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Uati do Campus I encerra atividades em 2025 com programação festiva e reflexões sobre programa  

Estudantes e docentes do programa de extensão da UNEB celebraram realizações no período

Na tarde de ontem (16), o programa Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati) do Campus I da UNEB, em Salvador, realizou festivo evento de encerramento das atividades em 2025.

Com o teatro da instituição lotado, em clima de congraçamento e alegria, alunos e docentes da Uati comemoraram, junto com gestores da UNEB, comunidade acadêmica e convidados, mais um ano de integração, aprendizados e compartilhamento de saberes.

A programação contou com diversas manifestações culturais, a exemplo de grupos de dança, apresentação de músicas, recitação de poesias, além de demonstração das várias oficinas e cursos oferecidos pelo programa aos idosos.

Coordenador Antonio Nascimento: envelhecimento com qualidade de vida

Segundo o coordenador da Uati/Campus I, Antonio Nascimento, o encontro de encerramento anual tem o objetivo também de reforçar vínculos, experiências e memórias dos participantes, construídos ao longo do período, reafirmando o papel do programa como espaço de convivência, cultura e valorização da terceira idade.

“A Uati atua para quebrar paradigmas: em pouco tempo, as pessoas que participam do programa vão sendo transformadas e realizam coisas que antes juravam ser impossível”, disse Antonio Nascimento.

O coordenador salientou que o programa tem a missão de levar as pessoas idosas a um envelhecimento com qualidade de vida: “Muitas pessoas chegam aqui em situação precária de saúde, ou com problemas de ordem emocional, decorrentes de aposentadoria sem programação, perda de cônjuge (principalmente as mulheres) e outros fatores que são quase uma sentença de morte”, contou.

“Esse é o maior programa de extensão da UNEB, porque beneficia centenas de pessoas idosas dos mais diversos bairros de Salvador e região metropolitana. Encerramos este ano letivo com 780 estudantes matriculados, 53 oficinas e 75 turmas”, acrescentou Antônio Nascimento, agradecendo o apoio da administração central da universidade, especialmente a Reitoria e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), setor ao qual o programa está vinculado.

Reitora Adriana Marmori: excelência do programa há três décadas na universidade

Prestigiando a celebração da Uati, a reitora Adriana Marmori expressou “profunda gratidão a cada uma e cada um que participa do programa e a todos os envolvidos na UNEB”. “Reconheço, com orgulho, a excelência desse nosso programa, a Uati, que promove a educação para idosas e idosos. Considerando a atuação do programa em diversos campi da universidade, estimo que alcançamos mais de três mil pessoas beneficiadas”, afirmou.

A reitora destacou ainda que, em 2025, esse programa de extensão universitária completou três décadas de atividades na universidade, tendo começado no Campus I e atualmente está presente em vários campi no interior do estado. “A Uati nasceu há trinta anos na UNEB, floresceu e nos permite colher os frutos desse trabalho, vendo as pessoas dialogarem, interagirem e construírem novas formas de vida, valorizando o respeito às pessoas idosas. Observamos também, com satisfação, a crescente participação de jovens, que se juntam às idosas e idosos nesse processo de interação”, observou Adriana Marmori.

“Ouço relatos dizendo que, sem a Uati, estariam em casa, assistindo a televisão e com pouca interação com netos ou familiares. A Uati proporciona vitalidade, propósito de vida, oportunidades de convívio, de cuidado pessoal e acolhimento, tudo isso impulsionado por nossa universidade”, completou reitora.

Vice-reitora Dayse Lago: 2026 repleto de saúde e riqueza emocional

Também presente ao evento, a vice-reitora Dayse Lago manifestou sua “intensa satisfação em compartilhar das aprendizagens e descobertas realizadas na Uati neste ano”.

“Desejo que, no próximo ano, todos e todas continuem a participar ativamente do programa, seja nessas oficinas, seja em outras atividades, ampliando as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para cada um e cada uma. E que o ano de 2026 seja repleto de saúde e riqueza emocional para vocês, que certamente vão continuar a inspirar a nossa universidade, a todos e todas nós e a essas crianças aqui presentes, numa relação harmoniosa e respeitosa entre as gerações”, ressaltou Dayse Lago.

