
A UNEB deu início na manhã de hoje (7) ao primeiro semestre letivo deste ano, com aula magna realizada no teatro da universidade, no Campus I, em Salvador.
Transmitida ao vivo pelo canal da TV UNEB no YouTube, a aula foi proferida pelo professor Álamo Pimentel, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), que abordou o tema “A UNEB como potência geradora de saberes decoloniais”.
A ação marcou o começo da Semana do Acolhimento 2022.1, que reúne uma série de eventos e palestras neste período com o objetivo de recepcionar, informar e orientar a comunidade acadêmica acerca do retorno às atividades presenciais na universidade e sobre temas relevantes da atualidade e da instituição.
A conferência inaugural foi coordenada pela reitora Adriana Marmori, com o apoio do chefe de gabinete da Reitoria, Pedro Daniel.
“Saúdo e acolho com afeto cada uma e cada um – estudantes, técnicas e técnicos, professoras e professores, gestoras e gestores, aqui presentes ou que nos acompanham pela internet. Sejam todas e todos bem-vindas e bem-vindos à maior universidade multicampi da Bahia”, afirmou a reitora.
O chefe de gabinete destacou que, “depois de dois anos de distanciamento físico imposto pela pandemia, graças à vacinação e a todos os protocolos de biossegurança que estamos cumprindo, estamos garantindo a continuidade do retorno presencial às atividades acadêmicas e administrativas em todos os campi da nossa universidade”.
Prestigiaram o evento, presencial ou remotamente, a vice-reitora Dayse Lago, pró-reitores e assessores da gestão universitária, alguns dos quais gravaram vídeo com mensagens de boas-vindas exibido na abertura. Estudantes, técnicos e docentes da universidade também participaram presencialmente no teatro.
Saberes decoloniais

Graduado em Pedagogia pela UNEB, com doutorado em Educação e pós-doutorado em Sociologia do Conhecimento, Álamo Pimentel destacou, em sua conferência, que “o nosso maior papel como educadores e educadoras, o maior papel da universidade é romper com as fronteiras que nos impedem de pensar mais”.
“Entendo a universidade como um espaço de indignação producente, um espaço de inconformismo, uma instituição capaz de promover conflitos para transformar aquilo que ainda persiste como estrutura de dominação cultural e de colonização de nossos corpos e de nossas almas. É assim q eu vejo a UNEB”, assinalou.
O docente contou sobre sua própria história de lutas e superação: “Como homossexual, negro, sertanejo, morador de periferia pública, hoje sou um doutor e um pós-doutor, tenho orgulho dessa trajetória. E esta universidade teve uma importância muito grande nas transformações de minha existência, desde o curso de graduação”.
Segundo o palestrante, a UNEB é uma universidade que produz saberes decoloniais, contrapondo-se ao modelo eurocêntrico de se fazer universidade.
“A UNEB é também uma universidade diaspórica, porque está próxima das comunidades, se interioriza e transforma o ensino, a pesquisa e a extensão em um modo de estar com as comunidades onde atua”, explicou.
Álamo enfatizou ainda que a UNEB tem “uma história respeitadíssima de compromisso com a inclusão social”.
“Esta universidade começou essa história das ações afirmativas na Bahia e no Brasil. Com seus 30 departamentos e presença em todos os territórios de identidade do estado, a UNEB é a mais importante instituição constitutiva de um mapa de rotas de circulação de conhecimentos e presenças”, completou.
Após sua exposição, o docente respondeu a questões dos participantes.
Texto e Fotos: Toni Vasconcelos / Ascom