UNEB firma parceria para oferta de licenciatura e bacharelado para formação de professores de chinês e tradutores do idioma

Encontro consolidou a parceria para oferta dos dois novos cursos na UNEB.

A UNEB apresentou, nesta segunda-feira (31), os projetos pedagógicos para as graduações: Licenciatura em Língua chinesa e Bacharelado em Tradução para Língua Chinesa a representantes do Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) e da China. O encontro aconteceu na sala de Reuniões da Reitoria, no Campus da universidade, em Salvador.

A parceria é fruto de articulação com o GCUB , costurada durante missão à Pequim, na China, realizada em setembro de 2024. A reitora da UNEB, Adriana Marmori, integrou a comitiva que participou da Conferência Mundial de Língua Chinesa e foi fundamental para o enlace da parceria.

O encontro teve a presença da reitora, Adriana Marmori, da vice-reitora, Dayse Lago, da diretora chinesa no Confucius Classroom na Universidade Federal Fluminense, Ana Qiao Jianzhen, da presidente do GCUB, Rossana Silva, além de gestores e docentes da UNEB.

“Com grande entusiasmo celebramos um marco histórico de parceria internacional da UNEB com a China, reforçando seu compromisso com a oferta de cursos voltados à formação de tradutores e docentes de língua chinesa. Esses programas são considerados essenciais para o futuro e para a construção de novas perspectivas globais. Com mais de 74 acordos internacionais já firmados, a nossa instituição se destaca pela inovação e pelo intercâmbio cultural. Agradecemos às equipes, parceiros e organizadores envolvidos na realização dessa conquista, que abrirá novas oportunidades para os estudantes e fortalecerá nossa posição no cenário acadêmico internacional”, destacou a reitora, Adriana Marmori.

A vice-reitora, Dayse Lago,

A proposta de oferta dessas duas graduações vincula-se ao Programa de Formação de Professores Internacionais de Língua Chinesa; e ao Programa Confúcio de estudos Sobre a China, que concede bolsas de doutorado e apoio a intercâmbios acadêmicos.

“A ampliação do intercâmbio educacional e cultural entre Brasil e China reflete o crescente interesse de alunos de ambos os países. A instalação de fábricas chinesas na Bahia intensificou a demanda por cursos de tradução, interpretação e licenciatura, áreas estratégicas para atender ao mercado. A parceria com a UNEB promete colocar o Brasil no centro da formação em língua e cultura chinesa, atraindo atenção nacional e internacional”, ressaltou Ana Qiao Jianzhen, diretora chinesa no Confucius Classroom na Universidade Federal Fluminense.

De acordo com a presidente do GCUB, Rossana Silva, a iniciativa busca fortalecer os laços educacionais entre Brasil e China. “Além de ampliar a formação de tradutores, intérpretes e licenciados em língua chinesa, futuramente, planejamos aumentar o número de estudantes brasileiros na China e receber professores e alunos chineses no Brasil”, disse.  

Oferta de vagas em Salvador e Alagoinhas

O curso de bacharelado em Língua Chinesa, com habilitação em Tradução, será ofertado no Departamento de Ciências Humanas (DCH), no Campus de Salvador. “A nova graduação trará importantes benefícios para o desenvolvimento econômico e social da Bahia, considerando os grandes empreendimentos e corporações chinesas que chegaram ao estado os últimos anos, destacou Flávio Correia, diretor do DCH.

Já o curso de Licenciatura em Língua Chinesa será ofertado no Departamento de Linguística, Literatura e Artes (DLLARTES), no Campus de Alagoinhas. “A criação desse curso atende às demandas locais, em um campo fértil devido à presença de empresas chinesas em Alagoinhas. Além de fortalecer o departamento, a proposta busca levar o ensino de chinês às escolas e fomentar novas oportunidades educacionais e culturais na região”, frisou Áurea Pereira, diretora do DLLARTES (Alagoinhas).

Internacionalização na UNEB

A UNEB possui, hoje, mais de 74 acordos de cooperação técnica, firmados com instituições de ensino de 19 países. Essa rede de convênios possibilita a articulação de importantes parcerias internacionais, como, por exemplo, a criação de grupos conjuntos de pesquisa, a publicação de produções acadêmicas em regime de coautoria, a previsão de dupla diplomação e da cotutela, doutorados-sanduíche, mobilidade e intercâmbio discente e docente, entre outras ações.

No caso das instituições asiáticas, destaca-se o acordo de cooperação firmado com o Hebei Institute of Communications (HEBIC) , localizado na província de Hebei, na China, que prevê a realização de intercâmbios docente e discente, além de pesquisa cooperativa.

Texto: Wânia Dias/Ascom, com colaboração de Danilo Cordeiro/Ascom
Fotos: Danilo Oliveira/Ascom