Para a gerente de Apoio à Cultura e às Ciências da Proex, Daniela Galdino, os alunos e docentes da Uati são “o coração e a alma da universidade“. “A Uati é um espaço de humanização, de sensibilização, de aprendizados para todas e todos que aqui chegam. Tenham certeza de que vocês, alunas e alunos, não vêm aqui só para aprender; vocês nos ensinam, e muito, com suas experiências de uma longa vida. Não podemos esquecer que vivemos ainda em uma sociedade etarista, que discrimina as pessoas à medida que vão envelhecendo. Todos nós iremos envelhecer, e é uma dádiva envelhecer numa sociedade cheia de percalços, cheia de dificuldades. Sobreviver envelhecendo com saúde física e mental é uma dádiva numa sociedade tão desigual como a nossa. Agradecemos a vocês, que estão aqui compartilhando tanta coisa bonita, revigorando esse nosso amor pela vida”, avaliou a gerente.

Texto: Marcus Gomes/Ascom, com edição de Toni Vasconcelos/Ascom.
Fotos: Ingrid Oliveira/Ascom.

Doutora Honoris Causa: “Esse título pertence a esta universidade, que abre as portas para comunidade negra e pobre”, Yeda Pessoa de Castro

Em sessão especial no Teatro UNEB, Conselho Universitário concedeu honraria à etnolinguista

No início da noite de ontem (15), a UNEB viveu momento memorável na sua história. Em sessão especial, o Conselho Universitário (Consu) da instituição entregou o título de Doutora Honoris Causa à etnolinguista e professora Yeda Pessoa de Castro.       

“Estou muito emocionada com essa homenagem, na véspera de eu completar 90 anos de idade, metade deles dedicada a minha vida acadêmica, a minha pesquisa, a minha busca por valorizar as culturas africanas no Brasil, valorizar o povo negro no Brasil, que sempre está oculto e escondido na história“, disse Yeda Castro.

Homenageada Yeda Pessoa de Castro: “Sempre me apaixonei pela UNEB”

A homenageada ressaltou que, depois de se aposentar na Universidade Federal da Bahia (Ufba), “foi na UNEB que tive a oportunidade de expandir a minhas ideias e o meu trabalho, e formar um grupo de pesquisa para me ajudar nessa trajetória”.

Sempre me apaixonei pela UNEB, por sua visão humanística. E confesso que eu só estou recebendo essa homenagem hoje porque vocês, meus colegas, meus alunos, meus amigos, me trouxeram até aqui. Esse título pertence a esta universidade, que abre as portas para a comunidade negra e pobre da Bahia, que tem acesso a esta instituição”, enfatizou Yeda Castro, acrescentando: “Quero dividir esse título também com toda a comunidade de terreiro“.

A solenidade foi realizada no teatro da universidade, no Campus I, em Salvador, com transmissão ao vivo pelo canal da TV UNEB no YouTube.

Assista à íntegra da sessão (TV UNEB) 

Presidindo a cerimônia, a reitora Adriana Marmori não escondeu a emoção ao dirigir sua fala à homenageada: “Como presidente deste Conselho Universitária, confesso que a emoção extrapola o mero cumprimento de um ato protocolar de concessão desse título. Tenho muito orgulho de poder beber na fonte de seus conhecimentos, de ter ouvido muitos de seus conselhos e, mais, de saber que a senhora sempre torceu pela UNEB“.

Reitora Adriana Marmori: “Orgulho de poder beber na fonte de seus conhecimentos

“Em nome desta instituição, agradecemos a senhora por ter orientado tantas pesquisadoras e pesquisadores desta Casa, por ter deixado uma marca de muito trabalho e difusão de saberes. Afinal, adentrar as línguas e linguagens africanas, no chão da África, de forma complexa, tecer como quem tece uma rede de conexões com as línguas e falares do Brasil, mostrando-nos em essência as influências e usos que fazem parte de nossa cultura, só poderia ter sido feito por alguém que sempre se despiu de vaidades acadêmicas e sempre se colocou enquanto promotora de ligas, de coesões, coexistências, sobretudo Brasil–África. ‘Você é linda, mais que demais, você é linda, sim‘”, destacou Adriana Marmori, recitando versos de Caetano Veloso.

Aprovada pelo Consu, por unanimidade, em reunião no mês de maio passado, nos termos da Resolução Consu n° 1.695/2025 –, a outorga do título à Yeda Pessoa de Castro reconhece a trajetória acadêmica e o legado de uma das mais importantes pesquisadoras das línguas africanas e suas contribuições para a cultura e história do país.

