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Doutora Honoris Causa: “Esse título pertence a esta universidade, que abre as portas para comunidade negra e pobre”, Yeda Pessoa de Castro

Em sessão especial no Teatro UNEB, Conselho Universitário concedeu honraria à etnolinguista

No início da noite de ontem (15), a UNEB viveu momento memorável na sua história. Em sessão especial, o Conselho Universitário (Consu) da instituição entregou o título de Doutora Honoris Causa à etnolinguista e professora Yeda Pessoa de Castro.       

“Estou muito emocionada com essa homenagem, na véspera de eu completar 90 anos de idade, metade deles dedicada a minha vida acadêmica, a minha pesquisa, a minha busca por valorizar as culturas africanas no Brasil, valorizar o povo negro no Brasil, que sempre está oculto e escondido na história“, disse Yeda Castro.

Homenageada Yeda Pessoa de Castro: “Sempre me apaixonei pela UNEB”

A homenageada ressaltou que, depois de se aposentar na Universidade Federal da Bahia (Ufba), “foi na UNEB que tive a oportunidade de expandir a minhas ideias e o meu trabalho, e formar um grupo de pesquisa para me ajudar nessa trajetória”.

Sempre me apaixonei pela UNEB, por sua visão humanística. E confesso que eu só estou recebendo essa homenagem hoje porque vocês, meus colegas, meus alunos, meus amigos, me trouxeram até aqui. Esse título pertence a esta universidade, que abre as portas para a comunidade negra e pobre da Bahia, que tem acesso a esta instituição”, enfatizou Yeda Castro, acrescentando: “Quero dividir esse título também com toda a comunidade de terreiro“.

A solenidade foi realizada no teatro da universidade, no Campus I, em Salvador, com transmissão ao vivo pelo canal da TV UNEB no YouTube.

Assista à íntegra da sessão (TV UNEB) 

Presidindo a cerimônia, a reitora Adriana Marmori não escondeu a emoção ao dirigir sua fala à homenageada: “Como presidente deste Conselho Universitária, confesso que a emoção extrapola o mero cumprimento de um ato protocolar de concessão desse título. Tenho muito orgulho de poder beber na fonte de seus conhecimentos, de ter ouvido muitos de seus conselhos e, mais, de saber que a senhora sempre torceu pela UNEB“.

Reitora Adriana Marmori: “Orgulho de poder beber na fonte de seus conhecimentos

“Em nome desta instituição, agradecemos a senhora por ter orientado tantas pesquisadoras e pesquisadores desta Casa, por ter deixado uma marca de muito trabalho e difusão de saberes. Afinal, adentrar as línguas e linguagens africanas, no chão da África, de forma complexa, tecer como quem tece uma rede de conexões com as línguas e falares do Brasil, mostrando-nos em essência as influências e usos que fazem parte de nossa cultura, só poderia ter sido feito por alguém que sempre se despiu de vaidades acadêmicas e sempre se colocou enquanto promotora de ligas, de coesões, coexistências, sobretudo Brasil–África. ‘Você é linda, mais que demais, você é linda, sim‘”, destacou Adriana Marmori, recitando versos de Caetano Veloso.

Aprovada pelo Consu, por unanimidade, em reunião no mês de maio passado, nos termos da Resolução Consu n° 1.695/2025 –, a outorga do título à Yeda Pessoa de Castro reconhece a trajetória acadêmica e o legado de uma das mais importantes pesquisadoras das línguas africanas e suas contribuições para a cultura e história do país.

Compromisso da UNEB com valorização das africanias

A sessão especial do Conselho Universitário reuniu, no Teatro UNEB, 45 conselheiros dos vários campi da universidade, membros da administração central e da comunidade acadêmica da instituição.

Também foi composta a mesa de honra com a reitora Adriana Marmori, a vice-reitora Dayse Lago, a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ângela Guimarães – que representou o governador do estado, Jerônimo Rodrigues –, o conselheiro João Rocha, padrinho da homenageada, e representantes dos segmentos docente, técnico administrativo e discente da UNEB, além da ex-reitora da universidade, Ivete Sacramento, e da líder religiosa Ebomi Nice de Oyá.

