reforça seu compromisso com a inclusão, a diversidade e a cidadania, fortalecendo a rede de apoio e prevenção contra a discriminação, a violência de gênero e a desigualdade social dentro de um dos maiores eventos culturais do planeta”, destaca a reitora da UNEB, Adriana Marmori.
A comissão de organização do UNEB Folia Espaço Cidadania é composta pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Assessoria Especial de Cultura e Artes (Ascult), Assessoria de Comunicação (Ascom) e o Gabinete da Reitoria da Universidade.
Batuque UNEB – Esquentando os tamborins para o Carnaval, a Universidade de Toda a Bahia realizará também a terceira edição do bloquinho “Batuque UNEB”, nesta quarta-feira (26), a partir das 16h, no Centro Histórico.
A concentração do bloquinho será às 15h, no Largo do Paço, no Santo Antônio Além do Carmo, em frente ao Centro de Estudos dos Povos Afro-Índigena-Americanos (Cepaia) da Universidade. A folia será animada pelo grupo de fanfarra Charanga Banema.
Evento marcou o lançamento, em formato e-book, da coletânea
Bahia, 2 de Julho: uma guerra pela Independência do Brasil. Esse é o título da coletânea que narra a história do movimento social e militar e da participação decisiva do povo baiano na resistência contra as forças portuguesas no país. O livro foi lançado na última quarta-feira (26), no Teatro UNEB, no Campus I da universidade, em Salvador.
O projeto é resultado de uma parceria entre a Editora da UNEB (Eduneb) e a produtora cultural Mwana Produções, com o apoio da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) e do Governo do Estado, por meio do programa Fazcultura.
A reitora da UNEB, Adriana Marmori, ressaltou que a coletânea possibilita revisitar e recontar a história da Bahia e do Brasil.
Adriana destacou compromisso de difundir a obra
“Essa obra se destaca pelos diversos desafios de todos os conflitos que ocorreram no período do Brasil Colônia. Estou convencida de que a identidade de um povo, a resistência, a memória, as construções coletivas todas estão neste livro. É o momento de reconstrução do país, de uma nova realidade, de trazermos outras imagens, cenas e histórias reais, vividas por aqueles e aquelas, negros, indígenas que lutaram bravamente pela independência do nosso povo”, enfatizou a reitora.
Ainda em seu discurso, a gestora máxima da UNEB destacou a relevância de distribuir os exemplares da obra nas escolas. “É um compromisso, como política pública, difundir esse trabalho em todas as escolas da Bahia e fazer com que o Brasil o reconheça nos seus livros didáticos. Nós, como universidade pública, vamos, sim, fazer todo o esforço para que isso se realize”, afirmou.
Dayse: oportunidade de revisitar fatos
Segundo a vice-reitora da instituição, Dayse Lago, a coletânea é uma oportunidade de revisitar fatos da história da Independência do Brasil na Bahia com uma perspectiva crítica e atualizada. “Essa obra mostra a beleza e a riqueza da nossa história ao possibilitar uma análise aprofundada de uma data tão importante para nós baianos, desvendando fatos desconhecidos e registros equivocados do nosso passado, contado sob o ponto de vista de quem está no poder”, declarou.
Sandra: obra de valor simbólico
Para a diretora da Eduneb, Sandra Soares, a publicação é uma contribuição da UNEB, que celebra seus 40 anos e, com os parceiros e apoiadores do projeto, “revela a verdadeira história da Independência do Brasil evidenciando o papel da Bahia e dos baianos na resistência contra os portugueses, através de textos fundamentados em evidências históricas. É uma obra de valor simbólico e de uma beleza que precisa ser divulgada por todo o nosso país”, argumentou.
Resgate da história
O evento de lançamento contou com a presença de representantes da comunidade acadêmica, da literatura, da história, da sociedade civil, dos movimentos sociais e de autoridades como o secretário de Cultura (Secult), Bruno Monteiro, o coordenador-executivo de programas e projetos estratégicos da educação da SEC, José Bites de Carvalho, o diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, a deputada federal, Alice Portugal, e o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães.