Compromisso da UNEB com valorização das africanias

A sessão especial do Conselho Universitário reuniu, no Teatro UNEB, 45 conselheiros dos vários campi da universidade, membros da administração central e da comunidade acadêmica da instituição.

Também foi composta a mesa de honra com a reitora Adriana Marmori, a vice-reitora Dayse Lago, a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ângela Guimarães – que representou o governador do estado, Jerônimo Rodrigues –, o conselheiro João Rocha, padrinho da homenageada, e representantes dos segmentos docente, técnico administrativo e discente da UNEB, além da ex-reitora da universidade, Ivete Sacramento, e da líder religiosa Ebomi Nice de Oyá.

Conselheiro João Rocha: título é a maior honraria desta universidade

“Essa outorga simboliza o compromisso da UNEB com a continuidade da valorização das africanias, dos saberes culturais e conhecimentos sobre as línguas dos povos africanos que contribuíram para a formação da língua portuguesa do Brasil. Isso porque o título de Doutor Honoris Causa é a maior honraria desta universidade. A produção intelectual da professora Yeda é considerada de excepcional relevância para o desenvolvimento da educação e cultura, não somente no estado da Bahia, mas no Brasil e no mundo. Na UNEB, sua atuação nos âmbitos da pesquisa e da extensão foi, e tem sido, fundamental para despertar o interesse de novos pesquisadores, captando estudantes da graduação e da pós-graduação”, salientou o conselheiro João Rocha, que foi o proponente no Consu da concessão do título.

Após a leitura do ato de outorga pelo chefe de gabinete da Reitoria, Pedro Daniel, a vice-reitora Dayse Lago entregou uma placa à homenageada, simbolizando “sua fortaleza e sinal de sua altíssima dignidade“. A reitora Adriana Marmori concedeu um diploma à outorgada, “como símbolo dos segredos da ciência e de sua união com esta universidade“.       

Ex-reitora Ivete Sacramento: “A UNEB é também fruto desse seu trabalho”

“Essa sessão solene é sobretudo um ato de reconhecimento histórico, de reparação simbólica e de afirmação de valores fundamentais. A UNEB, ao conceder esse título, reafirma, como sempre, o seu compromisso com uma educação pública, crítica, plural e socialmente referenciada“, afirmou a secretária Ângela Guimarães (Sepromi).

Ex-reitora da UNEB (1998 a 2005), em cuja gestão foi instituída a política de cotas sociorraciais na universidade, Ivete Sacramento lembrou que conheceu Yeda Castro ainda nos anos de 1970: “Professora Yeda, reencontrá-la aqui é refazer toda essa história, toda essa sua caminhada exitosa, todo esse seu legado. Somos privilegiados porque vivemos no século em que a senhora vive e podemos aproveitar ainda de sua sabedoria e legado. A UNEB é também fruto desse seu trabalho, os estudos linguísticos africanos existem porque a senhora existe”.

Participaram ainda da solenidade familiares da homenageada, o presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), Aleilton Fonseca, e o escritor e poeta Clarindo Silva. A cerimônia teve apresentação musical, na abertura, do cantor Gerônimo Santana (que recebeu o troféu UNEB Agradece, entregue pela homenageada) e, no encerramento, de Nadinho, líder do Afoxé Filhos do Congo.

 Assista a vídeo sobre Yeda Pessoa de Castro (TV UNEB):

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Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Fotos: Cindi Rios/Prograd.

UNEB entrega título de Doutora Honoris Causa à etnolinguista e professora Yeda Pessoa de Castro; dia 15/12, às 17h, em Salvador

O Conselho Universitário (Consu) da UNEB vai realizar sessão especial para entrega do título de Doutora Honoris Causa à etnolinguista e professora Yeda Pessoa de Castro, na próxima segunda-feira (15), às 17h, no teatro da universidade, em Salvador.

A outorga da honraria à docente – aprovada pelo Conselho, por unanimidade, em reunião no mês de maio passado, nos termos da Resolução Consu n° 1.695/2025 – reconhece a trajetória acadêmica e o legado de uma das mais importantes pesquisadoras das línguas africanas e suas contribuições para a cultura e história do país.