Conselheiro João Rocha: título é a maior honraria desta universidade

“Essa outorga simboliza o compromisso da UNEB com a continuidade da valorização das africanias, dos saberes culturais e conhecimentos sobre as línguas dos povos africanos que contribuíram para a formação da língua portuguesa do Brasil. Isso porque o título de Doutor Honoris Causa é a maior honraria desta universidade. A produção intelectual da professora Yeda é considerada de excepcional relevância para o desenvolvimento da educação e cultura, não somente no estado da Bahia, mas no Brasil e no mundo. Na UNEB, sua atuação nos âmbitos da pesquisa e da extensão foi, e tem sido, fundamental para despertar o interesse de novos pesquisadores, captando estudantes da graduação e da pós-graduação”, salientou o conselheiro João Rocha, que foi o proponente no Consu da concessão do título.

Após a leitura do ato de outorga pelo chefe de gabinete da Reitoria, Pedro Daniel, a vice-reitora Dayse Lago entregou uma placa à homenageada, simbolizando “sua fortaleza e sinal de sua altíssima dignidade“. A reitora Adriana Marmori concedeu um diploma à outorgada, “como símbolo dos segredos da ciência e de sua união com esta universidade“.       

Ex-reitora Ivete Sacramento: “A UNEB é também fruto desse seu trabalho”

“Essa sessão solene é sobretudo um ato de reconhecimento histórico, de reparação simbólica e de afirmação de valores fundamentais. A UNEB, ao conceder esse título, reafirma, como sempre, o seu compromisso com uma educação pública, crítica, plural e socialmente referenciada“, afirmou a secretária Ângela Guimarães (Sepromi).

Ex-reitora da UNEB (1998 a 2005), em cuja gestão foi instituída a política de cotas sociorraciais na universidade, Ivete Sacramento lembrou que conheceu Yeda Castro ainda nos anos de 1970: “Professora Yeda, reencontrá-la aqui é refazer toda essa história, toda essa sua caminhada exitosa, todo esse seu legado. Somos privilegiados porque vivemos no século em que a senhora vive e podemos aproveitar ainda de sua sabedoria e legado. A UNEB é também fruto desse seu trabalho, os estudos linguísticos africanos existem porque a senhora existe”.

Participaram ainda da solenidade familiares da homenageada, o presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), Aleilton Fonseca, e o escritor e poeta Clarindo Silva. A cerimônia teve apresentação musical, na abertura, do cantor Gerônimo Santana (que recebeu o troféu UNEB Agradece, entregue pela homenageada) e, no encerramento, de Nadinho, líder do Afoxé Filhos do Congo.

 Assista a vídeo sobre Yeda Pessoa de Castro (TV UNEB):

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Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Cindi Rios/Prograd.

UNEB entrega título de Doutora Honoris Causa à etnolinguista e professora Yeda Pessoa de Castro; dia 15/12, às 17h, em Salvador

O Conselho Universitário (Consu) da UNEB vai realizar sessão especial para entrega do título de Doutora Honoris Causa à etnolinguista e professora Yeda Pessoa de Castro, na próxima segunda-feira (15), às 17h, no teatro da universidade, em Salvador.

A outorga da honraria à docente – aprovada pelo Conselho, por unanimidade, em reunião no mês de maio passado, nos termos da Resolução Consu n° 1.695/2025 – reconhece a trajetória acadêmica e o legado de uma das mais importantes pesquisadoras das línguas africanas e suas contribuições para a cultura e história do país.

Segundo a presidente do Consu, reitora Adriana Marmori, “ao homenagear essa extraordinária mulher, pesquisadora e docente, exemplo para todas e todos nós da universidade, a UNEB reafirma seu compromisso com a história dos povos negros e com a relevância dos falares e saberes ancestrais na produção do conhecimento”.

Yeda Pessoa de Castro simboliza a memória e a projeção de futuro da relação Sul-Sul em sua essência, o que condiz com os nossos ideais enquanto instituição pública de educação superior, que assume como projeto ético as ações afirmativas e a produção de ciência nesse campo. Sua trajetória notável na área dos estudos linguísticos africanos e afro-brasileiros tem impactado de forma inspiradora e positiva a sociedade, uma verdadeira inspiração para diferentes gerações”, destaca Adriana Marmori.

Nascida em Salvador, Yeda Pessoa de Castro é referência nacional e internacional nos estudos sobre a presença de línguas africanas no português brasileiro e na valorização das matrizes culturais trazidas ao país pelos povos africanos.

Ao longo de sua carreira, a homenageada desenvolveu pesquisas pioneiras que mapearam vocábulos afro-atlânticos incorporados ao léxico da língua portuguesa falada no Brasil, sistematizando conhecimentos que há muito tempo circulavam apenas na tradição oral. Sua obra acadêmica contribuiu decisivamente para a construção de uma perspectiva crítica sobre a formação linguística e cultural brasileira.

