UNEB realiza I Encontro Integrado de Coordenadores e Coordenadoras de Colegiados

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) abriu, na manhã desta segunda-feira (28), o I Encontro Integrado de Coordenadores e Coordenadoras de Colegiados, no Hotel Fiesta, em Salvador. É a primeira edição integrada do evento que reúne cerca de 350 coordenadores de colegiados de graduação e de pós-graduação, além dos coordenadores dos Núcleos de Pesquisa e Extensão (NUPEs).

Com o tema “Gestão Acadêmica e Colegiada na UNEB: Integração e Diálogos Formativos”, o encontro acontece nos dias 28 e 29 de setembro. A iniciativa é uma organização das Pró-Reitorias de Ensino de Graduação (Prograd), de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) e de Extensão (Proex). O encontro tem como objetivo ampliar a cooperação entre cursos, programas, NUPEs e campi, fortalecendo assim a gestão democrática e valorizando a identidade multicampi da UNEB.

A programação começou com um acolhimento cultural conduzido pelo Núcleo de Teatro e Artes Integradas do Barracão das Artes, de Salvador, com a apresentação de cenas do espetáculo Ariano Brasa Brasileiro. Em seguida, foi composta a mesa de abertura, que contou com a presença da reitora da UNEB, Adriana Marmori; do secretário de Educação do Estado da Bahia em exercício, Marcius Gomes; da pró-reitora de Ensino de Graduação, Simone Coité; da pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Carla Liane; e do pró-reitor de Extensão, Pedro Daniel dos Santos.

Reitora Adriana Marmori

Para a reitora Adriana Marmori, reunir em um único encontro os colegiados de graduação, de pós-graduação e os NUPEs permite uma “reflexão mais densa” sobre a gestão acadêmica. Marmori afirmou que a força da comunidade universitária está em construir redes de conhecimentos, de saberes e de pessoas. “As redes não necessariamente são geográficas, também podem ser feitas a partir de temas que nos conectam”, disse.

A reitora destacou que “diálogos formativos” é a máxima do encontro. “Precisamos estar completamente abertos para o diálogo, para as escutas sensíveis”, afirmou, ao explicar que, sem escuta, a universidade não consegue propor caminhos diferentes. Para ela, a UNEB traz um modelo de “exercício de democracia, de participação social, de escuta coletiva”. Marmori definiu o colegiado como um espaço de cuidado e de escuta qualificada, onde estudantes e docentes buscam orientação.

Professor da UNEB e secretário em exercício da Educação do Estado da Bahia, Marcius Gomes relatou que se tornou unebiano em 2001, com o sonho de ser professor. A partir dessa experiência, defendeu que a educação pública garanta aos jovens baianos o direito de sonhar.

Gomes ressaltou o compromisso da UNEB com os 27 territórios de identidade, destacando que o desenvolvimento social e econômico desses territórios passa pelos cursos da universidade: “A gente precisa cada vez mais construir essa implicação da universidade com o território de identidade. A UNEB tem um papel fundamental em pensar políticas públicas de Educação para o Estado da Bahia”, disse.

Estiveram na mesa de abertura também o representante do Fórum Estadual de Educação, João Danilo Batista; o representante do Sindicato dos Técnicos Administrativos da UNEB (SINTEST) e servidor do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias do Campus XXII, Alexandre Martinez; o representante do Diretório Central dos Estudantes da UNEB (DCE), Ângelo Gabriel Lima; a representante do Fórum de Diretores, Maria de Fátima; a representante do Fórum de Coordenadores de Colegiados (Forcol), professora Rita Lobo; o representante dos coordenadores de colegiados de pós-graduação, Joabson Lima Figueiredo; a representante da Associação dos Docentes da UNEB (Aduneb), Karina Lima Sales; e o representante dos coordenadores dos NUPEs, [nome a confirmar].

Conferência de abertura: “A arte de colegiado é ouvir”

Em seguida, foi realizada a conferência “Gestão Acadêmica e Colegiada: reflexões e perspectivas”, ministrada pela pró-reitora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Maria Valnice Boldrin, sob mediação da reitora da UNEB, Adriana Marmori.

Professora Maria Valnice (UNESP)

Boldrin, que atua há quase 40 anos na Unesp, construiu sua experiência em gestão na prática e apresentou uma série de casos de sucesso aplicados junto aos colegiados da Unesp ao longo dos anos. Em sua trajetória, já passou por praticamente todas as instâncias da universidade paulista, que possui uma estrutura multicampi semelhante à da UNEB.

Ela destacou a escuta como base do trabalho do colegiado. “A arte de colegiado é ouvir. Porque você aprende muito mais com o que as pessoas trazem do que aquilo que você acha que já sabe”, disse. Para ela, “não há autonomia universitária real sem respeitar e escutar o colegiado”.

A palestrante avaliou que encontros como este atendem a uma expectativa dos coordenadores de colegiados, fazendo com que se sintam representados e possam conhecer experiências que deram certo em outras universidades e que possam ser adaptadas à sua realidade. Ao reunir graduação, pós-graduação, pesquisa e ensino, segundo ela, o encontro alcança “a essência da universidade”.

Boldrin citou também a importância da participação estudantil nos colegiados. Na Unesp, os colegiados ficaram por mais de 15 anos sem representação discente, retomada há três anos. Segundo ela, a inclusão mudou a relação com os estudantes: “O nosso discente quer participar de tudo”.

Em concomitância com o encontro dos coordenadores de colegiado, os diretores de departamento recém-empossados participaram da segunda etapa do seu processo formativo, com oficinas sobre questões administrativas pela metodologia de resolução de casos. Durante o evento, os coordenadores recém-eleitos dos NUPEs tomaram posse coletiva, em cerimônia realizada no salão principal.

Texto: Leandro Pessoa Fotos: Cindi Rios