Segundo a presidente do Consu, reitora Adriana Marmori, “ao homenagear essa extraordinária mulher, pesquisadora e docente, exemplo para todas e todos nós da universidade, a UNEB reafirma seu compromisso com a história dos povos negros e com a relevância dos falares e saberes ancestrais na produção do conhecimento”.

Yeda Pessoa de Castro simboliza a memória e a projeção de futuro da relação Sul-Sul em sua essência, o que condiz com os nossos ideais enquanto instituição pública de educação superior, que assume como projeto ético as ações afirmativas e a produção de ciência nesse campo. Sua trajetória notável na área dos estudos linguísticos africanos e afro-brasileiros tem impactado de forma inspiradora e positiva a sociedade, uma verdadeira inspiração para diferentes gerações”, destaca Adriana Marmori.

Nascida em Salvador, Yeda Pessoa de Castro é referência nacional e internacional nos estudos sobre a presença de línguas africanas no português brasileiro e na valorização das matrizes culturais trazidas ao país pelos povos africanos.

Ao longo de sua carreira, a homenageada desenvolveu pesquisas pioneiras que mapearam vocábulos afro-atlânticos incorporados ao léxico da língua portuguesa falada no Brasil, sistematizando conhecimentos que há muito tempo circulavam apenas na tradição oral. Sua obra acadêmica contribuiu decisivamente para a construção de uma perspectiva crítica sobre a formação linguística e cultural brasileira.

Na UNEB, a pesquisadora fundou o Grupo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros em Línguas e Culturas (GEAALC), atualmente núcleo (NGEALC), no qual permanece atuando como líder e mentora, pois sua obra é referência obrigatória nesse campo. Foi professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC), lecionando línguas e culturas africanas, e professora consultora do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL), entre outras atividades desenvolvidas na universidade.

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“Felizmente a UNEB se iluminou de novo com essa gestão e trouxe o Siala de volta” – professora Yeda Pessoa de Castro

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagens: Adriano Reis/Ascom.

Projeto de extensão da UNEB lança coletânea “Infância queer”; dia 13/12, no MAB, em Salvador

O projeto de extensão Leitura de narrativas sobre as (homo)sexualidades no Brasil, vinculado ao Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus I da UNEB, em Salvador, vai realizar o lançamento da coletâneaInfância queer, neste sábado (13), às 10h30, no Museu de Arte da Bahia (MAB), na capital.

Organizada pelo professor Nilton Milanez, do departamento, a obra literária reúne contos, crônicas e poemas de 26 pessoas, entre as quais docentes, estudantes, técnicos administrativos e egressos da UNEB, além da comunidade externa. A publicação traz “vozes que revisitam o início da vida sob novas luzes: as cores, as dores e as descobertas que atravessam corpos dissidentes desde cedo“, afirma card de lançamento. O selo é da Editora Arpillera.

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A coletânea é o resultado das discussões, debates e estudos realizados por meio do Clube de Leitura LGBTI+ Independente da Bahia, uma ação do projeto de extensão.   

Segundo Nilton Milanez, também idealizador e coordenador do projeto, “o clube de leitura cumpre o seu objetivo ao deflagrar uma gama variada e imensa da autoria LGBTI+ que foge ao cânone literário baiano e que luta para conquistar seu espaço de visibilidade na literatura da Bahia”.

“Destaco que as obras que debatemos e fizemos circular são de pessoas autoras baianas ou que residem na Bahia, movimentando uma esfera literária LGBTI+. Assim, veio à luz a demonstração de pertencimentos literários sobre o modo de vida LGBTI+ e sua participação social na literatura”, conta o docente.

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Museu de Arte da Bahia recebe Clube de Leitura dedicado à literatura independente da Bahia no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+

Texto: organização do evento, com edição da Ascom. Imagens: divulgação.

CIDADÃ DE SALVADOR: Reitora Adriana Marmori recebe título por sua trajetória de lutas e avanços na gestão da UNEB

Mulheres líderes em suas áreas de atuação compuseram a mesa solene em homenagem à reitora

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) realizou, na noite de ontem (3), sessão solene para a outorga do Título de Cidadã de Salvador à reitora da UNEB, Adriana Marmori.

A sessão reuniu membros da comunidade acadêmica e gestores da universidade, familiares da reitora, autoridades e políticos, lideranças de movimentos sociais e religiosas, no plenário do Legislativo soteropolitano, sediado no centro histórico da capital.