Na UNEB, a pesquisadora fundou o Grupo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros em Línguas e Culturas (GEAALC), atualmente núcleo (NGEALC), no qual permanece atuando como líder e mentora, pois sua obra é referência obrigatória nesse campo. Foi professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC), lecionando línguas e culturas africanas, e professora consultora do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL), entre outras atividades desenvolvidas na universidade.

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“Felizmente a UNEB se iluminou de novo com essa gestão e trouxe o Siala de volta” – professora Yeda Pessoa de Castro

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagens: Adriano Reis/Ascom.

CIDADÃ DE SALVADOR: Reitora Adriana Marmori recebe título por sua trajetória de lutas e avanços na gestão da UNEB

Mulheres líderes em suas áreas de atuação compuseram a mesa solene em homenagem à reitora

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) realizou, na noite de ontem (3), sessão solene para a outorga do Título de Cidadã de Salvador à reitora da UNEB, Adriana Marmori.

A sessão reuniu membros da comunidade acadêmica e gestores da universidade, familiares da reitora, autoridades e políticos, lideranças de movimentos sociais e religiosas, no plenário do Legislativo soteropolitano, sediado no centro histórico da capital.

Adriana Marmori: universidade onde o povo está

A homenagem reconheceu a contribuição da reitora para o fortalecimento da educação pública, o diálogo com territórios populares e a defesa de políticas de inclusão e direitos humanos.

Em sua fala de agradecimento, marcada pela emoção e aplausos, Adriana Marmori destacou que o título representa “um pertencimento construído com histórias, memórias e gente”. “Sou soteropolitana: Salvador reside em meu coração sem pagar aluguel“, afirmou.

Adriana Marmori lembrou sua trajetória de vida, desde a infância no munícipio de Barreiras (ela nasceu em São Paulo, mas a família se mudou para a Bahia quando ela era bem criança), onde graduou-se em Pedagogia do Campus IX da UNEB e depois ingressou como docente por concurso público, até se transferir para Salvador com marido e três filhos, em 2006, para assumir funções na gestão da universidade, como gerente e pró-reitora de Extensão, vice-reitora e atualmente reitora – neste ano eleita pela comunidade acadêmica para o segundo mandato.

Público diverso e comunidade prestigiaram sessão

“Tenho orgulho da minha história de vida, não por vaidade, mas pelo reconhecimento e agradecimento das lutas daquelas e daqueles que vieram antes de mim”, contou a reitora, lembrando os muitos desafios enfrentados como mulher negra vinda do interior. “Vocês não têm ideia do que esse título representa para uma interiorana que aqui chegou e, por vezes, percebeu olhares xenofóbicos como se dissessem ‘O que essa retirante veio fazer aqui?'”.

Celebrando suas muitas experiências com diversos segmentos sociais em sua trajetória acadêmica, especialmente com populações e grupos mais vulneráveis, Adriana Marmori reafirmou que “a universidade precisa estar onde o povo está“.

Assista à integra da sessão solene
(retransmissão da TV UNEB)

Adriana escolheu nossa gente como causa

Proponente do título, o vereador Felipe Santana salientou a relevância da gestão da reitora para aproximar a UNEB da população mais carente da cidade e expandir ações de pesquisa, extensão e formação profissional.

“Hoje é um dia muito especial. Estamos entregando o título de cidadã à magnífica reitora Adriana Marmori, essa mulher excepcional que fez de Salvador sua casa e de nossa gente a sua causa. Ela transformou a universidade em um espaço mais próximo do povo“, disse o edil.

Felipe Santana: “UNEB cresceu sob sua liderança”

O parlamentar ressaltou o papel da reitora na ampliação de projetos sociais, na defesa da inclusão e na valorização das mulheres, especialmente mulheres negras, em posições de liderança.

“A professora Adriana levou a UNEB para dentro dos bairros, das escolas, das comunidades. Mostrou que a universidade não pode ser um muro, mas uma porta aberta. É um orgulho ver o quanto a universidade cresceu sob sua liderança. Hoje, Salvador não está apenas entregando um título, está reconhecendo algo que já era verdade: Adriana é parte da nossa cidade e da nossa história”, considerou o vereador.

Graduado em Direito pela UNEB, Felipe Santana lembrou a importância transformadora da pesquisa científica na universidade para seu desenvolvimento profissional.