Bruno: história precisa ser recuperada e transmitida
“Esta obra é mais do que um livro, é um testemunho histórico e relevante, pois a história da Independência do Brasil foi imposta e narrada sob a ótica de uma visão colonizadora. A Bahia teve um papel central na Independência do Brasil há 200 anos. A história precisa ser recuperada e transmitida principalmente nas salas de aula, nas escolas, nas universidades e em todo o sistema educacional”, salientou o secretário da Secult.
O gestor de Cultura do estado ainda destacou que a luta originada do povo “de gente simples, de negros e negras, mulheres, de indígenas, de quilombolas, dos escravizados, dos caboclos legitima as nossas lutas diárias por inclusão, por direitos e por democracia”, afirmou.
Bites: obra importante para a democracia
O coordenador-executivo de programas e projetos estratégicos da educação da SEC, José Bites de Carvalho, lembrou que a coletânea chega no momento de reposicionamento do Brasil, enquanto estado democrático de direito. “Não podemos perder de vista de que desde à Constituição de 1988, os últimos anos foram os períodos mais perigosos dos quase 35 anos de Constituição brasileira. Precisamos produzir materiais como esse e defender a nossa democracia“, asseverou.
Diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, destacou a presença feminina no desenvolvimento do projeto. “É muito gratificante ver que temos a presença marcante de mulheres dando sua contribuição para o desenvolvimento desse projeto, que valoriza a nossa história e as lutas que marcaram o nosso povo baiano e brasileiro. Assim, podemos reconhecer as mulheres nas batalhas pelo 2 de julho e homenagear Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa, figuras fundamentais para a Independência do Brasil na Bahia”, comentou.
A deputada federal, Alice Portugal, considerou que a obra “é o único documento que atualiza e mantém viva a história da luta do povo da Bahia pela Independência do Brasil nos seus 200 anos de história. E do orgulho de dizer que a UNEB quem produziu o primeiro livro sobre o 2 de julho”, frisou.
Estrutura da obra
Lançamento reuniu colaboradores do livro
Durante o lançamento, a diretora da Eduneb, Sandra Soares, mediou a mesa com os colaboradores da publicação, entre eles: a organizadora, Maria das Graças Leal, o curador artístico, Marielson Carvalho, a historiadora, Lina Brandão de Aras, e o pesquisador artístico, Daniel Soto.
Na oportunidade, Maria das Graças Leal, umas das organizadoras, apresentou a estrutura da obra. “A coletânea é composta por cinco partes, distribuídas por 14 textos historiográficos, escritas literárias e conografia, trazendo os contextos de transformações político-institucionais, econômicas, culturais, sociais e simbólicas, valorizando o importante marco fundador da história baiana e nacional“, detalhou.
Evento contou com presença de historiadores
A coletânea reúne textos de pesquisadores da Bahia, de outros estados do país e do Canadá, a partir de estudos historiográficos sobre a luta da Independência do Brasil na Bahia, que teve seu desfecho no dia 2 de julho de 1823.
Os textos abordam aspectos da história social, cultural, econômica, política e religiosa da época; tratam de temas como a escravização e questões de gênero, além de figuras como Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa, e representações de festividades comemorativas do acontecimento histórico.
A publicação conta com ilustrações de artistas de diversos estilos e técnicas, pinturas, grafismos, fotografias, cordel, poema e crônica, evidenciando a diversidade estética da cultura baiana e nacional. O curador artístico, Marielson Carvalho, contou como foi desenvolvido os elementos artísticos da obra.
“Tentei fazer uma comunhão entre arte e memória e arte e história. O maior desafio foi a partir dos textos dos autores, ter que fazer a tradução para os artistas desenvolver as ilustrações dos artigos. E a seleção desses profissionais teve um direcionamento de trazer artistas de diferentes gerações, experiências, identidades de gênero e sexualidade, raça e etnia”, descreveu o curador.
Coral Universitário da UNEB abriu a cerimônia
O projeto da obra prevê a impressão de mil unidades do livro, inicialmente, a serem distribuídas gratuitamente em bibliotecas comunitárias e escolares, universidades, para parceiros, patrocinadores e equipe envolvida na criação da obra.
Um dos exemplares da coletânea foi entregue ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, pelas mãos da primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso.
– Acesse aqui o e-book da coletânea “Bahia, 2 de Julho: uma guerra pela Independência do Brasil”
Confira galeria de fotos do lançamento da coletânea