Adriana Marmori: universidade onde o povo está

A homenagem reconheceu a contribuição da reitora para o fortalecimento da educação pública, o diálogo com territórios populares e a defesa de políticas de inclusão e direitos humanos.

Em sua fala de agradecimento, marcada pela emoção e aplausos, Adriana Marmori destacou que o título representa “um pertencimento construído com histórias, memórias e gente”. “Sou soteropolitana: Salvador reside em meu coração sem pagar aluguel“, afirmou.

Adriana Marmori lembrou sua trajetória de vida, desde a infância no munícipio de Barreiras (ela nasceu em São Paulo, mas a família se mudou para a Bahia quando ela era bem criança), onde graduou-se em Pedagogia do Campus IX da UNEB e depois ingressou como docente por concurso público, até se transferir para Salvador com marido e três filhos, em 2006, para assumir funções na gestão da universidade, como gerente e pró-reitora de Extensão, vice-reitora e atualmente reitora – neste ano eleita pela comunidade acadêmica para o segundo mandato.

Público diverso e comunidade prestigiaram sessão

“Tenho orgulho da minha história de vida, não por vaidade, mas pelo reconhecimento e agradecimento das lutas daquelas e daqueles que vieram antes de mim”, contou a reitora, lembrando os muitos desafios enfrentados como mulher negra vinda do interior. “Vocês não têm ideia do que esse título representa para uma interiorana que aqui chegou e, por vezes, percebeu olhares xenofóbicos como se dissessem ‘O que essa retirante veio fazer aqui?'”.

Celebrando suas muitas experiências com diversos segmentos sociais em sua trajetória acadêmica, especialmente com populações e grupos mais vulneráveis, Adriana Marmori reafirmou que “a universidade precisa estar onde o povo está“.

Assista à integra da sessão solene
(retransmissão da TV UNEB)

Adriana escolheu nossa gente como causa

Proponente do título, o vereador Felipe Santana salientou a relevância da gestão da reitora para aproximar a UNEB da população mais carente da cidade e expandir ações de pesquisa, extensão e formação profissional.

“Hoje é um dia muito especial. Estamos entregando o título de cidadã à magnífica reitora Adriana Marmori, essa mulher excepcional que fez de Salvador sua casa e de nossa gente a sua causa. Ela transformou a universidade em um espaço mais próximo do povo“, disse o edil.

Felipe Santana: “UNEB cresceu sob sua liderança”

O parlamentar ressaltou o papel da reitora na ampliação de projetos sociais, na defesa da inclusão e na valorização das mulheres, especialmente mulheres negras, em posições de liderança.

“A professora Adriana levou a UNEB para dentro dos bairros, das escolas, das comunidades. Mostrou que a universidade não pode ser um muro, mas uma porta aberta. É um orgulho ver o quanto a universidade cresceu sob sua liderança. Hoje, Salvador não está apenas entregando um título, está reconhecendo algo que já era verdade: Adriana é parte da nossa cidade e da nossa história”, considerou o vereador.

Graduado em Direito pela UNEB, Felipe Santana lembrou a importância transformadora da pesquisa científica na universidade para seu desenvolvimento profissional.

A solenidade foi iniciada com apresentação musical do grupo Sambadeiras da Uati (Universidade Aberta à Terceira Idade) e da Orquestra de Berimbau de Mulheres, ambos projetos da UNEB. Coube ao cantor Tonho Matéria interpretar o Hino da Bahia (2 de Julho).

Texto: Marcus Gomes/Ascom, com edição de Toni Vasconcelos/Ascom.
Fotos: Cindi Rios/Prograd.

Reitora da UNEB recebe Título de Cidadã de Salvador em sessão solene na Câmara Municipal; dia 03/12, às 18h30

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) realiza, nesta quarta-feira (3), às 18h30, sessão solene de outorga do Título de Cidadã de Salvador à reitora da UNEB, Adriana Marmori, na sede do Legislativo soteropolitano, centro histórico da capital. O evento será retransmitido pelo canal da TV UNEB no Youtube.

A homenagem celebra a extensa trajetória e consolidada contribuição da educadora e gestora da universidade para o fortalecimento e expansão da educação pública no estado, do ensino básico ao superior. Com exitoso percurso profissional, Adriana Marmori é reconhecida, dentro e fora da comunidade acadêmica, como uma das vozes mais influentes e comprometidas com a educação pública e a transformação social na Bahia.