A solenidade foi iniciada com apresentação musical do grupo Sambadeiras da Uati (Universidade Aberta à Terceira Idade) e da Orquestra de Berimbau de Mulheres, ambos projetos da UNEB. Coube ao cantor Tonho Matéria interpretar o Hino da Bahia (2 de Julho).

Texto: Marcus Gomes/Ascom, com edição de Toni Vasconcelos/Ascom.
Fotos: Cindi Rios/Prograd.

Em sessão memorável, Conselho Universitário entrega título de Professor(a) Emérito(a) da UNEB a seis docentes

Honraria foi entregue aos homenageados na Reitoria, e conselheiros participaram remotamente.

Gratidão, reconhecimento, memória, afeto. Esses substantivos podem dar uma dimensão do que foi a sessão especial solene do Conselho Universitário (Consu) da UNEB ocorrida na tarde de ontem (13) com pauta única: a entrega de seis títulos de Professor(a) Emérito(a) da universidade.

A honraria, conferida a docente aposentado da instituição que tenha se destacado nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão, foi outorgada e entregue pelo Conselho aos professores Paulo Cézar Borges Martins (Resolução Consu 1.230/2016), Jaci Maria Ferraz de Menezes (Resolução Consu 1.577/2023), Elizabete Conceição Santana (Resolução Consu 1.609/2023), Maria Lúcia Porto Nogueira (Resolução Consu 1.610/2023), Lícia Soares de Souza (Resolução Consu 1.611/2023) e Antônio Amorim (Resolução Consu 1.612/2023).

Realizada simultaneamente na sala de reunião da Reitoria, no Campus I, em Salvador – onde foram recepcionados os docentes homenageados e seus familiares – e por mediação tecnológica com os conselheiros, a memorável sessão também teve transmissão ao vivo pelo canal da TV UNEB no YouTube.

Compuseram a mesa solene, na Reitoria, a reitora Adriana Marmori, presidente do Consu, a vice-reitora Dayse Lago, vice-presidente do Conselho, e o chefe de Gabinete da Reitoria, Pedro Daniel, além dos homenageados.

“Esta é uma solenidade simples mas muito importante para o coração dos unebianos e unebianas“, iniciou sua fala a reitora Adriana Marmori, agradecendo a presença dos homenageados, dos seus familiares e dos conselheiros.

Reitora Adriana Marmori: Vocês jamais se deixaram acovardar e lutaram muito pelo ideal desta universidade”.

No texto que preparou para a cerimônia, intitulado “O templo e a universidade“, a reitora afirmou que, assim como o templo, a universidade pública é sagrada. “O que a torna sagrada emana das experiências nas quais, pelo diálogo e do encontro, entramos em pura comunhão. O valioso da universidade é o conhecimento como produto de uma polifonia das diversidades de saberes, cosmovisões que convergem ou resvalam entre si”, disse.

Avançando no tema, Adriana Marmori assinalou: “Hoje, mais do que nunca, devemos reconhecer a universidade como um lugar sagrado, que se alimenta da diversidade e da multiplicidade de saberes, contemporâneos ou ancestrais. Vivemos tempos difíceis, mas devemos resistir à ideia neoliberal de que o conhecimento é apenas mais uma mercadoria dentre tantas que vão ao mercado”.

E dirigindo-se diretamente aos homenageados, a reitora Adriana Marmori ressaltou: “Queridos e queridas professores e professoras, agora eméritos e eméritas: ao longo de sua jornada docente, vocês jamais se deixaram acovardar diante das tentativas de demolição de nossas posições democráticas e autônomas. Somos testemunhas de que vocês lutaram muito, e ainda lutam, pelo ideal de universidade pública, popular, inclusiva e de qualidade. Por isso, vocês estão aqui sendo reconhecidos e reconhecidas. Somos todas e todos muito gratos e gratas pela dedicação de vocês à UNEB, zelando e cuidando para que esta instituição siga no cumprimento dos papéis fundamentais da promoção social, da qualificação da educação e da difusão do conhecimento. Gostaria de enaltecê-los e enaltecê-las por amarem esta universidade e defenderem sua sacralidade“.

A vice-reitora Dayse Lago considerou uma honra participar daquele momento. “Entendo que essa homenagem é um reconhecimento e valorização do trabalho que vocês desenvolveram não só na academia, mas também na sociedade com suas produções e, sobretudo, na formação dos estudantes, seja da graduação, seja da pós-graduação”, expressou.  

