
A UNEB participou, nesta quarta-feira (2), das comemorações do Dois de Julho, data que celebra a Independência do Brasil na Bahia, com um cortejo vibrante e simbólico.
A comunidade acadêmica da universidade esteve reunida no Largo da Soledade, em frente ao monumento de Maria Quitéria, para integrar o tradicional desfile cívico que percorre o centro histórico de Salvador até o bairro do Campo Grande.
A presença da instituição foi marcada por faixas, camisas e banners com os dizeres “Luta, Liberdade e Afirmação!”, reforçando o compromisso da universidade com a memória histórica e a luta por justiça social.
O evento teve a presença da reitora da UNEB, Adriana Marmori, da vice-reitora, Dayse Lago, da assessora especial de Cultura e Artes (Ascult), Nelma Aronia, além de estudantes, professores, técnicos e gestores, que caminharam juntos, celebrando os 202 anos da expulsão das tropas portuguesas da Bahia.
“O 2 de Julho marca a independência do Brasil na Bahia, e a UNEB se insere nesse movimento histórico de celebração e resistência dos povos originários. Aos pés do monumento de Maria Quitéria, reafirmamos nosso compromisso com a produção científica e acadêmica. Como universidade multicampi, atuamos em diálogo com os movimentos sociais e populares. Celebramos o bicentenário com ciência, cultura e luta. A UNEB segue firme, produzindo conhecimento e fortalecendo a Bahia e o Brasil”, destacou a reitora, Adriana Marmori.
A vice-reitora, Dayse Lago, destacou a relevância da presença da universidade nas comemorações do 2 de Julho, enfatizando seu papel na valorização da memória histórica e na promoção da justiça social. “Estar presente nas celebrações do 2 de Julho é reconhecer a força do povo nas lutas históricas e a importância das mulheres como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. A UNEB cumpre seu papel ao rememorar essas trajetórias e divulgar pesquisas que evidenciam vozes historicamente silenciadas”, afirmou.
Segundo a assessora da Ascult, Nelma Aronia, a celebração da Independência do Brasil na Bahia carrega um profundo significado histórico e simbólico. “É uma festa que tem um significado muito grande, não só para a Bahia, mas para todo o Brasil, por representar a verdadeira conquista da nossa liberdade. O 2 de Julho é emblemático porque marca a independência de fato, protagonizada pelo povo baiano”, disse.
Nágila Duarte, estudante do curso de Física do Campus I da UNEB, participou da celebração do 2 de Julho e destacou o simbolismo do momento. “Faço parte do grupo de extensão do projeto Elas nas Exatas, que fortalece a presença feminina nas ciências. Participar desse momento é um ato simbólico de afirmação. Sinto-me realizada por integrar esse movimento e por representar a UNEB nesse momento histórico”, frisou.
Para Tatiana Nova, estudante do curso de Educação Escolar Quilombola do Parfor Equidade da universidade, vivenciar o 2 de Julho é uma forma de se conectar com a história e sentir a emoção das lutas e batalhas que antecederam a independência e que ainda hoje continuam. “Estar aqui é adquirir conhecimento, saberes e vivências que levaremos para as nossas unidades escolares. É um momento ímpar, emocionante, de aprendizado, de cultura e, sem dúvida, um compromisso — enquanto aluna e educadora — de manter viva a história do meu país, marcando a importância da Bahia na independência do Brasil”, salientou.
As celebrações da data histórica contaram com a participação de autoridades civis e políticas, representantes de movimentos sociais e a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na última terça-feira (1º), o chefe de Estado encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe instituir o dia 2 de Julho como o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil.
A proposta reconhece, oficialmente, o papel decisivo da luta travada em solo baiano, que se estendeu até julho de 1823, para garantir a separação definitiva do Brasil em relação à Coroa portuguesa, após a declaração formal de independência em setembro de 1822.
Cobertura realizada por Kamilly Benice/TV UNEB, sob supervisão de Danilo Cordeiro/Ascom
Fotos: Danilo Oliveira/Ascom

