A solenidade vai reunir autoridades políticas e lideranças de movimentos sociais que acompanham e valorizam o trabalho de Adriana Marmori, além de muitos docentes, técnicos administrativos e estudantes da UNEB, que vão prestigiar a outorga da honraria à reitora, reeleita em outubro passado para novo mandato à frente da universidade, com 93% dos votos diretos da comunidade acadêmica.

A expectativa dos organizadores é do comparecimento de diferentes segmentos sociais que reconhecem em Adriana Marmori uma figura central na renovação das políticas de formação docente e na ampliação das ações de extensão universitária voltadas aos bairros populares de Salvador e de vários municípios e territórios da Bahia onde a UNEB atua.

“Teremos um momento muito especial na Câmara nesta quarta-feira: a entrega do Título de Cidadã de Salvador para a reitora da UNEB, Adriana Marmori, que tem conduzido a universidade com compromisso, diálogo e um trabalho que impacta diretamente a vida de milhares de estudantes, servidores e comunidades mais vulneráveis. A honraria é um gesto de gratidão da cidade a essa mulher que transformou a UNEB em uma universidade mais aberta, mais próxima do povo e comprometida com o futuro da nossa Salvador”, publicou em sua rede social o vereador Felipe Santana, proponente da outorga.

Vida dedicada à educação pública

Natural de São Paulo, foi na Bahia que Adriana Marmori construiu sua vida profissional e consolidou uma atuação comprometida com a formação cidadã e a defesa dos direitos humanos e do protagonismo das mulheres, especialmente mulheres negras, em espaços de poder.

Sua jornada é testemunho do seu compromisso e dedicação à educação pública, desde a graduação em Pedagogia no Campus IX da UNEB, em Barreiras, quando já exercia a docência no ensino básico. Ao ingressar por concurso público como professora da universidade, atuou em várias instâncias da gestão universitária, até alcançar a Reitoria da instituição, agora no segundo mandato.

A atuação de Adriana Marmori na extensão universitária tornou-se referência, por defender que a universidade deve dialogar sempre com as comunidades, escolas, movimentos sociais e territórios periféricos, perspectiva que ampliou a missão social da universidade.

Além da intensa atuação interna, a reitora vem projetando a UNEB em âmbito nacional e internacional, ao representar a universidade em eventos e espaços de poder no Brasil e outros países. Com sensibilidade, decisão e visão estratégica, Adriana Marmori se tornou símbolo para uma geração de educadores que defendem uma universidade pública transformadora.

Assista depoimento de Adriana Marmori sobre sua trajetória na universidade
(gravado em março de 2025 pela TV UNEB)

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagem: divulgação.

UNEB realiza 15ª edição do projeto Luzes de Natal e convida comunidade à solidariedade; doações até 15/12

A UNEB está realizando, neste mês, mais uma edição do projeto Luzes de Natal 2025, que visa congregar a comunidade acadêmica ao espírito natalino de amor e solidariedade ao próximo.

A campanha, uma iniciativa da Reitoria com organização da Assessoria de Comunicação (Ascom) da universidade, está completando 15 anos de existência trazendo o lema “Luzes de Natal 2025: Semeie amor, colha sorrisos“, para promover o espírito de gentileza e cuidado na comunidade acadêmica.

Nessa edição, o projeto vai acolher em Salvador a Instituição Beneficente Conceição Macedo (IBCM), a qual atende cerca de 80 crianças de zero a cinco anos de idade que vivem ou convivem com o vírus do HIV. Além disso, a instituição assiste 30 famílias em casas de apoio e distribui cerca de 750 cestas básicas por mês a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Assim, para o IBCM a comunidade unebiana da capital pode doar – até o dia 15 de dezembro – pacotes de leite em pó integral e brinquedos infantis, na sala da Ascom, localizada no térreo do Pavilhão de Aulas Multidisciplinar (PAM), no Campus I.

Os brinquedos também podem ser doados na Brinquedoteca Universitária Paulo Freire, sediada no Departamento de Educação (DEDC) do campus, porque, nessa edição, o Luzes de Natal está apoiando a campanha “Gesto Concreto”, da brinquedoteca.

Para facilitar as doações, entre os dias 12 e 15 de dezembro, equipe da Ascom visitará os setores e unidades do Campus I para coleta.