Minha historia de vida foi aqui na UNEB

Na sessão solene, a alguns membros do Consu foi solicitado apresentar o discurso panegírico aos docentes homenageados.

Assim, a conselheira Isabelle Pereira pronunciou o discurso referente a Antônio Amorim; a conselheira Luciana Cruz, a Jaci Menezes; aconselheira Cynara Alves, a Paulo Martins e a Elizabete Santana; o conselheiro Douglas Santos, a Lícia Souza; e o conselheiro Adriano Rego, a Maria Nogueira.

Em breves palavras, mas carregadas de emoção e memórias, os novos professores eméritos da UNEB agradeceram a honraria.

“Vejo no brasão da universidade a flor-de-lis, mesma que tem em Quebec, no Canadá, onde fiz meu doutorado, incentivada por nosso primeiro reitor, professor Edivaldo Boaventura. Viajando hoje pelos campi do interior, a gente vê a força desta universidade. Esse crescimento da UNEB é uma coisa fantástica. Minha história de vida foi aqui na UNEB“, salientou a professora Lícia Souza.

Familiares e amigos acompanharam a solenidade, confraternizando com gestores e comunidade acadêmica.

O docente Antônio Amorim rememorou os vários departamentos e cursos que ajudou a implantar na instituição. “Estou trabalhando nesta universidade desde 1979, antes mesmo de ser constituída como UNEB. Hoje, a UNEB está espalhada por toda a Bahia, é uma universidade democrática e inclusiva. Que felicidade estar aqui revendo os colegas”, contou.  

Para a docente Elizabete Santana, o diploma que acabara de receber de professora emérita “tem muito a ver com minha história nesta universidade, desde a minha entrada, por concurso, estimulada pelo professora Jaci Menezes, também aqui homenageada.

“Lembrei aqui dos versos de Chico Buarque de Holanda, ‘Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há’ (Roda Viva). A UNEB é essa roseira para mim, esta universidade onde eu me constituí como professora e como pessoa, ao longo destes 40 anos. Sou toda gratidão à UNEB“, enfatizou a docente Maria Nogueira.

O professor Paulo Martins sublinhou: “Guardo comigo todas as alegrias que aqui tive, com meus estudantes, que fizeram comigo as pesquisas, e com os colegas e amigos que conquistei nesta universidade, desde o começo, lá no departamento de Caetité. Muito obrigado por essa homenagem”.

E coube ao filho da docente Jaci Menezes, que a acompanhava na solenidade, resumir o significado da UNEB para sua mãe: “Esta universidade é a vida de minha mãe. Ela sempre recebeu a UNEB lá em casa, os estudantes, os colegas professores. Ela fez da UNEB a casa dela e a casa dela a UNEB”.

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Danilo Oliveira/Ascom.

Conselho Universitário (Consu) entrega título de Professor(a) Emérito(a) da UNEB a seis docentes; dia 13/12, às 16h   

O Conselho Universitário (Consu) da UNEB vai realizar sessão especial solene nesta sexta-feira (13), às 16h, para entrega de seis títulos de Professor(a) Emérito(a) da universidade.

Os homenageados serão recepcionados na Reitoria da UNEB, e os conselheiros se reunirão remotamente, via aplicativo de webconferência. A sessão terá transmissão ao vivo pelo canal da TV UNEB no YouTube.

De acordo com a convocação para a sessão especial, encaminhada pela reitora Adriana Marmori, presidente do Consu, os docentes que vão receber a honraria são:

Paulo Cézar Borges Martins (Resolução Consu 1.230/2016),

Jaci Maria Ferraz de Menezes (Resolução Consu 1.577/2023),

Elizabete Conceição Santana (Resolução Consu 1.609/2023),

Maria Lúcia Porto Nogueira (Resolução Consu 1.610/2023),

Lícia Soares de Souza (Resolução Consu 1.611/2023) e

Antônio Amorim (Resolução Consu 1.612/2023).

O Regime Geral da UNEB em vigência, no artigo 293, estabelece que “o título de Professor Emérito será conferido a professor da universidade que tenha se destacado dentro do campo de ensino e pesquisa e o seu nome deverá ser aprovado em votação secreta pela maioria dos membros do Conselho Universitário”.  

“O título de Professor Emérito ou Professora Emérita é uma homenagem que a universidade, por meio do seu Conselho superior máximo, presta a esses e essas docentes que tanto contribuíram para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão em nossa instituição”, avalia a reitora Adriana Marmori.

