UNEB destaca produção científica e literária na Bienal do Livro da Bahia 2026

Estande da Editora da UNEB na Bienal do Livro Bahia 2026

A UNEB marcou presença na Bienal do Livro da Bahia 2026, evento que atraiu milhares de visitantes ao Centro de Convenções de Salvador entre os dias 15 e 21 de abril. A Editora da UNEB (EDUNEB) manteve um estande próprio, onde promoveu o lançamento de 20 obras e disponibilizou um acervo de mais de 200 títulos para comercialização.

A participação da universidade incluiu também a participação de autores em mesas de debate e sessões de autógrafos. O cacique Juvenal Payayá, Doutor Honoris Causa pela instituição, integrou a mesa “Literatura Indígena: Textos, contextos e sarau poético” na programação do espaço Vozes da Bahia.

Reitora da UNEB
na Bienal

Presente na abertura do evento, a reitora da UNEB, Adriana Marmori, enfatizou a importância de democratizar o conhecimento produzido na academia. “São escritores e escritoras que trouxeram para dentro do livro todo seu conhecimento, toda a sua ciência, e esses livros precisam transitar na sociedade baiana e brasileira, fazendo a diferença a partir daquilo que se produz dentro da Universidade que é pública, gratuita e de qualidade”, declarou a reitora.

Para a diretora da EDUNEB, Nelma Aronia, o livro permanece como a ferramenta mais eficaz para a sistematização do saber. “Embora o livro não seja a única forma de circulação do conhecimento, ele ainda é aquele que estabelece uma relação cognitiva mais complexa com o humano, para que a gente possa sistematizar o conhecimento. Ele ainda é o mais eficiente canal de distribuição do conhecimento”, declarou Nelma.

A formação de novos leitores é um dos grandes desafios contemporâneos. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostram que o percentual de leitores na faixa de 18 a 24 anos caiu 13% entre 2015 e 2019.

Nelma Aronia, diretora da EDUNEB

A edição de 2026 da Bienal também atuou como fomento ao hábito de leitura através da distribuição de cartões vale-livro para estudantes das redes estadual e municipal de Educação. A iniciativa busca estimular a curiosidade e o interesse, como relatou a estudante Mirela Silva, do Colégio Estadual Pedro Falconeri Rios (Pé de Serra):

“Eu estou na Bienal com o intuito de adquirir novos conhecimentos, de viver novas experiências. Por que às vezes a gente nem conhece o livro, mas a gente chega aqui a gente lê, a gente se interessa, a gente pensa ‘eu quero conhecer’, ‘eu quero buscar mais’”, explica Mirela.

Além do acesso as obras, os educadores buscam estratégias que aproximem o livro dos estudantes, promovendo também o hábito de leitura. Exemplo disso é o Coletivo Leia Bahia, que reúne 51 escritoras e professoras baianas que entre a sala de aula e a escrita, formam leitores e transformam vivências em literatura

“Lidar com uma realidade de presença constante das telas é o maior desafio que nós temos hoje para incentivar o hábito de leitura entre os estudantes. Por isso eu tenho levado o livro para a sala de aula, o livro físico, pra eles sentirem o cheiro, tocarem no livro. Porque muitas vezes a nossa geração sabe o cheiro do livro, mas as novas gerações não”, explica Luh Oliveira, integrante do coletivo.

Texto: Leandro Pessoa Fotos: Ingrid Oliveira