Outra novidade neste ano é a parceria do Luzes de Natal com a Editora da UNEB (EdUNEB): no lançamento coletivo de livros da editora, que vai acontecer no dia 15 de dezembro, às 14h, no auditório do Centro de Pesquisa em Educação e Desenvolvimento Regional (CPEDR), no campus, quem doar um pacote de leite pode adquirir um livro pelo valor de R$ 15.

Como a proposta do Luzes de Natal é alcançar também a multicampia da UNEB, como ocorreu em edições anteriores, no caso dos campi no interior do estado, o projeto recomenda a doação de brinquedos infantis nas brinquedotecas locais, para serem distribuídos a creches e instituições beneficentes escolhidas por cada brinquedoteca.

Veja o card da campanha

Texto: Toni Vasconcelos/Ascom. Imagens: Anderson Freire/Ascom.

Iniciação científica da UNEB amplia horizontes profissionais e pessoais dos estudantes pesquisadores

Nátaly Bezerra: incentivo à pesquisa garante que conhecimento produzido gere impacto real na sociedade

A XXIX Jornada de Iniciação Científica da UNEB, que aconteceu entre os dias 26 e 28 passados, no Campus I, em Salvador, reuniu 95 estudantes da educação básica e 587 discentes de cursos de graduação da universidade.

Com o tema central “A UNEB nos territórios baianos: ciência, diversidade e inovação“, a iniciativa teve abertura oficial na noite do dia 26, no teatro da instituição, no campus.

Anitta Fonseca

Veja cobertura da sessão de abertura

Os estudantes da UNEB apresentaram os resultados das pesquisas desenvolvidas no ano anterior (2024) nos diversos campi da universidade, ressaltando como a iniciação científica (IC) impacta nas suas trajetórias profissionais e no crescimento pessoal.

A estudante Anitta Fonseca, do curso de Turismo e Hotelaria, do Campus I, começou a atuar em pesquisa no quinto semestre do curso, como bolsista voluntária. Seu trabalho teve como objeto a Estação Ecológica do Raso da Catarina, localizada entres os rios São Francisco e Vaza-Barris, a 60km de Paulo Afonso, território essencial para preservação do bioma caatinga.

Kárem Rodrigues

Durante a investigação em campo, Anitta Fonseca participou de trilhas, vivências e análises sobre a importância da arara-azul-de-lear e da palmeira ouricuri, que são fundamentais para o ecossistema local. A pesquisa deu novo ânimo a sua existência: “Atuar como pesquisadora na UNEB é uma experiência transformadora. Eu estava aposentada e decidi desafiar-me. Pesquisar revitalizou minha vida”.

Graduada no curso de Direito, do Campus III (Juazeiro), Nátaly Bezerra apresentou na jornada pesquisa sobre a teoria dos precedentes judiciais do Código de Processo Civil (2015) nas decisões da unidade jurisdicional de Petrolina (PE). Sua investigação buscou identificar se a teoria é efetivamente aplicada nas sentenças analisadas.

“A iniciação científica me proporcionou maior domínio teórico, ampliou meu léxico, fortaleceu meu perfil profissional e me permitiu observar, na prática, como decisões judiciais podem não estar sendo aplicadas corretamente”, afirmou Nátaly Bezerra, enfatizando que “incentivar a pesquisa nas universidades públicas significa garantir que o conhecimento produzido gere impacto real na sociedade”.

João Perutino

O interesse de Kárem Rodrigues pela pesquisa em ioga despertou na educação básica e se desenvolveu na vida acadêmica. Estudante do curso de Jornalismo em Multimeios, do mesmo Campus III, ela ingressou no grupo de pesquisa Corpoética, no campus, que desenvolve estudos interdisciplinares em comunicação, educação e saúde, e atividades de investigação da corporeidade, como oficinas de ioga.

“Conheci o Corpoética ainda no colégio de ensino médio, com a divulgação que os pesquisadores do grupo fizeram. E me apaixonei pela pesquisa que realizam. A iniciação científica desenvolve o apreço pela pesquisa e pela leitura. O aluno amadurece, melhora a comunicação e aprende a trabalhar em equipe. É fundamental para a formação e para a contribuição que oferecemos à sociedade”, avaliou Kárem Rodrigues.