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagem: Ascom.

UNEB concede título Doutor Honoris Causa ao Cacique Juvenal Payayá nesta sexta (16); solenidade será realizada no território indígena, em Utinga

A UNEB vai realizar a cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa ao líder indígena Juvenal Teodoro da Silva, o Cacique Juvenal Payayá, nesta sexta-feira (16), às 10h, no Território Indígena Payayá (BA 142, Estrada Cabeceira do Rio/Utinga, S/N – Cabeceira do Rio – Utinga – BA.)

É a primeira vez que uma instituição brasileira realiza a cerimônia de concessão do título a uma liderança indígena em seu próprio território.

A solenidade acontecerá em sessão do Conselho Universitário (Consu) e será presidida pela reitora Adriana Marmori, com a participação de todos os membros do conselho. Entre os convidados estão caciques e lideranças indígenas como o ambientalista Ailton Krenak.

“A outorga dessa honraria ao Cacique Juvenal Payayá fortalece o movimento de descolonização de saberes defendido por esta universidade. Um movimento de valorização dos nossos povos originários e de reconhecimento da importância científico-cultural dos conhecimentos tradicionais, refletindo e reivindicando a capacidade da academia de re-interrogar a relação ser humano-natureza que nos inspira desde sempre”, destacou a reitora.

A concessão do título ao Cacique Juvenal Payayá foi aprovada em junho de 2023 por docentes, técnicos e discentes, membros do Consu da universidade. Para organização da solenidade foi criada uma comissão composta pelo Gabinete da Reitoria, gestores da Universidade, movimentos indígenas e por familiares do homenageado.

O evento é reservado para convidados, mas pode ser acompanhado ao vivo, no canal da TV UNEB, no YouTube.

Indicação da honraria

O título de Doutor Honoris Causa da UNEB é conferido a professores, cientistas, educadores e personagens eminentes, nacionais ou estrangeiros, não pertencentes ao quadro da universidade, que tenham prestado serviços relevantes ao ensino, à pesquisa, às letras ou às artes.

Já foram agraciados com a maior honraria da universidade o então presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, o dramaturgo e ativista político, Abdias do Nascimento, e o historiador e escritor baiano, Luís Henrique Tavares. Também receberam o título a líder religiosa, Mãe Stella de Oxóssi, o educador e primeiro reitor da universidade, Edivaldo Boaventura, e o líder indígena Cacique Babau Tupinambá.

Líder indígena, escritor e professor

Nascido na Chapada Diamantina, berço de grandes escritores, Juvenal Teodoro da Silva, conhecido como Cacique Payayá, é um importante líder indígena e também professor, tendo já escrito mais de 12 livros e ensinado em diversas escolas públicas e universidades.

Ocupou parte de sua vida em busca das raízes históricas do povo Payayá, até então considerado extinto pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Sempre em defesa dos direitos dos povos e organizações indígenas, Juvenal Payayá, foi aluno do curso de História, na Universidade de São Paulo (USP), e do curso de Economia, na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Já participou dos conselhos de estado em defesa da pessoa idosa, povos indígenas e da Educação.

O líder indígena é membro da Red Latinoamericana por la Defensa del Patrimonio Biocultural e membro fundador dos Movimentos Associativos Indígena Payayá – (Maip) e dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba).

Texto: Danilo Cordeiro/Ascom. Imagem (destaque): Ascom

Professora da UNEB recebe título de Cidadã Coiteense

A professora da UNEB Edite de Faria recebeu o título de Cidadã Coiteense da Câmara Municipal de Conceição do Coité, no último dia 9 de dezembro. A cerimônia foi prestigiada por docentes, discentes e servidores técnico-administrativos do Departamento de Educação (DEDC) do Campus XIV da UNEB, em Conceição do Coité.

Pesquisadora da unidade desde o dia 30 de abril 2003, ela atua em ações que de reconhecimento do protagonismo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), sempre em busca da valorização das potencialidades de homens e mulheres que são sujeitos da EJA no municípios do Território do Sisal.

A proposta de concessão da honraria foi sugerida pelo vereador Eriberto Antonio Almeida Filho. O título de Cidadão Coiteense é ofertado, mediante deliberação do Poder Legislativo local, para aquelas pessoas que prestam relevantes serviços para a comunidade coiteense, contribuindo para o desenvolvimento do município.