Alan Nascimento

Também do curso de Jornalismo em Multimeios, do Campus III, o discente João Perutino pesquisa charges publicadas em jornais a região do Vale do São Francisco. Para ele, a IC amplia horizontes e fortalece a formação acadêmica.

“A iniciação científica representa a oportunidade de ampliar a compreensão sobre diversos temas e enriquecer minha formação, abrindo novas perspectivas acadêmicas e profissionais. Essa experiência, inclusive, despertou meu interesse por fazer mestrado e doutorado”, disse João Perutino.

Há três anos atuando na IC, o estudante Alan Nascimento, do curso de Sistemas de Informação, do Campus I, reforçou também que “a iniciação científica contribuiu para o amadurecimento e a definição de meus objetivos profissionais“.

“O curso em si oferece uma base de conhecimentos, mas não proporciona a amplitude de experiências e oportunidades necessárias para a definição de uma especialização. Com as pesquisas, identifiquei-me com a área de inteligência artificial e robótica“, assegurou Alan Nascimento.

Texto: Marcus Gomes/Ascom, com edição de Toni Vasconcelos/Ascom.
Fotos: Marcus Gomes e Grazi Mercês/Ascom.

UNEB participa de conferência nacional do IBGE sobre dados; dias 3 a 5/12, em Salvador

A UNEB vai participar da Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados (Confest/Confege), organizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos próximos dias 3 a 5 de dezembro, em instalações do Senai Cimatec e Sesi, em Salvador.

A conferência tem como objetivo apresentar uma proposta de Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas (PGIEG), para o desenvolvimento do Brasil na era digital, no período entre 2026 e 2030. Esse plano, que o IBGE não apresenta desde 1974, segundo o órgão federal, é fundamental na estratégia e planejamento das informações oficiais.

A UNEB e as demais universidades estaduais baianas, além da Universidade Federal da Bahia (Ufba), participarão da programação temática do evento, que inclui mesas de debates, grupos de trabalho e oficinas com acesso gratuito e franqueado ao público.

Entre os temas que gestores e pesquisadores da UNEB vão tratar, estão “Avaliação institucional e gestão universitária: desafios, evidências e influências regionais das universidades públicas estaduais”, “O Estado e o direito brasileiros na construção de um sistema participativo, justo e soberano de regulação das plataformas e de proteção de dados”, “Educação para as mídias” e “O papel e a aplicação das informações censitárias para os estudos territoriais”, entre outros.

Pela primeira vez, a conferência mais importante do IBGE, organizada desde 1968, será realizada fora do Rio de Janeiro, sede nacional do instituto. Essa edição conta o apoio do governo estadual e da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb).

Veja programação completa

Texto: Marcus Gomes/Ascom. Imagem: divulgação.

JUAZEIRO: Doutorado profissional em agroecologia abre seleção para aluno regular 2026; inscrições até 17/12

O Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT), ofertado no Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS), Campus III da UNEB, em Juazeiro, vai abrir inscrições para seleção de aluno regular turma 2026 do curso de doutorado profissional do programa.

As inscrições para o processo seletivo vão estar abertas entre os dias 1º e 17 de dezembro exclusivamente pelo Sistema de Seleção Discente de Pós-Graduação (SSPPG) da UNEB. O candidato deve encaminhar a documentação requerida no ato da inscrição.

De acordo com o edital da seleção, estão sendo disponibilizadas 20 vagas. O programa reserva 20% das vagas aos servidores docentes e técnicos administrativos da universidade. Atendendo resoluções do Conselho Universitário (Consu) da UNEB, há reserva de vagas também para candidatos negros (40%) e estrangeiros (5%), além de sobrevagas (5%) para indígenas, quilombolas, ciganos, candidatos com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades, travestis, homens trans, mulheres trans e pessoas não bináries.

O processo seletivo constará de quatro etapas: análise e homologação das inscrições, análise da proposta de pesquisa, defesa da proposta de pesquisa e análise do currículo.

O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado até o dia 10 de fevereiro, após todas as etapas e recursos, no site do programa. A matrícula deve ocorrer nos dias 11 e 12 de março, com as aulas do curso tendo início nos dias 23 a 27 seguintes, presencialmente, no DTCS.

O PPGADT é um programa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em associação com a UNEB e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Informações: email processoseletivo.ppgadt@uneb.br.

Acesse Edital nº 138/2025

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Texto: Secretaria do PPGADT, com edição da Ascom. Imagem: divulgação.